02 dezembro 2008

Praça da Sé – Ponta da Rua Dom Quintino - por José Esmeraldo Gonçalves

O jornalista cratense José Esmeraldo Gonçalves, ex-redator chefe da extinta revista Manchete e atualmente trabalhando na Editora Abril, ao ler as reminiscências da Rua Dom Quintino, enviou-me o texto abaixo sobre as pessoas e coisas das ruas e praças do Crato de então, mais especificamente da Praça da Sé. Tomo a liberdade de divulgar no Blog do Crato, com a anuência do mesmo. Recentemente foi lançado no Rio de Janeiro o livro “Aconteceu na Manchete – As Histórias que Ninguém Contou.” Este livro foi organizado pelos jornalistas José Esmeraldo Gonçalves e J. A. Barros, contendo textos de vários jornalistas que trabalharam na Revista Manchete e muitos daqueles que foram personagens das colunas sociais daquela revista, como Ivo Pitanguy, entre outros. É a história da revista que chegou às bancas em 26 de abril de 1952, para enfrentar a revista O Cruzeiro, potência do jornalismo da época, com tiragem de 400 mil exemplares. Eis o texto enviado pelo meu primo e amigo José Esmeraldo Gonçalves:
“Olá Carlos:
Não tinha acessado o Blog do Crato, mas fui lá. Muito bom, e como traz recordações, o texto sobre a Rua Dom Quintino. O curioso é que se formam em trechos de ruas da infância universos correspondentes. Veja, já na minha ponta, lá na Praça da Sé, outros personagens eram Assis Landim, um craque na bicicleta, tão habilidoso que os meninos o invejavam e tentavam imitá-lo, pagando caro às vezes em quedas memoráveis, Denise, a filha do Tenente Lavor, que hoje, casada, mora na Grécia, Andréa, uma lourinha linda, vizinhos como Armando, da dona Rosa, irmão de Airles, Norberto Siebra, de dona Altina, no outro lado da praça, José Wilson, Chico Barreto, João Barreto, Cristina, no casarão da Pipia, e por aí vai... Que tempos! E, pelo seu texto, me vi passando no portão tantas vezes cruzado que ligava a casa da vovó e a do tio Zé e revendo as figuras inesquecíveis que você cita.
Vi lá nos comentários a velha história do cachorro... Você tem total razão: nunca existiu. Acredito que tenha origem em uma brincadeira que fazíamos a caminho dos ensaios para o pelotão de espadas do Diocesano na parada do dia 7. Uns e outros batiam com a espada na grade, isso era 5 da manhã, e o cachorro danava-se a latir. Quando apareceu morto, surgiu a suspeita. Na época, dizia-se mesmo que havia uma recompensa a quem apontasse o verdadeiro culpado. Além disso, gosto de cachorros, tive dois aí na época do Crato: um pastor, Perón, e um vira-lata, Rex. Além de outro, Japi, este da minha mãe. E atualmente tenho, por tabela, paixões da Jussara, três gatos, um deles, um preto sortudo, recolhido de uma praça em Niterói, e apropriadamente batizado de Gilberto Gil. Com certeza, aprontei algumas no velho Crato, mas essa não está na minha folha corrida, é uma das "lendas" que o tempo escreve e reproduz.”
Abraços

(José Esmeraldo Gonçalves)

8 comentários:

  1. Carlos Eduardo e Jose Esmeraldo.

    Quando voces subirem um pouco que Alcançarem a casa de seu Pedro Norões e a do seu Unias eu tenha uma historinha interessante deles para contar.

    Abraços.

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  2. Zé: é o Zé do Vale quem lhe fala. A última vez que nos encontramos foi na praia de Copacabana, lá pelos idos dos anos setenta, acabávamos de chegar. Ainda moro por aqui, no Jardim Botânico. Meu telefone você achará fácil no telelistas. Atualmente trabalho na Agência Nacional de Saúde Suplementar na Augusto Severo. Quando for possível marque um encontro.

    Abraços

    José do Vale
    Ps. acho que nesta última vez você estava em companhia do Antonio Barreira, um primo de Fortaleza e que estudou comigo no Diocesano.

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  3. Prezado Zé
    Você fala ai em gente que viveu na Praça da Sé num período anterior a 1960. Ai veio o Seminário, iludido que fui por você e desse povo seu vizinho, só restou Airles, Norberto, que não sei onde anda e Assis Landim que mudou-se para o Grangeiro e há décadas abandonou as peripécias da bicileta. Os filhos de Pipia espalharam-se por esse Brasil a fora, assim como você. Quando tiver um tempinho, enriqueça o Blog do Crato. Aqui é o ponto de encontro dos cratense. Veja o Zé do Vale desejando lhe rever aí no Rio. Um abraço.

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  4. Prezado Carlos Esmeraldo,

    Estou sempre atento às memórias sobre o nosso querido Crato e seu povo bom,que você estar sempre recuperando e registrando neste blog.

    Aproveito o ensejo para agradecer pelo livro de sua autoria "História que vi, ouvi e contei", que você enviou-me através de Armando.

    Confesso que já o li, encomendado que foi ao meu amigo dileto e seu sobrinho Tiago; mas que não o tinha mais porque "passei pra frente"...

    Agora vou guardar esse exemplar recebido. Até mesmo porque não posso mesmo adiantá-lo, por conta, principalmente da atenciosa dedicatória.

    Grande abraço e felicidades!

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  5. Caro Carlos,
    O Norberto, infelizmente, faleceu há cerca de dois anos. A casa de dona Altina foi colocada à venda.Mas, ainda resta algo daquela praça que nós vivenciamos na década 60

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  6. Zé de Dona La Salete , Zé de Tia La Salete ...

    Assim te conheciam , as meninas dos anos 60.
    Fomos colegas , no primeiro ano científico ( Dom Bosco). Era uma turma pequena , mas lembro perfeitamente de quase todos : Eu ,Você, Franceury Teles, Ana Maria e Eunilda Dantas , Graça Barreto , Guiomar , Mazzarello ,Joaquim Pinheiro , Tarcisinho , Hugo Linard.
    Naquele tempo , suas aptidões literárias já eram notáveis.



    Tomara que você volte a nos encontrar por aqui , de vez em quando !



    Um abraço.

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  7. Vejam só a importancia do BlogdoCrato: morando e trabalhando numa mesma cidade (Rio de Janeiro) há mais de 30 anos, dois "matutos" do Crato - Zé do Vale e Zé Esmeraldo -estão na iminência de reencontrar-se para, certamente, celebrarem a terra querida.
    O recado, tal qual um sussurro, diríamos até que quase em tom de confidência (vejam aí em cima), já foi dado pelo Zé do Vale e certamente o Zé Esmeraldo deve ter regurgitado de alegria.
    Feliz reencontro, Josés.
    Parabéns, BlogdoCrato.

    José Nilton Mariano Saraiva

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  8. Caros,
    Estive fora do Rio e só agora leio os comentários ao post do Carlos. O blog é tão movimentado que essa resposta vai cair lá atrás, mas fica o registro. É ótimo rever imagens e pessoas do velho Crato. Grande memória a do amigo, e parente pela ala Pinheiro, José do Vale. O também primo Antonio Barreira, filho da tia Nenen (irmã de Pedro Norões e do meu pai, Unias, morou por aqui no começo dos anos 70. E foi em Copacabana mesmo, então área de lazer barato para o fim de semana de estudantes cratenses de bolso em crise financeira permanente. Zé, vou localizar o teu telefone. Como diz o Nilton, para um encontro de Zés. Moro em Ipanema e trabalho em Botafogo, não estamos distantes. Grande abraço. Socorro Moreira recupera outra boa lembrança, a do Colégio Dom Bosco. Uma ótima turma, eu é que era um desastre como aluno meio sem rumo. Só depois é que encontrei a estrada que me levou ao jornalismo, do qual, bem ou mal, sobrevivo. Socorro cita os nomes e quase ouço a lista de chamada. Outro grande abraço, extensivo à turma daquela época. Parabéns a todos, organizadores e blogueiros, por essa Praça Siqueira Campos virtual, que no meu tempo era o principal ponto de encontro do Crato, tal como este blog.
    abrs

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