12 outubro 2008

Por que o mercado ainda não reage?

Bilhões de dólares já foram lançados no mercado para estancar a crise, mas calmaria não veio.

De acordo com os especialistas, o problema agora não é mais falta de crédito, mas de confiança. A resposta deve ser lenta

Desde o agravamento da crise mundial, bilhões e mais bilhões de dólares já foram injetados no mercado financeiro mundial. As respostas, porém, ainda são tímidas. O problema, argumentam os especialistas, já não é mais a falta de liquidez, mas permanece a falta de confiança, que faz com que investidores continuem sacando seus recursos. E a recuperação dessa confiança é um processo bem mais lento do que a aprovação de pacotes de socorro financeiro. Para Alcides Leite, professor da Trevisan Escola de Negócios, um retorno mais efetivo depende de uma ação conjunta mais profunda do que a redução dos juros. Segundo ele, esse corte pelo Fed (Federal Reserve) em conjunto com outros Bancos Centrais já aponta para um nível de coordenação e organização positivo, não visto até então, mas ainda não é o suficiente. Assim como não foram os US$ 1,4 trilhão colocados no mercado pelos EUA e outros governos no Japão e na Europa. A expectativa é que o plano anunciado pelo G7, sexta-feira, ajude a aliviar a situação.

O mercado está travado porque todos preferem manter seus recursos em caixa. ´O problema é a falta de confiança no futuro. Enquanto essa confiança não for restabelecida, as empresas não giram e os negócios param de acontecer´, comenta o economista Ênio Viana. Este é um processo lento, que pode levar semanas ou meses: ´Ainda temos muitas interrogações. A única coisa que sabemos é que não é uma crise passageira´.

Carlos Eduardo Oliveira, conselheiro do Corecon-SP (Conselho Regional de Economia de São Paulo) explica que a quebra de grandes instituições nos Estados Unidos e Europa trouxe um efeito ´bola de neve´ no crédito, mercado e parceiros. Este ano, 13 bancos faliram nos Estados Unidos.

´A falta de confiança foi generalizada, os bancos perderam muitos recursos e agora precisam se alavancar, mas isso leva tempo´, diz.

Alcides Leite acredita que o clima só irá melhorar após o saneamento do sistema financeiro, com a retirada de títulos ruins do mercado e também de instituições, seja para recuperá-las ou fechá-las. Ele argumenta que ´a medida do que forem se mostrando ações coordenadas, o mercado voltará a ter confiança, ainda que lentamente´. Um processo em que uma peça puxa a outra e que pode levar meses para a retomada do motor da economia.

Carlos Eduardo de Oliveira afirma que´os bancos ainda não estão emprestando com receio do que irá acontecer e a economia não funciona sem crédito´. A expectativa é que com o ajuste do mercado — com dívidas, títulos ruins e instituições irresponsáveis expurgados — empresas e governos se adaptem à nova realidade de financiamentos menores. Com isso, os especialistas acreditam que a dinâmica do crédito se normalizará e a economia aos poucos voltará aos eixos.

Mônica Lucas
Repórter

COMENTÁRIO DE CARLOS EDUARDO ESMERALDO:
No Brasil, há uma grande torcida pela jornalões golpistas e meios de comunicação em geral, que torcem para que o impacto da crise americana destroce a nossa economia. A serviço dos partidos da oposição golpista, eles estão de olho em 2010 e vêm como única forma de destronar um governo que atualmente conta com oitenta por cento de aprovação, um caos geral na economia.

Um comentário:

  1. A postagem por mim realizda de autoria da reporter Monica Lucas foi publicada pelo jornal "Diário do Nordeste" edição de hoje, 12.10.08

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