14 outubro 2008

Juazeiro - Romeiros receberão atenção especial

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A ausência de infra-estrutura em torno da Basílica de Nossa Senhora das Dores é visível. Os barraqueiros se instalam no período das romarias com seus estabelecimentos feitos de improviso, com papelão, zinco ou madeira (Foto: Elizângela Santos)

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A obra estruturante do Centro de Apoio aos romeiros, com anfi-teatro para mais de 10 mil pessoas e mais de mil boxes, continua paralisada, aguardando repasse de verba federal

Vários projetos relacionados aos romeiros estão entre as promessas do prefeito eleito de Juazeiro, Manoel Santana

Juazeiro do Norte. As obras estruturantes para a melhoria de atendimento ao romeiro poderão receber um novo impulso. A depender dos novos projetos administrativos para os próximos anos. A conclusão do Centro de Apoio, obra parada há cerca de dois anos, construção de uma rodoviária para o romeiro, um grande rancho, com uma tarifa popular, para poder permitir a hospedagem daqueles que não puderem ficar em outros locais, museu de arte sacra e o roteiro da fé, uma espécie de percurso para integrar os pontos de visitação turística, estão entre as metas. Além disso, o sonho maior dos fiéis, conforme o prefeito eleito, Manoel Santana: o bondinho do Horto.

O turismo e a romaria, de acordo com Santana, serão tratados de forma distinta. Ele ressalta a questão do anel viário, já iniciado na cidade, para facilitar o fluxo de veículos, incluindo as novas obras que darão condições de melhor atendimento aos visitantes. “Tenho um compromisso com dom Fernando Panico, bispo diocesano, de melhorar o atendimento aos romeiros”, ressalta.

O roteiro da fé estaria ligado principalmente aos pontos de visitação já existentes, que são as igrejas de Juazeiro e os locais considerados sagrados pelos romeiros. Esse, conforme o prefeito eleito, seria um espaço mais disciplinado, até para a distribuição do comércio de artigos religiosos na cidade, artesanato e o folclore. “O que a gente precisa é que isso realmente se torne uma realidade”, diz Santana.

O governador do Estado, Cid Gomes, durante a romaria de setembro, anunciou a retomada das obras do Centro de Apoio aos Romeiros, após repasse da obra do município para o Estado. Ele destacou a importância de Juazeiro no contexto das romarias.

De acordo com dados aleatórios divulgados com freqüência nos meios de comunicação, o município recebe, a cada ano, cerca de 2 milhões de romeiros e visitantes. Até hoje, não há um levantamento feito por meio de pesquisa do que representa esse fluxo na cidade, a cada ano.

Em 15 dias será iniciada a maior romaria do ano, conhecida como a de Finados. A preparação para a recepção aos peregrinos da fé é paliativa. A organização de alguns setores da administração, igreja e entidades classistas para procurar atender é feita por meio da Operação Romeiro. A segurança e algumas unidades de saúde são acionadas. Há um serviço ineficiente de orientação, já que conforme o próprio secretário de Turismo e Romaria, Felipe Figueiredo, algumas pessoas estarão distribuídas em meio à multidão para orientar os visitantes. Mesmo fora do período das grandes romarias, Juazeiro continua recebendo romeiros de várias partes do Brasil. Não existe na cidade nenhum serviço de informação na rodoviária ou aeroporto.

Para o administrador da Basílica de Nossa Senhora das Dores, padre Paulo Lemos, antes de se pensar no turismo, é importante se pensar nas romarias. Ele afirma ainda não ter tido a oportunidade de conversar com o prefeito eleito sobre as suas pretensões em relação no que diz respeito a esse assunto. “Mas, antes de tudo, é preciso a conclusão com urgência do Centro de Apoio”, destaca. De uma só vez, poderão ser melhorados dois aspectos. Um deles está relacionado aos barraqueiros, hoje com seus estabelecimentos feitos de improviso, com papelão, zinco ou madeira, em torno da Basílica, sem a menor infra-estrutura.

Diálogo

Outro ponto diz respeito ao trânsito caótico da cidade. Não há lugar de embarque ou desembarque dos romeiros. Normalmente o congestionamento de veículos acontece em torno da igreja. “Recentemente uma romeira teve o pé esmagado”, relata. Para o padre Paulo, no momento em que se fala no turismo, a igreja fica com o pé atrás. “A prioridade deve ser o romeiro. O roteiro de fé existe e é espontânea”, lembra.

Para que as mudanças possam acontecer nesse sentido, ele afirma que é importante manter o diálogo com os setores envolvidos e deve haver um planejamento. No caso do Centro de Apoio, os barraqueiros e a própria Igreja devem ser ouvidos. Padre Lemos diz isso quando se refere à idéia do governo de criação no local de uma escola de designer em calçados e apoio ao Ronda do Quarteirão.

ELIZÂNGELA SANTOS
Repórter


Mais informações:
Secretaria da Basílica
Rua Padre Cícero, 147, Centro
Juazeiro do Norte
Região do Cariri
(88) 3511.2202

Fonte: jornal Diário do Nordeste.

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