25 outubro 2008

Campanha da gentileza.



O executivo estava na capital e entrou em um táxi com um amigo. Quando chegaram ao destino, o amigo disse ao taxista: Agradeço pela corrida. O senhor dirige muito bem. E, ante o espanto do motorista, continuou: Fiquei impressionado em observar como o senhor manteve a calma no meio do trânsito difícil. O profissional olhou, um tanto incrédulo, e foi embora. O executivo perguntou ao amigo por que ele dissera aquilo. Muito simples – explicou ele. Estou tentando trazer o amor de volta a esta cidade e iniciei com uma campanha da gentileza. Você sozinho? – Disse o outro. Eu, sozinho, não. Conto que muitos se sintam motivados a participar da minha campanha. Tenho certeza de que o taxista ganhou o dia com o que eu disse. Imagine agora que ele faça vinte corridas hoje. Vai ser gentil com todas as 20 pessoas que conduzir, porque alguém foi gentil com ele. Por sua vez, cada uma daquelas pessoas será gentil com seus empregados, com os garçons, com os vendedores, com sua família. Sem muito esforço, posso calcular que a gentileza pode se espalhar pelo menos em mil pessoas, num dia. O executivo não conseguia entender muito bem a questão do contágio que o amigo lhe explicava. Mas, você vai depender de um taxista! Não só de um taxista, respondeu o otimista. Como não tenho certeza de que o método seja infalível, tenho de fazer a mesma coisa com todas as pessoas que eu contatar hoje. Se eu conseguir que, ao menos, três delas fiquem felizes com o que eu lhes disser, indiretamente vou conseguir influenciar as atitudes de um sem número de outras. O executivo não estava acreditando naquele método. Afinal, podia ser que não funcionasse, que não desse certo, que a pessoa não se sensibilizasse com as palavras gentis. Não tem importância, foi a resposta pronta do entusiasta. Para mim, não custou nada ser gentil. * * * Você já pensou como seria bom se agradecêssemos ao carteiro por nos trazer a correspondência em nossa residência? Ao médico que nos atenda, ao balconista, ao caixa do supermercado... E a um professor, então? Quantos se mostram desestimulados porque ninguém lhes reconhece o trabalho! Se receber um elogio, se alguém lhe disser como é bom o trabalho que está realizando com seu filho, como ele influenciará todos os alunos das várias classes em que leciona! E cada aluno levará a mensagem para suas casas, seus amigos, seus vizinhos. Pode não ser fácil, mas se pudermos recrutar alguém para a nossa campanha da gentileza... Diz um provérbio de autoria desconhecida que as pessoas que dizem que não podem fazer, não deviam interromper aquelas que estão fazendo alguma coisa. Pensemos nisso e procuremos nos engajar na campanha da gentileza. Pode não dar certo com uma pessoa muito mal-humorada. Mas também pode ser que ela se surpreenda por ser cumprimentada, e responda. Melhor do que isso: pode ser que ela decida cumprimentar alguém. E, em fazendo isso, se sinta bem. E passe a cumprimentar as pessoas todos os dias. Assim estaremos espalhando o germe da gentileza, que torna as pessoas mais próximas umas das outras. Uma campanha que espalha confiança, tranquilidade... Pensemos nisso e façamos nossa adesão à campanha da gentileza, transformando a nossa cidade num oásis de paz.Redação do Momento Espírita, com base no cap. O amor e o taxista, de autoria de Art Buchwald, do livro Histórias para aquecer o coração, de Jack Canfield e Mark Victor Hansen, ed. Sextante.Em 06.06.2008.

Mônica Araripe



10 comentários:

  1. Com certeza, Monkynha!

    O mundo precisa de Gentileza, Respeito e Seriedade. 3 coisas que fazem parte do universo chamado EDUCAÇÃO.

    P.S - Estou indo à casa de Ninha, não sei se vou poder responder após esta, mas na volta eu vejo...

    Bjus!

    Dihelson Mendonça

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  2. Prezada Monica
    Quando eu trabalhava no Departamento de Projetos da Coelce, a minha secretária entrou de férias e no lugar dela ficou outra funcionária que não correspondia às minhas expectativas. Não sabia redigir direito, não datilografava (naquela época, era século passado, não havia micro-computadores), enfim, estava louco que o mês passasse. Quando terminou o tempo das férias da secretária, agradeci à substituta e lhe disse que ela havia prestado um excelente serviço. Desse dia em diante ela começou a estudar e melhorou tanto que passou a ser disputada por outros órgãos da empresa. Mas preferiu ficar onde estava. Aprendi aí a força que tem uma palavra de incentivo.

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  3. "Se todos fossem iguais a você, que maravilha viver".
    Acho que essa parte da música de Tom Jobim e Vinícius nos diz muito do que Monquinha colocou aí.
    Para que as pessoas sejam iguais à gente em boas atitudes, gentileza e educação, é necessário que disseminemos essas gentilezas por onde andarmos. Um obrigado, um "com licença", um sorriso, um abraço e tantos outros gestos e atitudes gentis, só fazem com que essas atitudes se espalhem.Então, vamos fazer disso um vírus para que as pessoas se tornem mais humanas e daí pode advir muita coisa boa, sem dúvida.

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  4. Resposta do leitor Carlos Pontes sobre o assunto:

    Caro Dihelson,

    Abraços

    Muito embora não sendo de sua autoria, mas hoje cedo lí o texto enviado pela Sra. Mônica Araripe sobre a Campanha da Gentileza e gostei muito. E vem a indagação necessária: o quanto deixamos de evoluir e tornar o mundo melhor pela falta de gentileza. O bem se propaga, assim como o mal se propaga, a mediocridade se propaga, e assim por diante.
    O planeta terra é nossa morada e nós somos os seus inquilinos. Digo inquilinos, porque estamos aqui de aluguel. É inútil o orgulho. E já que se trata de tão pouco tempo por aqui porque não a gentileza como um fator dominante?
    A gentileza pode até parecer insignificante para alguns, mas é prioridade. Qualquer ser vivo que habita o universo gosta de receber gentileza. Seja ele quem for. E se for o contrário, interne-o porque este sem sombra de dúvida enlouqueceu. Parabéns a Sra. mônica Araripe pelo tema abordado. Porque gentileza inclusive é o melhor código da civilização humana.

    Um forte abraço aos frequentadores
    do blog do Crato e a você Dihelson.

    Carlos Pontes
    Fortaleza-Ce.

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  5. Carlos Eduardo, legal seu depoimento, eu também já passei situações onde eu melhorei muito como pessoa, só pelo fato de alguém elogiar meu trabalho, de um muito obrigado,de ouvir "minha" filha Deus te abêncoe", então são gestos pequenos que faz uma enorme diferença em nossas vidas.
    Um grande abraço,
    Mônica Araripe

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  6. Com certeza Kaika, basta tentar falar um bom dia!, ai começa a praticar e sem sombra de dúvidas, o mundo vai ficar bem mais bonito.
    Ei, tô com saudades,
    bjus

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  7. Carlos Pontes,fiquei tão tão feliz com seu comentário, é exatamente como você falou(desculpa por falar você).Tem que ser prioridade mesmo, nossa passagem aqui é rápida, eu posso dar um testemunho, eu estava muito triste e resolvi sair e fui a um lugar(não vou falar o nome que pode alguém misturar com politica)cheguei lá e comecei a conversar, quem estava lá, talvez nem tenha percebido como fiquei feliz por elas me agradecer,falar que minha visita foi muito importânte e que eu voltasse lá mais vezes. Eu sai de lá outra e claro sempre volto, e sempre procuro dar um sorrisso, agradecer, dar um bom dia e por ai vai é tão fácil, basta começar. Pode ter certeza que todos esses comentários me fez muito bem, obrigada e tudo de bom.
    Abraços,
    Mônica Araripe

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  8. Dihelson,
    saudades e um beijo em Ninha,ei já tentei entrar no msn do blog e não consigo, me ajuda.
    Bjus

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  9. Este comentário foi removido pelo autor.

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  10. Os atos de gentileza são sempre muito bem recebidos e notados. Mônica, quando você falou aí que está com saudades me senti fortemente abraçado. Quero te dizer que também estou com saudades e ainda não tive o prazer de te felicitar pessoalmente pela última conquista mas já o fiz a Samuel. Espero vê-la em breve e poder te abraçar para te desejar muito mais sucesso, sempre.
    Bjão e conte comigo.

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