30 setembro 2008

Hoje no DN - Campanha estimula voto consciente


Contra corrupção

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Eleitores aproveitaram o mote da campanha para incentivar participação ativa da cidadania (Foto: Antônio Vicelmo)

Crato. Um encontro de duas gerações. O velho advogado e promotor de Justiça, Raimundo de Oliveira Borges, com 101 anos, e os jovens promotores e Élder Ximenes e Plácido Barroso Rios. Era o passado e o presente numa simbiose de experiência e sabedoria com a competência e o entusiasmo. Foi assim que foi definida solenidade durante a qual Oliveira Borges encabeçou a lista de assinaturas para o projeto de iniciativa popular que tem o objetivo de impedir a candidatura de candidatos ficha suja.

Ao subscrever o abaixo-assinado, Borges deu uma lição de ética e democracia à nova geração de aplicadores do Direito, afirmando que o fortalecimento das instituições só será alcançado com o voto livre e consciente. A Campanha deu prosseguimento à mobilização realizada na Praça da Sé, durante a última sexta-feira, quando foi realizado o dia D de Combate à Corrupção. A solenidade foi aberta pela juíza eleitoral Geritsa Montezuma, que chamou a atenção dos eleitores para as conseqüências do voto. Em seguida, em tom ecumênico, falaram o pastor da Igreja Batista do Crato, Samuel Macedo Lobo; e o bispo da Diocese, dom Fernando Panico.

Na parte artística, a maior atração foi a dupla de repentistas Silvio Granjeiro e Francinaldo Oliveira, que se revezou com versos, criticando os políticos corruptos. O ato público só terminou à noite.

O Comitê de Combate à Corrupção distribuiu um modelo de título eleitoral, com uma mensagem do poeta alemão Bertolt Brecht (1913-1956), com os seguintes dizeres: “O pior analfabeto, é o analfabeto político”. Na visão do autor, a irresponsabilidade do voto pode acarretar o surgimento de mazelas como a desigualdade social e entraves para o desenvolvimento humano.

Reportagem: Antonio Vicelmo
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Um comentário:

  1. Prezado Dihelson
    Que grande homem é doutor Borges! 101 anos e exemplo de vida para muita gente. Tenho por ele uma grande admiração, pois ele muito me incentivou na minha vida profissional, ora elogiando o meu trabalho, ora o meu currículo. (imagina, tão pobre!) No lançamento do meu livro "Histórias Que Vi, Ouvi e Contei" em 2005, quando tantos amigos que foram convidados e não compareceram, lá estava ele, a me dizer que tinha lido e gostado muito.

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