21 agosto 2008

Poema - Nijair Pinto

Crendo

Faz-me penetrar num lugar novo.
Estuda-me, em natureza, o meu ser.
A natureza não crítica, sem discussão,
É inconveniente juízo de constatação.

Não se abstenha dos seus valores!
Dê significado ao que você consagra.
Responda, definitivamente, à indagação:
Somos meros espectros sem função?

O ‘dever ser’ preocupa e espanta,
Pois conheço minha natureza humana.
Se nunca me exponho em profusão.
É por devaneio interno de reflexão.

Mas também sou homem, homem vulgar!
Que se manifesta ao sabor da experiência.
Talvez tirano ou algoz – sem predileção.
Um louco, tresloucado, sem qualquer noção.

Nijair Araújo Pinto

Crato-CE, 19 de agosto de 2008.
20h16min

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