21 agosto 2008

Cai Árvore na Praça Siqueira Campos - João Ludgero

CAI ÁRVORE NA SIQUEIRA CAMPOS
OS MACACOS NÃO ESTÃO NOS GALHOS CERTOS

Por – João Ludgero Sobreira Neto
Geógrafo – Especialista em Direito Ambiental e Geopolítica

Não podíamos deixar passar em branco o episódio ocorrido na praça mais famosa do Crato, a nossa simpática e contraditória Siqueira Campos. Ao assistir a cena, pela TV, onde uma das árvores que tanto confidenciou conversas e promessas políticas desabava, pensei um pouco. Numa primeira reflexão achei que fosse ironia do destino, pelo fato de sua idade tão adiantada, mas na oportunidade de visitar a obra me deparei com comentários dos freqüentadores, onde indignados atribuíam a culpa, a forma como a construtora agiu para enquadrar seu projeto junto à natureza da praça. Não é a primeira vez que nos deparamos com denuncias deste tipo, e infelizmente os “projetos” que envolvem uma interação com a natureza, geralmente os responsáveis, ou por falta de conhecimento, ou pra economizar na execução, teimam em querer que a natureza se adapte ao projeto, e não como deve ser de fato, o projeto deve sempre se adaptar a natureza.
De acordo com as denúncias e colocações que pude constatar na Praça Siqueira Campos, o que levou a queda da árvore e condenou todas as demais, foi uma intervenção junto as raízes das mesmas para encaixar os canteiros, onde a intervenção foi tão profunda que rompeu as raízes de sustentação das tão belas e frondosas árvores, ou seja cortaram, amputaram os pés e as pernas das mesmas, onde uma não agüentando ficar de pé sobre seus mocotós caiu, e as outras não vão suportar por muito tempo, desabarão também.
Diante da tragédia cabe uma reflexão. Será que a empresa tem agrônomos, botânicos, na sua equipe? Creio que não, por que se tivesse com certeza isso não teria acontecido. Até quando as construtoras vão achar que um engenheiro civil é conhecedor de tudo. Não sei quem errou se a construtora por não consultar um profissional conhecedor de árvores, ou o engenheiro que se auto-intitulou como agrônomo ou botânico.
Os erros de uma obra executada por um único profissional que se acha capaz de pensar e agir como um BIÓLOGO, GEÓGRAFO, AGRÔNOMO, GEÓLOGO , etc. Ou seja, ele (profissional) só é a equipe, geralmente só aparecem depois de algum tempo da obra acabada, Relembrar é viver, NÃO ESQUECEMOS DO CANAL DO RIO GRANGEIRO.
Esse acontecimento nos lembra um antigo dizer popular: CADA MACACO EM SEU GALHO.
Imaginem uma Prefeitura, onde o Secretário de Meio Ambiente fosse um Geógrafo, ou um Biólogo, Uma secretaria de Saúde sendo administrada por um Médico ou Enfermeiro, a Secretaria de Obras por um Engenheiro, e a pasta da Educação Administrada por um Pedagogo, não devemos esquecer da pasta da Cultura, onde deveria estar pelo menos uma pessoa formada em Artes Cênicas, e o que dizer da pasta de Ação Social, o ideal seria um Sociólogo, mas o profissional que mais se encaixaria é o Agrônomo na pasta da Agricultura.
Teoricamente esta Prefeitura Imaginária teria tudo para dar certo, mas não devemos esquecer, que somado ao conhecimento formal, vem a importância destes profissionais serem conhecedores de seu lugar, afinal de contas MACACO DE FORA, pode se pendurar em galhos que prejudiquem o desenvolvimento da Árvore.


Por: João Ludgero
Saudações Geográficas!
profludgero@hotmail.com

6 comentários:

  1. João Ludgero.

    Aquelas arvores são as unicas testemunhas da fase mais dourada de minha vida. Junto com outros colegas ficavamos apoiados naqueles bancos aguardando o filme das 08h no Cassino. As colegas volteavam e lançavam os seus olhares puros e sublimes em nossa direção. Aquelo gesto inocente "flerto" nos deixava meio vaidoso mas niguem se atrevia a falar namoro porque corria o risco de lavar uma tremenda mala. Bem diferente da era do "fica". Não devemos ser contra o progresso mas a memoria precisa ser preservada.

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  2. A. Moraes, acredito que voce deve ter sentido mais do que eu.

    Entendo que não devemos ser contra o progresso, mas ele só será alcançado de fato quando nossa sociedade compreender que crescer, progredir, pode ser possível preservando a história de um povo, e consevando os reursos naturais para outras gerações.

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  3. Olha amigo João Ludgero, um dia me aventurei e convidar uma paquera para assistir um filme no Cassino. Depois do convite virei o bolso pelo averso e observei que a grana só pagava as duas entradas, não sobrava nem o da goma de mascar. Pra minha desagradavel surpresa a vi de longe chegando na praça com uma amiga. Aí como bom Varzea-Alegrense que sou me danei a botar defeito no filme, que era ruim, que o artista morria no fim etc. Depois de convencê-la a desistir tomamos um sorvete de mangaba na Sorveteria Bantim e subimos a ladeira do Seminario onde moravamos. Conseguir convencê-la que "Dr. Jivago" era um filmezinho! Já pensou?

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  4. João Ludgero,diz o dito popular que não adianta colocar o carro na frente dos bois.é bem verdade que todo logradouro publico merece manutenção. A incompetência administrativa do atual gestor e sua equipe é notória,a reforma da praça siqueira campos foi colocada de garganta a dentro para a população com uma rapidez de outro mundo,gostaria de ter visto tamanho empenho do deputado eli aguiar , do prefeito e sua equipe,quando o canal do rio grangeiro estava ameaçando com suas aguas a população,e ficou abandonado por mais de dois anos.Onde estava o deputado prometeu que não moveu uma palha para resolver o problema.O que aconteceu com a praça siqueira campos é a maior comprovação que a impunidade prevalece nesse pais ,como é que uma obra compromete um patrimônio,acaba com a beleza ,e chega ao ponto de cortar arvores centenárias e niguem faz nada em defeza do nosso patrimônio ecolôgico.Com a palavra o setor competente.Parabens joão, vamos sempre andar em defesa do nosso crato.independentemente dos hipócritas de plantão.Edson Vilar.tutu.

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  5. Caro João Ludgero, o seu texto abrange um assunto que nesses dias está sendo muito discutido, nele há assuntos que revelam uma total disparidade dos nossos governantes que não possuem a decência de se colocar as pessoas certas nos locais certos para que a nossa cidade tão querida possa se desenvolver e retomar a sua força econômica, política, social e cultural. Essa desconsideração para com o povo cratense a Cada dia está afundando cada vez mais o nosso querido Crato num buraco sem volta e sem remédio que nos trará grande dor e sofrimento.

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  6. Caro João Ludgero, o seu texto abrange um assunto que nesses dias está sendo muito discutido, nele há assuntos que revelam uma total disparidade dos nossos governantes que não possuem a decência de se colocar as pessoas certas nos locais certos para que a nossa cidade tão querida possa se desenvolver e retomar a sua força econômica, política, social e cultural. Essa desconsideração para com o povo cratense a Cada dia está afundando cada vez mais o nosso querido Crato num buraco sem volta e sem remédio que nos trará grande dor e sofrimento.


    fábio george nogueira cruz
    colégio santa teresa de jesus crato-ce

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