12 junho 2008

Cartão do INPS pra que? - Por: Kaika Luiz

Não sei quem cortou esse cabelo. Certamente foi com uma lata de sardinha. Pode ter sido "Roulien" ou, quem sabe, a minha mãe, na latada que tínhamos no quintal da casa que morávamos na Rua José Carvalho, imediatamente atrás da Paróquia de Nossa Senhora da Penha. Por incrível que pareça eu tinha a carteirinha do antigo INPS. Acho que precisei dela algumas vezes, mas muito pouco. Talvez para curar uma "dordolha" ou os meus sempre constantes "terçóis". Tive algumas "impinjas", é certo, mas nada que uma "violeta de genciana" não acabasse. As "cabeças de prego" apareciam de vez em quando, mas aí tinha o "Basilicão" que puxava tudo, até o "carnegão", que vinha muito depois de muito "sangue-pisado". Aí, tinha que usar vários capuchos de algodão, que vinha dentro de uma caixinha, separado com um papel roxo. Voltando aos "terçóis", lembro bem que tive que tomar levedura de cerveja para "limpar o sangue", pois "esse é um problema no sangue", diziam, não sei quem. Tomei sulfa-rosa, colocava uma pomada marrom que não recordo o nome agora (será que era oftil? rsrsr). Até óculos usei por causa dos terçóis. Tenho foto e tudo, mas depois mostro. Lembro que uma vez brincava eu em um parque infantil que tinha no Parque Municipal. Sim, ainda era no tempo do zoológico, com "porco-espinho" e tudo. Fui descer no escorregador de sapato tipo vulcabrás. Minhas pernas se abriram e engancharam nas laterais do escorregador. Com a inércia dei um "pulo de ponta" lá em baixo, ainda no escorregador. "Furei e cabeça". Me levaram nos braços direto pro Hospital São Francisco, que, ainda bem, era logo ali, vizinho. Ainda tenho a cicatriz. Outra doença que tive nesse período foi sarampo. Mas curei logo. Tive ainda "papeira" e "catapora", mas não lembro nunca de ter que usar o cartão do INPS. Foi tudo curado em casa, com as "meizinhas" de Vovó e mamãe. É desse período que tenho ainda hoje grande admiração pela cura através das plantas. Adoro mel de malva, chás em geral, mel de abelha, óleos medicianais, etc. Hoje não tenho carteira do INPS, nem do INSS, nem da UNIMED. O que tenho hoje é muita saúde, a não ser... deixa ver!

Por: kaika Luiz.

2 comentários:

  1. Legal, Kaíka. Memórias bem humoradas e cheias de tiradas geniais.

    ResponderExcluir
  2. blza "Carlim".
    É muito gostoso essas lembranças. Sou fã.
    Sucesso irmão!

    ResponderExcluir

Visite a página oficial do Blog do Crato - www.blogdocrato.com - Há 10 Anos, o Crato na Internet.