19 abril 2008

O TEMPO NO CRATO, agora a tarde!

Chuvas isoladas e fortes ainda são sinais de inverno no Cratinho de açúcar!

3 comentários:

  1. Mas que Céu Maravilhoso, Pachelly. Ninha tinha me dito pra olhar para o céu ontem à tarde, mas eu nem dei ouvidos. Agora sei o que perdi, mas por outro lado, graças à você, NÃO PERDI, rs rs

    Abraços,

    Dihelson Mendonça

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  2. Que potentosa força desce dos céus. Precisa, dirigida, numa coluna larga, feito a vontade de água, quando nossa realidade vive a estiagem. Sobre ela um cogumelo de vapor prestes a se precipitar. É como a origem de todas as origens dos rios que se agigantam em oceanos.

    Mas não é ao que o olhar se deslumbra que a foto diz. A foto diz de uma linha horizontal, quase reta, que corta a paisagem de modo indelével. Uma linha que demarca, até aqui és, depois, e muito além, serás estrangeiro. Até aqui, uma escama de buriti, um pó de jatobá, um caldo de piqui. Além dela horizontes sem nomes, aves em cinza, plantas em lenha.

    A linha que corta o horizonte, é o que sempre existiu. Na seca e no inverno que apenas contam o tempo das águas, mas é no planalto que alinha o dom do mundo tal e qual a foto. Como esta chapada, mais forte que o temporal, onde as estações não se contam como água. É outra contagem: outono e primavera. Quando a folhas caem ou se elas brotam.

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  3. José do Vale, você não é um cronista; Você faz poesia com o quotidiano. Parabéns, poeta! Assim como a foto está para a chuva, o seu poema está para a foto.

    Abraços,

    Dihelson Mendonça

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