14 abril 2008

CULTURA NÃO SERÁ COCA-COLAS DE CONSUMO O QUE CAJUINAS... - Por Wilson Bernardo.

As diversidades culturais existentes não interferem empaticamente em termos como academias,rótulos ciências, mas sim em fatores primordiais ,desde que o tempo e as mais remotas descobertas da humanidade como a cultura do fogo que representa divindades,assim como o borro na vida remanescente de comunidades,que mesmo sem o desenvolvimento da escrita,são tão cultos o quanto a mais moderna das relações sociais,tecnicistas que mesmo com o desenvolvimento das palavras continuam inertes as transformações culturais dos povos e de seus remanescentes. Códigos,símbolos e oral é a informatica das mais primitivas e umas das mais atuantes,principalmente no nordeste brasileiro,detentora de indices alarmantes de analfabetismo não funcional,mas de ricas culturas aqui pré-estabelecidas,que ao longo dos anos se desenvolveram com uma nova identidade e manejos artisticos,por conta de uma formação etnica, mesclada justamente pela diversidade cultural,que se não todos mas grande parte adormecidas a espera dos incentivos,para desabrochar o erudito,o popular, e os intrigantes fazedores de romarias com seus cantigosmem busca de um paraíso que é visivel e bem real nas necessidades do povo,que é sobreviver as mazelas da seca ou o excesso das águas quando assim o inverno propicia.

A arte de se manifestar na cultura retrata perfeitamente as necessidades em que o homem se adapta.O cariri cearense e o crato nasceram no leito de uma fonte onde escoava das metrópoles européias,as manifestações culturais que quando aqui desaguavam os piquizeiros logo os transformavam e ai virava festa de batuques e pifanos cabaçais,reisados,ladainhas e trovadores renascentistas em versos rimados cordelistas os novos cultuadores da musica,poetas,gravadores e a certeza de que o sertão será a fonte,onde as metrópoles e o litoral em tempos vindouros,mataram sua sede de cultuarem a verdadeira cultura brasil tupiniquim Kariris...

Yes nóis tem bananas!

Em meados dos anos oitenta,estudantes e amigos engasgados digamos assim na contra cultura,revolucionamos a maneira comportada de fazer teatro e cultura no cariri. Criamos um grupo de teatro o GIA,totalmente desconstruindo a velha tradição teatral de tablados e cortinas do teatro aristotélico em uma nova visão,baseado em estudos do teatro do oprimido do então Augusto Boal em que nos revela e nos insere em um contexto que se aplica a peformace e o teatro de enquetes com determinada sincronia com platéia.justamente a coparticipação do publico com os atores onde ambos fazem parte do mesmo espetaculo.O oprimido passará então a reverter os fatos,em que a historia insisti em glorificar o opressor como vencedores,indo mais além numa visão mais pessoal,o oprimido passa a ser o opressor do opressor em uma estética é claro fisioideologica.O grupomGIA marcou epoca na metade dos anos oitenta onde ainda se confraternizavam-se em ataques literarios os grupos MUTART E OS SANGUESSUGAS. tempos de uma maturidade ingênua,mas que formou-se grandes amigos.

Saudades

Por: Wilson Bernardo

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