30 abril 2008

2ª EDIÇÃO DA MOSTRA CURTAS CARIRI TERÁ INÍCIO NO DIA 01 DE MAIO.

A Mostra Curtas Cariri é um evento pioneiro que, desde sua primeira edição em 2007, traz ao interior do Ceará uma amostra da produção cinematográfica nacional em curta-metragem, com programação totalmente gratuita, valorizando a regionalidade como linguagem e celebrando a diversidade cultural do país.

Neste segundo ano a MCC, evento realizado pelo Coletivo Malungo, Jaraguá Filmes e a AAC-Associação Audiovisual do Cariri, será exibida concomitantemente em três cidades da Região do Cariri. Crato (Auditório da RFFSA), Juazeiro do Norte (CCBNB) e Nova Olinda (Fundação Casa Grande) receberão a programação de filmes, oficinas, debates e shows nos dias 01, 02 e 03 de maio de 2008.

O homenageado do evento será Seu Zé Sozinho, pernambucano radicado em Caririaçu, que bem representa a vocação audiovisual do Cariri, há quase 40 anos, exibindo filmes em praça pública.

A Mostra acontecerá nos dias 01, 02 e 03 de maio de 2008, simultaneamente nas cidades de Crato (Teatro da RFFSA), Juazeiro do Norte (Centro Cultural Banco do Nordeste) e Nova Olinda (Fundação Casa Grande), com uma programação que incluirá além dos filmes selecionados para os 4 programas do evento, mesa-redonda, palestras, oficinas e shows.

Os Programas:

- Mostra de 1 min: Curtas-metragens inquietos, inventivos, criativos e questionadores, que faz um apanhado da recente produção de vídeos experimentais dos novos realizadores do Cariri.

- Mostrinha: Esse programa dedica sua programação às crianças e tem como foco despertar nas crianças o interesse pela sétima arte.

- Mostra Curta Cariri / 100 Canal: Esse programa tem curadoria de Hélio Filho, gerente da TV Casa Grande, que selecionou 12 vídeos com trabalhos em audiovisual desenvolvidos pelos meninos da instituição.

- Mostra Curta Brasil: A Mostra Curta Brasil tem por característica a apresentação de filmes que obtiveram destaque na cena audiovisual brasileira e, com isso, faz um recorte da recente produção em curta-metragem nacional.

Programação:

Dia 01 de maio:
- 16h Abertura do evento.
- Palestra do Zé Sozinho(Homenageado da Mostra)
- 16h Mostra de 1 min.
- 17h Mostrinha.
- 18h Mostra Curta Cariri / 100 Canal.
- 19h Mostra Curta Brasil.

Dia 02 de maio:
- 16h Mostra de 1 min.
- 17h Mostrinha.
- 18h Mostra Curta Cariri / 100 Canal.
- 19h Palestra com os Meninos da TV Casa Grande.
- 19h Mostra Curta Brasil.


Dia 03 de maio:
- 16h Mostra de 1 min.
- 17h Mostrinha.
- 18h Mostra Curta Cariri / 100 Canal.
- 19h Mostra Curta Brasil.
- 20h show de encerramento.


Mais informações:
Jaraguáfilmes
docariri@gmail.com
(88) 9619.1898
(88) 3521.3382

Apoio:
Soma9
Arte Mídia

Por: Dihelson Mendonça
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A tortuosa estrada do sonho...

Ali estava bem na sua frente e era um deslumbramento. Parara ofegante e atônito, como um menino que balbucia as primeiras palavras de amor para a namorada. Saíra com a inglória missão de comprar um presente para o aniversário do filho, esta difícil e impalpável arte de calçar a matéria no sonho alheio. De repente, diante dos seus olhos, como se pronunciasse o abracadabra ou o abre-te-sésamo aparece o objeto de todos os desejos da sua já distante infância.
Fôra pirralho pobre e desde cedo precisara aprender a inventar os seus próprios brinquedos. A duras penas , aprendera a fazer o pião com um tronco de goiabeira e um prego; o “triângulo”, mais simples , o precedera, quando entortou a extremidade de um arame e afiou a outra ponta numa pedra de amolar facas. Depois viera o caminhão, doce enlevo da sua meninice, que fabricara desfazendo uma velha caixa de madeira e dela construiria todos os módulos: a boléia, a carroceria, as rodas ( a mais difícil tarefa) e até os amortecedores -- feitos das aspas metálicas que recobriam a caixa e que davam ao carrinho um discreto molejo, tão importante para as manobras mais radicais. As bolas de gude ( de aço ,as preferidas) eram conseguidas dos mecânicos da redondeza, que as tiravam de rolamentos “gripados”. Depois vieram os carrinhos de rolimã , os patinetes construídos com tábuas e rolamentos, que eram o terror do sono de todos os vizinhos Fez-se clone de Ícaro ,também , montando “pipas” com papel celofane, pedaços de madeira e “grude de goma”. Os “papagaios”, ao serem empinados, como que alçavam aos céus o dourado enleio da sua infância ( enleio que um dia se perdeu no espaço, ao ser cortado pelo brusco cerol da adolescência). .
Uma vez , pisando na sombra do pai, tinha tido um encantamento igual ao de hoje : diante de si um ônibus feito artesanalmente, de quase meio metro, com inúmeras cadeiras no seu interior , as laterais fabricadas de lata e pintadas, onde se lia, em letras transversais: “Viação Cometa”. Lembra, como se fora ontem, atanazara tanto o pai para comprar aquela maravilha, que terminou por ganhar o mais comum presente do seu tempo: uma surra monumental.
Hoje, no entanto, se sentia o mais feliz homem do mundo: podia dar ao filho o mais almejado presente da sua vida de guri. Comprou-o, trêmulo, como se tivesse voltado trinta anos . Cerrou os olhos um pouco, enquanto o vendedor lhe trazia o troco, e se viu apenas de calção listrado, com barbante na mão, à guisa de volante, e dirigindo cuidadosamente aquele ônibus que por tantos e tantos anos foi o cometa de todos os seus desejos. O tilintar do troco no balcão o fez viajar , num átimo, três décadas de volta. Tomou do embrulho valioso e partiu célere para casa, na expectativa de ver ,nos olhos do filho, a felicidade que poderia ter brilhado nas suas próprias retinas tantos anos atrás...
Mal abre a porta, berra, ofegante :
---Filho, olha o presente de aniversário que eu trouxe prá você!
O menino corre e rasga o invólucro, vorazmente, sem nenhum critério artístico. De repente emerge do papel picotado , o ônibus reluzente. O filho , porém, não reluz como o ônibus, o olha sem entusiasmo e pergunta, sem graça:
---- Pai, o que é que ele faz, hein? Tem controle remoto, anda sozinho?
O pai, triste,surpreso, ainda pensou em explicar que aquele carrinho fazia tudo: andava sozinho, corria, subia ladeiras e rampas, até voava e tinha controle remoto sim: A imaginação. Mas já não adiantava, o guri, hipnotizado, agora fixava seu pensamento apenas no video-game e o sonho de infância do pai estava ali jogado no chão em total desamparo --- um ônibus que capotara , perdera em algum lugar a sua força lúdica, e era agora um veículo enferrujado, obsoleto , sem rumo claro e sem destino previsível...

J. Flávio Vieira

Um trem chamado Cariri



Texto: Carlos Rafael (especial para o Blog do Crato)
Foto: Antonio Vicelmo, para o Diário do Nordeste



Nesta matéria, o termo Trem do Cariri tem significado mais amplo, pois alcança a dimensão simbólica, presente no inconsciente coletivo local: o imenso desejo (ou um bonde chamado desejo) de ver o Cariri cada vez mais cosmopolitano.
Para tanto, muitos desafios e mitificações simplórias terão que ser superados.
Primeiro, capengam os que acham que o Cariri vem perdendo o trem da história. Para isso, apresentam cifras, percentuais e números comparativos entre o Cariri político e econômico de hoje e de cem anos atrás. Isso é ver o futuro com as lentes do passado. Esquecem o Cariri pujante, de hoje, pulsante, de sempre, alijando sua dimensão extemporânea, presente no cotidiano de um povo caririzeiro que tem expressão própria.
Segundo, nossa identidade é caririense, unindo diversas outras referências, como a pequizeira do Crato, a romeira do Juazeiro, a rapadureira de Barbalha e tantas outras que têm também suas especificidades. Não há mais espaços para bairrismo tolo. O Cariri é um todo e só assim ele se manterá nos trilhos da história.

Este é um novo tempo para o Cariri. É preciso, pois, ficarmos atentos, sob pena de perdemos o bonde da história.

Visite o ZoomCariri - O Site da Fotografia no Cariri


www.zoomcariri.com
Visite, divulgue, participe!

Foto: Dihelson Mendonça
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Teste

Matéria Suspensa.

29 abril 2008

Cartas dos Leitores - Leitor reivindica espaço para o Time de Futebol do Crato...

.Olá,

Vcs vão criar algum espaço no blog de vcs q enfatizem o time do crato,com notícias da equipe,como contratações ,elenco de jogadores,fotos,resultados de jogos etc. já q ele não tem site????

Ass.

Saul Santana

Resposta:

Olá, Saul,

Vamos sim, amigo. O Amilton ( AMILTON SOM ) vai ficar encarregado de contribuir para essa parte de esporte, mas precisamos de mais gente pra comentar e acompanhar e até incentivar a torcida do Crato. Se vc quiser colaborar envando matérias sobre o assunto, sobre o Time, sobre o futebol, eu publico e coloco seus créditos na reportagem, porque eu mesmo já estou atarefadíssimo cobrindo outros assuntos.

Fico no aguardo,

Um grande abraço,

Dihelson Mendonça
www.blogdocrato.com

Foto: website da PMC.

SESC promove Segundo Concurso de Contos.


Concurso literário:

2º Concurso de Contos do Sesc

Promover e tornar público o talento literário do Ceará. Com este objetivo, o Sesc lança o 2º Concurso de Contos do Sesc, extensivo a todos os cearenses. As inscrições acontecem de 18 de abril a 30 de junho. Os interessados devem enviar texto inédito de tema livre para concursodecontos@sesc-ce.com.br juntamente com título, nome do autor, foto, endereço completo incluindo CEP, telefone de contato, números de RG e CPF e um mini-currículo. Os dez melhores contos farão parte de uma coletânea que será lançada em setembro.Os contos serão analisados na 1ª quinzena de julho por uma comissão julgadora composta por três especialistas em literatura e dois funcionários do Sesc. A divulgação dos dez contos escolhidos será na 2ª quinzena de julho nas dependências do Sesc Crato, neste site e em jornal da região. Estes contos integrarão uma coletânea publicada pelo Sesc e cada um dos seus autores receberá dez exemplares. O lançamento da coletânea será durante a Feira de Livros promovida pelo Sesc em setembro de 2008.

Confira o regulamento:

Os contos na História

O hábito de ouvir e contar histórias acompanha a humanidade em sua trajetória no espaço e no tempo. Afirma-se que, em todas as épocas, os povos cultivaram seus contos. De “Sherazade”, que compila os contos mais conhecidos da Idade Média, aos contistas contemporâneos, a narrativa curta tem sido vista com muito interesse. A fórmula de narração e compilação de contos até então mantidos no ideário popular adotada nas “Mil e uma noites” foi largamente utilizada por muitos autores posteriormente. Aos poucos, novas modalidades de contos foram surgindo, diferenciando-se de forma inovadora dos contos infantis e populares, de acordo com a época e o estilo de cada autor. Assim surgiram os contos de humor, fantástico, mistério etc.

Serviço:
2º Concurso de Contos Sesc
Inscrições de 18 de abril a 30 de junho
concursodecontos@sesc-ce.com.br
Sesc Crato (Rua André Cartaxo, 443 Centro Crato-CE)
Informações: (88) 3523.4444

Por:
Fernanda Cardeal
Biblioteca SESC Crato

Teatro - O PECADO DE CLARA MENINA - Cacá Araújo


Cia. Cearense de Teatro Brincante - Cia. Teatral Boca de Cena Grupo Cênico Apresentam:

O PECADO DE CLARA MENINA
Comédia de Cacá Araújo

Uma floresta... Um casal em plena safadeza: assim a inocente princesa Clara, do distante Reino de Mont’Alverne, foi flagrada com Dom Carlos de Alencar. Seu pecado desencadeia toda uma onda de sedução, amor, traição, adultério, crueldade, ambição, prepotência e luxúria, envolvendo a família real, a nobreza e o clero. “O pecado da menina / Fez o reino revirar / E o povo todo pecou / Depois de Clara pecar”.

Dias 10, 11, 17, 18, 24 e 25 de Maio de 2008 – 20 horas

TEATRO RACHEL DE QUEIROZ
Crato - Ceará

ELENCO
Atores/Personagens
Andecieli Martins – Clara
Cacá Araújo – Rei de Mont’Alverne e Barão do Riacho Fundo
Carla Hemanuella – Baronesa Malaguêta
Charline Moura – Luana Malaguêta
Daniel Rodrigues – Dom Carlos de Alencar
Veylla Lopes – Conde de Santa Fé
Jardas Araújo – Caçador e Frei Caneco
Joênio Alves – Bobo e Carrasco
Jonyzia Fernandes – Solana Malaguêta
Orleyna Moura – Rainha de Mont’Alverne
Paula Amorim – Prima Secundina

TÉCNICA
Texto e Direção Geral – Cacá Araújo
Assistência de Direção – Orleyna Moura e Andecieli Martins
Pandeirista – Manoel Leandro
Cenografia – Artesão França e Cacá Araújo
Figurino – Joênio Alves
Confecção de Figurino – Ariane Morais
Adereços – Edelson Diniz, Everardo Aguiar e Carla Hemanuella
Maquiagem – Felipe Tavares
Sonoplastia – Cacá Araújo
Iluminação – Danilo Brito
Operador de Som – Bruna Giselle
Operador de Luz – Joseany Oliveira
Contra-Regra – Eliane Café
Bilheteria – Marta Bitu
Guarda-Roupa – Luciana Ferreira e Gisélia Rocha
Pesquisa e Elaboração Musical – Erisvaldo Silva
Cartaz – Xilogravura de Carlos Henrique
Fotografia – Gessy Maia
Vídeo – Fernando Garcia
Designer – Felipe Tavares

Produção:
Sociedade de Cultura Artística do Crato e Sociedade Cariri das Artes

Apoio:
Prefeitura Municipal do Crato
Secretaria Municipal da Cultura, Esporte e Juventude

VOCÊ NÃO PODE PERDER!!!
Dias 10, 11, 17, 18, 24 e 25 de Maio de 2008 – 20 horas

TEATRO RACHEL DE QUEIROZ
Rua Dom Quintino, 913 – Crato-CE
Tel.: (88) 3523.2168 - (88) 8801.0897

INTEIRA: R$ 6,00 – MEIA: R$ 3,00
INDICAÇÃO: 14 ANOS

Por: Dihelson Mendonça
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O jugo da informação

Emerson Monteiro

Dentre os estresses atuais, a sobrecarga da informação que se consome a cada dia estabelece um peso substancial. A insistência dos assuntos cotidianos impõe submissão aos consumidores das notícias a ponto de gerar dependência, o que, quando ausente, ocasiona espécie nova de síndrome de abstinência, em forma de vazio agressivo, notado em todo o corpo social, de proporções incalculáveis.
Há que existir gente sendo presa fácil de autoridades sendo acusadas disso ou daquilo, acidentes de todo gênero, balas perdidas, seqüestros, escândalos a todo gosto, atentados, várias qualidades de desastres ambientais, atos terroristas, protestos, o que alimenta bem mais do que a ordem natural das coisas.
Esse tal homem nutrido nos cochos da mídia torna-se, pois, impotente, fraco, esquálido em face dos dramas apresentados a pratos cheios pelas usinas de comunicação, que quase reclama algum silêncio para refletir e digerir a carga que lhe jogam aos ombros. E ele mesmo, suspirante nos intervalos dos finais de semana, dependente, corre às locadoras e se reabastece de filmes de espécie semelhante à matéria da semana, em produções de terror, violência, sexualidade exacerbada, marcas dolorosas de violência e tragédia persistente, para suprir a suspensão parcial do jornalismo sensacionalista na calma domingueira.
Bicho acirrado na ritmo dos acontecimentos estonteantes de mundo em velocidade catastrófica, sobretudo através da televisão, esse modelo especulativo da civilização de massa, traz consigo as apreensões do medo instintivo do rebanho que compõe, ancas ferradas nas tatuagens modernas das tantas tribos espalhadas nos grotões do globo.
Dons quixotes da produção industrial, esses sanchos panças dos engarrafamentos citadinos andam lentos, ferrenhos compradores dos crediários e das promoções de ponta de estoque. Vibriões da impossibilidade material, transportam nas extremidades dos nervos das contas bancárias o que lhes toca do PIB nacional e repetem com eficiência os “slogans” das lojas de departamento e as vinhetas dos planos de saúde, o que contém normas para chegar a campeões de bilheteria, finalistas de campeonatos e ganhadores de prêmios lotéricos.
Ricos os seres humanos desta hora. Desconhecem aonde vão e nem disso quererem saber, pois depositaram nas mãos dos chefes políticos e economistas de plantão a entrega dos seus sonhos. Dormem em paz, por isso, ainda que devam mergulhar de cabeça no mistério da existência.
“Bem aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus”, dizem judiciosas as Escrituras Sagradas.

28 abril 2008

A Saga dos Livros I - Por Tiago Viana



No desbravar das largas avenidas na Capital Federal, eis que surge algo que me faz ver Brasília por um lado que jamais poderia imaginar. Não o da malícia, o da malandragem que parece habitar aqui desde sua criação. Eis que surge, da amizade do Erlon Gonzaga, o nobre senhor, Elmano Rodrigues Pinheiro (o nosso Enviado de Brasília-DF). O Elmano é uma daquelas pessoas que faz ainda acreditar no mundo mais digno, justo e sábio. É um apaixonado pelos livros, pela cultura nordestina. Sua paixão vai muito além os sentimentos. Extrapola com suas ações reais em nome da difusão cultural em pleno Planalto Central.O senhor Elmano Rodrigues (o Enviado de DF) é responsável por uma das maiores Fundações deste país, a Fundação Enoch Rodrigues. Esta Fundação é responsável pela edição de dezenas de títulos de livros. A qualidade na produção, na temática dos autores é inigualável.Há tempos o senhor Elmano Rodrigues (o Enviado de DF) luta para repassar milhares de títulos para as bibliotecas públicas do estado do Ceará. São dezenas de títulos que poderiam estar agora fazendo parte do acervo de bibliotecas da capital cearense e de todo interior do Ceará. E porque não estão ainda nas bibliotecas para consulta pública?A resposta desta pergunta me faz doer em todas as entrâncias do corpo. O engraçado é que o Governo do Estado do Ceará tem uma política que estimula a população para a doação de livros a SECULT (Secretaria de Cultura do Ceará). Mas, respondendo a dolorosa pergunta: este rico acervo doado pela Fundação Enoch Rodrigues a qualquer biblioteca cearense ainda não faz parte da história destas bibliotecas simplesmente porque não tem ajuda financeira do Governo ou outra instituição, que se preocupe com a cultura, para custear o transporte de Brasília-DF para as carentes bibliotecas do Ceará.Um descaso para quem prega a cultura da doação e se diz preocupado com a política dos livros no Ceará। Livros de ótima qualidade poderiam estar habitando muitas bibliotecas no interior e na capital. Não está porque não existe ninguém no Ceará que se preocupe em pagar o transporte dos derradeiros livros, a espera de leitores.


Acompanhe a Saga dos Livros por nosso Enviado de DF:




A dificuldade na aquisição de acervos bibliográficos para nossas bibliotecas públicas, tem sido o maior responsávelna defasagem de títulos para pesquisa, e formação dos nossos jovens. Pensando nisso foi que esboçamosa criação da Fundação Enoch Rodrigues, que já disponibilizou mais de 30.000 títulos, espalhados por bibliotecas de todo Brasil. A região do Cariri tem sido a que mais recebeu acervos, e já estamos com maisde 6.000 títulos prontos para serem distribuídos dependendo apenas dadisponibilidade de transporte. Para continuarmos nossa luta, aos interessados que queiram se irmanar nesse projeto, colocamos cinqüenta títulos para serem vendidos em suas comunidades, e com a venda, pagarmos o frete até o Cariri. Os títulos disponíveis para a venda, serão: Elba Ramalho - ensaio fotográfico dos 20 anos de carreira, e Fundamentos da Ética, ao preço de cinqüenta reais cada.


Os interessados nessa campanha poderãoentrar em contato através do e-mail:
elmanorodrigues01@yahoo.com.br


A biblioteca de sua cidade mereceessa ajuda.

Por: Elmano Rodrigues Pinheiro (o Enviado de Brasília-DF)


By Tiago Viana™ .
Por: RastreadoreS de ImpurezaS

Briga do Clube Recreativo Grangeiro e Reivindicação - Por: João Carlos da Silva

"Recebi hoje uma carta de um leitor que repasso para vocês:"

Olá, Dihelson,

Estou te enviando uma notícia quente. Ontem, no Clube Recreativo Grangeiro houve uma briga envolvendo o dono do restaurante e o porteiro. Até a polícia foi chamada. O Dono do restaurante "Sabor da Terra" agrediu o porteiro, pois ele não queria deixar entrar as pessoas iriam participar de um campeonato, so que uma minoria era não-sócio, e foi grande escândalo na porta do clube, que por sinal, está cada vez pior no seu atendimento, e é uma VERGONHA para quem vem de fora ser tão mal-atendido por aquele que é um dos principais cartões postais do cariri.

Em nome dos sócios, peço que veicule este acontecimento no seu Blog.
Atenciosamente: Sócios do Clube Recreativo Grangeiro.

Assina: José Carlos da Silva
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Incríveis fotos do Cariri à Noite: O Esplendor do Céu Caririense - Dihelson Mendonça


Clique na foto para Ampliar !


Clique nas imagens e se delicie com a beleza do Cariri à noite:

Na foto acima: parte do crato, mostrando a igreja de São Francisco e ao fundo, as montanhas onde se localiza o Horto em Juazeiro.

Na foto acima: Centro da cidade do Crato ao anoitecer.


Na foto acima. Ao centro, o horto, onde se localiza a estátua do Pe. Cícero, em juazeiro, visto de Crato. Note a cidade de Crato do lado esquerdo e a cidade de Juazeiro do Norte do lado direito, mais longe.


Agradecimento:
Gostaria de agradecer à toda a equipe do restaurante "O Mirante" em Crato que tão gentilmente me cedeu o espaço para que eu pudesse tirar tais fotos que espero sejam da sua apreciação.

Fotos: Dihelson Mendonça
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27 abril 2008

Oitava mulher é assassinada no Cariri em 2008 - Em Crato.

Movido pelo ciúme doentio, o agricultor Edival dos Santos Carvalho, 24 anos, mais conhecido por Cowboy, residente no distrito de Montalverne, em Crato, assassinou na tarde de ontem sua amante Creuza Ferreira Maciel com um tiro de espingarda soca-soca.

O crime foi premeditado e contou com todos os requintes de perversidade. Testemunhas que presenciaram o fato disseram que Edival estava escondido dentro do mato e surpreendeu Creuza que vinha da casa de sua mãe.

De arma em punho, Edival obrigou a mulher a se deitar no chão, encostou o cano da espingarda entre os seios dela e apertou o gatilho. Achando pouco, passou a agredir a amante com a coronha da arma.

Em seguida, dirigiu-se à casa onde morava, promoveu um quebra-quebra e fugiu para dentro do mato. A Polícia na cidade do Crato foi acionada imediatamente, mas, devido às condições das estradas, só dois Policiais chegaram até lá, numa moto e saíram à caça do assassino.

Creuza é a oitava mulher assassinada no Cariri em 2008.

Do site: Canel 13.

Nota do Blog:
É deveras lamentável que esse tipo de crime contra a mulher aconteça periodicamente aqui no Cariri, que lamentavelmente está ficando conhecido em várias partes do país como um lugar onde as mulheres são assassinadas.

O CARIRI NÃO DEVE TER COMPLEXO DE INFERIORIDADE

O Ceará teve grandes cidades, do ponto de vista político, social e econômico. Hoje o Ceará não tem mais grandes cidades: tem pólos, dos quais três de fato pesam. O pólo metropolitano, o pólo do Acarau em torno de Sobral e o pólo do Cariri com base num aglomerado urbano que poderia ser chamado Crajubar. Do ponto de vista político o pólo Metropolitano e o de Sobral se aliaram num projeto político que domina o Estado desde o final do período militar e quando das primeiras eleições diretas para governador. Parte de um projeto político mais tardio e conservador, o pólo do Cariri ficou relativamente à margem e a reboque desse processo. É disso, principalmente, que as eleições municipais deveriam tratar: quebrar a hegemonia e abrir espaços para o Cariri volte a influir com o peso que efetivamente tem, mas que se encontra escondido por uma espécie de fog que não permite enxergar todo o horizonte.

Antes de partir para outras considerações, o Cariri também sofreu a concorrência do rápido desenvolvimento do pólo de irrigação do São Francisco, tendo como centro Petrolina e Juazeiro da Bahia. No Piauí nada ocorreu de maior significado, assim como nas franjas do Cariri que dão na Paraíba e no Rio Grande do Norte. Passagem de importantes artérias viárias para Brasília e para o Sudeste do país, o Cariri, chuvoso e com uma forte estrutura educacional e de capitais acumulados, tem condições de retornar com o peso que lhe cabe (volto a insistir ele é menor relativamente) no Ceará e mas exatamente no interior nordestino e do semi-árido.

O historiador inglês Eric Hobsbawm observou que as sociedades evoluídas tiveram momentos importantes de sua vida quando seu povo, através de suas instituições de então, partiram para um projeto estratégico que resultou em algo muito maior e mais complexo até mesmo do que as idéias iniciais. Este é o momento do Cariri. Não será em 2010 e nem por apenas assistir passivamente a evolução da política nacional. As candidaturas para as prefeituras devem refletir o lugar no mundo para a região: aproveitar das vantagens do pólo de Petrolina e ser complementar a ele em termos do que pode ser extraído de valor agregado na agroindústria (trazer a EMBRAPA e associá-la à escola Agrotécnica e ao curso de Agronomia); desenvolver arranjos produtivos locais para ampliar a base da renda popular, ampliando assim o mercado consumidor regional (neste caso não ficar apenas ligado aos órgãos como SEBRAE, mas envolver os cursos universitários); estimular empresas de porte médio para a industrialização, logística comercial e serviços de apoio para o consumo do grande sertão; envolver o pólo gesseiro de Araripina para regionalizar novos produtos com valor agregado. Isso considerando o uso sustentável da flora e fauna tanto da bacia do Araripe quanto do semi-árido sertanejo.

Se o pólo Crajubar fizer algo estratégico neste sentido, o eixo do sertão muda e o do próprio Cariri. O Cariri, neste sentido deve olhar para o litoral com senso de oportunidade, mas não para ir morar e sim levar o que de melhor tem de sua vida regional. Não existe oportunidade maior do que as eleições deste ano. Vamos deixar as disputas partidárias nacionais e estaduais de lado e levantar a vozes que expressem quem somos e onde nos encontramos. Tentemos sair de cara da idéia que o futuro se encontra apenas em sua cidade, pois não é verdade. Vamos trazer para a cena pública os candidatos pelo menos das três cidades mais importantes e promovamos debates para observar o que pensam de idéias conjuntas, da região como um todo, que lugar pretendem para o Cariri no futuro.

Que tal numa tarde desta qualquer se juntarem para construir uma pauta de debate um conjunto de pessoas que hoje influenciam mais do que pensam com seus instrumentos modernos na Internet, impresso, no rádio e na televisão? Com risco de falhar na memória entre eles os editores do Blog do Crato, do Cariricult, do Cariri Agora, do Tarso Araújo, Vicelmo, entre outros de igual importância? Basta formular os grandes temas para um plano estratégico de recolocação da região em seu peso devido e debater com os candidatos. O valor deste debate depende muito desta agenda e do conteúdo das perguntas. Se o debate cair naquela de proteger a ou b, de atacar um ou outro, perde-se tempo e se recai no velho passado quando as cidades tinham peso. Tudo se torna apenas retórica e uma saudade imensa dos velhos tempos.

FALTA DE RESPEITO!


A falta de respeito é tônica deste artigo que tantas sejam às vezes, precisemos chamar à atenção autoridades em meio ambiente, inclusive da câmara de vereadores e demais autoridade no sentido de coibirem os abusos por parte donos de Buffet, casa de shows ou, quem que que seja que se ache no direito de infringir as leis. Principalmente, se estas são autoridades fardadas, que tem por lema, (Salvar e Proteger). O Buffet LAGARTA PINTADA insiste neste descumprimento e torna-se reincidente ao promover suas festas sem o menor critério e observância dos parâmetros legais. A salva de fogos as 12.25h da madrugada é algo de extremo mau gosto e de flagrante abuso. Não obstante o alto nível sonoro até as 3.57h da madrugada, por si só seria motivo de preocupação do poder legislativo municipal em fazer um monitoramento destes ambientes que se auto-intitulam “requintados e sociais”. Dá até para imaginar os presentes se esgoelando para se fazerem ouvir uns aos outros. Enquanto isso o Buffet se expande e pelo visto sem a menor preocupação com sua acústica! Sob o argumento de que o cliente é quem fala alto por que desembolsa alto, não podemos faltar-lhes quando este exige que soltemos nem mesmo que seja uma “dinamite”, se for o caso. Aí é onde faço um comparativo, já pensou se um cliente abastardo, um destes donos do mundo, chegue e exija no cardápio, carne de dinossauro à moda da casa ou de um animal em extinção!!! Onde quero chegar é na questão de critérios e de normas que o cliente precisa entender que tem ou não que serem cumpridas e o Buffet deixar claro às normas que lhes regem, para que os contratos sejam efetivados visando o respeito aos direitos de cidadania das pessoas mais simples que moram ao redor. Quando existe boa vontade se acham soluções para tudo, por exemplo: Se em vez de fogos explosivos fossem os de lágrimas, que são belos e glamourosos! Se for som de Boites, porque não criar um ambiente com isolamento, como determina o rigor da Lei. Estas e outras mudanças de atitudes seriam de bom senso e contento para ambas as partes!

Caros leitores o blog do Crato por ser um instrumento de cidadania e um espaço democrático, está eximido de qualquer responsabilidade pelo teor do que escrevi.
Pachelly Jamacaru

Notícias da Semana no Cariri - Coluna Tarso Araújo.


COLUNA CARIRI

ANOTE. XÔ LISEIRA

Enfim, uma luz no fim do túnel para a crise financeira que se abateu, nos últimos meses, sobre a Universidade Regional do Cariri, decorrente da açodada dispensa das taxas cobradas dos alunos. Anuncia-se, agora, que o governo do estado vai liberar R$ 1,35 milhão para a Urca. A maior parcela dessa verba é destinada à reforma do Museu de Paleontologia em Santana do Cariri (R$ 640.348,10); à construção do Restaurante Universitário (R$ 370.053), além de R$ 105.275 que vai ser investido no Programa Integrado de Modernização do Centro de Humanidades. São projetos guardados há anos nas gavetas da Secitece. Para quem pensa que é muita grana, uma reflexão. Segundo o deputado Nelson Martins (PT), a Universidade Vale do Acaraú - com sede em Sobral - terá um aporte financeiro de R$ 4,78 milhões. Noutras palavras: a Urca continua na rabeira entre as demais universidades estaduais.

CARIRIANAS
O escritor Francisco Salatiel de Alencar Barbosa, residente em Brasília, lançou em Fortaleza, na Oboé, seu livro O Joaseiro Celeste. Depois veio visitar seus familiares residentes em Crato.

O Secretário da Cultura do Ceará, Auto Filho, conheceu o projeto do cineasta Rosemberg Cariri para revitalização do Sítio Caldeirão, palco da experiência comunitária do Beato José Lourenço.

Já a professora juazeirense Loureto de Lima lançará, em julho próximo, o livro contando as reminiscências do seu pai - Eleutério Tavares - repassadas por Severino Tavares (avô de Loureto) um dos habitantes do Sítio Caldeirão à época do Beato José Lourenço.

VÁRZEA ALEGRE
A Terra de São Raimundo Nonato vai ganhar uma indústria de móveis de plástico. Serão 200 novos empregos diretos. A confirmação desse investimento - a ser feito pelo grupo Espanhol Resol - se deu com a assinatura do protocolo de intenções junto à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Ceará.

DOM FERNANDO
Dinamismo é isso! Depois de participar da reunião da CNBB, realizada em Itaici-SP, o bispo de Crato viajou para Brasília. Lá perambulou por ministérios tratando de assuntos de interesse da Faculdade Católica do Cariri. Da capital brasileira, dom Fernando Panico (foto) viajou direto para a Alemanha, em busca de recursos - junto à instituição católica Miserior - para obras da diocese que governa. Hoje ele retorna ao Crato e na próxima terça-feira participa do anúncio bombástico de interesse para a Terra do Padre Cícero. Liguem os fios, como diria Alan Neto...

ESCOLINHAS
Uma idéia que merece elogio: o Icasa está com uma escolinha para garotos de 6 a 17 anos. No Praxedão, futuro estádio e centro de treinamento do Verdão, crianças e adolescentes são acompanhados por instrutores preparados que ensinam os primeiros passos para muitos garotos. A escolinha já conta com mais de 170 inscritos e movimenta o Praxedão quase todos os dias. Cada turma pisa o gramado duas vezes por semana. O presidente do Icasa, Zacarias Silva, acompanha os treinos pessoalmente. Todos os sábados está lá, olhando tudo.

CONHECENDO O CARIRI
Juazeiro do Norte, a maior cidade do interior cearense, é considerada um dos maiores centros de religiosidade popular da América Latina, atraindo para lá milhões de pessoas todos os anos. Foi isso que alavancou o crescimento dessa cidade. Hoje, Juazeiro do Norte dispõe do maior número de cursos universitários do interior do Ceará. Distante 565 quilômetros de Fortaleza, a Terra do Padre Cícero tem apenas 248,5 quilômetros quadrados. Mas sua população é estimada em 242.139 habitantes.

MISSÃO VELHA
Padre Bosco Lima acatou a sugestão desta coluna. Mandou colocar uma pequena estátua de madeira de Nossa Senhora da Luz - primeira padroeira de Missão Velha - em frente à igreja-matriz. Como a imagem colocada
tem mais de duzentos anos e está um pouco desgastada, que tal aproveitar o talento da restauradora Maria Gabriella Federico e
recuperá-la? Padre Bosco informou ainda que encomendou - ao escultor Franciné - um pequeno monumento (representando um casal de romeiros) que vai ser colocado na entrada de Missão Velha.

DO CEARÁ PARA O MUNDO
Depois de passar por São Paulo, Salvador e Fortaleza, a banda de lata Os Cabinha agora pode ser encontrada em Tóquio. E também Nova York, Amsterdã e Pequim. Se quiser vê-los no Oiapoque, onde dizem, o Brasil termina, também pode. Eles estão ao alcance de um click: no site do MySpace, uma das principais vitrines musicais do mundo. Na página www.myspace.com/oscabinha, os internautas terão acesso ao material multimídia produzido pelos meninos da Fundação Casa Grande. Além das músicas que irão compor o primeiro CD da banda, alguns vídeos e fotos dos pequenos músicos também estão disponíveis. As três canções do site foram gravadas pelos meninos no estúdio da Fundação. Com suas guitarras e baixos feitos de madeira, acompanhadas de percussão e bateria compostas de latas, Os Cabinha, como bem identificou o músico Maurício Pereira, deseletrificou o rock, tantos anos depois do rock ter eletrificado a guitarra.


Por: Tarso Araújo - Jornal "O Povo"
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Cultura: Teatro de boneco será patrimônio cultural do País

TOMBAMENTO DE ACERVO


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Acervo de imagem que compõe o livro “Cassimiro Coco de cada dia”, sobre o teatro de bonecos (Foto: Ângela Escudeiro)

Mamulengo, Cassimiro Coco, Babau e João Redondo são bonecos do teatro popular pesquisados pelo Iphan

Fortaleza. “Eu sou a flor do mamulengo/ Me apaixonei por um boneco”. Nos versos do compositor Luiz Fidélis, cantados pela banda de forró Mastruz com Leite, o grande amor de uma mulher é simbolizado por um boneco de mamulengo, por quem ela declara a própria paixão. Mas, em breve, o teatro de bonecos tradicional do Nordeste, conhecido genericamente como mamulengo, poderá ganhar muito mais amantes Brasil afora. Para isso, está em andamento um projeto de registro dessa expressão popular como patrimônio cultural do Brasil.

A iniciativa é denominada “Projeto de Registro do Teatro de Bonecos Popular do Nordeste: Mamulengo, Cassimiro Coco, Babau e João Redondo como Patrimônio Cultural do Brasil”. O pedido veio da Associação Brasileira de Teatro de Bonecos (ABTB) e conta, desde 2007, com o financiamento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O gerenciamento da pesquisa cabe à Associação Filhos da Lua, do Paraná.

Os estados abrangidos pelo projeto são Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, onde o teatro de bonecos tradicional é denominado Cassimiro Coco, João Redondo, Babau e Mamulengo, respectivamente. Segundo a coordenadora da pesquisa no Ceará, a escritora e bonequeira Ângela Escudeiro, a diferença desses nomes se deve ao costume e às diferenças de abordagem em cada Estado. “O berço dessa linguagem é Pernambuco, por isso o uso da palavra mamulengo ficou generalizado entre a população”, explica ela.

Escudeiro é auxiliada pelos pesquisadores Aldenôra Pereira e Paulo Mazulo. Ela explica que, no momento, está sendo desenvolvida a primeira etapa do projeto: a pesquisa documental. Para isso, estão sendo catalogados o acervo dos bonequeiros cearenses e as informações já existentes sobre o teatro de bonecos tradicional, provenientes de fontes escritas, audiovisuais e outros materiais. Os dados devem ser repassados ao Iphan até o fim de maio.

Em seguida, será iniciada a pesquisa de campo, quando, por meio de entrevistas, serão colhidos dados sobre a história de vida, a realidade socioeconômica, as rotinas de trabalho e outras informações dos mamulengueiros. Após a sistematização dos dados coletados, um dossiê de registro será apresentado ao Iphan, que decidirá sobre a classificação do teatro de bonecos popular como patrimônio cultural brasileiro.

Uma das importantes fontes de informação sobre essa expressão cultural no Estado é o livro “Cassimiro Coco de cada dia”, lançado por Ângela Escudeiro em setembro do ano passado. A obra foi o resultado de uma pesquisa iniciada cinco anos antes pela autora, que faz com que ela tenha uma idéia da situação crítica em que se encontra essa arte no Ceará, mesmo com o projeto de registro estando ainda na fase inicial.

De acordo com a coordenadora do projeto, o teatro de bonecos de raiz está a um passo da extinção, pois são poucos os mestres-bonequeiros que ainda se apresentam e repassam o conhecimento para as novas gerações. Escudeiro conta que não encontrou nem uma dezena desses artistas ainda em atuação. Apresentações de personagens como o seu Zai, de Iguatu (ver página 4), o Raimundo Ferreira, de Pindoretama, e o Wagner Oliveira, de Ocara, são cada vez mais raras.

“Há deles que estavam passando fome. Quase todos são revoltados com a falta de apoio para continuarem se apresentando”, revela a pesquisadora, que diz ter percebido muito desalento e desesperança entre eles. “Encontrei alguns com a mala de bonecos fechada; outros desistiram por causa de fatores variados, como a religião”, completa.

Arte encantadora

Para a titular da 4ª Superintendência Regional do Iphan, Olga Paiva, a falta de condições financeiras dos bonequeiros para continuarem as apresentações pode explicar a ameaça de sumiço do teatro de bonecos de raiz. Outra razão poderia ser a diminuição do interesse da sociedade pelas apresentações, causada por uma mudança de valores ao longo dos últimos tempos.

Ela acredita mais na primeira explicação. “O boneco é uma arte encantadora. Na frente dele, todos são crianças”. Para defender essa idéia, Olga lembra ainda a tradição da nossa sociedade de valorizar a cultura oral. “A fala, as entonações, a brincadeira, tudo isso faz parte do nosso cotidiano”, diz ela.

POLÍTICAS PÚBLICAS
Registro permite salvaguardas

Fortaleza. O registro do teatro de bonecos popular do Nordeste como patrimônio cultural do Brasil obrigará a criação de um Plano de Salvaguarda dessa expressão cultural pelo Iphan. A partir daí, o poder público assumirá o compromisso de implementar políticas públicas de revitalização dessa arte, o que poderá reverter a ameaça de extinção dessa tradição e garantir a sobrevivência dos mestres-bonequeiros.

Para isso, o dossiê de registro a ser produzido ao fim da pesquisa atual será analisado pelo Departamento Patrimonial e Material do Iphan, em Brasília. Em seguida, será encaminhado à presidência e ao conselho consultivo do órgão. Se o documento for aprovado, haverá a concessão do título de patrimônio cultural, como o devido tombamento.

De acordo com a titular da 4ª Superintendência Regional do Iphan, Olga Paiva, para que um bem cultural ganhe o reconhecimento é preciso que tenha relevância nacional. A superintendente considera que isso ocorre com o teatro de bonecos, já que é apreciado por expressiva parcela da população na região Nordeste.

Uma das possibilidades de valorizar mais o teatro de bonecos popular, na opinião de Olga Paiva, seria usá-lo como uma ferramenta pedagógica nas escolas, visando inclusive à educação patrimonial. “O boneco poderia contar a história do Teatro José de Alencar ou do Passeio Público, por exemplo”, sugere ela.

Um dos exemplos de que o teatro de bonecos ainda encanta ao público, citado pela superintendente do Iphan, é o sucesso do programa “Nas Garras da Patrulha”, que utiliza bonecos do Circo Tupiniquim e é veiculado pela TV Diário.

Diferenças

A escritora, bonequeira e coordenadora estadual da pesquisa, Ângela Escudeiro, explica que o projeto que será apreciado pelo Iphan objetiva registrar o teatro de bonecos de raiz, que apresenta diferenças em relação aos espetáculos mais modernos, apresentados em Fortaleza. “O Cassimiro Coco não usa muita técnica: são instrumentos simples, de acordo com a realidade de cada um dos bonequeiros”.

A coordenadora explica que os bonecos antigos tinham cabeça, braço e mãos feitos de pedaços de madeira, como a imburana, o mulungu e o próprio coco. As outras partes do corpo eram feitos de pedaços de pano ou camisões. Segundo ela, o som das apresentações era feito ao vivo, com o auxílio de triângulo, zabumba e gaita. As emboladas eram um dos ritmos mais tocados.

Além disso, conforme Escudeiro, o improviso era muito presente nessas apresentações, não havendo um roteiro da peça, escrito com começo, meio e fim de cada narrativa. Já as histórias narradas se relacionavam diretamente com o cotidiano das comunidades onde se apresentavam os calungueiros — outro nome dado aos bonequeiros populares.

SAIBA MAIS

Música
Hoje é o Dia Nacional do Teatro de Bonecos. Um dos maiores artistas dessa cultura no Ceará foi Pedro dos Santos de Oliveira, o Pedro Boca Rica, natural do município de Ocara (antigamente considerado distrito de Aracoiaba). Abaixo, uma música composta pelo cearense.

´Presepêro´
´La vem, lá vem o bonequeiro/ com seus bonecos de empanada/ ele trás boneco presepêro/ que faz a gente dá risada/ tem Cassimiro, João Redondo e Baltazar/ Mané Fuzarca, Paruará e Tiridá/ também tem o Capitão Cirunga/ que é Calunga da cultura popular´.

Mais informações:
Coordenação do Projeto de Registro do Teatro de Bonecos Popular como Patrimônio Cultural do Brasil - Ângela Escudeiro (85) 8847.4377

Ícaro Joathan
Especial para o Regional


Fonte: Jornal Diário do Nordeste

26 abril 2008

I CONGRESSO DA JUVENTUDE PETISTA - DE CRATO


ACONTECERÁ NESTE DOMINGO, 27 DE ABRIL DE 2008 , A PARTIR DAS 08 H,NA CÂMARA MUNICIPAL DE CRATO O I CONGRESSO DA JUVENTUDE PETISTA .

CONVIDAMOS A TODOS OS FILIADOS E SIMPATIZANTES, DE 16 A 29 ANOS, A SE FAZEREM PRESENTES.

SAUDAÇÕES PETISTAS!

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AINDA SOBRE RAPOSA SERRA DO SOL

ENTREVISTA
Eduardo Viveiros sobre Raposa Serra do Sol

Estado de São Paulo, 20/04/2008

'Não podemos infligir uma segunda derrota a eles'

Para Viveiros de Castro, professor do Museu Nacional da UFRJ, os conflitos na reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, são a prova do insuperável estranhamento que ainda temos em relação aos índios.

Por Flávio Pinheiro e Laura Greenhalgh

Eduardo Viveiros de Castro, professor do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é considerado "o" antropólogo da atualidade. Dele diz Claude Lévi-Strauss, seu colega e mentor, seguramente um dos maiores pensadores do século 20: "Viveiros de Castro é o fundador de uma nova escola na antropologia. Com ele me sinto em completa harmonia intelectual" . Quem há de questionar o mestre frânces que, nos anos 50, sacudiu os pilares das ciências sociais com a publicação de Tristes Trópicos, relato de experiências com os índios brasileiros nos anos 30?

Continua na seção "Crônicas" por ser um texto muito longo para o exíguo espaço da página frontal do Blog. AQUI.


Morre Demócrito Dummar - PRESIDENTE DO GRUPO O POVO

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Demócrito Dummar faleceu aos 63 anos. Era neto de Demócrito Rocha, fundador de O Povo (Foto: Fco Fontenele/O Povo)

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No pátio de O Povo, a tristeza estava estampada no semblante dos funcionários e jornalistas. A perda do ´comandante´ abalou a todos (Foto: Kid Júnior)

O falecimento do presidente do Grupo de Comunicação O Povo, Demócrito Dummar, abala a imprensa cearense

O diretor-presidente do Grupo de Comunicação O Povo, Demócrito Rocha Dummar, 63 anos, faleceu no início da tarde de ontem. A notícia de sua morte repentina consternou e trouxe perplexidade ao meio empresarial e à imprensa cearense. O corpo será velado na Assembléia Legislativa do Ceará a partir das 8 horas de hoje. E, ao meio-dia, levado para os jardins da sede do O Povo, na Avenida Aguanambi. O enterro ocorre às 16 horas, no Cemitério Parque da Paz.

Neto de Demócrito Rocha, fundador do jornal O Povo e filho de Lúcia Dummar e João Dummar, Demócrito Dummar era bacharel em Direito. Ingressou no O Povo aos 17 anos e assumiu a presidência em maio de 1985.

Demócrito Dummar era casado há 30 anos com Wânia Cysne Dummar e tinha quatro filhos: Georgiana, Luciana, Demócrito Filho e João Dummar Neto, e três enteados: Ronaldo Cysne, Lisiane e Tatiana.

O governo do Estado do Ceará decretou luto oficial de três dias em virtude do falecimento do presidente do grupo de Comunicação O Povo. As solenidades marcadas para a próxima segunda-feira foram adiadas para a terça-feira.

Ainda na tarde de ontem, a direção do Grupo divulgou uma nota oficial sucinta sobre o falecimento. No início da noite, mais uma nota na qual explicava: “a família não quer se pronunciar neste momento de dor e pede a todos que guardem na lembrança não só o jornalista que durante quase 45 anos se dedicou ao jornal O Povo. Mas, acima de tudo, o homem que inspirou gerações de cearenses. E que continuará inspirando”.

Comunicação

Além do jornal O Povo — fundado em 7 de janeiro de 1928 —, pertencem ao grupo ainda três rádios AM, uma FM, a Fundação Demócrito Rocha e a TV O Povo, a mais recente.

Ontem, por volta das 16 horas, coube ao colunista político Fábio Campos, em nome da família, falar para imprensa sobre a morte de Demócrito Dummar, no pátio de acesso da empresa. Explicou que integrantes da família estavam viajando. Com o olhos marejados, como muitos dos funcionários ali, Fábio Campos respondeu, pacientemente, a todas as perguntas dos jornalistas.

Ele informou que Demócrito Dummar faleceu em sua residência, no Bairro Aldeota. Ressaltou que a família passa por um momento de profundo pesar, “com essa tragédia que abala, frontalmente, a todos nós”, ressaltou.

Fábio Campos lembrou que no período da manhã, como costumava ocorrer, trocou idéias com o presidente do jornal sobre o conteúdo da coluna Política que assina.

“Ele acompanhava de perto o jornal, sempre com muito entusiasmo”, disse, reafirmando que uma das marcas de Demócrito era a luta pela liberdade de imprensa e de expressão.

“Ele só pedia ponderação e era, antes de tudo, um entusiasta”, ratifica Fábio Campos, acrescentando que o diretor-presidente lia o jornal O Povo “com olhos do leitor”.

Para o colunista, a surpresa maior com a morte do proprietário de O Povo registra-se “porque este era o momento dele”. Fábio Campos disse isso referindo-se à alegria do empresário com as comemorações e as homenagens que o grupo vinha recebendo por conta dos 80 anos de existência do jornal.

A morte do proprietário do jornal O Povo atraiu aos jardins da empresa, além dos funcionários, curiosos e políticos. O deputado Nelson Martins, líder do governo na Assembléia, também esteve presente e destacou a grande importância da empresa para o setor de comunicação no Estado do Ceará.

“A forma de fazer jornalismo de Demócrito Dummar e a maneira como O Povo tratava as questões cotidianas da cidade não podem deixar de ser reconhecidas”, disse.

Fonte: Jornal Diário do Nordeste.

Nota do Blog do Crato:
É com grande pesar que repasso a notícia da morte de Dummar, ele a quem conheci em Guaramiranga e passamos longas tardes conversando sobre tantas coisas. Grande Dummar, tu fostes para a casa do pai mais cedo, mas saiba que o teu esforço e tua obra aqui na terra nunca terá sido em vão, e só por isso, viver já valeu a pena. Um grande abraço, amigo!

Dihelson Mendonça

25 abril 2008

Quando Nasci, Havia a América ! - Por: Dihelson Mendonça

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I Still Have a Dream !


Quando eu nasci, havia a América!


Morava sem saber, nos Estados Unidos do Brazil, um local onde de tanto assistir TV e filmes americanos, eu raciocinava que os Estados Unidos faziam parte do Brasil, ou vice-versa, e sentia o peito erguido de patriotismo quando via aqueles bravos soldados americanos lutando contra as forças do mal.

Na verdade, aprendemos a amar a America, Roy Roggers, John Wayne, Capitão América, Superhomem, Sinatra, Simon & Garfunkel, Jimmy Hendrix... os Waltons são parte da minha família ( Boa noite, James, boa noite Elisabeth, boa noite John ). O velho oeste era aqui no Brasil, junto com lampião na caatinga nordestina. Lampião ouvia Jazz e tocava Banjo. Na Broadway tocava Carmem Miranda e as canções de Cole Porter e Gershwin. Cresci acreditando no sonho americano: I HAVE A DREAM !

Woodstock era nosso sonho de liberdade em calças bocas-de-sino. Graças américa! Ponte do Brooklyn, ponte de San Francisco, Golden Gate, queria jogar mesmo no Desert inn de Las Vegas. Queria percorrer meu país pela ROUTE 66, até chegar no Rio de Janeiro. Queria ver Lennon e McCartney, meus ídolos da juventude descerem do avião, I have a Dream !

Com a mão erguida e a outra no coração, entoar:
"What america means to me..." e sentir que "nossa" ida ao Vietnã não foi em vão, como pregam nossos detratores. Lutar contra esse homem barbudo de uma pequena ilha do caribe, lançar nossos mísseis contra a União Soviética. Que a nossa bandeira listrada de listrinhas e losango verde-amarelado não tenha se esfarrapado em vão no topo de Iwo Jima, e que nossos destróiers destruídos em Pearl Harbour possam clamar por vingança de todos os nossos bravos homens como o Patton, Eisenhower e Douglas McCarthur que defenderam a "nossa" honra juntamente com Vargas e Collor de Mello. I have a dream !

Que tomemos de assalto a nossa capital Washington e dancemos dentro das águas do obelisco à washinton, de frente ao capitólio em Brasília, ouvindo a guitarra de Hendrix tocar o hino americano. Colocar fitas em torno da cabeça e fumar maconha no gramado da praça dos três poderes, e transar na frente da Casa Branca para dizer que somos nacionalistas ao som da "era de Aquarius". Sair de Oklahoma city em meu Ford conversível, fumando Camel para Nashville para assistir Kenny Roggers fazer parceria com Raul Seixas. Que eu possa hastear todos os dias em nosso gramado, a nossa bandeira que um dia simbolizará um mundo perfeito. I have a dream !

Que a nossa NASA, ao lançar outro Saturno V da barreira do inferno em Natal, possa levar nosso sonho americano às estrelas, pisando na lua e cravando nossa bandeira para que todos vejam nosso brilho nos confins do universo através da Enterprise de Jornada nas Estrelas. "A small step for man, a giant leap for mankind"... Que o docinho Marylin Monroe cante ao Mr. President bêbada a sua elegia pela bala que atravessará seu crânio no texas, lugar quente e desolado, bem ali, pertinho dos Inhamuns.

Que a pátria amada, idolatrada Salve Salve possa significar sempre a luta de nossos negros, Luther King, Malcolm X e Denzel Washington contra os branquelos de peito rosado, estilo schwarzenegger e que a Ku Klux Klan não atrapalhe a luta do General Rondon, grande desbravador do Arizona, que chegou com os primeiros colonizadores, vindo do leste para a Califórnia no Ciclo do Couro e do ouro de McKenna...I have a dream!



Esse é meu Brazil, cuja estátua da liberdade, presenteada por nossos irmãos franceses, resplandece altiva na baía de guanabara, às margens do Rio Hudson, bem ali ao lado do Cristo Redentor. Terra da riqueza e da esperança de dias melhores, onde nossos irmãos europeus foram desmoralizados na ilha de Ellis, antes de desenbarcar em Manhattan, onde meu velho Tio Sam, irmão de Avô Ray, que veio de Nova Olinda, pertinho de Nova York, me ensinou o lema: "BraZil, ame-o ou deixe-o", "America, love it, or leave it". Esse é meu Brasil americano, onde nossos soldados patrulham as nossas fronteiras da amazônia contra o eixo do mal. Esse é o Brazil Brasileiro, cheio de sonho e de pandeiro, onde há coqueiros que dão coco, e não banana, pois as bananas... ah! Yes, nós temos bananas! e onde o Tio Sam quer conhecer a nossa batucada e comer chiclete com banana.

Quero me exaltar e chorar de emoção ao ver a face de nosso ex-presidente Lincoln esculpida nas montanhas rochosas de Utah, ali petinho do dedo de deus, e quero sentir o patriotismo dos confederados, dos sulistas da guerra de secessão, e ver que Lincoln tinha razão. "Essa é uma grande nação...", moldada no princípio de grandes homens como Kennedy, Bob, John, ... que traçaram nosso futuro. Homens que aliados a kubitschek construíram o sonho dos americanos. Homens que financiaram a construção da Rede Globo e seu império vinda do grupo TimeLife. I have a dream !

Quero me exaltar ouvindo Sinatra cantar para nossos soldados em combate junto com Emilinha Borba e participar do Sinatra-Farney Fã Clube. Quero ouvir Dick Farney cantar em português e Nat King Cole cantar "Eu tinha uma andorinha que me fugiu da gaiola" sem sotaque. Quero ver novamente o Tom Jobim fazer parceria com Sinatra no Carnegie Hall e ouvir o belo sax de Stan Getz em Girl from Ipanema, o mais braSileiro dos braZileiros, numa música brasileira que ressalta o "American way of life". I have a dream !

Quero dançar o blues de Luiz Gonzaga, negro reluzente, que morava ali em Exu, às margens do Mississipi em Chamas, junto com a rabeca do Cego Aderaldo e Cego Oliveira tocando em dueto no Radio Music City Hall, tocando "South american way" para sair no acetato da CBS, NBC, RCA Victor ou não, com o pandeiro do Jackson, e o banjo da encruzilhada. Aquela sanfona branca como a paz que tanto ansiamos, depois de derrotarmos os vietcongues, os Islamitas, os Soviéticos, os Iranianos, os Iraqueanos, os Cubanos, e tantos outros povos...

Quero me deliciar vendo que a lei seca foi revogada e que não mais haverá depressão nesse país, e que Al Capone foi prêso e Edgar Hoover - Esse grande benfeitor - juntamente com o senador Joseph McCarthy conseguiu prender Lee Oswald por ter atirado em John Lennon em plena 5a. avenida no mês de maio, próximo à Macy´s ... ao som do coro angelical do profeta Joseph Smith e o retrato de Dorian Gray, que veio revelar os santos dos últimos dias em Salt lake City... I have a dream!

Quero enfim, que o nosso país reine "soberanamente", elevando-se ao mundo, e que embora deitado eternamente em berço esplêndido, ao som do mar e a luz do céu profundo, com estrelas e listras, possamos um dia acordar, olhar para nosso jardim, olhar para trás e ver que o sonho de Luther King para um Brazil melhor, sem discriminação, e o sonho de Kennedy não valeu o suicídio de Getúlio. Ver que desde o Grand Teton em Montana aos confins do sertão de Sobral, passando pelo verde vale do cariri, onde a verdadeira Águia americana de peito branco sobrevoa impávida as pradarias, onde todos formamos um único povo, uma só nação, movidas por um só ideal, um só governo, um só "way of life", uma só mídia, um só partido, uma só moeda, uma só música, uma só cultura, um só ideal:

"America, the Beautiful"

Viva os Estados Unidos do BraZil

Porra, nunca fomos colonizados ???

( Dedicado a Martin Luther King - que não teve nada a ver com essa merda toda )

Por: Dihelson Mendonça
Fotos: Fonte: Yahoo Imagens
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Hoje na Rede Blogs do Cariri - CONTRA O BAIRRISMO NO CARIRI


Autor da REVISTA DO BETO, Beto Fernandes, fala contra o Bairrismo, o papel social dos Blogs, dos Blogueiros, e da necessidade da integração regional via Internet através de rede de blogs.

ORGULHO E RESPONSABILIDADE

Com satisfação começo nesta quinta-feira, 24 de abril, a fazer a parte com minha REVISTA da Rede de Blogs do Cariri. A Revista é minha terceira experiência com blog. A primeira foi com o CONEXÃO BETO FERNANDES da Bol, posteriormente no @r@uto do C@riri do Blog-se e finalmente a REVIST@ DO BETO no BLOGSPOT onde pretendo continuar falando de tudo um pouco, mas principalmente sobre os fatos do Cariri Cearense.
Resolvi ingressar na Rede após atentamente observar o trabalho deste músico, intelectual e blogueiro (é a atividade está virando profissão, pode até não remunerar, mas virando profissão) cratense Dihelson Mendonça. Algo em especial me chamou a atenção na proposta: a integração do Cariri através de sítios pessoais e a idéia de que cidade “A” não é melhor que cidade “B” devendo haver o crescimento de todas havendo apenas o respeito entre seus habitantes e as particulares locais. Antes de ser Central, Oeste ou Oriental, o Cariri é Cariri. Somos uma só gente com as mesmas características da coragem, do trabalho e da arte.
Falar neste “Cariri dividido” para mim é como separar o “Assaré” de Patativa, o piqui do baião, o Dihelson do Mendonça, o Luís do Fidelis, o Zé de Benona, Elói de Teles, Raimundo de Aniceto, Maria de Assunção Gonçalves, Antonio de Vicelmo, Daniel de Walker, Álbis de Filho, Abidoral de Jamacarú, “Padim do Ciço” ou pior o povo de sua fé. Repito. Somos um só povo e temos um só Cariri.
A Rede é tão democrática e importante que o Cariri integra-se ao Centro-Sul e ao Vale do Salgado. São os diários de músicos, radialistas, jornalistas, artistas e intelectuais que vão contando o cotidiano, vocações e potencialidades de nossas cidades.
Chego cheio de vontade, com honra e responsabilidade por integrar uma lista de pessoas tão bem intencionadas em relatar com seus diários tudo da Região nesta Rede. Proponho de forma inicial uma união também para realizarmos o I Encontro de Blogueiros do Cariri. Neste encontro poderemos traçar estratégias de divulgação junto a outros canais afinal ser blogueiro é também ser um agente de comunicação e de transformação social.
Congratulo-me com cada integrante da Rede de Blogs do Cariri na pessoa do seu idealizado, Dihelson Mendonça.
A todos o meu tríplice, respeitoso e fraternal abraço.

Beto Fernandes.'.
REVISTA DO BETO

Nota do Blog do Crato:
"Muito Obrigado, Beto Fernandes"
Seja muito bem-vindo à Rede Blogs do Cariri. E que possamos juntos desenvolver mecanismos para integrar a região do cariri pela internet, pois como diz o cronista do Blog do Crato José do Vale, hoje em dia, Crato é Juazeiro, Juazeiro é Barbalha e esta é Missão Velha. Araripe é de Nova Olina, que é de Farias Brito, que é de Várzea Alegre, que é do Crato.

( Zé, desculpa a mistura, mas o pensamento é por aí ).

Dihelson Mendonça

Donana


( Ana Amélia Ferreira de Menezes . Filha do Cel . Aristides Ferreira de Meneses , esposa de Alfredo Moreira Maia : Minha avó paterna . Dizia-se parente dos Monteiros, Bezerra, Lobo, Norões , Pinheiro, Gonçalves , Milfont , *Aires ...Com todos os antigos do Crato , tinha alguma afinidade. Por ela sou parente de muitos , e com muito gôsto ! )

Quando abri os olhos, e o entendimento, ela estava na minha vida .Pés e mãos miudinhos, testa alta, e o sorriso mais lindo do mundo !
Depois que enviuvou, vestia-se com sobriedade , comprimento no tornozelo , mangas compridas , preto mesclado de branco, meias de algodão , mantilha na cabeça , rosário no pescoço.
Tinha um temperamento romântico, nostálgico ... Chorou tantas dores , que perdeu os cílios, mas não perdeu o brilho do olhar. Cochilava no balanço da cadeira, rezando o terço, e vigiando a rotina da casa. Nada passava-lhe desapercebido. Era antenada , e tinha as "oiças" boas , como dizia minha mãe Valdenôra . Cantava pra espantar os males , quando a tristeza lhe pegava a alma ...Voz sonora , entoada , como a de um passarinho engaiolado. Dizia-nos que cantara , na mocidade , no teatros de revistas ( musicais) , com a autorização expressa do Cel. Aristides. Ganhava todos os papéis principais , e nos contava em detalhes sobre as fantasias , compatíveis com os personagens que interpretava . Foi a Noite , A Morte , A Primavera , A Florista , A Saudade , A lua , etc,etc. Era contra a escravatura. Nasceu no ano em que a lei Áurea foi promulgada.Falava do tronco e do trabalho escravizado com muita angústia , e compaixão . Viveu os resquícios desse tempo de opressão . Eram escravas , as suas amigas de infância . Com elas dividia as bonecas de pano , e as rapas do tacho.
Tinha a barriga farta , e adorava cozinhar. Inventava sempre uma novidade , distribuia com todos , e escondia um pouquinho , para nunca faltar. Se a gente lhe fazia um desagrado , logo avisava : " Dessa iguaria , você não verá nem o azul" , mas nunca cumpria a ameaça. Com ela aprendi a fazer sequilhos , pão-de-ló com erva - doce , bolo de goma frito , ou no forno, enrolado em palha de banana . arroz com quiabo , carne batida com jerimum , feijão com toucinho , sempre acompanhado de frutas : banana, caju ou manga - Era a sua refeição preferida.
Adorava os netos. Emprestava-lhes o colo com direito a cafuné, para o sono das primeiras horas. Alcovitou os nossos primeiros namoros, sentiu a dor dos rompimentos , nos chamava de "malvada" , quando a culpa era da gente."Vai pra baixa da égua ", dizia pra quem lhe pisava nos calos , mas logo explicava : Não é nome feio..."Baixa da Égua " é um lugar que fica , nas proximidades de Missão Velha . Será?
Fuxicava da gente , perante os nosso pretendentes : "Cuidado com essa menina . Ela tem chita , e é das miudinhas " ! Mas , no fundo , torcia , pra que ninguém ficasse pra tia !
Escapou da morte aos 40 anos, e foi salva por Dr. Gesteira . Depois disso , ainda viveu com saúde e lucidez , por 53 anos , com apenas um rim. Ativa, participando de todas as festas , viajando pra cima e pra baixo , visitando parentes, com energia invejável !
Chorava a infância perdida , a vida na fazenda , nos engenhos de cana , nas casas de farinha , a perda de filhos, marido , e o desprestígio de ir ficando "velhinha". Mas era linda !
Linda , linda , linda como diria Bianca ( minha neta ) , se ela fosse viva !
Era viciada em novelas de rádio, romances de amor ... Como tinha a visão quase comprometida , obrigava-me a ler em voz alta , uns tantos livros , que como tesouros , os guardava. Li e reli : "O Moço Loiro " , "O Herdeiro do Castelo " ," A Casa dos Rouxinóis" , " A Escrava Isaura " , A Moreninha " , "O Tronco do Ipê" - os seus prefeirdos ! Nunca vou esquecer "Mirtô", " O Conde Mário , e Aninha " ( Personagens do Moço Loiro e do Herdeiro do Castelo , respectivamente .Os homens acabavam convertidos pelos atributos de mulheres virtuosas. E o amor vencia ! Eram felizes para sempre ... Ninguém morria ! )
Classificava por estereótipos a raça humana, sem uma gota de preconceito ... Isso era interessante :"Fulano é alvo, loiro dos olhos azuis , corado que o sangue quer espirrar ; mulheres que não têm sangue negro são desbundadas ; moças de sangue europeu possuem cabelos finos, e encaracolados ; as índias têm cor de canela , pele lisinha , sem acne, cabelos lisos , sem dar uma volta ... Mas a beleza vem de dentro ... tá na alma !E ela era qualquer coisa de índia , de mestiça , de portuguesa ... Casca de uma alma nobre !
Adorava presentes , e presentear : corte para fazer roupa nova , óleo para o cabelo , travessa , mantilha , velas , água de cheiro , leite de colônia , sabonete de juá , travesseiro de plumas de aves , mesclado com folhas de eucaliptus , urinol e candeeiro ao seu alcance , santuário coalhado de santos. Não fazia promessas com Pe. Cícero . Para ela , ele não era santo ... era primo !
Não comprava remédio em farmácia . Fazia suas proprías meizinhas : chá de flor de abacate, boldo , macela, casca de laranja , capim- santo , endro , erva-cidreira , e uma cibalena diária. Vida longa. Sem química , alimentação cem por cento natural ... Deu certo !
Não sabia bordar, fazer crochê , rezava num cochicho eterno.
Teve um casamento feliz, um marido amoroso , 4 filhos criados ( um deles , adotivo ), genros . noras e uma pancada de netos.
Faz-me falta aquela mulher ...muita falta ! Falta da sua raça , fortaleza , e da grandeza do seu coração , que não cabia o mundo !

"Um sorriso de Maria " , para enfeitar sua noite de anjo !

* Aires não é um nome de família. A prole do Seu Aristides era conhecida como Aires : Maria Aires , Ana Aires (Donana) , Fantina Aires , Paulo Aires , Pedro Aires , Rubens Aires , Alfredo Aires , Júlio Aires , João Aires , etc.Foi mãe de uma ruma de filhos , mas apenas ficaram adultos : José , Moreirinha , Auri , Ivone e Valdir ( sobrinho , filho do coração ).Netos , a citar :De Alfredo Moreira Filho (Moreirinha ) : Socorro Moreira Nunes , Verônica Moreira Bezerra , Zélia Moreira Xenofonte , Alfredo Moreira Neto , Teresa Nunes Moreira , e Catarina Moreira Sampaio .De Ivone Moreira Aragão : Aderbal Moreira Aragão ( 3 filhos ) , Maryanne Moreira Aragão Esmeraldo( 3 filhos ) , Teresa Moreira Siebra (3 filhos) , Antonio Moreira Aragão (4 filhos ) , Graçinha Moreira Aragão do Espírito Santo ( 3 filhos) , Ivone Moreira Aragão Lino (3 filhos ), e Fátima Moreira Aragão Sampaio (3 filhos ).De Auri Moreira Montoril : Francisco Moreira Montoril (3 filhos) , Bartolomeu Moreira Montoril ( 3 filhos ) e Socorro Moreira Montoril ( 1 filho).Os Bisnetos , nem dá pra contar - A lista está incompleta !Os mais próximos de mim , e da minha lembrança são :Caio Marcelo Moreira Bonates , Victor Arturo Moreira Bonates , André Ricardo Moreira Bonates , Bruno Moreira bezerra , Sampson Moreira Bezerra , Giorgio Moreira Xenofonte , Samira Moreira Xenofonte , Dyan Moreira Xenofonte , Derek Moreira Xenofonte , Ana Carolina Moreira Dourado , Rodrigo Moreira Dourado , Rafael , Gabriel e Daniela (filhos do meu irmão Alfredo Moreira Neto e Silvana); João Diego , João Marcelo e João Alfredo( filhos da minha irmã Catarina com João Sampaio Xavier ).E os Tataranetos ?Conheço apenas Juan e Camila ( netos de Zélia Moreira) , Camila (neta de Verônica) e Bianca ( minha neta ) . Mas vem muita gente a caminho ...

"Aço frio de um punhal foi teu adeus pra mim ..."
É a voz de Donana ou a de Orlando Silva , cantando ?