18 março 2008

Juazeiro do Norte - “Autoridades”, tapas e Atrocidades - Por Tiago Viana.


Observando os jornais e noticiários na TV nesta segunda, deparo com a ignorância autoritária que reverteu em agressividade explícita. A tapa no rosto feminino em Juazeiro do Norte me trás uma reflexão. Será que antes de tudo é preciso pedir autorização ao “Raimundão” para escrever esta reflexão aqui? Porque parece que ele não gosta de ser questionado por lideres comunitários, imagina por um colunista impuro dos RastreadoreS. A tapa no rosto que o Prefeito de Juazeiro do Norte – CE, o Sr. Raimundo Macedo (PSDB), deu na Presidenta da Associação comunitária, Maria Eliene Sobreira Sampaio, por discordar de uma proposta da autoridade municipal no valor do pagamento de uma bolsa-salário é um prato cheio para os adversários políticos plantonistas das desgraças da situação. Agora acontecer este desrespeito agressivo com uma mulher logo numa região do Ceará que tem fama de homens matadores de mulheres, é elucidar o drama maldito incrustado nas raízes da estupidez demente do ser macho caririense. Uma agressão no rosto da mulher ou de um homem, o sexo não importa, o tamanho do erro é igual. Foi sim uma bofetada no pé da orelha do povo que deve estar doendo até agora no subconsciente da patota administrativa contemporânea juazeirense nortista. O pior é que o tal Prefeito, com interferências na péssima dicção que tem, e ruídos agudos de nervosismo que demonstrou, negou hoje (17/03) aos telejornais o seu ato de desespero e descontrole “isso é coisa de ano eleitoral” e espumando mais profundo ainda negou veementemente o fato da tapa. Mesmo que for mentira, não é a conduta certa. Não ter coragem de assumir um erro, não é coisa de macho que bate em mulher. Caso fosse entre quatro paredes, na sua casa, com sua esposa, era problema conjugal seu, a mulher poderia até continuar ao seu lado, caso gostasse das tapas. Mas, em público, sem ligações afetivas, apenas por discordar de uma proposta política, é triste, humilhante. Autoridades que tratam o patrimônio público como se fosse particular, atrocidades pensar no poder de todos, a custa da miséria do povo, seja da mulher que levou a tapa ou das outras cinqüenta testemunhas que perceberam a mão gorda chocar-se com o rosto rebelde. Não sei se homem que bate em representante da comunidade, ainda por cima mulher, merece ter pelo menos um voto nas eleições. Faz isso na frente de testemunhas, imagina nos desvios de conduta que este cidadão deve ter as escuras. Lembrou-me da cena da TV, em arquivo, do Prefeito atual paulistano (DEM) que feito louco expulsou de um hospital um cidadão que reivindicava seus direitos, só não deu um tapa, mas deu empurrões e colocou para fora do estabelecimento público. Porque tapas e empurrões levam as quedas, sangrando e machucando, todos os dias, a coletividade trabalhadora, que sofre os tabefes do capital e do ritmo de vida imposta pela economia mundial.
Este ato de rebeldia explicita do gestor municipal da terra do Padim parece voltar à época da ditadura onde era inadmissível o questionamento ao Governo por parte de qualquer um. Será desta forma que o Prefeito trata seus adversários, a tapa? Se o for, a campanha eleitoral no Juazeiro do Norte será uma disputa de tapas, bofetes, murros, chutes, facadas e tiros, uma guerra onde vale tudo para estar no cargo principal da cidade. Desça logo Padre Cícero e intervenha. Metendo a mão em que merece levar um murro. Ache bom ou ruim, é isto!



By Tiago Viana™ .

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