18 março 2008

Crônica de Pedro Esmeraldo


OS FURACÕES DO CRATO
Se os homens escolhidos pelos cratenses tivessem coragem e disposição para enfrentar o trabalho árduo, hoje estaríamos numa posição bem elevada e não enfrentaríamos esse descaso que estamos vendo agora.
Por isso, recordamos o nosso saudoso pai, Senhor José Esmeraldo, eleito vice-prefeito no final da década de 1950, chegando a assumir o comando administrativo temporariamente por várias vezes, que disse-nos que o povo do Crato ajudava quando o prefeito realizava, mas também ajudava a destruir quando se encontrava com um prefeito apático, desanimado e que pouco realizava. Dizia-nos que isto era uma espécie de revolta do povo, já que não encontrava por parte de prefeitura, nenhuma situação favorável ao desenvolvimento equilibrado.
Atualmente, o povo está desanimado, devido a caturrice do senhor prefeito que teima em permanecer mal assessorado e que prefere trabalhar com pessoas de fora. Não têm amor à terra. Não possui unidade de trabalho, não tem companheirismo; tudo segue ao Deus dará, cada qual puxando brasa para sua sardinha. Não administra com perfeição, não emprega a linguagem acessível ao pensamento do povo. Não pensa no dia de amanhã. Só faz o que for conveniente, só deseja trabalhar para si mesmo, favorecendo alguns bajuladores que vêm de fora. Consideramos esses homens acomodados, visto que não tem interesse em solucionar os problemas da cidade. O povo fica desiludido, sem coragem de enfrentar as dificuldades. Algumas dessas pessoas são tão sem ação pois só se preocupam em fechar escolas, a fim de favorecer os transportes a terceiros; há delas que se dão ao luxo de não fazer nada e viver emburrados, sentados numa cadeira, dizendo grosserias aos contribuintes.
Por isso bradamos insistentemente. Solicitamos, em voz alta, para livrarmos-nos desse quadro sombrio, gritando com todas as forças dos nossos pulmões e com muito amor à terra. Pedimos a esses homens que trabalhem, que tenham coragem. Deixem de lado as armas mortíferas que nos tornam perplexos, desolados, conduzindo para o desespero, já que não vemos esforços desses cidadãos!
É necessário que haja compreensão mútua, afastando de nós o “peleguismo” que contorna o prefeito, levando-nos para o arrefecimento.
E os cratenses não reagem, ficam imóveis, apenas maneando a cabeça, dizendo amém. Agora, citamos a frase do poeta paulista Menotti Del Picchia,: Quietos, dormentes como as águas estagnadas.” Mostram, também, que o Crato está marchando para o abandono político, sem reação, sem lutas, tudo andando vagarosamente . A maior parte desses políticos não vai atrás de solucionar os problemas, deixam tudo correr livremente. Durma com tanto barulho?
Com certeza, não temos representação política nas câmaras alta e baixa do País. Tudo isso causado pela falta de escrúpulos dos políticos, vez que preferem despejar seus votos nos políticos que vêm de fora. Isso consideramos uma traição ao Crato.

Pedro Esmeraldo

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