31 março 2008

Os "cabinha" da Casa grande de Nova Olinda se apresentam em São Paulo.

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Os meninos da Fundação Casa Grande levam para São Paulo seu rock infantil, de som imaginário, feito com instrumentos de lata e madeira
Eles têm entre 9 e 11 anos, e viajarão para São Paulo pela primeira vez. O objetivo é nobre: gravar músicas para o DVD do projeto Rumos, do Itaú Cultural, que mapeará a nova música brasileira. Os Cabinha são travessos: além de músicos, são radialistas, câmeras, recepcionistas de museu que conta a história do Homem Kariri.

No show, o repertório é de rock. A postura, ainda de menino de interior, ou cabinha, como chamam os pequenos "cabras macho" aqui no sertão do Cariri. Sertão molhado, que já foi mar, e se prepara para voltar a ser. Porque se o Brasil está de costas para o interior e de frente para o litoral, está perdendo muita coisa. A começar pela iniciativa dos pequenos gestores culturais da Fundação Casa Grande, uma instituição inteiramente gerida por crianças e adolescentes da cidade de Nova Olinda, a 540 quilômetros de Fortaleza.

E é no teatro da Casa Grande, inaugurado em 2002 por Arnaldo Antunes, que os meninos costumam se apresentar. Teatro Violeta Arraes - Engenho de Artes Cênicas, o único da cidade, que faz companhia à unica biblioteca infantil, única dvdteca, única gibiteca...

Na região onde nasceu a primeira flor do planeta e de onde brotam do chão os mais conservados fósseis de dinossauros já encontrados, não há espaço para aridez musical.

Para comprovar, vá ao Itaú Cultural nesta sexta-feira. É de graça. O Brasil está indo até os brasileiros. Você vai perder essa?
Os Cabinha no Itaú Cultural

Quando: 4 de abril, 19h30,
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista 149, próximo ao metrô Brigadeiro.
Quanto: grátis. Retirar ingressos com meia hora de antecedência,


Conheça a Fundação Casa Grande

www.fundacaocasagrande.org.br
Assessoria de imprensa

Mariana Albanese
imprensafcg@gmail.com
Fundação Casa Grande - Nova Olinda - CE
88 9622-0999
88 3521-8133
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Casos de dengue no Ceará chegam a 4.600, maior índice dos últimos 3 anos

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Vicente Gioielli
Especial para o UOL
Em Fortaleza (Ceará)

O número de casos de dengue confirmados este ano no Estado do Ceará é o maior dos últimos três anos no período de janeiro a março. Segundo dados da Secretaria de Saúde do Estado, foram confirmados 4.600 casos em 2008 - 413 a mais que em 2007, 1.395 mil a mais que em 2006 e 2.527 a mais que em 2005. Apesar do alto índice de infectados, apenas uma morte foi confirmada no Estado em decorrência da doença.

A população de 76% dos municípios Ceará está sob alerta. Ao todo, 140 cidades, incluindo a capital, Fortaleza, notificaram pelo menos um caso de dengue em 2008. Em todo o Estado foram notificados nos três primeiros meses deste ano 8.067 casos suspeitos da doença na sua forma clássica, mas, até agora, os 4.600 casos confirmados estão distribuidos em 111 municípios.

Fonte: Uol.

PCC quer se infiltrar na política e financiar campanhas


Em São Paulo

A cúpula do crime organizado quer ter representação política. Depois de entrar no tráfico internacional de drogas, o Primeiro Comando da Capital (PCC) quer se aproximar dos partidos políticos e financiar campanhas eleitorais. Seus líderes consideram que a 'família' pode garantir muitos votos aos seus escolhidos e têm capacidade de mobilização em 10 Estados. "Muitos partidos políticos não têm essa força", afirmou Daniel Vinícius Canônico, o Cego, porta-voz do líder máximo da organização, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.

O PCC quer desestabilizar o sistema prisional de São Paulo. Escutas telefônicas mostram que a organização criminosa planejava o seqüestro ou assassinato de coordenadores do sistema prisional. A idéia era disfarçar de advogados os homens que cumpririam essa missão a fim de que eles pudessem entrar armados nas coordenadorias.
SEQÜESTRO DE AUTORIDADES
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PPC NEGOCIA COM AS FARC
PCC FATURA MAIS 511%
Em um diálogo interceptado pela inteligência do governo estadual, Canônico e o segundo homem na hierarquia do PCC, Julio Cesar Guedes de Moraes, o Carambola, conversam com o advogado Sérgio Wesley da Cunha. Eles começam tratando da manifestação patrocinada pela facção em frente do Congresso Nacional, ocorrida em 28 de novembro. "Doutor, sabe qual a intenção dessa passeata?", pergunta Canônico. É o próprio porta-voz de Marcola quem responde: "Era pra mostrar para aqueles deputados que nós temos força política." A organização criminosa fretou ônibus em 10 Estados para levar centenas de manifestantes até Brasília com o objetivo de fazer um protesto contra o descumprimento da Lei de Execuções Penais.

No meio da conversa, Wesley defende que o PCC deve ter representação política. "Eu sempre falei pro Marcos (Marcola), uma vez que eu conversei com ele longamente, só na grade, olho no olho: "Marcos, a gente precisa ter uma representação política! O IRA (Exército Republicano Irlandês) que está bem pra cacete lá na Irlanda (do Norte), eles têm o Sinn Fein, que é um partido de representação política!"

Em seguida, Carambola e Canônico questionam o advogado sobre qual candidato a prefeito de São Paulo a facção deveria apoiar. Wesley conta quem são os pré-candidatos de partidos como DEM, PSDB e PT. Nesse trecho, a interceptação do diálogo ficou truncada. Aparentemente, os criminosos discutem como se aproximar dos partidos, doando dinheiro aos tesoureiros para financiar campanhas - há quem desconfie que a facção estaria pensando em se apossar do dinheiro das doações dadas aos partidos.

Essa não é a primeira vez que o PCC tenta entrar na política. Em 2002, a facção quis lançar o advogado Anselmo Neves Maia candidato a deputado federal pelo PMN. Maia acabou preso. Em 2006, outro advogado suspeito, Paulo Bravos, teve sua candidatura recusada pelo PV. Naquele ano, a facção planejava eleger um deputado estadual e um federal em São Paulo. O plano fracassou.

Fonte: As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
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Artista Plástico Cratense George Macário está no site "Cyberland"

George Macário

George Macário é “advogado, desenhista e pintor. Autodidata. Desde a infância demonstrava vocação para as artes, produzindo desenhos a partir dos 4 anos de idade, quando desenvolvia, em seus rabiscos iniciais, as cirurgias realizadas por seu pai. Noutras ocasiões, descrevia o dramático retorno e o resgate dos astronautas das naves Apolo, além das cenas chocantes de violência da Guerra do Vietnam, entre outros.” Tudo isso foi copiado do blog de George e mostra só um pedacinho dessa personalidade complexa que mistura idéias com emoções e nos presenteia com uma arte incomum, em cores fortes e que chama a atenção. Se você passar em frente de um quadro de George Macário pendurado em uma parede qualquer de um local público, será difícil manter uma indiferença. Se passar direto sem olhar, o quadro grita: “Hei! Olha eu aqui!”


Cores fortes, contrastantes e transmitindo alegria – George Macário

É complicado classificar a obra de George Macário porque de fato ele mistura abstrato com figurativo, apresenta pitadas de surrealismo, fantasia, simbolismos e nos mostra um trabalho enigmático carregado de idéias e recados. Há um significado e uma mensagem em cada quadro e o resultado é que se faz necessário parar e pensar sobre cada obra e tentar interpreta-la. Claro que nem sempre o observador vai ter os mesmos pensamentos e emoções que o autor mas isso faz parte da leitura de uma obra de arte. Fala-se uma coisa e ouve-se outra. Essa tentativa de interpretação é parte da emoção de um quadro, parte do enigma e mistério que compõe toda obra que não seja explicitamente realista.


O Carnaval e o Enigma na visão de George Macário - viagem

De realista os trabalhos de George Macário não tem nada mas falam de uma realidade. Pelo menos da interpretação da realidade dada por ele. Imagino que beba da fonte do cotidiano e fique elaborando a partir daquelas coisas que aparecem nas revistas e televisão e que o atingem, pela emoção da aventura, pelo desafio da conquista ou pela tristeza do sofrimento. Daí junta tudo e oferece a sua interpretação usando pinceis e tinta acrílica sobre placas de gesso. Não satisfeito, adiciona resinas, cola e só Deus sabe o que mais. Deus e George Macário, sem que haja aqui qualquer tentativa de comparação. Talvez George não saiba completamente porque sai inventando e eventualmente pode esquecer o que usou.


Exclusão Social e a Fome Capitalista – preocupações freqüentes do artista

George Macário é um artista do nosso tempo e aborda temos bem atuais mesclando uma preocupação política e social com fantasias e viagens da imaginação. Ao mesmo tempo em que fala da fome, da inclusão social e da situação de miséria do nosso povo, levanta vôo com as naves espaciais e vai aos primórdios do tempo buscar desenhos rupestres, assim como aproxima-se dos grandes fenômenos da natureza para analisa-los mais de perto. Para cada um desses temas empresta uma interpretação que mistura uma visão realista com pura fantasia. Você observa um fato e percebe, por traz dele, um olhar interpretativo que eventualmente pode até mudar a realidade. Como artista, George não precisa ater-se a nenhuma realidade e pode criar um mundo inteiramente novo na ponta dos seus pinceis.


Cores absolutamente tropicais - instinto

Os títulos das obras oferecem uma pista sobre o pensamento do autor mas olhar o quadro nos mostra o sentimento. O que é mais importante? Pouco importa. De fato essa pergunta não tem qualquer cabimento. O título é sempre uma ajuda na leitura de uma tela e achamos nós que toda obra de arte deve realmente ser titulada mas nem sempre isso acontece. George Macário coloca títulos em seus trabalhos que fornecem informações significativas e substanciais. Isso é bom porque embora o artista não precise explicar coisa nenhuma sobre o que fez, também não deve tentar esconcer e camuflar. Ser de difícil interpretação não é sinal de sucesso ou competência. É apenas uma característica, em alguns casos, e um fator completamente circunstancial em outros.


Figuras rupestres e a interpretação de um sinistro - devaneios

George Macário é também escritor mas é bom confessar desde logo que não lemos os seus livros ainda. Um dos livros nos narra o Histórico Cronológico de 28 anos de Política Cratense (1976 – 2004) e obviamente esse é um tema de interesse bem localizado. Saber da sua existência nos indica um homem ligado aos fatos de sua terra natal, um homem de raízes profundas, arraigado a sua cidade, seu povo e sua família. O Crato, no Ceará, deve estar na rota de escoamento do gesso produzido na região de Araripina, em Pernambuco, porque deve ser mais fácil exportar por Fortaleza do que por Suape. É improvável, portanto, que falte gesso para George Macário trabalhar a sua arte.


Placas de gesso – mídia para a arte de George Macário

Encontrar George Macário é fácil e os endereços seguem abaixo. Ele tem um site bem interessante de onde capturamos as imagens. É só visitar.

George Macário – Crato - Ceará

http://geocities.yahoo.com.br/georgemacario2005

Fonte: Website Cyberland.


Direitos Humanos - Assine Petição em favor dos Direitos Humanos no Tibet - Por jayro Starkey

Caro Dihelson,

Contando com o seu coração humanista, peço-lhe o obséquio de assinar e divulgar esta petição pelos direitos humanos no Tibete. Por favor, leia e repasse. É um grande passo de fraternidade em favor dos irmãos tibetanos há muitos anos humilhados pelos chineses. Acho que é a mais sensacional história da humanidade quando o Tibete era ainda inocente. Conto com você.

http://www.petitiononline.com/Tibete08/petition.html

Por Jayro Starkey.

Seca dá lugar a enchentes no Cariri

Seca dá lugar a enchentes no Cariri

Já choveu 85% acima da média histórica de março no Sertão do Ceará, diz meteorologia. Agricultores perderam tudo, por causa dos alagamentos .

Veja Vídeo do Jornal Nacional da Globo:



Moradores da região do Cariri, no Sertão cearense, estão sofrendo as conseqüências das chuvas. Para chegar em casa, os moradores enfrentam a água e improvisam meios de transporte. Segundo os meteorologistas, já choveu 85% acima da média histórica do mês na região. Casas foram cobertas e destruídas pela água. Os moradores de uma das áreas mais secas do Nordeste agora sofrem com a enchente.



Veja o site do Jornal Nacional

A enxada do agricultor Manoel Joaquim Alves já não serve para cultivar a terra. Agora é usada para fazer uma barreira contra a enxurrada. “Eu tive essa idéia de fazer esse paredão aí. Se não fosse isso, tchau. Eu não estou tranqüilo não”, ele conta.

Com o caminho interrompido, as carroças que costumam transportar água pelo sertão passaram a ter outra utilidade. Por R$ 1, elas transportam os moradores pela água de um lado para o outro.

Quem não pode pagar carrega a bicicleta no ombro. “É melhor passar com ela no ombro do que pagar R$ 1”, diz um morador do Cariri.

A diretora da única escola da localidade, Maria Lídia Maranhão, teve de suspender as aulas. “Não teve aula hoje, porque os professores são da cidade e têm que fazer esse percurso”, ela explica.

Com a plantação encharcada, os agricultores que haviam financiado as sementes perderam tudo. “Apodreceu tudo, está perdido”, lamenta um homem.

As orações do sertanejo agora têm um outro pedido: "Eu rezei para cair pelo menos uma chuva. E agora eu estou rezando para parar”, confessa um agricultor.


Fonte: G1

PROFECIA - Em menos de 15 anos, a Sociedade será dominada e controlada pelos Marginais !

REINO DO TERROR:

Boa notícia para começar a sua Segunda-Feira, você me dirá...mas é um ótimo dia para se avaliar o que se tem feito para combater a criminalidade e a decadência em que o Ser humano se encontra e se encontrará em muito breve...

Lendo a recente crônica muito bem escrita do nosso amigo Dr. José Flávio Vieira aqui no Blog do Crato, não me furto a escrever essa pequena nota de alerta à Sociedade, e na verdade, uma profecia, de que da forma em que as coisas vão, e não há retorno, em menos de 10 anos nós veremos o que conhecemos hoje como Sociedade Civilizada sucumbir perante as novas gerações de delinquentes. O mal está prosperando assustadoramente, e isso tem inúmeras causas complexas de se analisar em uma breve nota, mas quero frisar que grande parte desse monstro está se gerando no próprio seio da sociedade, amamentado nas tetas de uma geração decadente, não-civilizada, que perdeu aquilo que se constituiu no sustentáculo da civilização desde que mundo é mundo:

A EDUCAÇÃO.

Somente a educação transforma monstros em seres humanos. O homem por si tem índole má, ele é um polimorfo perverso, como diria Freud, mas o convívio em sociedade dominou esses instintos, enjaulando-os, se preferirem. Levamos mais de 3.000 anos para desenvolver um conjunto de regras de civilização que se seguidas, bem que poderiam elevar o homem do futuro para aquilo que nossos ancestrais sempre sonharam: Um mundo de PAZ, onde a inteligência e a Racionalidade dominariam a cena, e onde os seres humanos seriam uma raça mais evoluída.

Porém, não é isso que vem acontecendo. O que vem acontecendo é que as pessoas sem qualquer formação educacional e cultural estão procriando cada vez mais, e por não possuírem educação, também não as pode transmitir aos filhos, que passam a vagar pelo mundo como animais irracionais, sem noção do Bem e do Mal. O leitor pode observar o ser desalmado, perverso que é notícia nos jornais, que não tem qualquer noção do que faz, sem qualquer sentido de Bem e de Mal. Isso é fruto do descaso educacional e cultural com que se trata no Brasil as classes menos favorecidas. Às novas gerações não estão sendo ensinados conceitos fundamentais tais como:

01 - Obediência aos Pais.
02 - Respeito pelos mais velhos
03 - Convívio sadio em Sociedade
04 - Noção de certo e errado.

E muitas outras coisas que derivam disso, ou estão intimamente relacionadas.
Como resultado, o que se pode esperar da grande massa das periferias das cidades ?
O que se pode esperar dessa explosão populacional dos animais irracionais sem qualquer noção de certo e errado?

Eu vos digo:
Pode-se esperar tudo, menos coisa boa.
Porque o Homem sem o freio moral, sem o senso de certo e errado é entregue à aqueles instintos primitivos e capaz de cometer as piores atrocidades sem qualquer tipo de remorso. Por isso, Freud diz por exemplo, que a Religião é um mal necessário, porque ela impele um freio moral nos indivíduos, levando a uma conduta pelo menos coerente com o meio social em que vive.

Sem a educação básica, familiar de noção de certo e errado, respeito ao semelhante, estaremos criando verdadeiros monstros que com certeza invadirão nossas residências sem qualquer piedade, sem qualquer noção de certo, de errado. Monstros que serão impossíveis de se controlar, até mesmo por meios igualmente perversos como o extermínio, a aniquilação, que embora sejam meios atrozes de limpeza, sejam por essa época futura, os únicos meio capaz da sociedade tentar se livrar do mal que ela mesmo criou.

Infelizmente, vejo ainda de forma pior. Da forma como a sociedade gananciosa tem criado e nutrido esses monstros, creio que em 10 a 15 anos, o mundo tal qual conhecemos, será uma terra sem lei, e aqueles maiores temores que nutríamos, aqueles pesadelos horripilantes do ser perdido, enfim, e infelizmente, será plena realidade. E quando a sociedade acordar para essa realidade, será muito tarde, pois JÁ É TARDE HOJE. E se cumprirá então as antigas palavras de um homem sábio que viveu há mais de 2000 anos:

"Tudo está consumado!"

Quem viver, verá. Guardem essa nota.
Vivam bem, enquanto podem !

Abraços,

Dihelson Mendonça
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30 março 2008

Instituto Cultural do Cariri, toma posse o poeta Everardo Norões de Arraes

Em solenidade realizada neste sábado no ICC, o poeta Everardo Norões de Arraes assumiu a cadeira que tinha como patrono o ex Prefeito Alexandre Arraes, numa solenidade em que estiveram presente intelectuais e personalidades da sociedade cratense.
Natural de Crato, Everardo Norões Arraes, foi exilado político e morou na França, Argélia, e Moçambique. Atualmente reside em Recife/Pernambuco. Publicou vários livros de poemas, dentre eles, A Rua do Padre Inglês. Traduziu importantes livros de escritores latinos americanos e antologia poética do Mexicano Carlos Pellicer. Escreveu peça de teatro com Ronaldo Brito, enfim, um homem culto com uma vasta bagagem cultural.

É de sua autoria:

TRISTÃO
As palavras no alforje. E o rosário,
A escorrer das penas e dos dias.
O azul da barba lembra uma paisagem
Onde campeiam cabras. E ramagens
Desata-se em sombras nas janelas.
A morrinha dos bichos. O mormaço,
Trazendo o desespero, em vez de março:
Um luto atravancando as taramelas.
A sela desapeada. E na garupa do cavalo,
A sentença das esporas.
Pendentes dos estribos estão às horas,
Relampejo de facas. E o sono da jurema.
O braço descarnado, O giz dos dentes,
E olho além do corpo do poema.
No chão do meu degredo, sempre chão,
Setes frases do ofício e um bordão.

Foto: Pachelly Jamacaru

VÁRZEA ALEGRE PRESTARÁ HOMENAGEM AO ESTUDANTE RICARDO OLIVEIRA

VÁRZEA ALEGRE PRESTARÁ HOMENAGEM AO ESTUDANTE RICARDO OLIVEIRA, BICAMPEÃO DA OLIMPÍADA DE MATEMÁTICA


O estudante varzealegrense Ricardo Oliveira (que na imagem é cumprimentado pelo presidente Lula) será agraciado com a comenda de "Honra ao Mérito Municipal", concedida pelo prefeito Zé Helder (crédito da imagem: Secretaria de Imprensa da Presidência da República).


(26/03/2008) - Nessa segunda-feira, dia 31 de março de 2008, às 08h e 30min, no auditório Josué Alves Diniz, da Escola Presidente Castelo Branco, Centro, município Várzea Alegre, durante palestra sobre o Programa de Educação Inclusiva desenvolvido nesta cidade, realizada pela Secretaria Municipal de Educação, o estudante Ricardo Oliveira, residente no Sítio Vacaria, distrito Ibicatu, destaque na Olimpíada Brasileira de Matemática, será homenageado pela Prefeitura de Várzea Alegre com a entrega de placa de honra ao mérito. Na ocasião, o município fará a entrega da chave da nova residência do estudante, localizada na sede urbana do município.

Fonte: Blog de Várzea Alegre.
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Notícias da Semana no Cariri - Coluna Tarso Araújo.



Até que Enfim!

Depois de quase nove meses, um nome categorizado foi nomeado - pela nova administração da Urca - para o cargo de diretor do Museu de Paleontologia, mantido pela instituição em Santana do Cariri. Trata-se do professor Álamo Feitosa Saraiva, doutor em paleontologia e bom conhecedor da área fossilífera. Como a escolha foi técnica, todos acreditam que esta vai dar certo. Espera-se que Álamo mande reinstalar uma lojinha de venda de souvenirs (que existia nas instalações do museu) na administração do professor Alexandre Sales, bastante apreciada pelos turistas.

ANOTE: MONSENHOR ÁGIO
Após comemorar 90 anos de idade, monsenhor Ágio Augusto Moreira - um dos ícones da cultura do Cariri - agora faz planos para os festejos do centenário de nascimento do seu saudoso irmão, padre Davi Moreira, a ocorrer em 19 de janeiro de 2010. Monsenhor Ágio já escreveu um livro (Vida e obra do padre Davi Moreira, publicado em 2004), gravou um CD com oito composições populares de autoria do seu irmão (lançado em fevereiro último). Pretende lançar, ainda, outro CD com as composições clássicas deixadas por padre Davi.

ASSARÉ
A população de Assaré espera que até 5 de maço de 2009 (data do centenário de nascimento de Patativa do Assaré), a casa de taipa onde o poeta viveu - na Serra de Santana - esteja recuperada. A restauração custará pouco dinheiro. Bom lembrar que o atual Secretário da Cultura do Ceará, Auto Filho, nasceu em Assaré. Vale uma sugestão. A Secult poderia fotografar a bem preservada casa de taipa de Mestre Vitalino, no Alto do Moura, em Caruaru. Lá, a humilde morada de Vitalino, transformada em memorial, é cercada por um jardim de cactos. Uma beleza!

FESTA DA MISERICÓRDIA
Os fiéis caririenses - seguindo o novo costume dos católicos de todo o mundo - promovem hoje, dia 30, segundo domingo da Pascoa, a Festa da Divina Misericórdia. Trata-se de comemoração recente - criada em 2000, pelo Papa João Paulo II - cumprindo um pedido que teria sido feito por Jesus Cristo à santa polonesa Faustina Kovalska, em 24 de setembro de 1936. Haverá solenidades na Catedral de Crato, Santuário Diocesano em Juazeiro do Norte e na Paróquia de Assaré, dentre outras.

MAESTRO AZUL
Pouca gente sabe: a música do hino da Padroeira dos cratenses - Nossa Senhora da Penha - é de autoria do Maestro Azul, há anos falecido. Na década 80 do século passado, o então Cura da Catedral, monsenhor João Bosco Esmeraldo, conheceu uma bonita letra de um hino dedicado à "Mãe da Penha". Ele procurou o Maestro Azul e pediu para musicá-la. O resultado é o belíssimo hino que todos os católicos de Crato cantam hoje. Em boa hora, a Secretaria de Cultura do município denominou de Maestro Azul a escola de música recentemente criada. Merecida homenagem ao maestro que dirigiu, por longos anos, a centenária Banda de Música de Crato.

SANTANA DO CARIRI
Muito se deve ao padre Cristiano Coelho, vigário da cidade entre 1938 e 1976. Agora, o novo pároco, padre Adalmiram Vasconcelos, para alegria dos santanenses, quer recuperar várias obras de arte, existentes na à igreja-matriz de Senhora Santana, por iniciativa do padre Cristiano. A primeira, deveria ser a reintrodução do altar de madeira do Senhor Cristo, substituído, anos atrás, por outro de marmorite, feio e destoante do conjunto do templo.

NEGÓCIOS
Uma feira agropecuária de grande porte, a Expocrato alavanca todo o mercado local e regional. Em oito dias de realização da feira, a arrecadação é superior a todas as outras datas comemorativas do calendário nacional, juntas. Contudo, a feira é considerada uma excelente oportunidade para divulgação do comércio, agricultura, indústria e pecuária regional. Outras empresas cearenses percebem no evento a chance de gerar novos negócios, como a especializada em táxi aéreo Easy Air. Patrocinadora da Expocrato 2008, a Easy Air é uma jovem empresa cearense.

SERRA
O governador de São Paulo, José Serra, estará - na primeira quinzena de abril - em Juazeiro do Norte. Virá acompanhado da alta cúpula do tucanato, incluindo os senadores Artur Virgílio, Tasso Jereissati, dentre outros. Além de participar de Seminário do PSDB, Serra irá conhecer a colina do Horto e a capela do Socorro, aonde o Padre Cícero foi enterrado. José Serra tenta vender sua imagem de bom administrador numa região brasileira aonde o presidente Lula tem a maior aceitação no Brasil.


BATE-PAPO

HOSPITALIDADE
Juazeiro do Norte tem dessas coisas: a empresa Cajuína São Geraldo abre suas instalações, ao longo dos anos, para receber centenas de ônibus conduzindo romeiros em visita ao Cariri. Ali eles provam os refrigerantes produzidos na empresa e ganham livretos (de autoria do escritor Daniel Walker), além de folders e cartões postais do Padre Cícero. Quem não sai encantado com uma hospitalidade dessas?

SUCESSO
Esgotada a primeira edição do livro Zé Major, meu avô, reminiscências do juiz de direito barbalhense (aposentado), Alberto Callou Torres. A obra resgata a memória de José Pereira Pinto Callou (avô de Alberto) e o modus-vivendi da antiga aristocracia rural do Cariri.

CONHECENDO O CARIRI
As reservas fossilíferas da Bacia Sedimentar do Araripe registram mais de um terço de todos os registros de pterossauros descritos no mundo. São mais de 20 ordens diferentes de insetos e única notação da interação inseto-planta. Há similares destas mesmas espécies na África, indício de quando os continentes americano e africano formavam um só continente, com o nome de Gondwanna.

TOME NOTA
Ambientalistas estão sugerindo que a arborização das margens das estradas do Cariri-Oeste seja feita com a árvore Ziziphus joazeiro (nome científico do Juazeiro), considerada um dos símbolos da resistência nordestina, pois se mantém verde por todo o ano.

Fonte: Jornal O POVO
pelo membro do Blog do Crato Tarso Araújo.

Hoje no DN - Segurança do Castanhão em xeque

TREMORES NO CASTANHÃO


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Volume atingiu o máximo em 2004, quando as comportas foram abertas. Neste ano, uma foi aberta para manutenção, mas há expectativa de nova abertura devido à chuva (Foto: Fábio Lima)

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Tremores, profecia, chuvas fortes e volume de água aumentado reforçam as preocupações em torno da barragem

“Sismo sentido por pessoas dentro de casas. Ruídos semelhantes à passagem de caminhão pesado. Duração pode ser estimada”. Os aspectos caracterizam o nível III de intensidade de um tremor, conforme a escala Mercalli. A situação poderia se aplicar a Sobral, onde, neste ano, foram registrados 630 abalos, sendo quatro com magnitude acima de três pontos na escala Richter.

Mas a classificação de intensidade refere-se a tremores contabilizados no Açude Padre Cícero, mais conhecido como Castanhão, no ano passado. As ocorrências provocaram outras características: água borbulhando e estrondos são as que mais assustam a população do Vale do Jaguaribe, que soma três milhões de habitantes. Em uma situação extrema — descartada pelo poder público, minimizada por especialistas, mas real para quem mora no entorno do açude —, os sismos poderiam danificar a barragem e até fazê-la romper.

Embora a possibilidade, oficialmente, seja distante, ganha cada vez mais força no imaginário popular. Quem conhece a história da rocha encontrada durante as escavações para construção da barragem vai além. O que está escrito na pedra — “obra do Fim dos Tempos” — deixaria claro que a barragem seria responsável por uma tragédia na região, mesmo que, hoje, o açude contribua com o abastecimento de pelo menos dez cidades cearenses, incluindo Fortaleza.

Quando a chuva começou a se intensificar, em março, o alívio pela garantia de água se misturou ao medo. As precipitações coincidem com a previsão da Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme), que anunciou, no início do ano, chuvas normais ou até 30% acima da média histórica. Nessa semana, a chuva fez a cota do açude atingir mais de 60% da capacidade total, e a Companhia de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Cogerh) considera a possibilidade de abrir as comportas do açude, o que não acontece, com esse fim, desde o ano de 2004.

Imprecisão

De acordo com o supervisor de Operação e Manutenção da Barragem do Castanhão, Getúlio Peixoto Maia, o ideal é que as barragens tenham dados geológicos antes, na construção e durante seu funcionamento. “Com acompanhamento tecnológico, são avaliadas todas as fases do projeto para garantir a segurança, no caso de ocorrerem abalos sísmicos na sua estrutura”, entende, acrescentando que essa rotina diz respeito ao Castanhão.

Mas uma das preocupações refere-se ao fato de o açude ficar perpendicular à zona de sismos, segundo o geólogo Afonso Rodrigues de Almeida, da Universidade Federal do Ceará (UFC). “Com um peso maior em cima da região propensa aos movimentos e a reativação das placas tectônicas, fatalmente os abalos acontecerão”.

Os rios são controlados pelo cisalhamento (deformação) de certas regiões. Como os grandes açudes são construídos considerando-se o curso natural do manancial, a água corre ao longo da linha de falhas. Por conta disso, os estudos seguem na direção de adequar as construções às características geológicas da área, a fim de que a interferência seja controlada. “Dependendo do volume de água, pode-se induzir um sismo de até cinco graus”, alerta.

De acordo com o geofísico David Lopes de Castro, também da UFC, quando a água do açude penetra no solo com um volume maior, exerce também uma pressão mais intensa sobre o solo. Isso, umas vezes mais outras menos, influi sobre a estabilidade das placas tectônicas. Por isso, após a construção de grandes barragens nessas zonas, os sismos aparecem.

É o que tem acontecido no Castanhão, localizado a 243 quilômetros de Fortaleza, no Município de Alto Santo, no Vale do Jaguaribe. O açude começou a represar o Rio Jaguaribe em 2003, quando foi inaugurado, em 23 de dezembro, após oito anos de obra, realizada com R$ 300 milhões de recursos federais.

Nas cidades próximas ao açude, em especial em Alto Santo, Nova Jaguaribara e São João do Jaguaribe, os moradores temem algo semelhante ao que aconteceu na cheia de 1960. O Orós, que estava sendo construído e não suportou o volume de água vindo do Rio Jaguaribe, arrombou. Plantações e até edificações sofreram danos. Embora o problema não esteja relacionado à ocorrência de Sismos Induzidos por Reservatório (SIR), a população que testemunhou o incidente associa a ocorrência ao Castanhão.

“Aquilo que aconteceu em 1960 ninguém esquece. Mas é bom nem pensar nisso. Dizem que o Castanhão agüenta os tremores, mas quem garante?”, especula o morador do distrito de Peixe Gordo (Tabuleiro do Norte), às margens do Rio Jaguaribe, Raimundo Rocimar Ribeiro. “Ninguém está desejando que quebre, mas se a terra tremer mais forte, se cair uma chuva como em Aracati (de 200 milímetros, de 12 para 13 de março), talvez prejudique a barragem”, teme.

Fonte: Jornal Diário do Nordeste.
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29 março 2008

NOTA: Quem realmente criou o parque do Fundão ...



Nota de esclarecimento
A criação do Parque Estadual Sítio Fundão é resultado
de uma mobilização socioambiental, popular e apartidária

Eldinho Pereira da Silva*

O pedido de tombamento do sítio Fundão, situado no perímetro urbano de Crato, foi encaminhado em dezembro de 2005, através do Instituto da Memória do Povo Cearense (IMOPEC), do IPHAN e da Secult. No ano seguinte, o referido pedido muito repercutiu e foi acolhido por outras instituições, tais como, URCA, Fundação Mussambê, Câmara Municipal e Prefeitura Municipal. Também não poderíamos esquecer a cobertura realizada pela Rádio Educadora e pelo Diário do Nordeste. No entanto, a demora do processo nos levou a contatos com o secretário Auto Filho e a aulas de campo pelo sítio. Houve ainda, iniciativas de resgate da memória coletiva e a uma campanha educativa pelo tombamento.
Em setembro de 2007, a destruição de cinqüenta hectares de mata nativa no sítio Fundão, motivada por incêndio prolongado, levou uma multidão a um Ato Público realizado na própria paisagem devastada pelo fogo. Com cerca de duzentos alunos, originário da EEFM Polivalente e do Colégio Objetivo, vários professores, alguns ambientalistas e autoridades municipais, deu-se o evento contra os incêndios criminosos, pela imediata proteção da área e pela indenização aos herdeiros. Em função da cobertura realizada também pela TV Verde Vale e TV Verdes Mares, a repercussão no meio social foi quase imediata.
Dias depois, o desvio extrajudicial da água que pereniza o rio Batateiras, feito por proprietários da encosta da chapada do Araripe, ocasionando migração de animais do sítio Fundão, provocou a visita de uma comissão de três vereadores, envolvendo os interessados no assunto. O ápice da visita foi um Ato Público com professores já engajados, dezenas de estudantes do Liceu do Crato, o radialista Edmundo Alencar e os vereadores no interior do rio seco. Com a divulgação do pedido de socorro por meio do jornalista Franzé Sousa, a Companhia de Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh) entrou em campo. O foco das atenções agora seria a antiga e urgente necessidade de democratização da água que jorra da chapada.
A repercussão atraiu a atenção de artistas da cidade, de mais escolas – Ciranda do Saber, CEFET Cariri, Agrotécnica Federal – e do bispo diocesano dom Fernando Panico, que em 6 em novembro, participou do Encontro Pró-Rio Batateiras. Na ocasião, o bispo celebrou uma missa com os defensores do rio agonizante, chamou a atenção para o egoísmo daqueles que colocaram canos na nascente e participou de uma reunião com pesquisadores e autoridades para discutir alternativas. Formou-se então, um grupo de trabalho com dupla finalidade: uma técnico-científica e outra sócio-educativa.
O agravamento da conjuntura levou o IMOPEC a repassar informações por meio do boletim informativo Raízes e dos contatos que dispõe. Atento a importância dos temas levantados e também a eventos oficiais de maior porte, Crato realizou uma conferência regional sobre meio ambiente e apresentou os delegados para a conferência estadual, sediada em Fortaleza. Na oportunidade, a situação do rio Batateiras e do sítio Fundão foi abordada novamente.
Depois de 27 meses de espera e mobilização, estudantes, professores e ambientalista de Crato e região, preocupados com a preservação do sítio, já contabilizam algumas vitórias. No dia 11 de fevereiro, o Diário Oficial publicou um decreto governamental datado do dia 08, sobre a transformação do sítio em uma área de interesse social para desapropriação e criação do Parque Estadual Sítio Fundão. Na manhã do dia 14, membros do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente estiveram no sítio para um café da manhã através do qual apresentaram às autoridades e ambientalistas, ações que serão implementadas pelo Governo Estadual para a implantação do parque.
Como se sabe, em ano de disputas políticas e eleitorais, acontece de tudo um pouco! Alguns candidatos, aparecem ansiosos para apresentar sua imagem e falação ao público. Outros, para reescrever ou redefinir manifestações genuinamente populares. A nossa surpresa, é a exposição em reuniões, site e blogs, de informes e textos que atribuem a criação do Parque Estadual Sítio Fundão a apenas uma ou outra liderança. Não podemos evitar os usos políticos e eleitorais sobre o movimento, até porque muitas decisões passam por chefias, mas algo deve ficar claro: a criação do referido parque estadual representará a vitória de estudantes, professores, pesquisadores, ambientalistas, enfim, de toda a sociedade cratense.

Eldinho Pereira da Silva é professor, historiador e agente cultural do IMOPEC em Crato/CE.
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Hoje no DN - Cariri terá parque eólico

Energia limpa

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Os aerogeradores deverão ser instalados fora da área limite da Floresta Nacional do Araripe (Foto: Antônio Vicelmo)

Novos projetos de energia eólica beneficiaram Estados como Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas e Bahia

Crato. O Cariri vai ganhar um parque eólico. Serão instalados 42 aerogeradores na Baixa do Maracujá, em cima da serra do Araripe. O aerogerador é um gerador elétrico integrado ao eixo de um cata-vento cuja missão é converter energia eólica em energia elétrica.

Cada uma das turbinas tem potência para dois megawatt, uma unidade de medida correspondente a 106 watts. No total, serão 84 megawatt, que serão injetados na rede de distribuição de energia da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf).

A iniciativa é da SoWiTec do Brasil Energias Alternativas Ltda, com sede em Natal (RN), que iniciou o trabalho de aproveitamento da força dos ventos para transformação em energia elétrica na Alemanha. Os projetos estão sendo desenvolvidos nos Estados do Rio Grande do Norte, Alagoas, Bahia, Piauí, Sergipe e Ceará.

A princípio a instalação do Parque Eólico do Cariri estava projetada para a Floresta Nacional do Araripe. Entretanto, o geólogo Francisco Jackson Antero de Souza, chefe da Unidade de Conservação Federal APA Chapada do Araripe, não permitiu que o sistema fosse instalado na floresta.

Jakson argumentou que a necessidade de acesso para as torres geradoras de energia contribuiria para a devastação da vegetação. Além disso, segundo ele, nas proximidades dos parques eólicos é detectada poluição sonora, devido ao ruído produzido. Há também quem considere que sua silhueta afeta a paisagem.

Jackson indicou duas áreas fora da floresta e orientou que o pedido de licença fosse encaminhado ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, a quem cabe a autorização para exploração dos serviços. Depois da concessão da licença, a próxima etapa é a assinatura de contrato para arrendamento das áreas com os respectivos proprietários.

De acordo com o projeto, a energia eólica possibilita mais postos de trabalho do que qualquer outra fonte de energia. Estima-se que, para um parque eólico de 100mw, são gerados 250 empregos diretos na construção do empreendimento e mais 100 para manutenção e operação. Cada megawatt representa um investimento de 4 milhões, gerando crescimento sustentável e renda distribuída em regiões desfavorecidas.

Os aerogeradores não podem ser instalados de forma rentável em qualquer área, já que requerem vento constante mas não excessivamente forte. Este tipo de gerador tem se popularizado rapidamente devido ao fato de a energia eólica ser um tipo de energia renovável, diferente da queima de combustíveis fósseis. É também considerada uma “energia limpa”, já que não requer uma combustão que produza resíduos poluentes nem a destruição da natureza. No entanto, a quantidade de energia produzida é ainda uma mínima parte da que se consome pelos países desenvolvidos.

Mais informações:
Ibama, escritório do Crato
Praça Joaquim Fernandes Teles, 10, bairro Pimenta, Crato
(88) 3521.1529
CEP 63.100-000

Fonte: jornal diario do nordeste.

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28 março 2008

Heróis ?? Heróis ? Toma, Bial !!!!


UM PUXÃO DE ORELHAS NO BIAL DO BBB...


Ao Sr. Pedro Bial

Prezado Senhor
Pedro Bial

Digníssimo Jornalista, apresentador da Rede Globo
de Televisão.


Confesso Sr.Bial que não sou espectador do programa o qual o senhor apresenta. Talvez para felicidade da minha cultura e para infelicidade do índice de audiência, ao qual seu programa está atrelado. Mas, tive durante um dia desses, num dos raros casos fortuitos que o destino apresenta, a oportunidade de, por alguns minutos, apreciar o tão falado Big Brother Brasil, o BBB. Para minha surpresa, durante uma ou duas vezes o senhor, ao chamar os participantes para aparecerem no vídeo o fez da seguinte maneira:

- Vamos agora falar com nossos heróis!

De imediato tive uma surpresa
que me fez trepidar na cadeira.

Heróis????

O senhor chama aqueles que passam alguns dias aboletados numa confortável casa, participando de festas, alguns participando até de sessões de sexo sob os ededrons, falando palavras chulas e no fim podendo ganhar um milhão de reais, de heróis?

Pois bem Sr. Pedro Bial, eu trabalho numa Plataforma Marítima que se localiza, aproximadamente, há 180 km da costa brasileira e contribuimos, mesmo modestamente, para que o nosso País alcançasse auto-suficiência em Petróleo e continuamos lutando, todos nós, para superar esse patamar.

Neste último dia 26 de Fevereiro presenciamos um acidente com um dos Helicópteros que faz nosso transporte entre a cidade de Campos e a Plataforma. As imagens que ficaram em nossa mente Sr. Bial, irão nos marcar para o resto das nossas vidas. Os seus 'heróis' Sr Bial, são meros coadjuvantes de filmes de segunda categoria comparados com os atos de horoismos que presenciamos naquele momento.

Certamente o Senhor como Jornalista que é, deve estar a par de todo o acontecido. Mas sei que os detalhes o Sr. desconhece. Pois bem, perdemos alguns colegas. Colegas esses, Sr Bial, que estavam indo para casa após haver trabalhado 15 dias em regime de confinamento. Não o confinamento a que estão sujeitos os seus 'heróis', pois eles têm toda uma parafernália de conforto, segurança e bem estar, que difere um pouco da nossa realidade. Durante esse período de quinze dias esses colegas falaram com a família apenas por telefone. Não tiveram oportunidade de abraçar seus filhos, de beijar suas esposas, de rever seus amigos e parentes... Logo após decolar desta Plataforma com destino a suas casas o Helicóptero caiu no mar ceifando suas vidas de modo trágico e desesperador. E seus 'heróis' Sr Bial, a que tipo de risco eles estão expostos? Talvez aos paredões das terças-feiras, a rejeição do público, a não ganhar o premio milionário ou a não virar a celebridade da próxima novela das oito. Os heróis daqui Sr Bial foram aqueles que desceram num bote de resgate, mesmo com o mar apresentando um suel desafiador. Nossos heróis Sr. Bial desceram numa baleeira, nossos heróis foram os mergulhadores, que de pronto se colocaram à disposição para ajudar, mesmo que isso colocasse suas vidas em risco. Nossos heróis Sr. Bial, não concorrem ao Premio de um Milhão de reais, não aparecem na mídia, nem mesmo os nomes deles são divulgados. Mas são heróis na verdadeira acepção
da palavra. São de carne e osso e não meros personagens manipulados pelos índices de audiência. Nossos heróis convivem aqui no dia-a-dia, sem câmeras, sem aparecerem no Faustão ou no Jô Soares.

Heróis, Sr Bial são todos aqueles que diariamente, saem das suas casas, nas diversas cidades brasileiras, chegam à Macaé ou Campos e embarcam com destino as Plataformas Marítimas, sem saber se regressarão as suas casas, se ainda verão seus familiares, ou voltarão ilesos, pois tudo pode acontecer: numa curva da estrada, num acidente de Helicóptero, no vôo comercial de regresso a sua cidade de origem....



Não tenho autoridade suficiente para convidá-lo a conhecer nosso local de trabalho e conseqüentemente esses nossos heróis, mas posso lhe garantir Senhor Bial, que caso o Sr estivesse presente nesta plataforma durante aquele fatídico acidente seu conceito de herói certamente seria outro.

Carlos Augusto Lordelo Almeida.
Técnico de Segurança
Plataforma P-XVIII

Matéria publicada originalmente no Blog "O Democrato" de George Macário.
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Em memória dos colegas:
Durval Barros
Adinoelson Gomes
Guaraci Soares


A QUEM POSSA INTERESSAR: O blog do Partido Verde-Crato está no ar!

Veja o link abaixo:

http://www.emverdade43.blogspot.com/

Dia da àrvore é todo dia!

Na Quadra Bi-centenário fomos recepcionados pela Banda de Musica do Crato tocando magistralmente o hino da cidade. Depois, vieram as falas das autoridades civis e militares presentes, dentre elas o Dr. Herberte de Vasconcelos Rocha - Superintendente da SEMACE- e DR. André Barreto – Presidente do CONPAM.
Para encerrar a solenidade da quadra, o artista e intérprete performático João do Crato cantou canções que dizem respeito ao meio-ambiente acompanhado ao violão por seu irmão Franciné Ulisses.

Aproveitando a chance, Ed. Alencar, neto do “velho” Jefferson da Franca Alencar, nos acompanhou em visita ao sítio Fundão que se transformará brevemente no nosso Parque Estadual com área de proteção ambiental integralmente preservada. No passeio, reconhecendo o valor ecológico da área, o Dr. Herberte fez questão de cumprimentar o cratense Dr. André Barreto pela coragem e enfrentamento do projeto agora concretizado. (Clique nas fotos para melhor visualização).

Sitio Fundão será preservado!

(foto:Sr. Jefferson da Franca Alencar clicado por lcsalatiel)
Até que enfim, dia 11 de fevereiro se torna uma data marcante para aqueles que prezam a vida e o nosso meio ambiente. Pelos esforços e empenho do Comissão de Gestão do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, tendo a frente o seu presidente o cratense Dr. André Barreto, foi assinado o ato que decreta o Sítio Fundão área de interesse social. Este é o primeiro passo para a desapropriação daquele micro-bioma, em torno de 96 hectares, que deverá ser um parque estadual com fauna e flora preservadas. A propósito, Dr. André Barreto visitou a Urca para encomendar documentação junto a estudantes, pesquisadores e professores para a fundamentação (motivo) do processo que justifica o tombamento e preservação do Sítio Fundão como Parque Estadual de Preservação Ambiental Integral. A negociação de idenização do estado para com a família já está bem adiantada. Crato é verde por natureza!

Pelas lentes de Fellini: 1964

Eu tinha doze anos em 31 de março de 1964. As lembranças que tanto marcaram minha geração não possuem o romantismo de Casimiro de Abreu. Para mim, são imagens aleatórias como as do filme Amarcord, de Federico Fellini. Tanto na cidadezinha italiana de Rimini, como no Crato, dois meninos assistiram ao espetáculo do fascismo, sem compreender o que se passava. Em Rimini, os sinos da igreja tocavam pela chegada da primavera e pela visita de Mussolini. Na minha cidade, mandaram tocar os sinos em louvor ao golpe militar, que bania o perigo do comunismo ateu. E mais tarde, Igreja e Prefeitura ofereceram um banquete das arábias na visita de Castelo Branco, o cearense ditador.

No dia 13 de março, meu pai ouvira o comício da Central do Brasil, num velho rádio Philips que antes funcionava a bateria. Lembro os discursos de Arraes, Brizola e João Goulart, pois o rádio ficava junto de minha rede, e eu não conseguia dormir com o barulho. Achei a voz de Brizola parecida com a dos profetas de Juazeiro do Padrinho Cícero. Os personagens da cena política brasileira não significavam quase nada para mim, mais ocupado com os banhos nas nascentes do Cariri, o cinema e as revistas em quadrinho. Minha mãe sempre temerosa de tudo acendia velas para Nossa Senhora Aparecida, uma santa de porcelana que ganhei de uma tia, quando fiz a primeira comunhão.

Meu pai, um udenista fervoroso, votara em Jânio Quadros para presidente, e durante a campanha política usava uma vassourinha dourada, presa ao bolso da camisa. Tomou um porre no dia em que saiu o resultado da eleição. Foi a primeira vez que eu o vi embriagado. Minha mãe, como todas as esposas da época, votava com o marido e estava mais preocupada com a administração da casa, de sete filhos, um irmão solteiro, dois sobrinhos e três empregadas, todos sustentados por meu pai.

Prenderam nosso vizinho Dedé Alencar. Ele botou na vitrola um disco da campanha de Miguel Arraes e deixou que tocasse o dia inteiro. Falaram que era comunista, mas nunca foi. Vivia ocupado com o comércio de farinha de mandioca, num armazém perto da estação do trem. Foi solto no começo da noite. A mesma sorte não teve um bancário de nossa rua. Levaram o rapaz de manhãzinha, quando passávamos pro colégio. A esposa perguntava aos curiosos se nunca tinham visto um homem sendo preso.

Havia muito alvoroço em torno da casa de D. Benigna, mãe de Miguel Arraes, uma casa sertaneja de portas sempre abertas, onde todos eram bem recebidos, proseavam e enchiam a barriga. As irmãs do governador de Pernambuco cantavam no coro da igreja de São Vicente, onde eu assistia missa. Dona Anilda, a mais velha, foi minha professora de francês e um dia me passou uma reprimenda porque falei que o hino do Brasil era mais bonito que a Marselhesa.

Pairava sobre as pessoas mais interessantes do Crato a suspeita de serem comunistas. Ninguém falava com elas, pois era perigoso. Igualzinho ao tempo da epidemia de peste bubônica na cidade. Prendiam os suspeitos da doença, levavam para um hospital e de lá eles nunca retornavam. Nem sei que fim levou os jogadores de gamão e seus copos de conhaque. E o revendedor de cigarros, o dono da sapataria com um palito entre os dentes, duas professoras gaúchas e um padre que ensinava história?

Nós meninos, para quem as notícias tardavam nos jornais do cinema, compreendíamos vagamente a revolução. Havia as novelas de rádio, doutrinárias contra o comunismo; havia a "Aliança para o Progresso", que mandava alimentos e roupas usadas dos americanos para os pobres; e havia a sonhada visita ao Brasil de John Kennedy e sua esposa Jacqueline.

Só em 1968 pude enxergar de perto o lado truculento de 64. As lentes da câmera se modificaram e fotografei estudantes sendo trucidados e jogados dentro de camburões, em Fortaleza. Em 1970, quando estudava medicina no Recife, nosso professor de anatomia ameaçou-nos com o Quarto Exército. Tentava nos manter submissos com o terror. Mas essas já são outras lembranças, bem pouco fellinianas.


Ronaldo Correia de Brito é médico e escritor. Escreveu Faca e Livro dos Homens.

Fale com Ronaldo Correia de Brito: ronaldo_correia@terra.com.br

A Descendência de Caim



“ Que fizeste ! Eis que a voz do sangue
do teu irmão clama por mim desde a terra. De ora
em diante , serás maldito e expulso da terra, que abriu
sua boca para beber de tua mão o sangue do teu irmão.
..........................................................
Caim retirou-se da presença do Senhor , e foi habitar
na região de Nod, ao oriente do Éden”
Gênesis 4.10-4.16


A violência tem se tornado uma irmã siamesa da sociedade moderna. Mal se abrem as folhas do jornal ou comprime-se o botão do remoto, imediatamente salta à nossa frente a rubra tinta com que é escrita, hoje, -- mais que nunca-- a história da nossa humanidade. O leitor há de lembrar não ter sido nos últimos anos o desencadeamento da luta fratricida. Desde as cavernas , até o Shopping Center , o homem tem uma terrível trajetória. À medida que a Ciência avançava, avassaladoramente, em busca do conhecimento e das descobertas que poderiam curar moléstias , minorar o sofrimento, proporcionar o conforto ia, por outro lado, criando as guerras, alimentando as diferenças, acendendo as fogueiras, forjando os grilhões. Ao descer das árvores nosso irmão primata trouxe consigo a inteligência criadora numa mão, mas na outra teimou em carregar ainda os rapaces instintos da floresta que havia acabado de abandonar. O homem é esta mescla de lobo e cordeiro , de anjo e demônio.
O que mudou, enfim, nos últimos anos ? Por que a violência tem se tornado cada vez mais presente e insuportável para nós ? Claro que com o boom dos meios de comunicação, começamos a ter olhos espalhados por todo planeta. O massacre dos monges budistas do Tibet nos entra de porta adentro, como se estivesse acontecendo na nossa calçada. E aí salta, de repente, a pergunta na nossa frente : até que ponto presenciar tanta chacina , tanto sangue escorrendo rua abaixo, até que ponto isto termina por nos embotar a vista e fazer com que toda violência se banhe num enganador molho de normalidade ? E ainda, qual a influência destas notícias em despertar o demônio dormente nas cotidianas testemunhas oculares dos crimes da humanidade ? Estas questões são polêmicas e aqui ficam para reflexão. Alguma coisa, no entanto mudou nos tempos modernos: a crescente capacidade destruidora humana com a fabricação de armas de destruição em massa. Bons tempos aqueles em que o homem dizia-se lobo do homem, hoje o homem é a alcatéia do seu semelhante.
Esta semana , aqui em Crato, todos se espantaram com a notícia do assassinato de um jovem e promissor advogado, aparentemente contratado pela própria esposa e o amante dela. O pretenso motivo, o mais antigo da história deste mundo : dinheiro que deveria vir de um seguro de vida. O grosso da população comentou em todos os cantos e lugares, aparentando uma consternação distante e mal disfarçando aquele ar sádico que permeia a maior parte das nossas relações sociais. No fundo, todos estavam, de alguma maneira, felizes com a notícia que haveria de alimentar as línguas nos próximos quinze dias, até ser substituída por uma outra, de preferência, igualmente cabeluda. Pouco se ativeram à tragédia terrível que tinham pela frente: um jovem advogado que teve a vida ceifada impiedosamente; uma adolescente plena de conflitos da própria idade e que tem a vida definitivamente arruinada e seu filho órfão de pai e mãe e que terá que crescer carregando consigo o peso de muitos cadáveres às costas. Antes dos nossos juízes de plantão, nas praças, clubes, mesas de bar, declararem as suas sentenças , lembremos que ninguém tem consigo os autos do sentimento, das emoções, das fragilidades pessoais para ter condições de fazer juízo de valor sobre o caso. As famílias envolvidas já carregam consigo tanta dor, tanto sofrimento que ninguém tem o direito de torturá-las mais ainda. Deixemos que a justiça siga seus passos , investigue e julgue imparcialmente . A vida, por outro lado, haverá de sorrateiramente fazer a sua parte, ninguém mexe no equilíbrio do universo impunemente.
E não se engane não, caro leitor, qualquer homem nesta terra é capaz da mais inimaginável atrocidade. Os maiores crimes da humanidade foram cometidos por pessoas perfeitamente normais aos olhos do povo, meros burocratas, a maior parte das vezes cumprindo ordens. Todos nós, queiramos ou não, fazemos parte da descendência de Caim. Se puros, perfeitos e imaculados estaríamos no Éden. Imperfeitos como somos, um dia tivemos de arrumar os trapos e nos mudamos para as frias terras de Nod.


J. Flávio Vieira

A Bíblia de Gutemberg


Estranho paradoxo: enquanto a CNBB pressiona contra as pesquisas com células-tronco, a PUC-RS valoriza estudos que procuram verificar a existência de "cérebros criminosos". Se a vida é dom divino, a violência pode estar inscrita nos genes? Reflexões sobre o papel a que a igreja renuncia

No filme O Dia Depois de Amanhã, dirigido por Roland Emmerich, especula-se sobre os efeitos climáticos provocados pelo aquecimento global. Nele, o climatologista Jack Hall (Dennis Quaid) vê seu filho de 17 anos, Sam, (Jake Gyllenhaal) preso em Nova York, onde tem de enfrentar as fortes inundações e o declínio dramático das temperaturas. Refugiado em uma biblioteca pública, Sam tem a companhia de sua namorada e amigos, além dos bibliotecários. Para se manterem aquecidos e vivos, eles decidem queimar os livros na lareira, até então desativada.

Em dado momento do filme, um dos bibliotecários agarra decididamente uma das 180 versões impressas da Bíblia de Gutenberg. Não por fé em Deus: ele se declara ateu. Decide defender da fogueira um dos símbolos da era da razão: a invenção da imprensa, por Johann Gutenberg (em 1450), que ajudou a deixar para trás as sombras da Idade Média.

Foram necessários mais alguns séculos para que, em meados do século 18, a ciência moderna, saída da revolução científica do século 16 pelas mãos de Copérnico, Galileu e Newton, começasse a deixar os cálculos esotéricos dos seus cultores, para se transformar no fermento de uma transformação técnica e social sem precedentes na história da humanidade.

Fala-se da vida como algo subjetivo, intencional e natural de Deus, reduzindo a ciência a uma ameaça — quando, na realidade, é a vida que deveria justificar as pesquisas humanas
Essa foi uma fase de transição. Deixava perplexos os espíritos mais atentos e os fazia refletir sobre os fundamentos da sociedade em que viviam e os possíveis impactos positivos da ordem científica então emergente. Mais de 200 anos depois, somos todos protagonistas e produtos dessa nova ordem — testemunhos vivos das transformações que ela produziu.

Se Gutemberg precisou inventar uma prensa de tipos móveis e levou aproximadamente cinco anos para imprimir 1282 páginas da Bíblia, vivemos hoje em tempos “reais”, onde acontecimentos em qualquer parte do planeta invadem nosso presente do aqui e agora. Não falamos mais de tipos móveis, mas de nanotecnologia, que foi expressa em 1972 (ou seja, há 35 anos) como algo distante e ficcional. Hoje, está presente nas roupas que usamos diariamente, nas chuteiras das fabricantes milionárias de material esportivo e na produção de alimentos, para não nos estendermos a outros ramos da produção.

No Brasil, o dilema das pesquisas sobre as células-tronco coloca em xeque sentimentos e dogmas religiosos, relacionados à Igreja Católica. Fala-se da vida como algo subjetivo, intencional e natural de Deus, reduzindo a ciência e as pesquisas a uma ameaça — quando, na realidade, é a vida que deveria justificar as pesquisas humanas.

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Em 1975, o diretor Milos Forman, baseado no livro de Ken Kesey, dirigiu o polêmico filme “Um estranho no ninho” (One Flew Over the Cuckoo’s Nest), uma crítica e denúncia do sistema dos manicômios. Nele, Randle Patrick McMurphy (Jack Nicholson), um prisioneiro, simula estar insano para não trabalhar, e vai parar numa instituição para doentes mentais. Lá, ele estimula os internos a se revoltarem contra as rígidas normas impostas pela enfermeira-chefe Ratched (Louise Fletcher). Mas não tem idéia do preço que irá pagar por desafiar uma clínica "especializada". Ao final, tem um lobo de seu cérebro extirpado por uma cirurgia, como solução e controle.

No mesmo momento em que a CNBB condena as pesquisas com células-tronco, a Pontifícia Universidade Católica (PUC) está iniciando, em Porto Alegre, estudos que parecem inspirados pelas mesmas teorias que recomendam a lobotomia. O Programa Fantástico de 27 de janeiro revelou seu sentido: “O que leva uma pessoa a cometer um assassinato?". Os pesquisadores explicaram que estudarão os cérebros de jovens envolvidos em crimes bárbaros, para buscar a resposta.

Cerca de 50 jovens, entre 15 e 21 anos, de um total de 680 internos da Febem gaúcha, serão “cobaias”. Eles terão o cérebro examinado em uma máquina de ressonância magnética funcional, que mostra o cérebro em funcionamento. "O cérebro do delinqüente, sofreu, mudou, é diferente? Vamos investigar", diz Mirna Portuguez, neuropsicóloga da PUC/RS.

Os neurocientistas esperam comprovar uma suspeita: a de que os homicidas têm partes do cérebro atrofiadas, reduzidas de tamanho. A mais importante delas é o lobo-frontal, que controla os impulsos dos seres humanos. Segundo as idéias que parecem orientar os pesquisadores, uma causa essencial da violência humana é atrofia do lobo frontal do cérebro. As pessoas com esta característica teriam mais dificuldade para conter seus instintos -– um traço que seria típico do comportamento assassino.

Pesquisas como as da PUC-RS suscitam dois tipos de protesto. O primeiro é ético. "Estamos tratando de adolescentes. Não são cães, nem macacos. São pessoas”, acusa Ana Luiza de Souza Castro, psicóloga do juizado de menores do Rio Grande do Sul. Nos últimos anos, parte das próprias pesquisas com animais tem sido contestada, por crueldade e futilidade.

Do ponto de vista científico, tais estudos ecoam a tentativa de naturalizar, ou biologizar distúrbios e conflitos sociais. Remetem, por exemplo, ao I Congresso de Antropologia Criminal, realizado em Roma, em 1885, no qual as teses e propostas de Cesare Lombroso [1] obtiveram grande sucesso e reconhecimento.

Entre muitas outras obras escritas deste então, o livro Crime e loucura, de Sérgio Luís Carrara oferece uma alternativa à idéia do crime-doença. Ao juntar as monomanias (delirantes, raciocinantes e instintivas), ele aponta a existência de uma "culpa sem razão" ou de uma "razão sem culpa". Somos culturalmente determinados por heranças sociais, que se manifestam em nosso corpo biológico — não o contrário, como insistem os sociobiologicistas de laboratório, acostumados a hamsters e cadáveres.

A igreja poderia jogar papel muito positivo. Para tanto, seria preciso superar uma velha disputa entre ciência e religião — e refletir sobre a propriedade do conhecimento
Não me recordo de polêmica proposta pelo Vaticano ou CNBB para se contrapor ao tipo de "estudo" pretendido pela PUC-RS e alardeado pelo Fantástico. Ao voltar-se, em vez disso, contra as pesquisas com células-tronco, a igreja católica desperdiça uma enorme possibilidade. Sua ação poderia ser de grande relevância para ajudar a fazer contraponto ao uso das descobertas científicas em favor de objetivos pouco éticos: a devastação da natureza, a ampliação das desigualdades, a emergência de grupos sociais ou nações capazes de exercer dominação sobre outros. É algo que tem ocorrido invariavelmente, nos últimos 200 anos.

Para tanto, seria preciso superar uma velha disputa entre ciência e religião — e refletir sobre a propriedade do conhecimento. Adorno, Benjamim e a chamada Escola de Frankfurt cunharam o conceito de indústria cultural, para criticar a transformação do lazer e entretenimento em objetos de consumo e de uso político e ideológico. Hoje, há uma indústria da vida sendo desenhada — desde as pesquisas realizadas pela Alemanha nazista e os EUA, durante a Segunda Guerra e Guerra Fria. No combate a esta tendência, todas as religiões seriam muito bem-vindas.

Mais de 500 anos depois de os povos da África serem escravizados pelos europeus, o Papa João Paulo II, talvez como um ato de grandiosidade humana à beira da extrema-unção, pediu perdão pelos crimes de omissão e participação da Igreja Católica. Não sem tempo, as contradições da Igreja continuam.


Alexandre Machado Rosa
"Le Monde Diplomatique"

27 março 2008

Uma semana santa que não seja de mentira


Passei a Semana Santa no Crato, uma cidade do Ceará próxima a Juazeiro do Norte, que ainda celebra os rituais da Paixão e Ressurreição de Cristo, como se estivéssemos na Idade Média. O Crato possui bispado e já foi a mais importante cidade cearense. Há algum tempo perdeu o prestígio para a vizinha Juazeiro, que ganhou fama e prosperidade por causa do Padre Cícero Romão Batista, o Padrinho Ciço.

Numa pesquisa realizada durante a primeira visita do Papa João Paulo II, ao Brasil, descobriu-se que o Ceará era o estado com maior número percentual de católicos praticantes. A julgar pelo que vi agora, a pesquisa não errou. A Via Sacra e a procissão do Senhor Morto foram acompanhadas por milhares de fiéis, que nem cabiam na Igreja Matriz do Crato. Ninguém se queixava nem arredava pé das cerimônias litúrgicas que duravam até mais de cinco horas. E no Juazeiro do Norte, chegavam centenas de carros cheios de romeiros, que vinham celebrar o Padrinho e a Mãe das Dores, com louvores populares e simples.

A Igreja continua apostando na força do teatro que encena. E na tirania do pecado e da culpa com que ameaça os fiéis. Nas cidades cearenses de Barbalha, Missão Velha e Várzea Alegre ainda se encontram grupos de penitentes vestidos de opas negras e capuzes cobrindo os rostos, que se fustigam com lâminas cortantes, até sangrar. Mas os penitentes já não se cortam tanto, não escondem a identidade como no passado e gostam de ser filmados pelas câmeras de televisão. Praticam o costume da penitência muito mais por um hábito cultural estimulado por prefeituras e instituições folclóricas, do que por fé religiosa. Embora afirmem o contrário, na frente dos microfones.

Os padres e bispos da Igreja do Crato rechearam os sermões da Semana Santa com pedidos pelos marginalizados, crianças abandonadas, doentes e explorados. No papado de João XXIII surgiu a Teologia da Libertação e a opção pelos mais pobres, que aproximou um segmento da Igreja Católica da política de esquerda. Com João Paulo II, o clero liberal foi para escanteio, e Bento XVI reafirmou uma Igreja mais preocupada com as questões da alma. O novo papa condenou com mais veemência o controle da natalidade, o aborto, as pesquisas genéticas e os casamentos entre homossexuais.

No Ceará, são alarmantes os índices de prostituição infantil e de adolescentes. Fortaleza é um dos principais endereços do turismo sexual. Também é altíssimo o número de menores gestantes, usuários de álcool e drogas. A maioria das cidades sertanejas tem baixo IDH e baixa escolaridade. Mas a Igreja Católica ataca os métodos anticoncepcionais - o uso de preservativos, de pílulas e dispositivos intra-uterinos - como se fossem pecados infernais. Finge ignorar que um dos maiores dramas da pobreza são os filhos indesejados. Em nome do direito à vida, deixa que proliferem vidas miseráveis.

O hino mais cantado na Via Sacra tinha o seguinte refrão: "Eu vim para que todos tenham vida, que todos tenham vida plenamente". O "eu vim" se refere a Jesus Cristo. Não sei a que plenitude a Igreja se refere. À do espírito? É possível a plenitude do espírito pela simples representação do cerimonial? Os escândalos com padres pedófilos apontam para uma ausência de plenitude amorosa dos sacerdotes. Atacando o casamento homossexual a Igreja Católica faz vista grossa aos padres gays. Para que todos tenham vida plena, é preciso acabar com o celibato, celebrar casamentos heterossexuais e homossexuais. Talvez, assim, os rituais se tornem menos teatro e mais vida.


Ronaldo Correia de Brito é médico e escritor. Escreveu Faca e Livro dos Homens.Colunista do Site Terra Magazine

ronaldo_correia@terra.com.br

Show de Lançamento do CD da banda Herdeiros do Rei


Local: Café Estação (antiga estação da Reffsa, em Crato)
Data: 5 de abril de 2008 (Sábado), a partir das 21 horas
Participação especial: Banda Liberdade e Raiz (Reggae Music)
Apoio: Secretaria de Cultura do Estado do Ceará
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Que lição tirar disso

Emerson Monteiro

Perante o grave problema em que, nos tempos atuais, se transformou a droga, o assunto impõe, sem sombra de dúvidas, considerações diversas a respeito e representa o maior dos desafios jamais impostos à civilização. Tipo de fera destruidora da saúde moral, abalo do equilíbrio mental e fonte de desânimo das sociedades, por mais que se proponham, não existem meios suficientes de combater à altura esse mal, que já avassala, sobremodo, os jovens, numa cobrança dolorosa, de prejuízos incalculáveis.

Variadas hipóteses, contudo, querem a encontrar a cura de tamanha destruição de personalidades, da família, do idealismo coletivo e da inocência original, somados aos danos genéticos que ferem, de comum, as futuras gerações. Uns avisam que maior educação corrigiria o rumo da escalada viciosa. Outros indicam a eliminação do mal através das ações de extermínio do cultivo das plantas, nos locais de produção. Outros, também, optam pela coerção e uso intensivo das forças militares na eliminação do vício.

A história deixa elementos a mostrar que, nos tempos antigos, o uso de tais substâncias alucinantes cresceu em face dos critérios materialistas das guerras, impondo com seu uso, a cidadãos pacíficos, propostas cruéis no trato dos semelhantes, por ocasião de confrontos nos campos da luta. Hoje, ao relacionar a vulgarização da violência das páginas policiais com a droga, o analista apenas percorre, em sentido contrário, o que aconteceu no passado. Se agora os itens criminosos aumentam juntos do uso de álcool e demais substâncias tóxicas, conforme as estatísticas, desde séculos que os exércitos usam bebidas alcoólicas e outras substâncias, a prejudicar o cérebro, no objetivo de transformar pessoas cordiais em máquinas de combate, andróides esses alimentados de atitudes sanguinárias para o ímpeto das batalhas.

Com o girar dos dias, porém, somadas as guerras de rapina e a instalação dos Estados nacionais indiferentes à paz reclamada pelos seres humanos, o materialismo de mercado nutriu seus parasitas, desenvolvendo os meliantes e líderes marginais da ordem moderna.

Assim, ao querer só alegar vitimação generalizada, os dirigentes no comando, livres de exceção, participam das mesmas contradições, pouco importando a direção dos destinos entre si relacionados. Mocinhos e bandidos, fãs e ídolos, amargam, em igual proporção, o pesadelo da droga e suas destruições e conseqüências, na insegurança e drama das histórias e ruas. Ao embalo de “raves”e “baladas” cotidianas, pais e filhos amargam, sob o teto da angústia, a perspectiva de um futuro sombrio.

As normas de preservar aparências reclamam, pois, conclusões realistas e abalizadas. Dessa lição corrosiva, depois do padrão típico do desespero e do medo, nada encobrirá as razões que exigem solidariedade, necessária à superação do problema. E por isso, na medida em que a verdade nasce e desanuvia a crise verificada, a espécie humana se contorce, no parto de suas limitações e buscas, diante da aventura de viver e superar os obstáculos da própria sobrevivência.

26 março 2008

Hoje no DN - Festa Anual das Árvores - Sabiá escolhida árvore símbolo da campanha

Festa anual

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Na programação, mudas de Sabiá foram plantadas no Parque de Exposições do Crato e distribuídas pela Polícia Militar Florestal na região (Foto: Antônio Vicelmo)

Evento pretende sensibilizar população para os cuidados com o meio ambiente, principalmente as árvores

Crato. “Árvore. Quem planta e cuida mostra seu amor pela vida”. É com essa motivação de sensibilizar a sociedade cearense que o Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam), vinculado à Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) comemoram a Festa Anual das Árvores, na última semana de março, elegendo a árvore Sabiá (Mimosa caesalpiniifolia Benth) como a homenageada deste ano.

A solenidade foi realizada na Quadra Bicentenário, localizada na Praça Alexandre Arraes, com a presença do presidente do Conpam, André Esmeraldo Barreto, que representou o governador Cid Gomes, integrantes da Semace, Fundação Araripe e alunos das escolas municipais e estaduais. As primeiras mudas foram distribuídas pela Polícia Militar Florestal, na divisa entre Crato e Juazeiro do Norte, sob o comando do tenente-coronel Ériko Onofre.

Depois da abertura foi realizado plantio simbólico de uma muda de Sabiá no Parque de Exposições do Crato, eleita como a árvore símbolo da campanha. Em seguida, a comitiva visitou o Parque Estadual do Fundão, criado pelo Estado.

A campanha, segundo André Barreto, tem o objetivo de disseminar conhecimentos referentes à educação florestal, por meio da sensibilização e importância do equilíbrio ambiental e a manutenção da qualidade de vida humana, sobre os cuidados técnicos e cotidianos de como e porque plantar e tratar com carinho de uma árvore (relação ser humano/flora). Bem como a recuperação de áreas degradadas nas Unidades de Conservação.

Na oportunidade, Barreto lembrou que, sob o aspecto econômico, valiosos produtos são adquiridos da árvore, como madeira para as construções e mobiliário, celulose para o papel, carvão para as caldeiras, substâncias medicinais, óleos, resinas, gomas, essências, mel, frutos e flores. Do ponto de vista ecológico, segundo Barreto, pode-se enumerar dentro de incontáveis benefícios, como a proteção dos solos, rios e nascentes; a preservação da vida silvestre; a manutenção da qualidade de vida, além do equilíbrio da temperatura. Diante disso, é de grande importância a conscientização e contribuição de cada pessoa plantar uma árvore e cuidando para que se desenvolva, disse o presidente do Contam.

O que eles pensam
Preservação deve ser contante

“Árvore é sinônimo de vida. Uma árvore pode nos trazer muitos benefícios, tanto para a própria natureza quanto para a sociedade. Desde a sombra envolvente e protetora, até a um folha de papel. As florestas plantadas (reflorestamentos) pelo homem devolvem a ele serviços, bens e uma melhor qualidade de vida. Mas o equilíbrio tem que ser mantido com a preservação das matas nativas e a proteção dos mananciais, onde a flora e a fauna encontram ambientes distintos. O município do Crato foi escolhido para sediar a abertura da campanha porque aqui foi criado recentemente o Parque Estadual do Fundão”.

André Esmeraldo Barreto

Presidente do Conpam

“A prefeitura municipal distribui 350 mil mudas de árvores na região do Cariri e em outros municípios localizados nas proximidades do Crato. Esta é a contribuição que nós estamos dando para promover o equilíbrio do ecossistema que vem sendo degradado constantemente. Além disso, entendemos que a campanha em favor do reflorestamento deve ser feita durante todo o ano. A região do Cariri, que possui a maior reserva nativa do Nordeste. A Floresta Nacional do Araripe deve dar o exemplo. O município do Crato se sente muito feliz por ter sido escolhido para a abertura da Semana da Árvore”.

Samuel Araripe
Prefeito de Crato

SAIBA MAIS

Sabiá

O nome popular da árvore Sabiá provém da coloração da casca da árvore que se assemelha com a da plumagem do pássaro do mesmo nome. É uma das primeiras espécies a se revestir de folhas no início da estação chuvosa.

Características

A árvore Sabiá apresenta várias características com destaque para as seguintes: a ocorrência e extensão ecológica, considerada como espécie endêmica do bioma Caatinga, é nativa desta região do Ceará apresentando maior índice de ocorrência também em outras cidades da região Nordeste, muitas vezes cultivada em áreas particulares, como forma de preservação ambiental.

Madeira

A madeira da Sabiá mostra um nível alto em resistência à decomposição e umidade. É usada para fabricar mourões, estacas, postes, dormentes, forquilhas e esteios. Da madeira se extrai a lenha, o carvão, além do álcool combustível.

Medicinal

Na medicina caseira, a casca tem um potencial de cicatrização e ungüento. Faz o chá da parte interna da casca (casca viva) para males estomacais e das vias respiratórias superiores.

Mais informações:
Superintendência Estadual do Meio Ambiente - Semace
R. Coronel Secundo, 255 - Crato
(88) 3102.1288
www.semace.ce.gov.br

Fonte: Jornal Diário do Nordeste
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Lançado o Blog dos Blogs do Cariri


Finalmente ficou pronta. A nova página da Rede de Blogs do Cariri já tem endereço próprio:

www.blogsdocariri.com

Com o novo endereço, aliado a diversos recursos que serão implementados, como uma espécie de clube dos administradores de Blogs, o internauta passa a dispor de uma maior integração entre os inúmeros blogs da região do cariri. Visite, divulgue, participe !

Dihelson Mendonça
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