29 fevereiro 2008

Crato nasceu do ideal franciscano - por Armando Rafael

A Mãe do Belo Amor, primeira imagem da Virgem Maria venerada na capelinha construída por Frei Carlos Maria de Ferrara, na Missão do Miranda (origem da atual cidade de Crato). Esta imagem ainda existe, em perfeitas condições, na Catedral de Nossa Senhora da Penha. (foto de Jackson Bantim).

Os historiadores são unânimes em reconhecer que, antes de 1740, já possuía o Vale do Cariri certa densidade demográfica, embora não existisse ainda nenhum aldeamento ou povoado considerável. Por volta de 1741, surgem os primeiros registros de um aldeamento dos índios Cariús, pertencentes ao grupo silvícola Cariri. Era a Missão do Miranda, fundada por Frei Carlos Maria de Ferrara, religioso franciscano, nascido na Itália. Este frade ergueu, no centro da Missão, uma humilde capelinha de taipa (paredes feitas de barro) coberta com folhas de palmeiras, árvores abundantes na região. O santuário foi dedicado, de maneira especial, a Nossa Senhora da Penha, a São Fidelis de Sigmaringa e à Santíssima Trindade.
Em volta da capelinha, ficavam as palhoças dos índios. Estes, além de cuidarem das plantações rudimentares, recebiam os incipientes ensinamentos da fé católica, ministrados por Frei Carlos. Aos poucos, nas imediações da Missão, elementos brancos foram construindo suas casas. Era o início da atual cidade do Crato.
Quanto à duração da presença dos capuchinhos no Vale do Cariri transcrevemos abaixo trecho de um artigo escrito pelo historiador J.de Figueiredo Filho:

“Não era só jesuíta que tinha o sangue de evangelizador das selvas. Os frades barbadinhos de São Francisco tiveram na colonização, grande papel e foram suas missões que civilizaram “o mais brasileiro dos rios”. Vejamos o que diz o historiador cratense, Padre Antônio Gomes de Araújo no trabalho publicado na revista “A Província” sob o título: “A Cidade de Frei Carlos” (nº. 2, 1954): “A missão, sob administração temporal dos Capuchinhos, durou (no Cariri) apenas 17 anos, se nos ativermos ao critério dos documentos, um dos quais, aponta uma das datas extremas, 1741 – segundo ficou escrito linhas atrás, (começo de seu artigo na revista “A Província”) – 1758, a outra data extrema, pois naquele ano, o governo português retirou às ordens religiosas no Brasil, a todas sem exceção, e ao clero secular, autorização para administrarem aldeias de índios sob regime civil, criando para dirigi-las, o Diretório dos Índios, governo civil em que aos sacerdotes foi reservada a única função de párocos ou curas.

Os capuchinhos continuaram à frente da Missão do Miranda, agora como cura de almas, apenas até a primeira quinzena do mês de janeiro de 1763, tendo Frei Carlos Maria de Ferrara funcionado até 1749, e deste ano a 1760, Frei Gil Francisco de Palermo, que foi sucedido por Frei Joaquim de Veneza, cuja administração alcançou a primeira quinzena de janeiro de 1763, data da última cerimônia religiosa por ele celebrada na igreja de Nossa Senhora da Penha da Missão do Miranda”. (
J.de Figueiredo Filho em artigo publicado, em 1956, na revista “A Voz de S.Francisco”).

A Câmara dos Deputados mantém disponível o sistema FISCALIZE, tendo por fonte dados do SIAFI, que possibilita consultas relativa às TRANSFERÊNCIAS DA UNIÃO para Unidades da Federação e Municípios, é apresentada consulta detalhada (ex.: FPM/FPE, merenda escolar, saúde, transferências voluntárias, etc.), para cada Município ou Estado/DF favorecido, contendo a relação das transferências da União, com dados mensais e acumulados. Para quem desejar saber a posição posição do Município do Crato no mês de janeiro/08 segundo o portal da câmara dos deputados é só acessar o página:
http://www2.camara.gov.br/orcamentobrasil/fiscalize/transferenciauniao/municipios/executa.pdf?anomes=01%2F2008&uf=CE&municipio=1385



Declaração de Amor ao Crato - Por Luiz Claudio Brito de Lima

Caro Dihelson Mendonça e conterrâneos,

Pode, em primeiro momento parecer estranho, deixar essa singela mensagem à respeito de minha terra natal, sou filho desse lindo Estado, em particular dessa maravilhosa cidade, que a cada dia que passa aprendo a admirar, respeitar e dizer aos quatro cantos: SOU CRATENSE ATÉ A ALMA. Sai muito cedo da minha terra, por volta de 1986, à época com quase 17 anos, como não poderia deixar de ser, migrei como vários conterrâneos para a região sudeste do Pais ( alguns insistem em chama-la de sul) São Paulo, aqui chegando, diferentemente de muitos irmãos, fui muito bem recebido e acolhido. Terminei os estudos secundarios, iniciei curso de historia e psicologia, entretanto, apesar de não identificar-me com tais áreas, comecei outro, dessa feita direito, conclui e logo após a conclusão fui aprovado no exame de ordem, hoje advogado, minha segunda paixão, a primeira mencionada acima, minha cidade natal, logicamente sem esquecer que concomitantemente com a primeira paixão esta a minha bela esposa, também cratense. E com relação a esse assunto, após 20 (vinte) anos residindo em outro Estado, a mulher da minha vida estava no meu local de nascimento, retornei para leva-la comigo.

Quando saimos da nosso terra, do aconchego da familia, da proximidade de nossa cultura, acabamos deixando de lado, mesmo que provisoriamente, a importância de nossos laços culturais , haja vista o contato com outra totalmente diferente. Entretanto, quando ingressamos nessa nova etapa da vida ao lado de pessoas da mesma feição cultural, fica mais dificl esquecer a origem. Porém, quando esse contato dar-se em um ambiente totalmente alheio, é como aquele adágio popular: “ não sabe falar o dialeto atual, e esqueceu-se o de origem”, é uma situação complicada, para não dizer deprimente. Confeso que percori todo esse caminho, em um momento esqueci, mesmo não querendo, em outra busquei, muitas vezes não achando, hoje, não creio que guarde relação com a idade ( estou com 37) procuro falar, divulgar, elogiar e dizer o quanto sou feliz por ter nascido na cidade do CRATO, é verdade que com um sotaque um pouco diferente, porém, com o coração cheio de alegria e orgulho em poder verificar que a cada ano que passa, periodo em que constumo visita-la, demonstra uma capacidade impressionante em todos os seguimentos, quer seja cultural, tecnológico, politico, enfim uma sociedade engajada pleiteando melhores condições de vida.

Logicamente que como qualquer cidade brasileira, os problemas são visiveis, todavia também percebemos o empenho de muitas pessoas em tentar reverter o quadro, não só os politicos, porém, o cidadão comum que sabe que essa terra é valiosa, é especial e acima de tudo é nossa casa, e sempre nos receberá de braços abertos. Citando a nossa inspiradora Cecilia Meireles, a arte de ser feliz:


“ Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz. Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crinças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refelectidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Às vezes um galo canta. Às vezes um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz. Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

Por fim conterrâneos, que a nossa cidade continue a representar para todos nos o começo de tudo, alegria da vida e a paz em nossos corações.

Por: Luiz Claudio Brito de Lima
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Hoje no DN - Reflorestamento é incentivado na região do Cariri

Distribuição de mudas


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O Pau D'Arco entre as espécies da flora que têm mudas no calendário de distribuição que antecipa a Semana da Árvore na região caririense (Foto: Antônio Vicelmo)

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O pequizeiro é considerado a “Árvore Símbolo” da região do Cariri, sendo fonte de trabalho e renda na região

Para sensibilizar a população sobre a importância do plantio de árvores, mudas são distribuídas no Cariri

Crato. As atividades de planejamento para ações na Semana da Árvore têm continuidade hoje, a partir das 9 horas, no Centro Vocacional Tecnológico (CVT), neste município. O evento acontecerá no período de 25 a 28 de março. A Secretaria de Meio Ambiente do Município do Crato está fazendo a distribuição de 50 mil mudas de cajueiro anão precoce e pau d’arco em parceria com órgãos ambientais do município.

Mais de 1.500 dessas mudas foram encaminhadas para o município de Salitre. O principal objetivo do trabalho da Secretaria do Meio Ambiente do Crato, segundo Nivaldo Soares, é criar uma cultura de produtividade do cajueiro, já que é uma árvore de bom aproveitamento do fruto por inteiro. Já o pau d’arco, além de ser uma planta com diversos usos medicinais, enfeita a paisagem cinzenta da seca nos meses de setembro e outubro, contrastando o cenário semi-árido.

Nivaldo justifica que a finalidade da antecipação da Semana da Árvore “é sensibilizar a comunidade em relação à importância de preservação do meio ambiente”. A iniciativa tem a coordenação da Secretaria de Meio Ambiente, por meio do Núcleo de Educação Ambiental, em parceria com a Secretaria de Educação do Crato e instituições locais de defesa dos recursos naturais.

Ele lembra que, no Sul do País, a Semana da Árvore é comemorada no mês de setembro. No entanto, no Norte e Nordeste a comemoração é feita na última semana de março, período muito oportuno porque coincide com a estação chuvosa da região e vem logo em seguida ao Dia Mundial das Florestas (21 de março) e Dia Mundial da Água (22 de março). “E florestas e água são tão próximas quanto essenciais à vida no planeta Terra”, afirma o secretário municipal.

Árvore símbolo

No Cariri, a árvore símbolo da região é pequizeiro, uma planta nativa da Serra do Araripe, cujo fruto é muito rico em óleo e proteína, e bastante apreciado pelos caririenses como tempero. Por isso é que quando o pequi começa a soltar os frutos, os campos se povoam de mulheres, homens e crianças. O convite se espalha. Os moradores próximos do pequizeiro levantam cedo — três, quatro horas da madrugada. Os frutos sazonados caem durante a noite. Um pequizeiro pode produzir até seis mil frutos, que vão amadurecendo paulatinamente e caindo. Quem chega primeiro pega maior número.

Nos Estados Unidos, o Dia da Árvore é 22 de abril, data que coincide com o aniversário de J. Morton, um morador de Nebrasca que incentivou a plantação de diversas espécies da flora naquele Estado.

O Brasil foi um dos poucos países que não seguiu o exemplo dos EUA e escolheu o dia 21 de setembro para celebrar a árvore. Existe uma explicação para essa definição de data, tomada há 30 anos: os povos indígenas brasileiros sempre cultuaram as árvores à época das chuvas ou quando se preparava a terra para semear. Então adotou-se a data que marca a entrada da primavera.

No entanto, por razões climáticas, as regiões Norte e Nordeste do Brasil cultuam a árvore na última semana de março, no período referente ao início das chuvas nessas áreas do País, e não como acontece no restante brasileiro, como forma de adaptar o calendário.

ANTÔNIO VICELMO
Repórter

28 fevereiro 2008

YOÑLU


Vínicius Gageiro Marques era um menino de 16 anos, alto e vistoso, aparentemente normal. Amava o Radiohead, os Mutantes e Vitor Ramil. Inteligentíssimo, um superdotado, tocava vários instrumentos e havia até gravado um CD com suas composições . Filho de um professor universitário do Rio Grande do Sul e de uma psicanalista foi educado em francês e falava fluentemente o inglês. Nas aulas, usava sempre os fones de ouvido, não escrevia nada e nem ouvia os mestres e simplesmente passava por média em tudo. Tirante isto Vinicius carregava consigo, inaparentemente, fantasmas e espectros que o perseguiam sem cessar. Fazia tratamentos especializados, mas por mais de uma vez tentara suicídio, até ter consumado o ato em 26 de Julho de 2006. Podia ser mais um destes casos desesperados de adolescentes autodestrutivos que têm pululado no mundo todo, não fosse por um pequeno detalhe. Vinicius vivia praticamente na Internet, num mundo virtual, talvez mais colorido e dourado que o real à sua volta. Teve, assim, uma ajuda direta, com acompanhamento pari passu do todo o processo, através de um site ( e existem já tantos !) que incentiva, acompanha e ensina meios mais práticos de se chegar à solução final. Uma espécie de Centro de Valorização da Morte. Yoñlu , este era o nome de Vinicius, no mundo virtual , projetou cuidadosamente todo o ritual do fim, com a ajuda de vários internautas anônimos que assistiram on line à sua asfixia por monóxido de carbono. E foi um destes amigos das sombras , no Canadá, que avisou à polícia que nosso Vinicius, por fim, tinha conseguido seu intento desesperado. O mais preocupante de tudo : o caso de Vinicius não é pontual. Existe uma verdadeira indústria de Suicídio.com na WEB. No Japão , em 2005, houve um aumento de 70% nos suicídios ligados à rede, 91 adolescentes se mataram. Em 2006 houve três episódios de suicídio coletivo de jovens( com treze mortes), combinadas na Internet. Na Grã Bretanha, no ano passado, foram constatadas vinte e sete mortes devidamente incentivadas pela rede mundial de computadores. A função de qualquer cronista , mesmo os rabo-de-galo como eu, é o de fuçar tendências, o de revolver o cascalho, como um garimpeiro paciente, tentando encontrar a pepita no fundo da bateia. A grande pergunta da atualidade é esta : Afinal que mundo estamos legando aos nossos filhos e netos ?Permitam-me encher um pouco o sábado de vocês com algumas elucubrações dolorosas. O aumento dos casos de depressão na humanidade , nos últimos tempos, é uma constatação científica insofismável. Estima-se , por outro lado, que mais de 60% da tragédia suicida se deve a episódios depressivos. Por que o planeta tem se tornado menos respirável ? Acredito que a questão é multifatorial , mas vou arriscar a pôr um pouco da minha goma neste angu indigesto. Primeiro a população planetária, desde a Revolução Industrial, tornou-se, paulatinamente, mais urbana que rural. Fomos perdendo o contato direto com a natureza que nos imantava continuamente de sua energia. Depois, vivendo em megalópolis, passamos a conviver com a mais terrível das solidões : a soletude da multidão. Os pais , assoberbados a cada dia pelo trabalho, não mais convivem os filhos que terminam sendo criados pelas creches, pela TV, pela Academia, pelo Computador. A sociedade de consumo iniciou uma corrida desenfreada em busca de um Shangrilá de superfície e são jogados todos nesta gincana desesperada. Não existem mais amigos, parentes, colegas, só guerreiros em contínua competição. Como em qualquer modalidade esportiva ,sempre são poucos os vencedores e muitos os perdedores. Vão se amontoando, pelas esquinas da vida, um sem número de inconformados que não conseguiram galgar o Everest de suas aspirações grandiosas, seja porque não aceitaram as regras do jogo ,seja por não se adaptarem aos critérios draconianos. Um mundo profundamente materialista não tem lugar para os artistas, os espiritualistas, os poetas. Depois, com a globalização das informações, começamos a vivenciar não só nossas agruras domésticas , mas os infortúnios de todos desta terra. Em tempo real , nos espantamos com o 11 de Setembro e com a carnificina iraquiana. As relações tornaram-se muito mais distantes e como no Second Life , todos passaram a ter duas vidas: ora Vinicius, ora Yoñlu. Sequer conheço meu vizinho ao lado, mas converso com uma moça em Copenhague todo santo dia. A comunidade onde vivo e onde devo agir como ser político não é mais minha cidade , meu estado, meu país, mas várias outras do Orkut, do tipo : “Odeio defecar fora de casa”. Talvez, por isto mesmo, por tanta impessoalidade, tantos loucos nos Estados Unidos chacinam colegas e professores em escolas, como se estivessem participando de um Videogame , como o DOOM ou GTA. E , pelos mesmos motivos, tantos loucos incentivem e ajudem a destruição de tantos atormentados planeta afora. Neste espaço de sombras, a confiabilidade é mínima, as pessoas impalpáveis e, neste vale de sombras, falta o toque e o olho-no-olho. Terminamos todos solitários, agora em dois mundos : o virtual e o real, em ambos, perfeitamente descartáveis.
O suicídio de tantos jovens é uma espécie de enigma da esfinge dos nossos tempos. Precisamos, desesperadamente, descobrir como criar um mundo mais palatável para os Vinicius que virão. Talvez, assim, eles não precisem buscar as sombrias e nebulosas paragens pelas quais um dia trilhou um atormentado Yoñlu.

J. Flávio Vieira

BlogHumor: Perguntar não faz mal...

Malhação do Judas


E se nessa malhação do Judas que vem aí, nós colocássemos os nomes dos candidatos a prefeito das próximas eleições ? quem ganharia o páreo ? rs rs

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Prefeito do Crato apresenta projeto do shopping popular ao BNB

GABINETE DO PREFEITO

Prefeito do Crato apresenta projeto do shopping popular ao BNB
28/02/2008

O prefeito do Crato Samuel Araripe participou ontem em Fortaleza de uma reunião com diretor do Banco do Nordeste d o Brasil Dr. Paulo Ferraro. Na ocasião apresentou o projeto de construção do Shopping Popular do Crato, onde hoje funciona o camelódromo.

O projeto do shopping Popular consta de 335 lojas, com quatro lojas âncoras, área de alimentação, circulação, dois pavimentos e banheiros para os consumidores. O BNB irá financiar a obra. A Prefeitura doou o terreno e elaborou o projeto que foi discutido entre técnicos da administração e os futuros proprietários dos boxes.

Fonte: website da PMC.

PMC quer dizer: prefeitura Municipal do Crato.

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Prefeitura continuará recuperando canal do Rio Grangeiro

GABINETE DO PREFEITO
Prefeitura continuará recuperando canal do Rio Grangeiro
22/02/2008

O prefeito do Crato Samuel Araripe esteve na manhã de ontem visitando as obras de recuperação do Canal do Rio Grangeiro que estão sendo feitas pela administração municipal. Ele esteve acompanhado pelo deputado estadual Ely Aguiar.

Ao final ficou acertado que o deputado Ely Aguiar juntamente com o prefeito Samuel Araripe irão trabalhar para conseguir verbas que possam ser utilizadas de forma racional em uma ampla reforma e recuperação do canal, já que a sobras feitas anteriormente com valores superiores a 5 milhões de reais não foram suficientes para que o canal resistisse às chuvas. Atualmente a prefeitura está com uma equipe recuperando a ponte que dá acesso ao Tiro de Guerra e em seguida continuará recuperando o canal nos lugares atingidos pelas chuvas.


Fonte: website da PMC.

Armazém do Som e Performance Poética


Dia 28 de Fevereiro ( HOJE ) a partir das 19 Hs no SESC Juazeiro - Entrada Franca.
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Nova Enquete sobre a malhação de Judas em Crato - Por Cacá Araújo .


Os preparativos para a tradicional festa da malhação de Judas já começaram. O seu organizador, Cacá Araújo, nos sugeriu uma enquete para que os internautas possam votar nos seus candidatos favoritos.

Fundação do Folclore Mestre Eloi
8ª Festa Popular da Malhação do Judas
DIA 22 DE MARÇO DE 2008 – SÁBADO DE ALELUIA
CENTRO CULTURAL DO ARARIPE – CRATO – CEARÁ
PROMOÇÃO E REALIZAÇÃO
Fundação do Folclore Mestre Eloi
Secretaria de Cultura do Crato
Sociedade Cariri das Artes
APRESENTAÇÃO:
Praticamente todas as grandes manifestações profanas ou religiosas existentes na humanidade foram herdadas dos primitivos cultos agrários surgidos antes de Cristo.
A Malhação do Judas é um espetáculo de profunda significação que revive a festa pagã das Capitales Romanas. Muito popular na Península Ibérica, foi nos primeiros séculos de colonização européia que se radicou na América Latina. Câmara Cascudo afirma que “o Judas queimado é uma personificação das forças do mal e constituirá vestígios dos cultos agrários, espalhados pelo mundo”. A Igreja dela se aproveitou para incutir melhor na alma do povo a execração do gesto infame de Judas Iscariotes.
No Crato, a festa existe desde o início do processo de colonização da região do Cariri, e, como em outros pontos do Nordeste, o Judas costuma deixar, em versos populares, o seu testamento, passando sua herança para pessoas da comunidade.
É tradição aproveitar a ocasião para retratar personalidades políticas ou pessoas que tenham cometido gestos condenados pela sociedade. É, assim, uma forma de protesto popular.
O projeto Festa Popular da Malhação do Judas é a continuação, hoje promovida pela Fundação do Folclore Mestre Eloi, da malhação do Judas idealizada por Cacá Araújo quando professor e diretor do Colégio Estadual Wilson Gonçalves, em Crato-CE, iniciada em 2001, sendo esta, portanto, a sua 8ª edição. Transferida para o Largo da RFFSA (Centro Cultural do Araripe), ampliou sua dimensão no contexto do resgate, preservação e difusão da cultura tradicional do povo cearense e do sertão nordestino.
PROCESSO DE ESCOLHA:
A definição do “desomenageado” é feita a partir de uma eleição realizada na cidade, envolvendo como candidatos pessoas ou personalidades regionais, nacionais ou estrangeiras, que tenham cometido algum ato repudiado pelo coletivo popular, bem como problemas sociais personificados.
Abaixo, segue a relação dos Judas escolhidos e malhados nas 7 edições anteriores:
Em 2001, a 1ª Festa Popular da Malhação do Judas, idealizada e coordenada pelo prof. Cacá Araújo, e realizada na Praça do Colégio Estadual Wilson Gonçalves, teve o mérito de inserir na vida escolar uma tradição popular em forma de discussão temática abordando assuntos de relevante importância para o aluno e a sociedade em geral. No processo de eleição do Judas, a professora de história Iapunira Teixeira Campos, em discussão com seus alunos, construiu a idéia de também apresentar como “candidatos” problemas sociais a exemplo da fome, desemprego, violência etc. Nesta feliz empreitada, foi escolhido como Judas O DR. MOSQUITO DENGOSO, objetivando alertar para os riscos e contribuir no combate à dengue, que na época se alastrou violentamente nas comunidades, especialmente na periferia, onde as condições de saneamento eram, e ainda são, de extrema precariedade.
Em 2002, realizada na Praça do Colégio Estadual Wilson Gonçalves, a 2ª Festa Popular da Malhação do Judas aconteceu em forma de protesto contra os crimes praticados contra as mulheres no Cariri cearense e exigindo justiça e segurança. Mais uma vez a comunidade escolar se manifesta elegendo como Judas ASSASSINO DE MULHERES.
Em 2003, realizada na Praça do Colégio Estadual Wilson Gonçalves, a 3ª Festa Popular da Malhação do Judas levou à forca, eleito pela comunidade escolar, BUSH – FILHO DO CAPITALISMO E DA BESTA-FERA, numa ação pedagógica em defesa da paz e protestando contra as ações genocidas de guerra de conquista perpetradas pelos EUA, sob o comando do famigerado George W. Bush.
Em 2004, realizada na Praça do Colégio Estadual Wilson Gonçalves, a 4ª Festa Popular da Malhação do Judas teve como eleito O MONSTRO VIOLÊNCIA. A eleição envolveu alunos, professores, funcionários, pais e gente da comunidade. O resultado foi uma reflexão sobre a violência nas suas variadas formas de se manifestar: agressão física ou psicológica, estupro, assassinatos, assaltos, seqüestros, guerras, terrorismo, fome, desemprego, corrupção, exploração sexual, tráfico de mulheres, de crianças, de órgãos, de drogas, preconceito racial e de outras naturezas, descaso governamental para com a coisa pública, falta de investimento na educação e desrespeito a outros direitos básicos da pessoa humana.
Em 2005, realizada no Largo da RFFSA, a 5ª Festa Popular da Malhação do Judas teve projeto selecionado no Edital I Ceará da Paixão, da Secretaria da Cultura do Governo do Estado do Ceará, sendo apoiado pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura nº 12.464, de 29 de junho de 1995. Depois de um processo de votação com urnas espalhadas em vários pontos da cidade, foi escolhido como Judas pela população o Juiz Percy Barbosa, que assassinou friamente um vigia de supermercado em Sobral-CE. Foi uma manifestação de protesto contra a arrogância, a impunidade e o autoritarismo relacionados a autoridades dos diversos poderes. Em forma de auto de teatro medieval, o evento atraiu cerca de 3.000 pessoas, e contou com artistas populares e brincantes, resgatando, ainda, o tradicional Roubo do Sítio do Judas, hoje praticado em poucas comunidades rurais, com a irreverência e a animação dos caretas.
Em 2006, realizada no Largo da RFFSA, a 6ª Festa Popular da Malhação do Judas foi contemplada no Edital II Ceará da Paixão, da Secretaria da Cultura do Governo do Estado do Ceará, sendo apoiada pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura nº 12.464, de 29 de junho de 1995. Novamente através de eleição, mas desta feita com candidatos escolhidos dentre 10 (dez) constantes da cédula elaborada por um colégio eleitoral formado por convidados, foi eleito como Judas o “DEMUTRÔNIO – O MONSTRO DAS MULTAS”, numa alusão ao Departamento Municipal de Trânsito, que à época gozava de profunda antipatia popular. Manifestou-se, assim, a revolta do povo com o abuso de autoridade e as multas em exagero. Um grande evento, em forma de auto teatral, que envolveu aproximadamente 5.000 pessoas de vários pontos da cidade. Show pirotécnico, cantores de brega e forró pé-de-serra, banda cabaçal, artistas populares, testamento em versos de cordel e um boneco medindo 3 metros de altura, além do tradicional roubo do sítio do Judas, protegido pelos caretas do Mestre Cirilo da Bela Vista.
Em 2007, realizada no antigo Largo da RFFSA, hoje denominado Centro Cultural do Araripe, a 7ª Festa Popular da Malhação do Judas foi contemplada no Edital III Ceará da Paixão, da Secretaria da Cultura do Governo do Estado do Ceará, novamente sendo apoiada pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura nº 12.464, de 29 de junho de 1995. Mantendo a tradição de escolher o Judas pelo voto popular, foi eleita a “ASSASSINA DO GANHADOR DA MEGA-SENA”, demonstrando a indignação popular com o assassinato de Renné Senna, ganhador de mais de 50 milhões na mega-sena, a mando de sua mulher Adriana Almeida, em janeiro de 2007. Mais de 9 mil eleitores participaram do pleito. A malhação, ocorrida no dia 7 de abril (Sábado de Aleluia), que reuniu cerca de 6.000 pessoas, contou com o tradicional roubo do sítio do Judas, protegido pelos caretas do Mestre Cirilo da Bela Vista, show pirotécnico, cantores de brega e forró pé-de-serra, Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto, artistas populares, testamento em versos de cordel e um boneco medindo 3 metros de altura, representando a “escolhida” como Judas.
JUSTIFICATIVA:
A realização da 8ª Festa Popular da Malhação do Judas reeditará o êxito das anteriores (2001, 2002, 2003, 2004, 2005, 2006 e 2007), sendo que as três últimas aconteceram no âmbito do Edital Ceará da Paixão, e continuará a preservação de uma tradição secular que se funde com o surgimento da civilização nordestina e brasileira, que herdou dos povos medievais os ritos, festas e cerimônias católicas que trazem consigo um caráter “sacro-profano”. É a reconstrução de imagens que contribuirão para o resgate e fortalecimento da memória histórico-cultural do nosso povo.
OBJETIVOS:
1. Fortalecer a tradição da malhação do Judas, realizada no Crato desde o início do povoamento da região do Cariri, de modo que desperte as novas gerações para a importância da preservação e difusão das tradições populares, como peças imprescindíveis ao resgate da auto-estima, potencialização dos laços afetivos e (re)descoberta da memória histórica da comunidade.
2. Colaborar na identificação e difusão das tradições regionais, contribuindo para a construção de identidade cultural própria, fundada nos valores étnicos, culturais e estéticos formadores do povo caririense e nordestino.
3. Identificar e difundir as tradições regionais cearenses estimulando práticas artísticas e culturais que se desenvolvem nas várias comunidades de nosso Estado a partir da Semana Santa”. (Edital Ceará da Paixão)
PROGRAMAÇÃO:
O Projeto Festa Popular da Malhação do Judas será realizado no período de 01 a 22 de março (Sábado de Aleluia) de 2008, dia em que acontecerá a malhação, novamente como um auto de teatro medieval.
ELEIÇÃO DO JUDAS: de 01 a 08 de março de 2008
22 de março (Sábado de Aleluia):
15 horas – 1. Cortejo do Judas, acompanhado pelo Grupo de Caretas do Distrito da Bela Vista, Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto, Catirinas e Mateus, Boi, Burrinha e Jaraguá de reisados locais, por atores em seus personagens regionais Chica Curuja (Joseany Oliveira), Geroplícia (Orleyna Moura), Tranquilino Ripuxado (Pedro Ernesto Morais), Coroné Barduíno (Adauberto Amorim), Luizinho Brega Star (Luiz Benuí Taveira – Tio Bibi), Zé Bocoió (Aécio Ramos), Maria Matusquela (Teresa Ramos), Zé de Baca (Cacá Araújo), Chicó (Flávio Rocha), Lôra do Banhêro (Paula Amorim), Medusa Bombril (Andecieli Martins), Catirina Beiçuda (Carla Hemanuelle), Mané Cachiado (Feitosa Chaves), Ciça Tanajura (Jonyzia Fernandes), Mimosa Pitombêra (Charline Moura), Genoveva Truçui (Tereza Cândido) e Mafalda Pereba (Bruna Giselle), Cão Perna-de-Pau (Josernany Oliveira), Serpente Perna-de-Pau (Joênio Alves), Mateus Perna-de-Pau (Felipe Tavares) e Dona Pomba Perna-de-Pau (Mariana Nunes). Seguem animados com carro-de-som pelo trecho: Centro (Bodega do Joquinha, rua dos Cariris) – Praça 3 de Maio – Praça Siqueira Campos – Bar do Gil – Rua da Vala – Av. Duque de Caxias – Rua São Francisco – Rua Mons. Assis Feitosa – Largo da RFFSA (Centro Cultural do Araripe).
17 horas – 1. Chegada ao Sítio do Judas, montado no Largo da RFFSA, onde o traidor permanecerá até a hora de seu julgamento e malhação, sob a vigilância dos Caretas; 2. Tradicional roubo do Sítio do Judas: Os Caretas vigiam o sítio montado e açoitam com chicotadas os que ousarem roubar. A façanha é sair do sítio sem apanhar (e com o roubo).
19 horas – 1. Encenação com balé aéreo no tecido: O Cão e a Serpente no gogó do condenado (com o Circo-Escola Alegria); 2. Leitura do Testamento do Judas, elaborado em versos (cordel); 3. Malhação do Judas, com show pirotécnico e artistas circenses com perna-de-pau e malabares de fogo.
20 horas – 1. Forró pé-de-serra com Sílvio Clay e Trio Flor do Pequi; 2. Show musical brega, com Fábio Amorim e Luizinho Brega Star
23 horas – Encerramento.
Cacá Araújo
PRESIDENTE

A Cédula de votação para 2008:

Segue, portanto, a cédula eleitoral na forma que vai ser impressa e distribuída em vários pontos da cidade. A votação terá início no dia 1º e se encerrará a meia noite do dia 8 de março, pois a apuração será realizada já no dia 9. Desta forma, ao encerrar a enquete, imprimiríamos o resultado e somaríamos com o da contagem das urnas. Se der certo a votação no Blog do Crato, gostaríamos que o questionário incluísse a nota explicativa acerca dos candidatos, trata-se de uma norma da Comissão Eleitoral para esclarecer as razões das indicações. A chapa foi montada a partir do cruzamento das indicações de 57 componentes do Colégio Eleitoral do Judas 2008. Os 10 mais citados estão na cédula, em posição que expressa a ordem decrescente do número de indicações recebidas.

Um abraço.

Cacá Araújo

Segue a Cédula que circulará nas ruas do Crato. A Enquete do Blog poderá ser vista na aba lateral direita. Participem !

8ª FESTA POPULAR
DA MALHAÇÃO DO JUDAS 2008
Malhação: 22 de março (Sábado de Aleluia)
Centro Cultural do Araripe – Largo da RFFSA – Crato – Ceará
ELEIÇÃO: DE 1 A 8 DE MARÇO

CÉDULA ELEITORAL

1- BISPO DOM LUIZ CAPPIO
Da Diocese de Barra (BA), por ser contra a Transposição do Rio São Francisco, fazendo, inclusive, greve de fome, atitude tresloucada que revela a dimensão da mesquinharia dos seguidores do “já foi tarde” baiano egoísta e corrupto, Antonio Carlos Magalhães, e dos políticos tucanos paulistas e do DEMo, que não escondem seu ódio pela população do Nordeste. A transposição beneficiará o crescimento econômico e a sobrevivência de milhares de nordestinos, principalmente do Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. Dom Cappio parece não ter aprendido a lição de Cristo, que pregava a divisão do pão. Dividamos, pois, a água, "para que todos tenham vida".

2 - TREM CARIRI
Por causar grandes transtornos à população, no que diz respeito ao trânsito e à circulação de pedestres, obstruindo ruas, agredindo a rotina da comunidade, e, pior, sem representar qualquer avanço significativo no desenvolvimento econômico-social ou garantir agilidade no deslocamento de pessoas no triângulo CRAJUBAR.

3 - ESTUPRADOR
Por ser uma abominação da natureza humana, responsável pela desgraça de crianças, adolescentes e idosos, violando-lhes a inocência e a dignidade.

4 - BUSH – O ANTICRISTO
Por liderar a destruição de povos e nações no mundo inteiro, promovendo miséria, morte de milhares de inocentes, opressão, preconceito, terrorismo capitalista. Sua ação impossibilita a convivência pacífica entre os povos, provoca o ódio, a guerra, a destruição.

5 - CARTÃO CORPORATIVO
Por ser meio de malandragem com o dinheiro do contribuinte brasileiro.

6 - FERNANDINHO BEIRA-MAR
Símbolo da tragédia representada pelo tráfico de drogas.

7 - DROGAS
Pelo estrago que causa na família e na vida do indivíduo viciado, além de alimentar o banditismo e a violência.

8 - HITLER
Louco, promoveu o holocausto e assombrou a humanidade com a idéia de uma raça “pura”, dando raízes ao preconceito.

8 - INGRATIDÃO
Por ser um sentimento temperado com injustiça e falsidade, e por adubar terreno para a desavença, a inveja e a infelicidade.

9 - SALÁRIO MÍNIMO
Piada (de mau gosto) da sobrevivência do povo, é sempre fator de dificuldades e humilhação para milhares de famílias brasileiras.


PROMOÇÃO E REALIZAÇÃO:
Fundação do Folclore Mestre Eloi
Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude do Crato
Sociedade Cariri das Artes

APOIO:
Prefeitura Municipal do Crato

Por: Cacá Araújo.
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Hoje no DN - Patativa tem versos inéditos para lançamento

Patativa tem versos inéditos para lançamento


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Patativa do Assaré em frente ao prédio do Memorial em sua homenagem, inaugurado na cidade natal como forma de reconhecimento ao seu trabalho (Foto: Antônio Vicelmo)

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Fac-Símile do caderno Regional com reportagem publicada em 2004 já denunciava o abandono do patrimônio

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A poesia popular de Patativa do Assaré ainda continua como principal ícone do cotidiano do sertão nordestino

Assaré. Para quem pensa que a fonte poética de Patativa do Assaré se esgotou, uma novidade: brevemente, será lançado um livro com poemas inéditos. Os versos, segundo Inês Alencar, filha do artista, estão com o seu sobrinho Geraldo Gonçalves, apontado por Patativa como um dos seus seguidores. Está sendo discutida também a possibilidade de publicação dos poemas eróticos de Patativa que foram deixados com o padre Antônio Vieira, o defensor dos jumentos, e agora estão com o médico e amigo da família José Flávio Vieira.

“Não nego meu sangue, não nego meu nome, olho para fome e pergunto: o que há? Eu sou brasilêro fio do Nordeste”, Sou cabra da peste, sou do Ceará...” Seis anos depois da morte de Patativa, seus versos correm de boca em boca, evangelizando o sertão e enternecendo as academias com seu saber profético. A música “A Triste Partida”, interpretada por Luiz Gonzaga, ainda é a maior descrição da odisséia do nordestino retirante que deixa o seu torrão natal em busca de emprego. A casa onde ele nasceu, na Serra de Santana, município de Assaré, ameaça desabar, mas a sua poesia, extraída da terra árida, se mantém de pé. A partir de sábado, a pequena cidade de Assaré, localizada no limite do Cariri com a região dos Inhamuns, se enfeita para reverenciar o seu poeta maior.

Localizada no limite do Cariri com a região dos Inhamuns, a mais seca do Estado, a cidade de Assaré seria mais um município do Ceará, sem nenhuma projeção, se não fosse o poeta Patativa que, em vida, não imaginava que a sua obra poética seria estudada na Universidade de Sorbonne, na França. A humildade do artista é evidente: “Meu verso rasteio, singelo e sem graça/ Não entra na praça, no rico salão/ Meu verso só entra no campo e na roça/ Nas pobre paioça, da serra ao sertão.”

A principal temática de Patativa era a seca e a terra onde vivia, mas as poesias bem-humoradas e as histórias pitorescas da vida sertaneja também estão presentes em seus poemas. Enquanto lavrava a terra com a enxada, fazia brotar do solo árido o lirismo de sua poesia. Foi o intérprete da alma nordestina, cantando suas dores e sofrimentos e também as belezas do sertão.

Na casa de taipa onde viveu, produziu também poemas eruditos comparados pelo reitor da Urca, professor Plácido Cidade Nuvens, com os maiores clássicos da literatura portuguesa, entre os quais Fernando Pessoa, Castro Alves, Padre Antonio Thomaz, Antonio Sales, Camões e Olavo Bilac.

Nas pegadas do Padre Antonio Thomaz, “príncipe dos poetas cearenses”, Patativa produziu um soneto em defesa da prostituta com o título “A Meretriz” que diz: Se alguém te chamas de perdida e louca/Não acredites, pois não é verdade./ Há quem procure cheio de ansiedade /A graça e o riso que tu tens na boca/ Fostes menina, já usastes touca / Fostes donzela, tinhas virgindade/... Alguém te estima e com fervor te quer/... És a fonte de matar a sede / Do desgraçado que não tem mulher.

ENQUETE

Acervo do poeta popular deve ser preservado

Inês Alencar
Filha de Patativa
"Se a maioria de meus irmãos concordar, autorizaremos a publicação dos poemas eróticos de meu pai."

Raimundo Gonçalves
Genro e sobrinho de Patativa
"Faz medo entrar na casa onde viveu meu tio. Pode cair por cima da gente. Quem for restaurá-la corre risco de morte."

Huberto Cabral
Jornalista e memorialista
"A preservação do acervo de Patativa é fundamental para o desenvolvimento e enriquecimento cultural de todos."

ANTÔNIO VICELMO
Repórter

´HONORIS CAUSA´

Unanimidade como mais popular

Assaré. Antônio Gonçalves da Silva, Patativa do Assaré, nasceu a 5 de março de 1909 na Serra de Santana, pequena propriedade rural, no município de Assaré, no Sul do Ceará. Foi o segundo filho de Pedro Gonçalves da Silva e Maria Pereira da Silva. Ele casou-se com dona Belinha, de cujo consórcio nasceram nove filhos.

Patativa era unanimidade no papel de poeta mais popular do Brasil. Para chegar aonde chegou, tinha uma receita prosaica: dizia que para ser poeta não era preciso ser professor. “Basta, no mês de maio, um poema em cada gaio, um verso em cada fulo”, cantava.

Como todo bom sertanejo, começou a trabalhar duro na enxada ainda menino, mesmo tendo perdido um olho aos 4 anos. Na velhice, perdeu totalmente a visão, mas nunca perdeu a vontade de viver.

Ele só passou seis meses na escola. Isso não o impediu de ser “Doutor Honoris Causa” de pelo menos três universidades. Não teve estudo, mas discutia com maestria a arte de versejar. Está sendo estudado na Sorbonne, na cadeira da Literatura Popular Universal, sob a regência do Professor Raymond Cantel. Mesmo sem sair de casa, recebeu o troféu “Sereia de Ouro” do Sistema Verdes Mares. O poeta morreu em 8 de julho de 2002, com 93 anos, deixando mais de 10 livros publicados, dentre os quais, “Inspiração Nordestina“, “Cantos do Patativa”, e “Cante Lá que Eu Canto Cá”.

SAIBA MAIS

Programação

De sábado, 1º, até o próximo dia 5 de março uma extensa programação marca o aniversário de 99 anos do Poeta Patativa do Assaré, ´in memoriam´, e abre a festa do centenário do artista, a ser comemorado no dia 5 de março de 2009.

Shows

Um show de Amazan e Cacau Com Mel abre a programação de festa no sábado, na praça central de Assaré. Em todas as noites uma atração especial, como Quinteto Agreste e Joãozinho do Exu.

SÍTIO SANTANA

Parte da casa do poeta desaba

Assaré. A casa onde nasceu e morou o poeta Patativa do Assaré, localizada no Sítio Serra de Santana, a 18 quilômetros da sede do município, já começou a desabar. Uma das paredes do quarto, onde o poeta nasceu, já caiu. O sótão, estrutura de madeira destinada a guardar cereais, está caindo. O mato tomou o lugar das calçadas, impedindo a entrada de pessoas. O último morador do imóvel, o sobrinho do poeta, agricultor Raimundo Gonçalves Alencar, saiu de lá, deixando alguns objetos, dentre os quais, um rádio Semp antigo, uma máquina de costura, e uma galeria de imagens de santos e fotos de parentes do tio artista.

“Faz medo entrar na casa. Ela pode cair por cima da gente”, adverte o agricultor, acrescentando que quem for restaurá-la corre risco de morte. Segundo conta, no início do mês, a Prefeitura de Assaré enviou uma comissão à Serra de Santana, a fim de fazer um orçamento para restauração do único imóvel deixado pelo poeta na localidade. Está previsto o custo de R$ 30 mil.

ACERVO ABANDONADO

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Já foi ao chão parte do quarto onde nasceu e viveu o poeta Patativa do Assaré, no Sítio Santana, na serra do município de Assaré.
2 Na sala e restante da casa de taipa, ainda restam móveis do antigo morador, o sobrinho do Poeta, Raimundo Gonçalves Alencar, conhecido como Mundinho.
3 O imóvel é uma casa de taipa que guarda memória do menino poeta. Ele cresceu inspirado nas manifestações da natureza.
4 Cartaz que divulga a programação de festa pelos 99 anos do poeta popular e abre comemorações do centenário de Patativa.


Fonte: Jornal Diário do Nordeste - www.diariodonordeste.com.br

Cuba: a humanidade tem ânsia de justiça - por Armando Lopes Rafael

Apenas com a finalidade de agregar mais dados sobre a ditadura da família Castro, publico o abaixo:


Aos fatos:

1º - Nós, que temos acesso ao Blog do Crato, somos privilegiados. Podemos ler - aqui - opiniões favoráveis ou contrárias a mais antiga e sangrenta ditadura do continente americano (quase meio século de duração).
Já em Cuba, o regime comunista de partido único controla toda a comunicação social. Televisões, rádios e imprensa são propriedade do estado. Acesso à Internet só com autorização do governo.O e-mail não é utilizado porque, segundo afirmam, é controlado pelas autoridades oficiais.


2º - As estimativas variam, mas os números mais sensatos dizem dizem que mais de 17.000 pessoas foram fuziladas por Fidel no "paredón" desde o início da ditadura dos Castros; Quem pôde fugiu. Há 2 milhões de exilados – um em cada seis cubanos vive no exterior, uma proporção de exilados maior que a existente no Afeganistão, país devastado por trinta anos de guerra civil; 178.000 pessoas morreram em alto mar tentando fugir para os Estados Unidos;
Os que permaneceram na ilha-cárcere sobrevivem com alimentos racionados. E ão se fale nas "conquistas" na educação e saúde. A Costa Rica desfruta uma posição melhor que a de Cuba no IDH, sem ter para isso abolido as eleições livres, fuzilado seus filhos, prendido opositores ou impedido seus cidadãos de viajar para o exterior;
A Comissão dos Direitos Humanos aprovou, diversas vezes, resoluções onde condena Cuba pela limitação de alguns direitos como a liberdade de expressão, associação, reunião ou de movimento. A ONU pediu, reiteradamente, a Cuba a libertação de pessoas detidas com base nesse tipo de acusações. As Nações Unidas pressionam o governo cubano para que leve a cabo reformas legais que coloquem as leis em conformidade com as normas internacionais dos direitos humanos.
O governo cubano nega sistematicamente aos seus cidadãos direitos básicos de liberdade de expressão, associação, reunião ou de movimento. Restringe quase qualquer tipo de discordância política, e usa avisos policiais, vigilância, detenções, prisão domiciliária e demissões por motivos políticos como métodos para reforçar a conformidade política. A defesa dos direitos humanos é reconhecida como uma atividade legítima mas a ditadura dos Castros interpretam-na como uma "traição" à soberania cubana.

3º - Uma das características mais marcantes da personalidade de Fidel Castro é a de um mentiroso. Sua irmã Juanita Castro - que também fugiu para Miami, escapando da ditadura do irmão - afirmou: "Nunca faltará el actor que hay en el" (Nunca faltará o ator que existe dentro dele). Abaixo, três declarações de Fidel:

“O poder não me interessa. Depois da vitória, quero regressar à minha cidade e retomar minha profissão de advogado” (Fidel Castro, em entrevista ao jornalista Herbert Matthews, do NYT, 1957).

“Jamais poderemos nos tornar ditadores. (...) Eu sou um homem que sabe quando é preciso ir embora” (Fidel Castro, em 8/1/1959, no 1º discurso após sua entrada triunfal em Havana – Cit. in “A Ilha do doutor Castro”, pg. 21).

“Cá entre nós, Cuba é muito pequena para mim. Por isso, mesmo se de fato sou um comandante como chefe da revolução, nem sempre quis aceitar a responsabilidade pelo governo. Minha aspiração suprema é sentar-me a uma mesa para governar o mundo inteiro junto com o norte-americano, o russo e o chinês. Eu, como representante do bloco das nações latino-americanas” (confidência de Fidel Castro ao padre jesuíta Alberto de Castro y Rojas – Cit. in “A Ilha do doutor Castro”, pg. 26).

Como diria o presidente Lula, o dado concreto, é que os cubanos que permanecem na ilha-prisão
vivem há décadas em estado de penúria moral, miséria física e desesperança, o cardápio clássico das ditaduras...

Como era o Crato Antigamente...

Ontem recebi a visita do meu grande amigo Hugo Linard ( que por sinal, está se preparando para escrever um livro de memórias ). Ele me trouxe uns DVDs com fotos antigas maravilhosas que gostaria de compartilahr com todos:











Fotos trazidas por Hugo Linard para o Blog do Crato.

FONTES: foto 02, 05, 06, 07, 08, 09 e 10 do acervo de Lucia Maria de Oliveira Castro P. Tavares. Fotografias doadas pelo Padre Lauro Gonçalves Pita.
As demais, não sabemos a procedência. Apenas que foram doadas, como todas as outras, ao Blog do Crato por Hugo Linard. Se alguém souber dos direitos autorais das outras fotos, por gentileza, comuniquem. Sou fotógrafo também, com mais de 15.000 fotos já realizadas, e sei bem o que é o problema hoje em dia do uso não autorizado que as pessoas fazem de nossas fotos.

Abraços,

Dihelson Mendonça
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27 fevereiro 2008

Por que Fidel deixa o poder como um líder invicto


Por que Fidel deixa o poder como um líder invicto
"Fidel Castro não foi ditador e sim um libertador. É o maior líder do seu tempo, se manteve isolado e independente. Mesmo os que o combatem reconhecem que Cuba não é mais a mesma. Exclusivamente pela força, a convicção e a certeza do que pretendia, Cuba deixou de ser a praia de fim de semana de americanos ricos, a jogatina diária desses mesmos estrangeiros que só queriam se divertir: hoje é respeitada, aclamada, invejada". (Helio Fernandes, TRIBUNA DA IMPRENSA, 21 de fevereiro de 2008)

Depois do que Helio Fernandes escreveu ontem em sua coluna, cuja maior marca é a independência, não precisaria escrever a respeito do fato internacional mais importante deste verão de 2008. Mas como vi por dentro a revolução cubana praticamente desde o seu nascedouro, ouso chamar todos os meus leitores, inclusive os que odeiam Fidel Castro, a uma reflexão honesta a respeito deste líder que foi a grande referência do Terceiro Mundo neste meio século em que esteve à frente do governo cubano.

Tribuna da Imprensa (www.tribuna.inf.br), 22.2.2008

Com uma coragem que faz falta aos homens públicos em todo o mundo, Fidel Castro exerceu tal papel na história que sua despedida do poder, aos 81 anos, realmente por razões de saúde, mereceu um caderno especial em "O Globo" e as primeiras páginas nos diários de todos os países, sem falar nos destaques dos telejornais.

Raciocinemos juntos, numa boa: por que desse noticiário tão inflado e rico em informações para registrar a formalização de uma situação que já se arrastava por 19 meses? Afinal, Cuba é apenas uma ilha de 11 milhões de habitantes, BLOQUEADA por todos os lados pela maior potência mundial, cujos governos e grupos econômicos recorreram a todas as armas para desconstruir sua revolução.

Vê se eu me fiz entender: você já parou para pensar, independente de suas simpatias e antipatias políticas, sobre esse feito sem precedentes desde que os Estados Unidos da América converteram-se no temido arsenal militar e no maior poderio econômico do mundo?

Até a URSS caiu
Compare comigo: se até a outrora poderosa União Soviética desmoronou ainda na condição de segunda potência mundial, se até a gigantesca China continental assimilou a economia de mercado para sobreviver e crescer, qual o segredo de Fidel Castro, o romântico de Sierra Maestra, alvo de pelo menos 600 tentativas de homicídio concebidas e patrocinadas pelos órgãos de segurança dos EUA?

O que explica a sobrevivência desse regime revolucionário, senão o amplo apoio popular e o êxito de suas políticas públicas, apesar do castigo quase letal de um embargo econômico impiedoso, em que o governo da grande potência não se limita a suas próprias medidas, mas exige que todos os demais países do mundo mantenham os cubanos a pão e água?

Eu bem sei, porque, como disse nas primeiras linhas, fui lá mais de uma vez, em diferentes momentos de seu processo revolucionário: em julho de 1960, quando ainda tinha 17 anos, estava em Havana participando do I Congresso Latino-Americano de Juventudes, representando a União Brasileira de Estudantes Secundaristas.

No ano seguinte, já como jornalista de carteira assinada na "Ultima Hora", fui trabalhar lá até julho de 1962, e testemunhei momentos de grande mudança. Voltei a Cuba, como turista, em 1986. Finalmente, integrei uma delegação parlamentar brasileira que visitou Havana em julho de 2003.

Poucos brasileiros tiveram tantas oportunidades de conhecer e avaliar, em fases tão distintas, a revolução cubana e a liderança de Fidel Castro, que venceu as mais olímpicas das provas em situações em que ninguém, a não ser os teimosos cubanos, imaginavam que ele e seu regime socialista tivesse condição de superar, como no chamado "período especial", conseqüência do desmantelamento da União Soviética e dos países do Leste europeu, cujo marco foi a queda do Muro de Berlim, em 9 de novembro de 1989.

Nenhuma criança na rua
Quando você olhar para aquela ilha rebelde, a 110 quilômetros da costa da Flórida, antes de buscar motivos para criminalizá-la na mais bem industriada orquestração regida pela potência que não se conforma em ter perdido a guerra contra Fidel, reflita sobre esta frase que ele pronunciou, durante a visita do papa João Paulo II a Cuba, naquele janeiro de 1998: "ESTA NOITE MILHÕES DE CRIANÇAS DORMIRÃO NA RUA, MAS NENHUMA DELAS É CUBANA".

No dias de hoje, em que o regime democrático representativo não encara com seriedade os problemas mínimos do povo de onde, segundo a Carta, emana o poder, dedicando-se a programas compensatórios de mendicância oficial, onde a Justiça pode ser sede de um massacre como no caso da Varig, entregue a preço de banana a aventureiros internacionais, ou mesmo de um ato de arbitrariedade calçado de formalidades processuais - como a absurda apropriação do meu mandato -, você faria muito bem a seus filhos e às futuras gerações se procurasse entender, como eu entendi, a natureza do "milagre cubano", onde já não há analfabetos, todos têm acesso ao melhor ensino público do mundo (segundo a Unesco) e o nível de escolaridade média da população é de 12 anos, enquanto os índices de saúde são comparáveis aos dos países do primeiro mundo.

Será que você não acha isso relevante? Fidel Castro não ficou por acaso esse tempo todo no poder, asfixiado perversamente pela potência que faz e desfaz governos, que ainda dita as regras do jogo, que acaba de patrocinar mais uma amputação na fatiada Iugoslávia, que tem um orçamento militar de meio trilhão de dólares, mais do dobro de todo o orçamento brasileiro, que tem bases em todos os continentes, o maior arsenal bélico instalado, que promove invasões como a do Iraque hoje ou da pequena Granada ontem, e que banca as tropas brasileiras no Haiti.

Num país em que um em cada 15 habitantes fez uma boa faculdade, em que a Unesco constata os melhores desempenhos escolares do mundo no primeiro grau, é natural que a população releve o sacrifício imposto pelo boicote e considere emergencialmente inevitável, num estado de guerra permanente, a sobrevivência de um Estado politicamente forte, embora nas eleições para suas casas legislativas (onde os representantes não recebem um centavo pelos mandatos, já que se mantêm em suas atividades laborais) os candidatos saiam de entidades da sociedade e não são obrigatoriamente filiados ao seu partido único.

Como você vê, há muito o que falar sobre Fidel Castro, sem medo e sem rancores, e é possível que eu volte ao assunto, disposto a trocar idéias com você em cima de fatos concretos, que falam mais alto do que qualquer propaganda direcionada.

Tribuna da Imprensa (www.tribuna.inf.br), 22.2.2008