23 janeiro 2008

A Bofetada do Ano na Cara do Brasileiro ! - Necessária


Brasileiro sempre teve mania de reclamar dos seus governantes. Reclamava dos administradores das sesmarias e das capitanias hereditárias; dos governadores gerais e dos imperadores. Reclamava dos presidentes da velha república e da República velha dos militares, de Sarney, de FHC, de Lula. Não reclamaram de Tancredo Neves porque morreu antes da posse!

No próximo ano, vamos ter de novo
presidente, novo governador,
outros deputados...ou os mesmos!

Mas o povo vai continuar a reclamar.
Porque o problema não está nos deputados, senadores, presidente, governador, prefeito, funcionário...
O problema está naquele que reclama: você e eu; nós!
O problema está no Brasileiro.
Afinal, o que se poderia esperar de um povo que sempre dá um jeitinho ?
Um povo que valoriza o esperto e não o sábio ?
Um povo que aplaude o vencedor do Big Blother, mas não sabe o nome de um escritor Brasileiro?
Um povo que despreza a cultura musical do país e aceita o monopólio do forró e de outras idiotices que a mídia lhes impõe sem questionar como um só homem ganhou 50 estações de rádio e canais de satélite ?
Um povo que admira o pobre que fica rico da noite para o dia?
Ri quando consegue puxar TV a cabo do vizinho?
Sonega tudo o que pode e quando pode, sonega até o que não pode !?
O que esperar de um povo que não sabe o que é pontualidade?
joga lixo na rua e reclama pela sujeira ?
O que esperar de um povo que não valoriza a leitura?
O que esperar de um povo que finge dormir quando um idoso entra no ônibus?
Prioriza o carro ao pedestre ?
O que dizer de um povo que elege Maluf de novo ?
O problema do Brasil não são os políticos; São os brasileiros!
Os políticos não se elegeram;
Fomos nós que votamos neles.
Político não faz concurso, ganha votos; o seu e o meu!

Pense nisso!
Um abraço.

( Autor desconhecido )
.

2 comentários:

  1. Realmente meu amigo. Como leitor assíduo desse espaço útil e necessário para a disseminação da cultura dessa cidade maravilhosa, parabenizo-o pelo excelente trabalho desenvolvido à frente do Blog do Crato. Mas na sua postagem faltou acrescentar um argumento que considero irrelevante: "Como é que uma pessoa que não valoriza a cultura local e a identidade de um povo, 'o forró', preferindo a imposição e o lixo da cultura maericana, o jazz?". O forró é nosso, é daqui. Ah, e mais um detalhe sobre os políticos: "O povo brasileiro sabe votar sim, só não tem opção". Pense nisso...

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  2. Olá, Galvez,

    Muito Oobrigado pela sua participação, assiduidade no Blog, e pela clara exposição do seu pensamento.

    Como estamos expondo nosso pensamento, e nem por isso estes precisam ser coincidentes ( muito pelo contrário ), também exponho o que penso da questão, na minha simples visão pessoal:

    Eu creio que quando o autor se referiu a "forró" está muito explícito ( pelo menos no meio em que vivo ), que se refere às bandas de forró que seguramente vem "MATANDO" a verdadeira cultura do povo nordestino.

    Como músico, eu só posso aplaudir esse texto, porque esse é exatamente o meu pensamento também. O efeito danoso à mente do povo nordestino promovido por essa bosta que nem é forró e nem nada, é apenas subproduto de mentes degeneradas que com nada mais que letras buscadas na imundície dos monturos de uma sociedade em declínio, provindas do antro da mais profunda ignorância, que tentam nos empurrar goela abaixo como se fosse forró, é a cara mais explícita da decadência cultural a que o povo nordestino foi submetido por um cartel de homens que nada mais são do que testas-de-ferro para os jogos de poder de sedução e controle das massas.

    O autor está certo: Homens que dominam mais de 50 estações de rádio ( SomZoomSat ). É um Cartel, vc liga o rádio de ponta a ponta e não tem mais escolha:

    NA HORA DA ESCOLHA, NÃO TEM ESCOLHA ! Monopólio na cabeça dos tolos...

    ...

    E por outro lado, sim, eu valorizo as coisas que tem valor, como o Forró BOM que pernambuco, último baluarte da cultura do Nordeste resiste bravamente com inúmeros grupos novos, e como músico que estudou a fundo o processo por décadas, e não apenas um pagodeiro de fundo de quintal que começou ontem. Fiz meu percurso ao longo de 27 anos por toda a Música Popular Brasileira, sondando as raízes, tocando-a em diversos estados, conhecendo-a. Não imponho limites à criatividade. O JAZZ por exemplo, que eu estudo, toco e gosto, não vem dos americanos, vem muito antes, da África, com seus ritmos sincopados. O Jazz é música evoluídíssima, complicada, inacessível aos simplórios, talvez a mais completa e rápida evolução de uma cultura musical do planeta, pois em 100 anos apenas, percorreu uma evolução que nem Bach previu que chegaria até Stockhausen, levou quase 400 anos para chegar à atonalidade. O Jazz chegou em 50 anos o mesmo espaço. Não é regional, começou regional como o Baião começou, depois saiu do casulo e foi absorver o mundo, incorpora elementos de inúmeras culturas. É o todo. É tudo! é Improviso que se cristaliza, é criatividade que se eterniza, para quem se deu ao trabalho de saber ao menos o que é Jazz e não confundir por exemplo, com o Rock e o Pop, que estes sim, são cultura de massa, rasteiros, correspondentes ao pop massificante de qualquer parte do planeta.

    O Jazz está para a música assim como a música Clássica em termos de evolução Artística. Basta estudar o assunto.

    Que não retornemos aos tempos do primitivismo no Brasil, em que nesse país já se considerou Beethoven e Richard Wagner como arte estranha à cultura tupiniquim, pura nonsense! sem saber que Stravinsky foi a maior influência viva de Villa-Lobos, que é o maior compositor Brasileiro depois de Carlos Gomes, outro que veio da Europa...

    Minha pátria é a organização sonora ( que se pode chamar de música enquanto arte em todas as suas manifestações, e a mim não me perturba se tal música é oriunda do Japão ou da irlanda. Odeio Regionalismos...

    Repetindo: Odeio Regionalismos no sentido do bairrismo, daqueles que como o mito da caverna de Platão, pensam que o mundo é só aqui e acham os irmãos Anicetos a sétima maravilha do mundo. Eu mostro Anicetos em cada esquina da Paraíba...

    Abro a janela e meu quintal é o Universo!

    Música pra mim é sussuro, é linguagem, é vida que se transforma, é coisa feita com Arte e esmêro, seja daqui , seja da China. Não tenho complexos, nem travas. Deve-se criar pontes, não muros, para a fusão de todas as culturas e do ideal Wagneriano da fusão de todas as artes quando ele compõe sua máxima "Parsifal".

    E como disse Raul Seixas, um grande Brasileiro sem pátria,
    "Isso é o que eu penso..."

    Um grande abraço,
    E viva a diversidade e o universalismo,

    Dihelson Mendonça

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