31 janeiro 2008

Crato - Minha Aldeia, Meu Tejo - ( Ou parodiando Fernando Pessoa )


O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.

O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.
O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.

Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.

O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.

Alberto Caeiro

Banda Nightlife e Antonio Sávio se apresentam no SESC - Crato - Hoje - Quinta-Feira


Quinta, dia 31 de janeiro, a partir das 19h30min, no SESC Crato.
Entrada Franca.
+ informações
SESC Crato - fone: 3523.4444
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Centros Culturais Banco do Nordeste realizam em conjunto a quinta edição do programa Rock-Cordel



Centros Culturais Banco do Nordeste realizam em conjunto a quinta edição do programa Rock-Cordel

FORTALEZA, 01.02.2007 – Os Centros Culturais Banco do Nordeste-Fortaleza, Cariri, localizado em Juazeiro do Norte (CE), e Sousa, situado no alto sertão paraibano, realizam em conjunto a quinta edição do programa Rock-Cordel, nos próximos dias 7 (quinta-feira), em Fortaleza, 8 (sexta-feira, no Cariri) e 20 (quarta-feira, Sousa/PB).

Ao todo, a programação gratuita contará com oito shows de bandas cearenses e paraibanas, a saber: Bolacha Preta (14h), Vinila (15h), Dead Leaves (16h), Red Run (17h), October Leaves (18h) e Cárie Profunda (19h), no Centro Cultural BNB-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 – Centro – fone: (85) 3464.3108), na próxima quinta-feira, 7; a cantora e compositora Fatinha Gomes, no CCBNB-Cariri (rua São Pedro, 337 – Centro – fone: (88) 3512.2855), em Juazeiro do Norte, na sexta-feira, 8, às 19h; e a banda Subgrave, no CCBNB-Sousa (rua Cel. José Gomes de Sá, 7 – Centro – fone: (83) 3522.2980), no dia 20 (quarta-feira), às 20h. A programação nas três cidades também abrange a exibição de DVDs musicais e videoclipes.

O objetivo do programa Rock-Cordel é difundir a produção independente de artistas ligados ao movimento alternativo do Rock, através da participação ao vivo de grupos e músicos do gênero, além de lançamentos de livros, CDs, videoclipes e DVDs e debates sobre as mais diversas manifestações da cultura juvenil contemporânea, tendo na música o eixo central. Gratuito ao público, o Rock-Cordel é fruto de uma parceria do Banco do Nordeste com a Associação Cultural Cearense de Rock (ACR).


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Kucinski: o preconceito contra Lula no jornalismo brasileiro !


Kucinski: o preconceito contra Lula no jornalismo brasileiro

"Virou moda dizer que "Lula não entende das coisas". Ou "confundiu isso com aquilo". É a linguagem do preconceito, adotada até mesmo por jornalistas ilustres e escritores consagrados."
Por Bernardo Kucinski, na Revista do Brasil

Um dia encontrei Lula, ainda no Instituto Cidadania, empolgado por um livro de Câmara Cascudo sobre os hábitos alimentares dos nordestinos. Lula saboreava cada prato mencionado, cada fruta, cada ingrediente. Lembrei-me desse episódio ao ler a coluna recente do João Ubaldo Ribeiro, "De caju em caju", em que ele goza o presidente por falar do caju, "sem conhecer bem o caju." Dias antes, Lula havia feito um elogio apaixonado ao caju, no lançamento do Projeto Caju, que procura valorizar o uso da fruta na dieta do brasileiro.

"É uma pena que o presidente Lula não seja nordestino, portanto não conheça bem a farta presença sociocultural do caju naquela remota região do país...", escreveu João Ubaldo. Alegou que Lula não era nordestino porque tinha vindo ainda pequeno para São Paulo. E em seguida esparramou-se em citações sobre o caju, para mostrar sua própria erudição. Estou falando de João Ubaldo porque, além de escritor notável, ele já foi um grande jornalista.

Outro jornalista ilustre, o querido Mino Carta, escreveu que Lula "confunde " parlamentarismo com presidencialismo. ."Seria bom", disse Mino, "que alguém se dispusesse a explicar ao nosso presidente que no parlamentarismo o partido vencedor das eleições assume a chefia do governo por meio de seu líder..." Essa do Mino me fez lembrar outra ocasião, no Instituto Cidadania, em que Lula defendeu o parlamentarismo. Parlamentarista convicto, Lula diz que partidos são os instrumentos principais de ação política numa democracia.

Pelo mesmo motivo Lula é a favor da lista partidária única e da tese de que o mandato pertence ao partido. Em outubro de 2001, o Instituto Cidadania iniciou uma série de seminários para o Projeto Reforma Política, que Lula fazia questão de assistir do começo ao fim.Desses seminários resultou o livro de 18 ensaios, Reforma Política e Cidadania, organizado por Maria Victória Benevides e Fábio Kerche e prefaciados por Lula.

Se pessoas com a formação de um Mino Carta ou João Ubaldo sucumbiram à linguagem do preconceito, temos mais é que perdoar as dezenas de jornalistas de menos prestígio que também dizem o tempo todo que "Lula não sabe nada disso, nada daquilo". Acabou virando o que em teoria do jornalismo chamamos de "clichê". É muito mais fácil escrever usando um clichê porque ele sintetiza idéias com a quais o leitor já está familiarizado, de tanto que foi repetido.

O clichê estabelece de imediato uma identidade entre o que o jornalista quer dizer e o que o leitor quer compreender. Por isso, o clichê do preconceito "Lula não entende" realimenta o próprio preconceito. Alguns jornalistas sabem que Lula não é nem um pouco ignorante mas propagam essa tese por malandragem política. Nesse caso, pode-se dizer que é uma postura contrária à ética jornalística, mas não que seja preconceituosa. Aproveitam qualquer exclamação ou uso de linguagem figurada de Lula, para dizer que ele é ignorante.

"Por que Lula não se informa antes de falar?", escreveu Ricardo Noblat, quando Lula disse que o caso da menina presa junto com homens no Pará "parecia coisa de ficção" . Quando Lula disse, até com originalidade, que ainda faltava à política externa brasileira achar "o ponto G", William Waack escreveu : "Ficou claro que o presidente brasileiro não sabe o que é o ponto G". .

Outra expressão preconceituosa que pegou é "Lula confunde". A tal ponto que jornalistas passam a usar essa expressão para fazer seus próprios jogos de palavras. "Lula confunde agitação com trabalho", escreveu Lúcia Hipólito. Ou usam o confunde para desqualificar uma posição programática do presidente com a qual não concordam. "O presidente confunde choque de gestão com aumento de contratações", diz José Pastore. Confunde coisa alguma. Os neoliberais querem reduzir o tamanho do Estado, o presidente quer aumentar. Quer contratar mais médicos, professores, biológos para o Ibama. É uma divergência programática.

Carlos Alberto Sardenberg diz que Lula confundiu a Vale com uma estatal. "Trata-a como se fosse a Petrobrás, empresa que segundo o presidente não pode pensar só em lucro, mas em, digamos, ajudar o Brasil". Esse caso é curioso porque no parágrafo seguinte o próprio Sardenberg pode ser acusado de confundir as coisas, ao reclamar da Petrobrás contratar a construção de petroleiros no país, apesar de custar mais. Não tem confusão nenhuma, assim como Lula também não fez confusão. Lula acha que tanto a Vale quanto a Petrobrás tem que atender interesses nacionais. Sardenberg acha que ambas devem pensar primeiro na remuneração dos acionistas.

A linguagem do preconceito contra Lula sofisticou-se a tal ponto que adquiriu novas dimensões entre elas a de que Lula tem até problemas de aprendizagem ou compreensão da realidade. Ora, justamente por ter tido pouca educação formal, Lula só chegou onde chegou por captar rapidamente novos conhecimentos, além de ter memória de elefante e intuição.

Mas na linguagem do preconceito, "Lula já não consegue mais encadear frases com alguma conseqüência lógica", como escreveu o Paulo Ghiraldelli , apresentado como filósofo na página de comentários importantes do Estadão. Ou, como escreveu Rolf Kunz, jornalista especializado em economia e também professor de filosofia: "Lula não se conforma com o fato de, mesmo sendo presidente, não entender o que ocorre à sua volta".

Como nasceu a linguagem do preconceito? As investidas vêm de longe. Mas o predomínio dessa linguagem na crônica política só se deu depois de Lula ser eleito presidente, e a partir de falas de políticos do PSDB e dos que hoje se autodenominam Democratas. "O presidente Lula não sabe o que é pacto federativo", disse Serra, no ano passado. E continuam a falar: "O presidente Lula não sabe distinguir a ordem das prioridades", escreveu Gilberto de Mello. "O presidente Lula em cinco anos não aprendeu lições básicas de gestão", escreveu Everardo Maciel na Gazeta Mercantil.

A tese de que Lula confunde presidencialismo com parlamentarismo foi enunciada primeiro por Rodrigo Maia, logo depois por César Maia, e só então repetido pos jornalistas. Um deles, dias depois dessas falas, escreveu que "só mesmo Lula, que não sabe a diferença entre presidencialismo e parlamentarismo, pode achar que um governante ter a aprovação da maioria é o mesmo que ser uma democracia no seu sentido exato".

O preconceito é juízo de valor que se faz sem conhecer os fatos. Em geral é fruto de uma generalização ou de um senso comum rebaixado. O preconceito contra Lula tem pelo menos duas raízes: a visão de classe, de que todo operário é ignorante, e a supervalorização do saber erudito, em detrimento de outras formas de saber, tais como o saber popular ou o que advém da experiência ou do exercício da liderança. Também não aceitam a possibilidades das pessoas transitarem por formas diferentes de saber.

A isso tudo se soma o outro preconceito, o de que Lula não trabalha. Todo jornalista que cobre o Palácio do Planalto sabe que é mentira, que Lula trabalha 12 a 14 horas por dia. Mas ele é descrito com freqüência por jornalistas como uma pessoa indolente.

Não atino com o sentido dessa mentira, exceto se o objetivo é difamar uma liderança operária, o que é, convenhamos, uma explicação pobre. Talvez as elites e com elas os jornalistas não consigam aceitar que o presidente, ao estudar um problema com seus ministros, esteja trabalhando, já que ele é "incapaz de entender" o tal problema. Ou achem que, ao representar o Estado ou o país, esteja apenas passeando, porque onde já se viu um operário, além do mais ignorante, representar um país?

Prof. Manuel J.P. Fernandes
Chefe Dpto. Educação
Universidade Regional do Cariri - URCA
Crato/CE - Brasil
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TEORIA PROPÕE UMA NOVA VISÃO DO CENTRO DA TERRA - Por: João Ludgero



TEORIA PROPÕE UMA NOVA VISÃO DO CENTRO DA TERRA

Há anos que os cientistas sabem que os continentes vagam pela superfície da Terra como icebergs no oceano. Mas o que acontece profundamente abaixo de nossos pés? Uma nova teoria propõe cemitérios de continentes e um ciclo de vida similar ao clima.

Hilmar Schmundt

Ele dispensa o ritual de encontro japonês. Cartões apresentados com as duas mãos, reverência, chá -não há tempo para tais formalidades. Afinal, tem que explicar a história do planeta, quase cinco bilhões de anos, em apenas uma hora.

"Oi, sou Shige", diz o pesquisador, acenando com as mãos no ar. Depois, entra em seu escritório no campus do Instituto de Tecnologia de Tóquio, lotado, com pilhas de papel, botas de caminhada, cartazes, amostras de rochas e um sofá com um saco de dormir. Shige é um entusiasta sem rédeas, pioneiro e matemático brilhante.

Seu nome completo é Maruyama Shigenori. No Japão, é costume referir-se ao nome de família primeiro. Maruyama é um colecionador apaixonado que reuniu 160.000 minerais e exibiu-os em um museu. Ele também é um dos principais geofísicos do mundo. Seus artigos acadêmicos estão entre os mais citados no campo, e seus trabalhos são encontrados em muitas bibliotecas de referência em geologia.

Ainda assim, apesar de seu amplo reconhecimento, este pesquisador japonês com 50 e muitos anos provoca controvérsias continuamente no mundo acadêmico, com suas hipóteses ousadas. Atualmente, ele está agitando as coisas com uma nova teoria fascinante sobre o ciclo de vida na crosta terrestre.

Maruyama está basicamente levando as idéias de Alfred Wegener ao próximo nível. Wegener era um explorador e meteorologista alemão que acreditava em 1912 que os continentes vagavam pela superfície da Terra -uma idéia que foi ridicularizada até por seus colegas de pesquisa mais próximos como "delírio" e de "sonho maravilhoso de um grande poeta". Só nos anos 60 os estudos do fundo do oceano forneceram provas irrefutáveis que o delirante geo-poeta estivera certo o tempo todo.

O interior da Terra mergulhado em mistério

Hoje, toda criança aprende na escola que os continentes são placas enormes à deriva no manto quente da Terra, como icebergs no oceano. Essa hipótese, entretanto, ainda não conta com uma fundação lógica e convincente. Ninguém foi capaz de explicar a mecânica de fato por trás do movimento e quebra das placas continentais.

O interior da Terra continua mergulhado em mistério. Até mesmo a superfície de Marte foi explorada mais extensivamente. Como a perfuração profunda pára depois de um máximo de 12 km, os outros 6.300 km até o centro da Terra continuam inacessíveis. Os pesquisadores acabam fazendo o papel de viajantes de poltrona, que contam uma viagem de Nova York à Patagônia, mas de fato só conhecem o caminho até Nova Jersey.

Ainda assim, Maruyama está convencido que compreende o que acontece abaixo de nossos pés: "A deriva continental que observamos na superfície da Terra tem sua contraparte no manto terrestre", explica o professor, gesticulando com os braços para demonstrar o destino dos continentes.

"Placas velhas e frias são empurradas para o manto da Terra nas margens continentais", explica. "Neste ponto, elas adquirem grande quantidade de ferro. Você pode imaginar algo similar à condensação da água." Pesadas pelo ferro, as placas afundam cada vez mais na rocha quente e derretida, até que atingem o sepulcro do manto da Terra. Ali, a uma profundidade de 2.900 km, elas finalmente param sua decida e acomodam-se em "cemitérios de placas". Este é presumivelmente o limite externo do centro da Terra, onde a temperatura é de 4.000 graus Celsius.

Sobem como rolha na água

Cheio de entusiasmo, Maruyama continua: "Mas os continentes invertidos não simplesmente descansam em seus cemitérios para sempre". Em vez disso, estão prestes a vivenciar uma súbita ressurreição. O calor e a pressão nas profundidades geram processos químicos que levam as placas a depositar sua carga de elementos pesados. Uma vez liberadas desse peso, tornam-se mais leves que seu entorno, levando-as a subir como rolhas na água. Resultado: acima dos túmulos das placas, no assoalho do manto derretido da Terra, um cogumelo de magma anormalmente quente chamado de pluma do manto progride para a superfície.
Eventualmente, o fluxo ascendente de rocha derretida atinge a crosta cristalizada e corta-a como uma solda. Os vulcões se formam, como os da Big Island no Havaí. Maruyama diz que a lava quente vermelha da ilha vulcânica vem diretamente de um cemitério de placa velha a 2.900 km abaixo da superfície, onde os restos de um antigo continente que se quebrou há 750 milhões de anos volta a superfície. Sua teoria postula a incrível história de retorno da rocha antiga das profundezas.

De acordo com Maruyama, o principal fator para a química do interior da Terra é o mesmo que determina o clima na superfície: água. As placas que afundam têm água do mar antiga presa em sua estrutura mineral -somente poucas partes por milhão, mas o suficiente para drasticamente modificar as características da rocha.

Mesmo quantidades minúsculas de água no antigo assoalho do oceano podem diminuir significativamente seu ponto de derretimento -e isso acelera seu eventual retorno à superfície. A água ajuda a rocha a perder sua carga de ferro pesado, aumentando sua capacidade de boiar.
Nada diferente do clima

Maruyama compara o ciclo de vida das placas com a circulação de água, que evapora, forma nuvens e volta a chover na terra. "Os pisos oceânicos correspondem mais ou menos às nuvens", diz ele, "e os cemitérios de placas nas profundezas são como corpos de água que são alimentados pela chuva. É aí que o magma sobe para formar novas nuvens novamente."
O geofísico então pinta um retrato tridimensional do planeta Terra em que, além dos continentes vagando na superfície, há espaço para uma "tectônica anti-placa" na base do manto terrestre. Uma "anti-crosta" profunda abaixo reflete em certo grau eventos na superfície, com "lagos" e "montanhas" e "rios" de rocha viscosa derretida.

Tais teorias podem fundamentalmente mudar nossa compreensão da Terra. "Uma série de livros escolares logo terá que ser revisada ou ao menos suplementada", diz Ulrich Hansen, do Instituto de Geofísica de Münster, Alemanha. "Até agora, o movimento das placas continentais tem sido geralmente descrito como um fenômeno de duas dimensões, mas hoje os especialistas concordam que é alimentado por movimentos de convecção tridimensionais profundos abaixo da superfície."

O grupo de pesquisa de Hansen está tentando testar teorias como a de Maruyama em supercomputadores. Os programas demoram até um quarto de ano para cuspirem os resultados. "Maruyama tem duas vantagens chave em sua localização", diz Hansen. "A primeira, o Japão tem os supercomputadores mais rápidos do mundo. Além disso, há um número incrivelmente grande de terremotos e estações de monitoração de terremotos."
Os terremotos e o poder de computação são os principais requerimentos para os pesquisadores que tentam juntar as peças para obter uma imagem de raio-X do interior da Terra. O princípio é simples: em um terremoto, as ondas sísmicas correm pelo manto da Terra. Leva um quarto de hora para a onda de choque viajar da Indonésia até a Alemanha. A duração dessa viagem revela muita coisa aos pesquisadores. As ondas ficam mais lentas em regiões quentes e viscosas, como as plumas do manto, e aceleram-se em objetos sólidos ou frios.
Forças da natureza -como o terremoto que atingiu Kobe em 1995 e matou quase 5.100 japoneses- são a principal fonte de dados de Maruyama. A nação-ilha fica em cima do cruzamento do Pacifico Ocidental de três enormes placas que se chocam como carros em um acidente na estrada: as placas tectônicas do Pacifico, Austrália e Eurásia. Sob seus pés, ele assume que há um enorme cemitério de placas com os restos do piso do Oceano Pacífico.
"Novas formas de vida"

Muitos detalhes dos cemitérios de placas continuam controversos. Qual a viscosidade da rocha? Quais reações químicas são possíveis? Essas perguntas são particularmente difíceis de resolver devido às temperaturas infernais e à pressão do manto inferior da Terra -condições que não podem ser realisticamente reproduzidas em laboratório.

Enquanto os especialistas estão ocupados debatendo tais questões, Maruyama há muito partiu para outra. Está trabalhando em uma fórmula global para um vasto novo campo de estudo que incluiria dezenas de disciplinas colaborando para produzir um retrato geral da Terra.
Um novo instituto, chamado Centro da Planetologia da Bio-Terra será inaugurado em 2009, totalmente dedicado a criar um novo conceito de vida no espaço. Terá mais de 200 pesquisadores e um orçamento de mais de US$ 158 milhões (em torno de R$ 300 milhões) por nove anos. E, é claro, Maruyama será o diretor cientifico.

Ele tem metas ambiciosas. Por exemplo, quer descobrir se os continentes vão se fundir novamente em 250 milhões de anos para formar um único super-continente; como meteoritos mudam a composição química da Terra; e qual conexão entre a temperatura do planeta e seu campo magnético. "Isso", explica Maruyama, "protege as plantas e animais de serem bombardeados com radiação cósmica, o que por sua vez influencia o índice de mutações e o desenvolvimento de novas formas de vida."

Enquanto conecta os pontos entre a astronomia e as ciências da vida, surge uma imagem ampla que engloba planetas inteiros, que agora parecem super-organismos vivos.

Ele acredita que a expansão do estudo das ciências da vida até o centro de nosso mundo e as profundezas do espaço ajudará a encontrar parentes distantes de nossa própria Terra -planetas que poderão também sustentar a vida.

Ai galera, é bom lembrarmos que os conceitos estão ai para serem questionados, pois até mesmo a geologia é os geofísicos estão abandonando o POSITIVISMO.

Saudações Geográficas!

João Ludgero
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O Martelo das Bruxas - Wilson Bernardo


O MARTELO DAS BRUXAS.

Santo,santo,santo é o teu nome!
Roma lacuta,causa finita
E o homem tem a cura que o sexo
não imputa,o prazer seguro.
Igreja,poder,dogmas e fé
Ratio lacuta,causa finita.
Bruxas,sanatismo inquisidores
e cúrias sem verdades.
Mulheres maleficarum na cama de satã
demoníacos acendedores de fogueiras.
Igreja!
senhores da lenha,cruzadas da impertinência
perdão,clemência e o grande juiz
não se previne entre o prazer e o
HIV
A miséricordia de deus não impede
Sabat!
Fé e ordem,prazer,razão,sensualidade
inferioridade,apetite carnal na cama do homem
do bem e do mal.
Inquisidores da virtude espiritual
Bodim
Cristo
Rémy
Calvino,Richelieu,Koiré,Momtaigne
Inocêncio
tudo é possivel.
Scintia lacuta,causa finita.

Wilson Bernardo
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AS RONDAS DO QUARTEIRÃO, DA EDUCAÇÃO, DA SAÚDE E DA ALIMENTAÇÃO - Por Bernardo Melgaço


O governo itinerante do Estado do Ceará vem discutindo nesses dois últimos dias a ronda do quarteirão aqui no Cariri. Nada contra essa estratégia de segurança que se não resolve de todo a violência pelo menos inibe o seu crescimento e alivia a consciência dos cidadãos que vivem acuados pela ousadia dos bandidos. Mas, acho que essas medidas são e sempre serão paliativas. Vejamos por que. Antes de mais nada, devemos nos perguntar de onde surge ou nasce o impulso para violência humana. Em minha tese de doutorado, apresentada na UFRJ/COPPE, defendi a seguinte tese:

“De um modo geral a cultura técnica-industrial vigente nas sociedades modernas, estimula o ser-criança, desde o seu nascimento, a reconhecer biologicamente seus impulsos emergentes para satisfazê-los sem primeiro realizar uma educação apropriada para um reconhecimento de sua natureza espiritual/existencial. Na ausência dessa educação de reconhecimento e qualificação dos impulsos mais nobres, o ser se desenvolve segundo a predominância dos impulsos envolventes mais instintivos que são aqueles que mais são estimulados pelas necessidades imediatas e pelo medo da sobrevivência. As variações intensas dos impulsos conduzem o ser a uma incerteza da natureza dos impulsos. Assim, o ser gradativamente vai se tornando confuso em si mesmo, ou seja, o ser acaba desconhecendo o que realmente está acontecendo com ele. Essa incerteza tende a crescer na medida que a própria cultura vigente estimula a praticar racional e instintivamente determinados tipos de ações que reforçam os impulsos descontrolados.

...Nesse sentido, os impulsos fisiológicos do corpo se tornam mais fortes e mais constantes exigindo do ser uma atenção concentrada para satisfazê-los. A psique do indivíduo é então estimulada para processar os tipos de ações necessárias para o objetivo fisiológico. A ativação e estimulação da psique torna a psique mais vulnerável às sugestões de novas necessidades biológicas e morais. Forma-se a partir dai um ciclo que tende a se repetir “ad infinitum”. Como conseqüência desse processo surgem ou nascem as carências de alimento, de afeição, de reconhecimento, de ascensão social, etc. Dessa forma, as carências afetivas são tantas que o ser sente o impulso de satisfazê-las através do seu corpo físico e da sua psique. E se o outro ser (no plano social) estiver propício a uma estimulação a relação é confirmada se processando um verdadeiro reforço condicionado de carência nos dois sentidos.

...É nesse universo de impulsos imprevisíveis e dominadores que o ser sai em busca de uma resposta coerente e sensata sobre as suas deficiências e carências acumuladas. Os princípios éticos-ontológicos como a paz, a felicidade, a bondade, a fraternidade, a igualdade, a liberdade, etc., ficam subjacentes e quase que “ocultos” devido a esse conjunto imenso de impulsos fisiológicos e psicológicos desordenados. Inconsciente de si e, portanto, incapaz de reconhecer os seus próprios impulsos existenciais, o ser se depara com a incerteza de si mesmo: não sei quem sou eu!

A natureza externa passa ser o seu objeto de entendimento uma vez que a sua própria natureza existencial/espiritual é invisível em si mesmo. A relação com a natureza externa passa ser uma maneira de ele equacionar os seus impulsos desordenados. Para tanto o ser procura racionalmente prever os “impulsos” (ciclos) da natureza a fim de resolver a sua própria questão de valor existencial. Da mesma forma que é desordenada a relação consigo mesmo é também com a natureza externa. O desequilíbrio interno é reproduzido, portanto, no meio externo através de uma crise de percepção, repercutindo na relação com o seu semelhante e com a natureza externa.

Essa crise de percepção é decorrente do uso de modelos e paradigmas inadequados para uma realidade que vai se revelando lentamente ao homem em seu processo de evolução. E “para descrever esse [novo] mundo apropriadamente, necessitamos de uma perspectiva ecológica que a visão de mundo cartesiana não nos oferece. Precisamos, pois, de um novo "paradigma" - uma nova visão da realidade, uma mudança fundamental em nossos pensamentos, percepções e valores" (CAPRA, Fritjof, Ponto de Mutação, 1989, p.13-14).

Mesmo que o ser explicitamente não reconheça a sua incapacidade de entender a si mesmo, implicitamente ele demonstra o seu desconhecimento e desequilíbrio nas suas ações mais corriqueiras: andando, falando, conversado, “amando”, trabalhando, criando, estudando, ensinando, valorizando, etc. A busca de um entendimento sobre a própria natureza do ser (em si), geralmente é adiada em favor de uma busca fora de si na natureza externa e na figura humana de um outro indivíduo. Essa busca pode ser tanto particularmente empírica quanto sistematicamente coletiva. A essa práxis denomina-se de “ciência”. E “ciência” aqui é qualquer esforço sistematizado ou empírico de compreensão de si e do mundo que cerca o ser.

Em síntese, a insensibilidade do ser em relação a si mesmo, reforça a sua incerteza. E essa incerteza aumenta a probabilidade de erros. E conseqüentemente produz uma enorme imprevisibilidade na relação do ser consigo mesmo (indivíduo/pessoa) e também com a natureza que lhe cerca. As normas sociais indicam uma tentativa de pôr ordem nesses impulsos.

A crise de percepção, fez com que criássemos um imenso conjunto de normas sociais para gerir, controlar e padronizar a sociabilidade humana, mas infelizmente constatamos que esse mesmo conjunto de normas e diretrizes sociais é utilizado para tornar o ser humano cada vez mais anti-social. O reflexo disso é a falta de empatia desse “homem moderno” perante a dor do seu irmão necessitado que sofre ao seu lado. As normas dirigem uma grande parcela da sociedade a se comportar mecanicamente ou robotizadamente na defesa de seus próprios interesses econômicos. E assim, inevitavelmente nos tornamos demasiadamente egoístas e insensíveis. Nos tornamos anti-sociais. As normas ganham vidas e começam a influenciar nossa capacidade de sentir”.

Em síntese, tudo começa numa relação entre a mente e o corpo (num nível ontológico) e também entre a mente e o Espírito (em outro nível ontológico). Então, para se resolver o problema da violência precisamos de uma ciência que consiga penetrar nas dimensões ontológicas de cada ser humano. E isso perpassa obrigatoriamente por uma educação holística que contemple tanto a formação profissional quanto a formação humana em uma base ética tal que coloque o ser novamente na rota do bem e da paz do Espírito. E toda ação coercitiva será em vão porque a natureza humana tem um propósito cósmico de evolução. Somos seres em evolução e não apenas sociais. As normas de cima para baixo apenas regularão o instinto humano mas jamais terão poder para redirecionar a consciência humana para um nível de compreensão e amor ao próximo.

Por tudo isso, recomendo mais três rondas importantes (entre tantas outras): a da educação, a da saúde e a da alimentação. Pois, entendo que o ser humano precisa de um atendimento justo e digno por parte do Estado, principalmente aqueles cidadãos pobres e carentes que vivem excluídos de tudo. Então, por que não se implanta uma biblioteca ambulante (ronda da educação)? Pode-se implantar também uma feirinha ambulante (como se faz ou se fazia no Rio de Janeiro) no interior de um ônibus velho (mais que funcione) parando em pontos estratégicos onde a carência é maior. O mesmo pode ser feito com a saúde: médicos voluntários dariam atendimento gratuito no interior de um ônibus que circularia pelos lugares mais necessitados.

O investimento, portanto, na educação é primordial, pois é transformando a ignorância em sabedoria que a violência se extinguirá de vez. Devemos trocar a prisão do ser pela liberdade da consciência que se conhece e conhece o mundo a sua volta. A verdadeira paz somente acontecerá quando cada um se der conta de que está no meio de um caminho de transformação da consciência em busca de uma unidade cósmica: o Amor Cósmico!

Prof. Bernardo Melgaço da Silva
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Uma excelente idéia merece ser vista....

Recebi essa foto de uma idéia simplesmente fantástica enviada por Roberta Machado:

Teto pintado na área de fumantes...


Ouça meu conselho:
Pare de Fumar !

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REFLEXÕES ELEITORAIS

Emerson Monteiro

Vivemos neste outro ano de eleições municipais fortes motivos para exercitar a prudência. Daí as opiniões quanto ao assunto, a algumas braças do território do embate que já acende os olhos do eleitor, cheio dos pedidos de novidade em termos de independência e desacomodação, num universo lotado de corporações sedentas do vil metal, de ganhar sem fazer força o pão da miséria popular.
Vínculos de lideranças com grupos de interesses financeiros evidenciam a herança colonial dos países atrasados e constrangem séculos da história nacional. Comer mole, mastigado, retrata a elite burguesa que aqui chegou nas caravelas e enfiou os pés na lama da imoralidade pública.
Uma freguesia constante organiza os laços de dominar a presa e o povo esquece da importância do voto, no rumo da libertação, instrumento do progresso das gentes. Quando não havia democracia, há coisa de duas décadas, assim justificavam os omissos a ausência de oportunidade na escolha dos dirigentes honestos. Agora, esse argumento caiu de moda. Sem justas definições do voto na seleção dos melhores nomes da comunidade a fim de gerenciar os destinos comuns e o orçamento sacrificado da sociedade, restam poucas chances às gerações de ver tempos felizes.
Nada muda quando ninguém resolve mudar (frase definitiva). A população organizada através dos partidos políticos estrutura o desenvolvimento e a justiça social. Sobram conceitos balizadores do futuro. Todo partido propõe programa impecável e planos miraculosos antes das urnas. Depois, portas restringem os eleitos a caprichos individuais, negociatas particulares, vale-tudo pecaminoso.
Mas reclamar a quem? Aos mesmos eleitores ou às gerações conscientizadas (onde elas moram?)? Quanta lentidão a história mostra a cada tempo. O peso que possuem os valores materiais, em detrimento dos anseios éticos e necessidades coletivas, impõe séria cogitação de mudança. O déficit avassalador que contempla bem mais os tortos exige providências urgentes dos votantes. A educação chega lenta no plano da qualidade humana e superposição de lideranças.
As virtudes sociais dos regimes democráticos reclamam, pois, refinado discernimento em mais esta seleção de prefeitos e vereadores, neste novo ano eleitoral.

ÁLBUM//CRATO

A CIDADE E O CLIMA
Um tropeiro urbano cruza as ruas, chove bem na cidade de Crato.

No Belmonte, distrito de Crato, denso nevoeiro transforma a paisagem a ponto de esconder a serra do Araripe!

Fotos: Pachelly jamacaru
"Direitos reservados"

Segurança alimentar reduz pobreza no País

Cariri:

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Na solenidade de entrega do restaurante popular, o ministro recebeu uma imagem do Padre Cícero, presente do prefeito Raimundo Macedo (Foto: Elizângela Santos)

A Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional lançará editais para implantação de novos restaurantes populares no País

Juazeiro do Norte. O ministro de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, esteve ontem, neste município, para entrega oficial do Restaurante Popular e lançamento do Programa Compra Direta, beneficiado 240 produtores da agricultura familiar. O ministro visitou o Banco de Alimentos e destacou o crescimento este ano de programas sociais como o Agente Jovem e o aumento da idade escolar de 15 para 17 anos dos estudantes que integram o programa Bolsa Família.

Os programas sociais do governo vão permanecer, segundo assegurou Patrus Ananias, a exemplo do Bolsa Família. Porém, segundo admitiu, com a retirada da CPMF não haverá condições de expansão de outros programas, como estava previsto na política federal para a área social. Ele destacou que a política alimentar do governo Lula tem sido de fundamental importância para reduzir a pobreza extrema e desigualdade social no País. Segundo disse, atualmente 14 milhões de pessoas no Brasil, conforme as últimas pesquisas, saíram da linha de pobreza e de extrema miséria.

“A avaliação é positiva e as políticas mostram que estamos efetivamente vencendo a luta contra a fome e a desnutrição e assegurando aos brasileiros e brasileiras o direito humano fundamental à alimentação, como primeiro degrau à cidadania”, diz ele.

A coordenação do restaurante popular de Juazeiro avalia como positiva a primeira semana de funcionamento. São mil refeições cedidas ao preço de R$ 1,00, de segunda à sexta-feira. Segundo a coordenadora Pautília Araruna, após três meses é que poderá ser solicitado o aumento no número de refeições. O prefeito de Juazeiro do Norte, Raimundo Macedo, pediu ao ministro esse aumento, além da instalação das cinco cozinhas comunitárias em bairros carentes.

Mesmo com uma romaria iniciando na cidade, a de Nossa Senhora das Candeias, a maioria dos visitantes ainda não sabe da existência do restaurante popular. Com o aumento no número de refeições, a coordenadora informa que será realizado um trabalho de divulgação junto às paróquias, no sentido de também beneficiar o visitante romeiro.

Além de assegurar o direito à comida, o ministro ressalta outras condições da população desfavorecida buscar direitos para melhoria da qualidade de vida como o Bolsa Família, uma renda familiar básica, e políticas de desenvolvimento local e regional, Programa de Distribuição de Alimentos da Agricultura Familiar, conhecido como Programa de Compra Direta, vinculado ao Pronaf.

Em relação ao Bolsa Família, Patrus afirma que o governo federal irá preservar o programa. O Programa de Atenção Integral às Famílias (Paif) seria uma das políticas em expansão, implantada no Brasil com muito êxito. O ministro destacou mais de R$ 47,7 milhões em investimentos do governo nos programas sociais por ano somente em Juazeiro.

A linha de implantação de mais restaurantes populares no Estado e no Brasil está mantida, conforme o ministro. Ele cita os já existentes no Ceará, o de Juazeiro do Norte e Sobral, além de dois que estão sendo implantados em Fortaleza, um no Crato, previsto para ser inaugurado em maio, um em Caucaia e outro Maracanaú.

Serão disponibilizados, brevemente, pela Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional, do Ministério, editais para implantação de novos restaurantes populares e cozinhas comunitárias, Banco de Alimentos e Expansão do Compra Direta e outros programas.

Fonte: www.diariodonordeste.com.br
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Vitória da categoria DOCENTE - Assembléia da UECE

Ontem por volta das 10 horas da manhã teve início a Assembléia do SINDUECE com a presença significativa de 240 professores, um grande número de estudantes e a participação de representantes do COMANDO DE GREVE DA URCA (professores Zuleide Queiroz, Fábio José e Fábio Rodrigues, além da representante do Movimento Estudantil, Daiana Araújo).

A pauta apresentada pela mesa consistiu em Informes, Esclarecimentos sobre a decisao Judicial (Ilegalidade da greve da UECE) e Avaliação da Greve. Nos informes, o Comando de Greve da URCA, representado pelo Prof. Fábio Rodrigues apresentou um resumo dos últimos acontecimentos na URCA e o resultado da Assembléia do 21 de janeiro que resultou na
ratificação da greve por maioria expressiva de docentes (111 professores) e o apoio massivo dos estudantes.

No item Decisão Judicial, o Inocêncio Uchôa (Assessor Jurídico do ANDES-SN), numa atitude de esclarecer sobre a Ilegalidade da Greve da UECE demonstrou que a referida notificação apresentava inconsistência teórica e juridica, além de lembrar que o juiz que declarou a ilegalidade da greve hoje é o mesmo que em novembro de 2007 assinou pela legalidade da mesma (o que aconteceu???). O referido advogado chegou a conclusão de que mesmo com estas lacunas a decisão deveria ser acatada pelo SINDUECE, porém que no seu entendimento era uma posição política e nao juridica a continuidade da greve.

Logo após tais esclarecimentos, a mesa abriu inscrições para que a categoria avaliasse tanto a decisao judicial como os rumos da greve. Nesta ocasião, um representante do Comando de Greve da URCA soliciou a mesa um tempo para dar um informe da CARREATA que havia conquistado uma reunião de negociação com o governo para esta segunda-feira as 14:30 na URCA. Mediante este informe, a plenária parabenizou as conquistas do SINDURCA e do Comando de Greve.

Logo em seguida muitos docentes numa atitude serena e convicta do valor da greve como um direito legitimo da categoria nao só demonstravam posição fechada contraria a decisao judicial como, também, ratificavam a continuidade da greve, além de fortalecer e legitimar o SINDUECE como verdadeiro representante dos interesses dos docentes da UECE. Estas falas foram pouco a pouco sendo fortalecidas por um grande número de filiações (28 novas adesões durante a assembléia).

Em nenhum momento a categoria demonstrou qualquer interesse por retroceder e atender aos apelos do governo Cid Gomes e tão pouco de se curvar a decisao da justiça o que ficou evidente em muitas falas que resgatavam a falta de coerência da própria justiça em não fazer-se respeitar pelo governo que descumple a decisão de implantação do Piso da Categoria.

Após um amplo debate mediatizado por professores, estudantes e representantes do Comando de Greve da URCA, o SINDUECE levou para votação proposta de continuidade da greve e realização de assembléia da categoria para o próximo dia 30 e uma assembléia unificada das três estaduais logo após o feriado de carnaval. A referida proposta foi aprovada por unanimidade, ou seja, os 240 professores da UECE e 04 professores da URCA presentes ratificaram a greve e deliberaram outros encaminhamentos.

COMANDO DE GREVE

nota: a assembléia aconteceu nesta segunda-feira, deixamos o texto como enviado pelo comando de greve

por: Tarso Araújo, radialista
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30 janeiro 2008

Máscaras

O deputado carioca Alberto Brizola apresentou, há uns três anos, projeto de lei na Assembléia Legislativa daquele estado, no mínimo estapafúrdio. Reza o tal projeto sobre a proibição do uso de máscaras durante o carnaval. Na visão do legislador, esta medida arrefeceria a onda ou tsunami de violência que tem contaminado a mais charmosa cidade do mundo. Só num único dia, na baixada fluminense, 30 pessoas haviam sido chacinadas, num massacre praticamente inédito no Brasil. Que culpa tinham ? Uma só: estavam no local e na hora errados. Nossa violência urbana consegue fazer mais baixas que guerras em países conflitados. Aqui o somatório das violências doméstica, do trânsito, do tráfico, das ruas, dos morros é suficiente para nos tornar uma nação em guerra constante. Salve-se quem puder!
É possível que, em meio a esta saraivada eterna de balas, o deputado Brizola tenha gestado esta solução mirabolante. Na visão de Alberto, os assaltantes aproveitam as festas mominas para, mascarados e inidentificáveis, cometerem seus atos ilegais. Pulularam protestos no Rio contra a lei que se mostra, claramente, inócua e tem a função única de desacreditar mais ainda a atividade legislativa neste país. Estes senhores, enfatiotados, pagos regiamente pelo povo, incapazes de destilar uma só gota de suor, deviam ao menos manter um silêncio obsequioso , ao invés de tentar mostrar tão descaradamente, sua inutilidade. Primeiro , os assaltantes do Rio já não têm pejo de cometer delitos à plena luz do dia, de rosto descoberto. Depois, como aquele massacre demonstrou, a violência, infelizmente, não acontece só no carnaval. O sangue de inocentes jorra, todo o dia, de uma fonte perene e contínua. Simplesmente o tráfico tem dado mostras seguidas de que é mais organizado que a polícia( que joga, invariavelmente no mesmo time) ,mais que o governo do Rio, que a Assembléia Legislativa. No Rio, ao contrário do que se divulga, não existe um Governo paralelo, prevalece , sim, um governo único e organizadíssimo: o tráfico.A razão de ele ter se aperfeiçoado tanto administrativamente é uma só: o tráfico assumiu todas as funções sociais que seriam da alçada constitucional do Estado. Ali, como em tantos outros locais do país, absorveu para si as funções de poder executivo, legislativo e judiciário. Tirar a máscara do folião , caro Brizola, é tão inócuo quanto cuspir no rio de lava que escorre do vulcão, na inglória tentativa de torná-lo extinto.
Ademais, se o preclaro parlamentar fosse melhor observador, descobriria que a nobre atividade de dissimular, de vestir vários papéis no palco da vida , quem melhor exerce é o político. Ninguém neste país usa tantas máscaras e desempenha tantos papéis. A mal disfarçada máscara de honesto, o adereço de profundo religioso, a maquiagem de solidário e bondoso, a fantasia de pai dos pobres, o figurino de caridoso – o político faz-se um artista na arte de representar a comédia bufa no nosso pesado cenário cotidiano. Assim, parece esquisito ver o deputado envergar uma cruzada contra suas próprias hostes, querendo proibir aquela indumentária que é a farda básica de qualquer político brasileiro : a máscara.
E não pára por aí, meu caro deputado. Gostamos todos de apreciar a espontaneidade das crianças que, quando não querem , dizem não e quando estão tristes choram e esperneiam. A civilização cobriu os adultos de escudos e disfarces. Os manuais de etiqueta e postura , as diretrizes religiosas, as regras de cunho moral são todos freios que a humanidade nos foi impondo.Assim , dissimuladamente, vamos rindo por fora e chorando por dentro. Somos delicados na superfície enquanto imprecamos palavrões intimamente. Conseguimos até amar sem amor. No fundo, todos carregamos a dualidade do anjo-demônio. Estes artifícios são talvez uma maneira de mostrar apenas nossa face angelical, amenizando o cheiro de enxofre que ameaça escapar dos nossos porões. A máscara está também, meu caro Brizola, nas bases fundamentais da sociedade.Todo mundo é um pouco zorro- Don Diego; às vezes pousa de Clark Kent, outras de Super-Homem. A face que se contempla no companheiro de trabalho, no amigo próximo, na esposa é apenas um reboco preparado para esconder o essencial, o verdadeiro—muitas vezes , talvez, porque não teríamos coragem de olhar para o fundo do abismo.
Sem a máscara, caro deputado, não existiria qualquer organização político-social. Por incrível que possa parecer , os únicos neste mundo que têm a coragem de aparecer sem nenhum disfarce, nus na crueza dos seus gestos e dos seus sentimentos , são justamente aqueles que o senhor pensa em proibir de usar uma máscara inócua num simples baile de carnaval.

J. Flávio Vieira

Vamos enviar notícias do Crato ? - Nota do Editor.


Olá, Pessoal,

Estou formulando a seção: "O Crato em Notícia", que pretendo apresentar de forma periódica, mas no Crato é meio complicado encontrar as notícias ( Vicelmo que o diga ). Seria preciso contratar repórteres ( essa é sua função - buscar notícias ).

Como não temos repórteres, dependemos de outros sites e blogs.

Peço à todos que para que as notícias não se tornem tendenciosas de só mostrar um lado da história, enviem-me outras notícias da cidade, para que possamos complementar e formar uma espécie de jornal da cidade. Mas um jornal feito com base na imparcialidade e credibilidade. Isso só é possível se todos os setores resolverem colaborar enviando notícias.

Dihelson Mendonça

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Carnaval da Saudade - Um turbilhão de Alegria - Por Álvaro Dantas

O Crato é uma cidade de inúmeras festas e esse carnaval da saudade foi um verdadeiro show de alegria, amizade e simpatia. Várias gerações estiveram unidas no salão do Crato Tênis Clube, neste último sábado, 26, para relembraros velhos e inesquecíveis bailes de carnaval da era de ouro do "Cratinho de Açucar", onde nos reuníamos com foliões daqui e de outras cidades e a animação era geral e todos, numa só família, sem nenhuma agressividade, pulando, vibrando, cantando, dançando...

E foi exatamente assim o Carnaval da Saudade: um pulo ao passado. Boas lembranças e agradáveis recordações!!! A orquestra Anos Dourados, de Peranmbuco, animou a festa e não parou um só minuto. O salão ficou cheio, a alegria foi contagiante, onde reinou um clima de paz e amizade de toda a família cratense e seus convidados. Revivemos o frevo pernambucano
e as boas e lindas marchinhas antigas. Afora isso, foi resgatado e valorizado os blocos fantasiados, os cordões, as máscaras, os colares, as fantasias e muita chuva de confetes e serpentinas, mantendo viva a alma dos carnavais de antigamente. Destaque especial foi a marca registrada do Bloco Pequifolia, liderado pelos foliões Maninho Lóssio, Bebeto Pinheiro e Antonio Honor Filho, a partir do momento do aquecimento, no bar "Cantinho do Pimenta", ao lado da pracinha, por trás do Tênis Clube. Com os estandartes nas mãos percorremos as as ruas até o clube, onde todos nós, unifomizados com camisas amarelas, gola vermelha no pescoço e nas mangas, com os dizer "Bloco Pequifolia - O Tempero da Alegria", entramos no Clube num córdão único. Cumprimentado pelo vocalista da orquestra, atravessamos o salão várias vezes e dezenas de pessoas, gente bonita, sempre alegre e feliz, acompanharam o arrastão. Sem dúvida, a atração da festa!!! Foi o primeiro Carnaval da saudade que participei e, desejando que este evento seja uma tradição no calendário social da cidade, antecipo aos demais e proponho o próximo Carnaval da Suadade para o sábado magro, no dia 14/02/2009. Merece parabéns os serviços de ornamentações do clube com formas e cores vivas, de bom gosto. Kaíka, organizador do baile, e seus colaboradores são dignos de nossos aplausos pela qualidade da festa e por ter resgatado os valores culturais da sociedade cratense em que todos nós, filhos e amigos do Crato, estivemos unidos por laços de amizade, sorriso no rosto, num momento de raro prazer. Realmente este Carnaval da Saudade foi um verdadeiro turbilhão de alegria!!!

Por: Alvim.
(Álvaro Barreto Dantas - Cratense, filho de Moacir Ribeiro Dantas e Irene
Barreto Dantas, residente em Fortaleza-CE).

* Confiram as fotos nos endereços:
www.blogdocrato.com
www.zoocariri.com
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29 janeiro 2008

Atenção !! - O Fim das Telefônicas chegou !



A embratel lança a primeira linha fixa livre de assinatura.
A Embratel está lançando o primeiro produto em parceria com a Vésper, após a aquisição da empresa há cerca de um mês.
Trata-se do Livre, uma linha fixa residencial sem assinatura básica,
que custa ao consumidor somente o valor das ligações.
O objetivo é livrar os clientes residenciais do custo da assinatura
mensal, além de ser uma alternativa competitiva às concessionárias de telefonia local.
O Livre estará disponível a partir dos 17 estados cobertos pela Vésper ( SP ,RJ,EN, MG, RS e todo o Nordeste e Norte).
O novo produto da Embratel inclui serviços especiais como secretária eletrônica, identificador de chamadas, chamada em espera e instalação rápida, sem custos extras. Caso o usuário opte pelo pagamento em débito automático, ganha também
"conferência a três" e "siga-me". Inicialmente, serão comercializados aparelhos das marcas LG (modelos SP110, LEI 1000 e LP 1000) e Nokia, que já podem ser encontrados em red es de varejo (Extra, Eletro, Casas Bahia, Casa & Vídeo, Ponto Frio, Magazine Luiza, Lojas Maia e Yamada, por exemplo).Com o Livre, a Embratel entra definitivamente na telefonia fixa residencial, através de uma alternativa simples e barata, uma vez que a
economia com o novo produto pode chegar a 60% em relação aos planos tradicionais de telefonia fixa , nos quais o cliente é obrigado a pagar a assinatura mensal.
A tecnologia utilizada é a CDMA (Code Division Multiple Access), que permite o uso de aparelhos sem fio com recursos de última geração e com alcance restrito à área da residência onde estão instalados.
E agora Telefônica? Custo da ligação: Fixo: R$ 0,07 p/ minuto Celular: R$ 0,67 p/ minuto
Os interessados terão à sua disposição um call center com atendimento para o Livre pelo telefone 0800-721-2165 ou 4004-4021 (ligação gratuita).
Ou o Site - SE VC É DE OUTRA LOCALIDADE FORA DAS MENCIONADAS LIGUE 0XX 11 4004-4021 E COLOQUE SEU NOME NA LISTA DE ESPERA PARA A SUA REGIÃO SE ACHAR OPORTUNO, FAVOR PASSAR PARA O MÁXIMO DE PESSOAS POSSIVEL E PEÇA PARA LEVAR A CORRENTE ADIANTE, POIS NÃO AGUENTAM0S MAIS A SOBERBA DA TELEFÔNICA.
O adeus à Telefônica... (REPASSEM SEM DÓ ! !!)

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Hoje no DN - Segurança e violência são debatidas no Cariri

Uma das ações dentro do plano do governo é a implantação do Ronda do Quarteirão. Município de Juazeiro será beneficiado

Juazeiro do Norte. A questão da segurança pública e os altos índices de violência registrados no Cariri foram os principais assuntos debatidos, neste município, ontem, em audiência pública com o governador do Estado, Cid Gomes, e sua equipe de secretários e assessores. A preocupação dos caririenses é que novas ações sejam implementadas na região para minimizar o problema.

Uma das ações dentro do plano do governo é a implantação do Ronda do Quarteirão em algumas cidades do Interior e a terra do Padre Cícero será um dos municípios beneficiados, conforme anunciou o secretário de Segurança do Estado, Francisco Roberto Monteiro. Além dessa, a construção da Delegacia Regional do Cariri, com sede em Juazeiro, no valor de R$ 361.555,08 e a reforma da Delegacia da Mulher deste município, no valor de R$ 160 mil e compra de equipamentos para institutos de perícia em várias cidades.

Em Juazeiro, o governador iniciou um novo formato de suas reuniões no Interior do Estado, agora com a participação da população com perguntas direcionadas. Foram entregues, durante a solenidade, 141 cartões do Programa Bolsa Esporte aos beneficiados com o projeto em 14 cidades do Cariri. Também foram entregues veículos para os escritórios locais da Ematerce e assinado o termo de cessão de uso da Casa do Mel e equipamentos da Associação dos Apicultores do Município de Salitre.

Docentes e alunos da Universidade Regional do Cariri (Urca) aproveitaram o momento para fazer protestos sobre o atual momento da categoria e da instituição. Eles reivindicam a implantação do Plano de Cargos e Carreiras (PCC) e do Piso Salarial. A professora da instituição, Cláudia Rejane, destacou a importância de se investir em educação de qualidade para mais tarde não ter que pensar nos altos custos da segurança pública. “Educação, sim. Polícia, não”, gritavam os manifestantes. Cid Gomes abriu espaço para conversar com os estudantes e professores à tarde, na Biblioteca da Universidade.

Fonte: www.diariodonordeste.com.br
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A Poluição Visual - Por: Mário Correia de Oliveira Júnior - Advogado

A POLUIÇÃO VISUAL, O HOMEM, O AMBIENTE E A NATUREZA DA ECOLOGIA”,

Foi de suma importância o Blog do crato de Dihelson ter levantado a bandeira do combate a poluição visual em nossa cidade. Por oportuno, incluimos também, o agravamento cada vez mais degradante do meio ambiente em nossa região, principalmente a poluição visual nas diveras cidaddes do Cariri. Portanto, discorreremos sobre os diversos Instrumentos Legais, contidos no Ordenamento Jurídico Brasileiro, como Preventivos e Repressivos, os quais, o Poder Público poderá lançar mão, a fim de proteger o Meio Ambiente.

A poluição Ambiental está dividida em diversas espécies: Poluição atmosférica, hídrica, do solo, sonora e visual.

Quais os Instrumentos Preventivos para a proteção do meio ambiente, sob a tutela Administrativa?

De acordo com o emérito Professor, Promotor Paulo Alvarenga, Mestre em Direito Público pela Universidade de Franca, São Paulo; são os seguintes:

-Estudo Prévio de Impacto Ambiental, Licença Ambiental, Desapropriação, Tombamento, Inquérito Civil, Poder de Polícia, Programas de Educação e Conscientização Ambiental, Zoneamento Ambiental e Auditoria Ambiental.

E os Instrumentos Repressivos?

São os seguintes: multas ou prestações pecuniárias, penas restritivas de direitos, prestação de serviços à comunidade, liquidação forçada de pessoa jurídica constituída ou utilizada para ofensas ambientais e perda ou suspensão de participação em linhas de financiamento oficiais de crédito.

Para quem viola as regras jurídicas de uso, gozo, promoção, proteção e recuperação do meio ambiente, quais as sanções da Lei nº 9.605/98?

Aquele, que violar o artigo 70 da Lei 9.605/98, terá como punição, as sanções do artigo 72 do mesmo diploma legal, conforme a seguir:

- Advertência, multa simples, multa diária, apreensão de produtos, animais, instrumentos ou qualquer bem utilizado na infração, destruição ou inutilização do produto, suspensão da fabricação ou venda do produto, embargo de obra ou atividade, demolição de obra, suspensão parcial ou total de atividade e restritiva de direitos.

Patrimônio histórico, cultural e paisagístico.

O restabelecimento de antigo nome de uma Rua é Proteção Legal a bens de valor Histórico?

Sim. Há admissibilidade através de Ação Civil Pública e a Tutela legal não se limita somente aos bens materiais, mas também, a proteção a bens imateriais, como o antigo nome. A Norma Constitucional assegura a proteção a locais de valor histórico, incluído está, neste dispositivo, o conceito a denominação de ruas e logradouros públicos.

Desmatamento e o meio ambiente.

O desmatamento de área destinada à preservação permanente, isto é, mata nativa da floresta serrana para implantação de projeto imobiliário é crime ambiental?

Com certeza. Admissível uma Ação Civil Pública. A destruição da floresta estando confirmada, através de inquérito civil e demais peças processuais caberá indenização. A infração está caracterizada.

Mário Correia de Oliveira Júnior.

Advogado.

28 janeiro 2008

Ao General de Pijamas

Caro General vi o seu rastro num destes forúns da internet. Estou com problema parecido ao que você tinha da época. Tenho uns arquivso .ape e .cue do Thelonius Monk e não consegui ouvir no computador. Pesquisei e vi que alguém te deu uma solução a qual repeti e não funcionou. Você poderia me dar uma dica pelo meu e-mail?

Festival: ALÉM DO JAZZ

A banda cabaçal dos Irmãos Aniceto se apresenta na escadaria
da Igreja Matriz, em pleno sábado de carnaval: encontro de linguagens
(Foto: Elizângela Santos)

Rodolfo Forte no festival passado (Foto: Thiago Gaspar)


Os pífanos dos Irmãos Aniceto e os acordeões dos alunos de Rodolf Forte levam outras cores e sonoridades ao Festival Jazz & Blues

Assim como os shows na escadaria da Igreja Matriz, os cortejos no fim da tarde fazem parte da história do Festival Jazz & Blues de Guaramiranga. Este ano, o público que subir a serra em busca das harmonias sofisticadas e da improvisação do jazz, das melodias pungentes e rascantes do blues poderá também mergulhar em outras sonoridades e referências culturais. A apresentação dos Irmãos Aniceto e o cortejo com o grupo de acordeonistas comandado pelo professor Rodolf Forte são exemplos dessa vertente mais plural - e menos purista - do evento.

E se é assim, não é de se estranhar que o festival receba convidados como a Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto, ícone da cultura popular nordestina tradicional, que divide opiniões como rótulo, mas sintetiza bem a atenção que há algum tempo essa produção vem recebendo da mídia, do poder público e da comunidade acadêmica. Tanto que o grupo de músicos que fabricam seus próprios instrumentos e mantêm as origens de dedicação ao trabalho rural, no município do Crato, região do Cariri, já se acostumou a ser destacado em celebrações das mais diversas, shows no exterior, homenagens e solenidades. Entre elas, a da entrega da Ordem do Mérito Cultural, em novembro último em Belo Horizonte, feita pelo presidente Lula ao mestre Raimundo, primeiro pífano da bandinha formada por Antônio (pífano), Cícero (caixa), Joval (pratos) e Adriano (zabumba).

“Tá tudo pronto pra gente ir lá. Já tamo com os pife pronto pra levar e com três qualidades de farda nova. A gente é prevenido”, avisa mestre Raimundo, por telefone, desde o Crato que, para sua satisfação, vem acolhendo as chuvas de começo de ano. “A invernada aqui tá uma maravilha, viu? Tá bom demais, chovendo direto. A roça tá 100%, arroz, milho, feijão, fava, tá uma jóia. Tô cuidando agora, pra na viagem a gente estar mais livre”.

A apresentação na serra, marcada para o fim de tarde do sábado de carnaval, após o cortejo do grupo Tambores de Guaramiranga, chega no momento em que os Aniceto, que já contam com registros em discos produzidos pelo cantor e compositor Calé Alencar, se preparam para gravar seu primeiro DVD. Será no Theatro José de Alencar, com direção do cineasta Sérgio Rezende e palco dividido com a Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho. Antes, levam seu baile de cores, gestos e sons ao carnaval jazzístico do Maciço de Baturité. “Lá é um frio danado, né? Diz que tem um cortejo lá, e depois uma representação. Eu penso que vai ser bom demais, viu?”, aposta mestre Raimundo.

Com a mesma naturalidade, fala do projeto com a orquestra. “Já fizemos com eles já umas duas vezes lá no teatro. Mas agora a gente vai passar uns dois dias fazendo a nossa tocada pra eles pegar e fazer o CD”, diz mestre Raimundo. “Tocar com esse povo todo em cima do palco é meio danado, porque eles tocam na letra (partitura), e nossa letra é na cabeça. Então tem que fazer um ensaio pra eles pegar nossas coisas, e nós as deles. Dá um trabalhim, mas a gente consegue”.

E esse negócio de jazz e blues? “Não tô por dentro ainda não. Quando chegar lá a gente sabe como é”, diz Raimundo, cuidando de preparar a apresentação da bandinha. “A gente vai fazer uma parte do nosso pé-de-serra, do folclore, uns benditos das Igrejas... Por aí vai. A gente tem muita coisa boa. O ‘Baião trancelim’, ‘O cachorro, o caçador e a onça’... Vamos fazer uma partezinha do ‘Pulo da cobra’, se der tempo”, promete, contando que as apresentações costumam ser mais rápidas do que o grupo gostaria. “Se der tempo a gente representar tudo, é uma maravilha, é bom demais. Mas os shows, quase não dá nem tempo a gente representar o que a gente sabe. É dois numerozinho, aí tá bom. Meia horazinha”, alfineta. “O nosso show mesmo pega umas duas horas de show. Aí interrompe os outros, né? Se deixar, nós toma a festa todinha”. Então, está lançada a deixa.

SERVIÇO: Os Irmãos Aniceto se apresentam no sábado, 2/2, às 17h, na escadaria da Igreja Matriz de Guaramiranga. Mesmo horário do cortejo de acordeonistas com Rodolf Fort na terça, 5/2. Informações: 3262-7230 e http://www.jazzeblues.com.br/.

Devoção ao acordeão

Dividindo seu tempo entre o próprio trabalho de performance e a educação musical de jovens e adultos, o acordeonista Rodolf Forte é daqueles músicos que não se cansam de praticar, na lida de melhor dominar os segredos e as possibilidades do instrumento. O estudo é uma sempre-tarefa encarada com prazer de quem ama o que faz, mas também com uma boa carga de disciplina. “Nós sempre estamos devendo. Quem não pensar assim sepultou-se como instrumentista. É uma dedicação total”, sentencia, dando pistas das dificuldades enfrentadas. “Dos instrumentos portáteis, o acordeão é o mais problemático, no sentido da disciplina, porque já começa a dificuldade em relação ao peso do instrumento. O mais difícil não é tocar bem; é ter disciplina”.

Todo esse rigor, porém, não entra em descompasso com o carisma de Rodolf no palco, conforme demonstrado na edição passada do Festival Jazz & Blues. Na ocasião, o sanfoneiro conquistou o público em uma memorável apresentação na escadaria da Igreja Matriz. Além de demonstrar as possibilidades sonoras da sanfona, Rodolf também recebeu no palco Glorinha Gadelha, viúva de Sivuca, homenageado no festival de 2007, pouco tempo após o falecimento do acordeonista paraibano. “Eu fiquei muito emocionado. Todos os dias eu faço aqui um curativo na ferida da saudade. Fui muito ligado àquela figura, e nós perdemos assim um referencial enorme, pela dignidade humana e pelo músico que ele foi. Fiquei muito feliz em homenagear meu mestre”, relembra.

Este ano, na terça-feira, 5 de fevereiro, Rodolf puxa pelas ruas de Guaramiranga um cortejo de 20 acordeonistas, seus alunos do município de Guaiúba, município conhecido por “Portal da Serra”. O grupo sai da escadaria da Matriz no final da tarde, após a apresentação do grupo de Fortaleza do projeto Novos Talentos, e segue até a praça do Teatro Rachel de Queiroz. “É uma inovação, uma experiência de quebra de preconceitos, de proximidade das pessoas com o acordeão, em um festival de jazz. O acordeão, embora seja um instrumento corriqueiro na cultura nordestina, as pessoas estão próximas mas ao mesmo tempo distantes. Muita gente ignora a universalidade do instrumento”, afirma Rodolf. “Por décadas, o acordeão foi banido de festivais de música, por puro preconceito. Hoje está de volta, até a festivais eruditos”.

Ressaltando a riqueza da sanfona como “o primeiro sintetizador da música ocidental”, Rodolf destaca que mesmo bons instrumentistas destoam do potencial do acordeão, em sua forma mais tradicional. “Tenho visto pessoas fabulosas, mas que tocam como um teclado de fole. Não evidenciam o concerto, o uso correto do fole, dos timbres do instrumento, dos registros. E o sacudir do fole, a criação feita basicamente por Luiz Gonzaga, que foi também um grande instrumentista”.

E quanto à sanfona em um festival de jazz? “Eu encaro com a maior alegria, porque o jazz é um estilo musical que se emprega em todos os outros. Você pode tocar a 7ª. Valsa de Chopin e depois fazer mil e um adendos, como pode tocar Luiz Gonzaga e jazzificá-lo. Festival de jazz tem que ter essa abertura, porque o jazz está em toda música”. (DM)

DN: CADERNO 3(28/01/2008)

DALWTON MOURA
Repórter

Lançado Blog "Sociedade Cratense" - Fatos e Fotos...


Olá, Amigos,

É com grande satisfação que lanço o Blog "Sociedade Cratense", parte do Blog do Crato que reúne toda a coleção de reportagens sociais, eventos, mexericos, festas, badalações, e todas aquelas bobagens que vcs já estão cansados de saber... rs rs. Bem, o Crato é uma cidade cheia de badalações ( que os diga os colunistas do passado como Lindemberg de Aquino ). E, claro, cheia de eventos importantes também, afinal. Os eventos que eu puder registrar através da minha cãmera, e aquelas sequências imensas de fotos que de forma alguma poderiam ser publicadas aqui no Blog do crato, serão publicadas lá no "Sociedade Cratense".

Ah, o endereço é:

http://sociedadecratense.blogspot.com

Abraços a todos,

Dihelson Mendonça
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27 janeiro 2008

Postagem número 1.000


Olá, amigos,

Esta é a postagem número 1.000 do Blog do Crato.
Creio que é opinião de todos que constróem esse website, mais de 42 escritores, que é uma grande conquista estarmos aqui reunidos, todos com um único ideal: mostrar o que o Crato tem de melhor para o mundo, discutir seus problemas e encontrar soluções. E nesse sentido, creio que estamos no caminho certo. Resta continuarmos, conseguir mais aliados para essa luta, e buscar o apoio das autoridades e das leis às nossas causas. Que as pessoas que se constituem no poder, possam estar sempre em sintonia do bem-comum, para fazer do crato uma cidade-modêlo, em todos os aspectos de uma cidade de gente civilizada.

Por: Dihelson Mendonça

Crato, cidade visualmente poluída !


Crato, cidade poluída de todas as formas: visual, auditiva, química em seu rio principal...
Mas ainda assim, é essa a cidade que amamos e que queremos o melhor para ela.
Acima: o retrato da poluição visual no centro da cidade.
O Sr. prefeito Samuel Araripe, ou os vereadores bem que poderiam criar uma lei acabando com essa poluição a exemplo do que se fez recentemente na cidade de São Paulo. uma cidade mais bela, menos poluída visualmente.
Os empresários bem que poderiam colaborar com a medida, ajudando a cidade !
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Notícias:


Prefeitura distribui 30.600 livros didáticos

A Prefeitura Municipal do Crato através da Secretaria de Educação distribuiu entre as escolas da rede pública municipal a quantia de 30.600 livros didáticos.

Os livros foram fruto de uma parceria entre a Prefeitura do Crato e o Plano Nacional do Livro Didático – PNLD programa desenvolvido pelo Ministério da Educação.

Com isto todas as escolas iniciarão o ano letivo com livros disponíveis, viabilizando um melhor aproveitamento pedagógico por parte dos alunos.

Fonte: website oficial da PMC.

MPF propõe ação de improbidade administrativa contra ex-prefeito de Várzea Alegre

O Ministério Público Federal propôs, na Justiça Federal de Juazeiro do Norte, ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o ex-prefeito de Várzea Alegre José Eufrásio Nogueira e José Sátiro de Oliveira Júnior, ex-presidente da Comissão de Licitação do município, localizado a 470 quilômetros de Fortaleza. A ação foi motivada por irregularidades no cumprimento de convênio para a construção de um açude. Em dezembro de 2004, a prefeitura de Várzea Alegre firmou convênio com o Ministério da Integração Nacional para a construção do açude do Medo, na comunidade Fantasma. Conforme o documento, o Ministério repassaria ao município R$ 150 mil diante de uma contrapartida de R$ 7,5 mil. Ainda em dezembro daquele ano, em cumprimento ao acertado no convênio, o Ministério da Integração repassou o recurso de R$ 150 mil para a conta aberta para a execução do convênio. O dinheiro foi sacado no dia 30 de dezembro de 2004 - penúltimo dia do mandato do ex-prefeito José Eufrásio Nogueira, como destaca o procurador da República Luiz Carlos Oliveira Júnior. A empresa OAP Construções Ltda, responsável pela obra, recebeu da prefeitura R$ 133.837,56. O pagamento foi executado antes mesmo da empresa dar início aos trabalhos de construção do açude, o que contrariou as normas estabelecidas no contrato firmado entre a administração municipal e o Ministério. A prefeitura de Várzea Alegre contratou a OAP Construções Ltda, sem a realização do devido procedimento administrativo. José Sátiro foi o responsável pelo processo de dispensa de licitação para a contratação da empreiteira que executaria a obra. Além disso, um dos cheques utilizados para sacar o dinheiro do convênio foi emitido no nome de José Sátiro. Ficou constatado pelo Ministério da Integração, por meio de diligência, que a obra não foi executada como previsto no contrato de convênio e que deixaram de ser aplicados recursos na ordem de R$ 43.594,68. O sangradouro foi construído menor do que o projetado, e assim o açude corre sérios riscos de arrombamento, caso haja uma forte temporada de chuvas. Para o procurador da República Luiz Carlos Oliveira Júnior, ficou consumada a prática de improbidade administrativa com o enriquecimento ilícito, dispensa indevida da licitação, não cumprimento do Plano de Trabalho, o que acarretou prejuízo ao erário e não atingimento do objeto pactuado no convênio. Em valores atualizados até julho de 2007, o prejuízo chega a R$ 167.000,25.


Banco do Nordeste pretende aplicar R$ 133,2 milhões na Região do Cariri

O Banco do Nordeste apresentou no último dia 25, suas contribuições, ações e estratégias de atuação para o desenvolvimento da Região do Cariri cearense, durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento e Integração Regional do Cariri (CONDIRC). A palestra foi proferida pela superintendente estadual do BNB no Ceará, em exercício, Luiza Leene Holanda de Lima, no Auditório do Banco do Nordeste em Juazeiro do Norte.

Segundo Leene, em 2007 o BNB injetou cerca de R$ 103,6 milhões entre recursos de curto e longo prazo em todo o Cariri Cearense, no período de janeiro a novembro. Desse montante, R$ 63,4 milhões foram de recursos oriundos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). “Em 2008, temos expectativas de contratarmos R$ 133,2 milhões, o que representa 28,5 % a mais, se comprarmos às aplicações do ano anterior”, explicou.

No âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), foram contratados R$ 23,9 milhões na região. “Nossa meta de aplicação para este ano é de R$ 26,0 milhões, ou seja, 8,5 % superior ao ano passado”, ressaltou Leene.

O BNB possui cinco agências no Cariri cearense: Brejo Santo, Campos Sales, Crato, Juazeiro do Norte e Lavras da Mangabeira. Juntas, essas unidades atendem 32 municípios cearenses.


Por: Tarso Araújo - Radialista
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A Grande Defesa 1968 - Por: Hamilton Lima Barros - Recife



Amigos do Blog do Crato.

Segue esta pequena recordação de um cratense saudoso. A decisão de publicá-la fica ao seu talante. Sei que o presente tem prevalência sobre o passado. Um forte abraço, Hamilton Lima Barros.

A GRANDE DEFESA

A Quadra Bicentenário estava superlotada.
Era o ano de 1968.
Decisão do campeonato cratense de futebol de salão.
O Tênis Clube de um lado. Do outro a AABB.
O Tênis Clube era o xodó da cidade.
O goleiro Gilton, inexpugnável, o melhor goleiro do Brasil.
Paulo César e Zé Vicente, dois craques.
Gledson, o cérebro do time.
Bosco, o grande artilheiro.
O goleiro da AABB era Manga, seguro e corajoso.
Silvio era valente. Raça pura. Jogava pela direita.
O maior bicudo da cidade. Ninguém pegava um bicudo de Silvio.
Dequinha era um beque parado excelente.
Vicentão, a cabeça pensante. Prendia o jogo, esperando a hora de lançar a bola.
Do outro lado João Freire, o diabo-louro, o fura-redes.
O chute de canhota de João Freire era indefensável.
O jogo estava encardido, já no segundo tempo.
A pequena torcida da AABB apoiava o time.
A grande maioria do Tênis Clube não parava um instante de gritar.
A bola fica com Vicentão.
Ele a esmaga com seu pé direito.
Silvio corre para receber o passe.
Vicentão espera um pouco.
Passa no momento certo.
O bicudo de Silvio é mortal.
Vai no canto esquerdo do goleiro Gilton, rasteiro e forte.
Ninguém sabe como acontece.
Todos olham para ver a rede balançar.
Gilton, como um gato, joga-se ao chão.
Consegue defender aquele chute indefensável.
Silencio total na Bicentenário.
Mas Gilton não consegue segurar a bola.
Ela volta para o pé canhoto de João Freire.
O diabo-louro, o fura-redes.
O chute sai violento. Alto, no canto direito do goleiro.
Gilton estava caído no canto esquerdo.
Acontece o impossivel.
Gilton empreende um vôo em sentido contrário.
Lá vem a bola. Direta para o gol.
Gilton traça no ar uma trajetória inacreditável.
Pula alto, com as duas mãos estendidas.
Uma bola de João Freire ninguém pega daquela distância.
Mas ele pegou.
E não defendeu, apenas.
Ele agarrou a bola.
Esticado, no ar.
E não se sabe como, antes de cair, ele dobra o corpo.
Cai contra o solo sagrado da Bicentenário.
A bola está com ele.
Ele se encurva, protegendo mais ainda o balão de couro.
Silencio total das duas torcidas por uma fração de segundos.
Ninguém chega perto.
Todos respeitam aquele momento sublime.
O grande goleiro supera o goleador.
Na cabine da Educadora eu não sabia o que dizer.
Sensacional! Extraordinário! Impossível!
Olhava para a cabine da Araripe.
Heron Aquino era só emoção.
Seu Eloi, com as mãos na cabeça, parecia não acreditar.
Cabral, ao meu lado, aparentava estar em transe.
Não houve gritos.
A platéia, após aquele silencio de respeito, inicia uma interminável salva de palmas.
É uma confraternização geral. É a apoteose.
Não existem mais duas torcidas.
Todos se juntam para homenagear aquele inesquecível momento.
A Quadra é invadida pelas duas torcidas.
Gilton levanta a cabeça, como acordando de um sonho.
O jogo está parado. Não há sentido continuá-lo.
O goleiro é carregado nos braços das duas torcidas.
E entre os que carregam Gilton estão:
Silvio, o homem do bicudo indefensável,
João Freire, o diabo-louro, o fura-redes.
O resultado do jogo não interessa.
Foi o maior lance que vi e descrevi em minha vida de locutor esportivo.

Recife, 25.01.2008

Por: José Hamilton de Lima Barros

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Foto do meio da tarde

Foto do Sitio Rosto mirado pra Serra, neste domingo nublado que anuncia o inverno

O Carnaval da Saudade - Relembrando antigos Carnavais...

"São lembranças do carnaval que passou..."
Como já dizia a letra do nosso querido Abidoral Jamacaru, o evento de ontem no Crato Tênis Clube promovido pelo Kaika veio para resgatar toda a nostalgia dos belos carnavais de outrora, aquele carnaval de salão, sadio, de confetes, serpentinas, fantasias... nada deixou a desejar em brilho aos antigos carnavais do Crato Tênis Clube, e é muito bom saber que essa tradição continua, agora em novas mentes, com os mesmos propósitos. Na festa, muita gente bonita, muita gente conhecida, na verdade, o Crato É uma grande família. Ainda pude ver lá a presença marcante de Dr. José Flávio Vieira e sua espôsa, bem como a do nosso querido amigo L. C. Salatiel, que estava em mesa com Jefferson Albuquerque. Pude ainda ver a Profa. Diana Pierre, elém de diversas pessoas conhecidas cujas fotos estão em outra câmera que foi usada, mas que falta ainda trazer as fotos aqui para o Blog. Por enquanto estou divulgando essas mais para o final da festa. Peço desculpas se alguém não apareceu aqui no Blog, é que foram tiradas mais de 260 fotos, e é impossível publicar a de todo mundo do clube... rs rs rs...


Primeiramente, Salve, grande Kaika, organizador da festa. Do lado esquerdo, destaque para o Dep. Ely Aguiar.


A alegria foi realmente contagiante, ainda mais com esses dois recepcionando os convidados logo na entrada:

Muita gente boa e conhecida...destaque para o casal da direita, Mônica e Samuel Araripe, sempre prestigiando os eventos de resgate às tradições da nossa terra. Segundo me falou ontem Dr. Orestes: "Esta foi uma atitude de Mestre! eu admiro jogadas de mestre". Ao que eu perguntei o motivo, ele respondeu: "Samuel mostrou-se um verdadeiro cratense valorizando a Cultura e as Tradições. Aonde estão os outros?". Realmente, depois desse comentário fiquei a me questionar, porque as outras lideranças não se encontravam lá também apoiando a iniciativa, que ao meu ver, vem para resgatar a nossa tradição do carnaval da cidade.


Taí o homem: Isso é que é simpatia: Dr. orestes Guedes Alcoforado, muito bem servido...



Gatinhas...
Aí estão duas pessoas maravilhosas para mim, exemplos de simpatia, Ninha e Monkynha...


Aí, a Thurma...Iana, Gonçalo, a sua espôsa e Luiz Wellington.

Destaque para o Dep. Ely Aguiar ( à esquerda do pref. Samuel Araripe ) , que ao invés do que muita gente poderia pensar, ao vê-lo na TV como repórter enérgico e brincalhão, se mostrou ao vivo como uma pessoa muito educada, sério e antenado com os acontecimentos. Vale ressaltar ainda do lado direito o grande "Duda"...

E aí está, a orquestra maravilhosa de frevos. Gente que toca muito legal. Uma curiosidade sobre essa orquestra: Vcs não sabiam que o baixista adoeceu ontem de forma que ficou impossibilitado de tocar, e foi substituído de última hora pelo baixista "Milson" que estava por ali, de passagem e tirou de letra sem nenhum ensaio ? pois é, quem sabe, sabe!



Aí está o Milson, reparem que ele está sem a farda da banda, pois entrou de última hora:


Mais gente linda e alegre...



Olha só: Na hora da saída, às 04 da manhã quando todo mundo cansadérrimo ainda iria sair em passeata até a praça: Lá vem o prefeito Samuel Araripe parar para explicar a importância do reciclamento do Lixo para a cidade. Ah, não...isso é que é gostar de falar em trabalho...rs rs


Pois é, e assim e de outros 250 fotos a mais, é que aconteceu essa festa maravilhosa aqui em Crato. Espero que nos outros anos, esse evento sempre possa ser apoiado, e que a revitalização dos nossos costumes e tradições possa estar sempre na pauta de todos os governantes que passarem por esta cidade.


Abraços a todos que estiveram e se divertiram no CTC ontem.

Fotos: Dihelson Mendonça
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