20 dezembro 2007

O Crato de Luta e Trabalho - Por João Ludgero - Geógrafo.

O CRATO DE LUTA E TRABALHO

O meio geográfico guia, orienta marca e demarca os processos de Luta e Trabalho que os homens devem aplicar ou empregar no aproveitamento racional e produtivo, desse mesmo meio, e poder assim criar um Novo Mundo, modificado, cheio de paisagens humanizadas, de riquezas geoeconômicas ou puramente plásticas, culturais, como o são as obras de arte, materializando os seus planos mentais e ideológicos para o seu progresso coletivo, dependente da atitude dinâmica ou filosofia de vida geopolítica ou mesológica da sua liderança ou elite dirigente.

Os primeiros guerreiros que lutaram e trabalharam para um Crato próspero, foram os “Índios” Cariris, que resistiram à invasão dos estranhos na febre para ampliação do espaço agrícola monocultor. A vinda destes estranhos resultou na expulsão da população autóctone da Missão do Miranda e apropriação de suas terras. Hoje, boa parte dos que detêm o poder de gestão do nosso Crato são estranhos a nossa região, não conhecem a nossa Geopolítica! Cratenses, por que de Tasso para cá o Crato só fez perder? A culpa é de nosso povo que se esqueceu de lutar? Lutar pela Universidade Federal. Talvez a culpa possa ser nossa, que não acompanhamos e cobramos destes que ai estão para nos representar, estes que representam uma ELITE incompetente, covarde, que podem mandar seus filhos às capitais custeadas com o dinheiro do povo. E nós, simples proletários temos que nos contentar com a URCA, que a cada ano ficava mais sucateada e Elitizada. Para tentar ter acesso a ela, o trabalhador tem que desembolsar mais de 20% do seu mísero salário, sem esquecer de que o seu nível de educação caia mais do que a aprovação do antigo FEITOR que a administrava. Felizmente bons ventos trouxeram de volta esperança,e confiamos nesta nova administração, já que ela é constituída de Autóctones e não de Ciganos.

O Crato merece respeito, pois tivemos o primeiro jornal o Araripe a circular no interior cearense em 1855 e em 1875, com a Fundação do Seminário de Crato, a nossa cidade se firmava na posição de cabeça do Cariri, na época cabeças que pensavam e lutavam. E hoje?

As “secas” no interior nordestino foram as grandes responsáveis pela migração para o Crato, hoje temos uma nova migração, a dos incompetentes, que migram da capital e vêm escapar bancando pose aqui e arrotando teorias marcianas no Crato. O nosso povo não precisa passar por isto. Precisamos de um Crato dos cratenses para os cratenses. Essa elite alienígena, que nem no Crato mora ou vive, tem como missão a construção do não-lugar.

Precisamos resgatar e fortalecer a Geografia do Crato, Geografia que especula e comprova cientificamente que o Cariri geográfico é um complexo de forças cósmicas em perpétuo movimento e desenvolvimento com mutações, transformações progressivas, dialéticas ou catastróficas do quantitativo ao qualitativo, controlado por leis causais e efeitos fenomenais múltiplos. Que o Cratense foi, nas suas origens primitivas um produto telúrico, metabolizado de Chapada e Sangue, com um desenvolvimento gregário, atávico, plasmático do seu ambiente. O cratense é um animal geopolítico, geopsíquico, com um sentimento de pertença, daí uma lógica explicação para essas velhas paixões e manias que o cratense devota à terra onde se desenvolveu, cresceu e se multiplicou, emocionando-se com as paisagens geográficas, cheias de lembranças, amores, poesia, cores, perfumes, nativismo e regionalismo, que nada mais são que as marcas estereotipadas, ferradas, deixadas pelas forças naturais e culturais do nosso povo. Isso nada mais é do que o GEÓTIPO, ou antropogeográfico do cratense espalhados pelo Nordeste, Brasil e Mundo, onde são afamados e respeitados perante a vida regional, nacional e internacional. A GEOHISTÓRIA do cratense é um registro comprovante da nossa existência. Cratense é Cratense, Estranho é Intruso.

O Crato nasceu de uma evolução geohistórica das Terras e dos Homens, tendo como força motora o trabalho produtivo ou atividade econômica, modificadora, revolucionária do meio geossocial, que é responsável pela formação atrasada ou progressista do povo, das massas, conforme a intervenção técnica ou cultural da sua elite dirigente ou governante. Se a intervenção é feita sem ciência, sem teoria e prática, sem ideologia ou filosofia do planejamento e principalmente sem autonomia, o meio social, conseqüentemente, será um ambiente atrasado, pobre, desgraçado, desorganizado, vítima da exploração e da demagogia. A Chapada e os Homens, o Povo e Crato serão também atrasados, pois estão sob o domínio dos exploradores e demagogos. Os tiranos vivem às custas do atraso e da exploração do seu lugar, porque a exploração nunca foi trabalho produtivo. Será que vem daí a inércia do dos últimos 20 anos do Crato? Os gestores da nossa cidade insistem em processos de trabalhos atrasados, envelhecidos, rotineiros, vencidos e eleitoreiros. Cada um produz o que quer, ou não produz nada. Não há trabalho social organizado. Não há progresso planejado que venha melhorar as condições de vida do povo. A massa é retardatária e reacionária, chefiada pelos exploradores, demagogos, falastrões. É a geografia da corrupção, da ignorância e dos atrasadões. Embrutecedores. È uma geografia que prejudica o Crato e o Cariri.

Foram centenas de anos deixando sinais, vestígios, marcos, paisagens das lutas e trabalho dos cratenses – sangue, amores, poesia, fé, sofrimentos... Luta e Trabalho, virtudes e vícios, santos, heróis e bandidos. Lutando e Trabalhando os Cariris iniciaram Lutando e Trabalhando e nós continuaremos a construção de um Crato solidário, justo e orgulhoso.

João Ludgero Sobreira Neto

Geógrafo


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Hoje no Diário do Nordeste - Peça Teatral é premiada com bolsa...

Teatro no Cariri

Peça é premiada com bolsa


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Funarte objetiva incentivar a produção literária e teatral. No Nordeste, duas peças foram contempladas

Crato. A peça teatral “A Donzela e o Cangaceiro”, de autoria do professor Antônio Carlos Araújo, conhecido como Cacá Araújo, foi selecionada pela Fundação Nacional de Arte (Funarte) para participar do projeto Bolsa Funarte de Estímulo à Dramaturgia. O concurso tem como objetivo fomentar a produção literária dramática, de âmbito nacional, a partir da concessão de bolsas para o desenvolvimento de projetos de criação dramática visando contemplar a produção inédita de autores teatrais, nas categorias de teatro adulto e teatro para a infância e juventude. Na região Nordeste, apenas duas peças foram contempladas.

A peça de Cacá Araújo é uma comédia teatral escrita em versos populares, característicos dos cantadores nordestinos, herdados de eras medievais, com objetivos estratégicos. Dentre deles está a discussão em torno da necessidade de preservar o Sítio Fundão, uma reserva ecológica que vem sendo degradada.

Ecologia

O intuito, segundo o projeto teatral, é contribuir na discussão referente à ecologia e aos processos de preservação da natureza, fortalecendo a luta em defesa da qualidade de vida a partir de desenvolvimento sustentável não predador nem agressor nem destruidor da fauna, flora, de homens, de mulheres.

O texto reacende a discussão em torno do domínio das águas das fontes perenes da região do Cariri que, apesar de serem públicas, estão sendo utilizadas como propriedades particulares e até comercializadas.

Além disso, tem como objetivo, também, segundo o autor, difundir valores do folclore e da cultura nordestina por meio de estética dramática sertaneja, alinhada ao imaginário popular e ao resgate de tradições ancestrais, que remontam aos processos iniciais de formação do povo brasileiro, a partir de matrizes de origem ameríndia, africana e européia.

Formação de platéias

O autor da peça destaca ainda a formação de platéias, especialmente juvenis, inspirando senso crítico e auto-estima em termos de identidade cultural e desenvolvimento humano, potencializando-as para o convívio e interação com outras culturas e linguagens artísticas.

ELENCO

Algusn personagens que fazer parte da peça:

1 Caipora, profere a sentença contra a Donzela Flor, dizendo que ela dormirá até os 18 anos e somente sobreviverá se alguém de alma pura decifrar um enigma e lhe der um beijo de amor;

2 Cacá Araújo, professor e autor da peça;

3 Donzela Flor, a mocinha da peça, que precisa ser salva da sentença da Caipora;

4 Feiticeira Catrevage é a personagem má, que seduz o pai da Donzela e, por chantagem, o faz cometer as maiores atrocidades: desmatamento, represamento de água, matança de animais;

5 Troncho Sam, estrangeiro norte-americano que tem a intenção de conquistar o território para seu país

Mais informações:
Antônio Carlos Araújo
Telefones: (88) 3523.7430 ou (88) 8801.0897

DISCUSSÃO

Proposta é estimular congregação de estudiosos

Crato. Outra proposta de Cacá Araújo é estimular a congregação de estudiosos, pesquisadores, produtores, atores, encenadores, mestres da cultura tradicional popular, brincantes, autores e técnicos em torno da proposta estética de leitura e releitura da história, das tradições e do imaginário do sertão nordestino como fonte inspiradora de criação em artes cênicas, literatura, música, dança e em outros processos de manifestação da alma indômita do artista nordestino.

Para o cineasta Jakson Batim, conhecido como “Bola”, “a peça dá prosseguimento à determinação do autor em buscar a afirmação de uma dramaturgia nordestina alinhada ao resgate e à difusão da cultura tradicional popular, fundada na expressão do imaginário do povo, nas lendas, nos mitos, nos causos, nas aventuras, nos romances, na história, nos mistérios que habitam a alma afoita e brincante do sertanejo”.

Essa busca iniciou-se com o texto “A Comédia da Maldição”, que trouxe em seu enredo o resgate do mito da mula-sem-cabeça, passando por outros textos como “O Pecado de Clara Menina e As presepadas de Ze Odébe” e, nessa nova investida, será a vez de outro mito, a Caipora, ser fantástico universal que habita as florestas, uma espécie de deusa protetora dos animais, segundo a crença.

Sinopse

Donzela Flor é filha única de Pafúncio Brochado, um rico dono de terras, que não se preocupa com o meio ambiente, e Dona Colombina. Quando Flor nasceu, apareceu a Caipora, e proferiu a sentença: “A criança é cria de quem mata nossas crias. Dormirá até os 18 anos e somente sobreviverá se alguém de alma pura decifrar o enigma de Seu Jefrésso e lhe der um beijo de amor”.

Por: Antônio Vicelmo
Repórter

A reportagem encontra-se disponível no site do Jornal Diário do Nordeste: www.diariodonordeste.com.br
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O Aniversário de um Mecenas ! - Dr. José Flávio Vieira.


Segundo a Wikipédia, a enciclopédia virtual, o Mecenato é um termo que indica o incentivo e patrocínio de artistas e literatos, e mais amplamente, de atividades artísticas e culturais. O termo deriva do nome de Caio Mecenas (68 a.C. - 8 a.C.), um influente conselheiro de Otávio Augusto que formou um círculo de intelectuais e poetas, sustentando sua produção artística.

O comportamento de Mecenas tornou-se um modelo. O termo mecenas, nos países de línguas neolatinas, indica uma pessoa dotada de poder ou dinheiro que fomenta concretamente a produção de certos literatos e artistas. Num sentido mais amplo, fala-se de mecenato para designar o incentivo financeiro de atividades culturais, como exposições de arte, feiras de livros, peças de teatro, produções cinematográficas, restauro de obras de arte e monumentos.

Esse tipo de incentivo à arte se tornou prática comum no período renascentista, que buscava inspiração na Antiguidade grega e romana, e vivenciava um momento de pujança econômica com o surgimento da burguesia.

Ontem, dia 19 de Dezembro, foi o aniversário de um grande Mecenas aqui da região do cariri, Dr. José Flávio Vieira, grande médico, escritor e poeta. Dr. José Flávio ao longo de muitos anos vem auxiliando quando pode ( e até quando não pode ) a produção cultural do cariri, e bancando diversas produções. O Blog do Crato, também patrocinado por Dr. José Flávio, é um exemplo do apoio à divulgação cultural, e às iniciativas que visem a preservação das artes e da cultura.

Queremos dar os parabéns a esse homem fantástico chamado José Flávio Vieira, que possui um grande coração, bolso pequeno, mas uma enorme vontade de ser útil.

Dihelson Mendonça
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Reportagem: Kaika Luiz entrevista o Presidente do CDL Crato - Geraldo Pinheiro.


Reportagem:

Kaika Luiz entrevista o presidente do CDL Crato - Geraldo Pinheiro, proprietário da loja PIMACOM. Para escutar, clique no player abaixo:


Por: Kaika Luiz
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