11 dezembro 2007

É um mar de idéias

Serra dos Òrgãos - Travessia entre Petrópolis e Teresópolis


Lentamente os dois blogs coletivos do Cariri já não são os mesmos. Ainda falta mais do Casa Grande de Nova Olinda, do nosso Juazeiro, Barbalha, Missão Velha, Santana. Trazer mais ainda, se é possível, do pensamento rico desta região. Por isso nas beiradas do ano calendário vou mandar o meu cartão de boas festas.

Usando de metáforas. Quando frequentava a praça central da cidade, naqueles bancos, tínhamos opinião para tudo e para todos. Era um leque se abrindo ao redor do pino do mesmo assunto. Um dia pensamos ir em busca dos grandes pensamentos, das grandes mentalidades. Não mais ficar ouvindo tantas opiniões, mas finalmente o discurso definitivo sobre o mundo. As grandes narrativas, as amplas ideologias, os altos níveis da inteligência. Mas era uma busca inútil. Na quadra da civilização que vivemos, isso tudo estava na ampla rede de visões conflitantes, confluentes, divergentes, convergentes, um retorno à narrativa de opiniões da praça. Nem o monólogo se bastava, era preciso ir para o plenário e lá ouvir todas as cores do espectro de luz, ver todos os sons da escala audível, tatear todos os sabores que as papilas gustativa costumam, cheirar todas nuvens inodoras em contínua mutação.

Isso ocorre nos dois blogs coletivos Caricult e Blog do Crato. A cada nova postagem uma cor, uma opinião é um sabor, um poema tateando, um conto cheirando, uma notícia pesquisando, um ensaio breve como uma enciclopédia. Ao final do ano de 2007 só um ponto álgico explica tanta meizinha para o caleidoscópio que confunde para depois confundir a confusão. O ponto sobre a dor, é o ponto do qual nos multiplicamos, do ventre de nossas mães e do gozo divino dos nossos pais sobre o mesmo território.

O território é uma dos conceitos mais precisos que conheci. Ele é a síntese do espaço e do tempo, ele é o elo entre ele mesmo e a fronteira do próximo território. O território é de fato um processo como dizia Milton Santos. É portanto o nosso código de identidade é a nossa dignidade de sermos nós entre outros é a nossa luta contra a intrusão que nos nega. É desse ponto, o território, com os mistérios "gozosos" dos nossos pais, a narrativa de tantas vozes que dizemos é isso mesmo. Está definido. É isso mesmo.

Por isso daqui desta janela da cidade que me abrigou do modo dadivoso, o Rio de Janeiro, nesta janela luminosa do computador e por esta conexão que nos refaz digo que este pedaço de meio ano foi bom me encontrar com vocês. Com os anônimos que promoveram nossos estranhamentos, enquanto eram, os anônimos, os mesmos que somos.

O Dihelson em sua vaidade racional de uma imensa chamada ao coletivo; o Carlos Rafael este coração apaziguador e rápido no ofício, o Salatiel que evolui rapidamente para a radicalidade de idéias materializadas em militâncias e campanhas, o Lupeu Lacerda no mais afiado corte sobre esta paz pequeno burguesa que não passa de uma luz angustiada de madrugada insone; Leonel desdobrando a alma esticada ao sol destes sertões numa chuva de termos raros como um dicionário; o Barroso entre ele e ele mesmo com algo no meio, a morte e a vida; Armando que vai de um posicionamento anti-PT e monarquista a uma doçura de mestre que compreende o aluno num mesmo ato; a Socorro Moreira que verseja a si mesma e suas circunstâncias com as mesmas pétalas do mundo florado; Pachelly que é feito dos acordes do violão que um dia ouvi do velho Abidoral, numa cadeira na calçada em frente à sua casa, sozinho, naquele horário em que a alma vaga indecisa com as seis horas que dizem noite; Bantim que não simplifico com importância que teve o pai para nós, mas o que click que resguarda a cultura do Cariri; Océlio Teixeira libertando o universo aprisionado aos muros que conservam o conhecimento universitário; José Flávio com quem naveguei em tantos barcos Viking na Lagoa do Gravatá e espero navegar outros tantos mares; Emerson Monteiro em seu cinema de janela, memorizando e recriando, sempre nas franjas dos bairros pobres da cidade, suas mazelas e vitórias; o Rosemberg Cariry cuja inteligência vai além do seu chapéu e convenhamos ser um cineasta na adversidade nordestina é de se tirar o chapéu; a Glória com seu otimismo inerente a estimular esta moçada com os quais faz crochê de uma manta que pretende deixar para o futuro; o Leopoldo que já chegou dando lição de cidadania e reduzindo esta assimetria entre o direito e as pessoas comuns; George Macário que resiste na luta ambiental em seu blog e em outras trincheira na qual acho que já o achei.

E eu, como qualquer um que tem o privilégio de freqüentar uma turma dessa, ainda me dei ao luxo de criar orações sobre ela como se fosse possível agarrar este seres em permanente mutação em apenas um toque de mão. Então isso é o espírito de natal. O desejo de ano novo repito, que em 2008 se ajunte a este território os membros que faltam: Juazeiro, Barbalha, Missão Velha, Brejo dos Santos, Milagres, Santana, Nova Olinda e o povo do Pernambuco Exu, Bodocó e Ouricuri.

BNB divulga resultado da seleção de propostas artísticas para participação nas programações dos seus centros culturais em 2008

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FORTALEZA, 11.12.2007 - O Banco do Nordeste do Brasil está divulgando, a partir de hoje (terça-feira, 11), o resultado da seleção de propostas artísticas para participação nas programações dos Centros Culturais BNB-Fortaleza, BNB-Cariri, com sede em Juazeiro do Norte (região sul do Ceará), e BNB-Sousa, no alto sertão paraibano, durante o ano de 2008.

De um total de 982 propostas inscritas, foram selecionadas 303 - sendo 112 de música (abrangendo 54 para a programação regular de música vocal, 32 para a programação regular de música instrumental, 16 para o III Festival BNB da Música Instrumental e 12 para o II Festival BNB do Rock-Cordel), 62 de artes cênicas (compreendendo 41 para a programação regular de teatro adulto, infantil, de rua e amador; e 21 para o II Festival BNB das Artes Cênicas), 39 atividades culturais infantis (oficinas de arte, além de contação e construção de histórias), 26 de artes visuais, 20 oficinas de formação artística, 17 de literatura, 16 cursos de apreciação de arte, 10 manifestações artísticas da tradição popular nordestina e uma no segmento de Novas Idéias.

Os 303 projetos selecionados são oriundos de 31 cidades de 10 estados de três regiões brasileiras (Nordeste: Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte; Centro-Oeste: Distrito Federal; e Sudeste: Rio de Janeiro e São Paulo).

A lista contendo o resultado da seleção de propostas está disponível no portal do BNB, no endereço www.bnb.gov.br/cultura. Informações adicionais podem ser obtidas pelo e-mail cultura@bnb.gov.br ou pelos fones (85) 3464.3108 (CCBNB-Fortaleza), (88) 3512.2855 (CCBNB-Cariri) e (83) 3522.2980 (CCBNB-Sousa).
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Hildegardo e Seu Conjunto




Em homenagem à nossa Musa Wanda Lúcia, esta foto do acervo de H. Cabral. Nela a Banda mais furiosa dos anos 60-70 : "Hildegardo e Seu Conjunto" que depois desaguou no "Os Ases do Ritmo" . Consultei o nosso Sir Jayro Starkey que consultou o Peixoto e abaixo vai a formação exata da Banda na época, segundo ele uma das melhores que ela já possuiu. O Conjunto Musical fez a trilha sonora de toda uma geração e muitos dos que lêem o blog hoje não existiram sem o clima romântico proporcionado por esta Banda.

Guitarra: Nélio C.Falcão
Cantor: Zé Flávio
Sax: Hildegardo Benício
Contra Baixo: Wandy
Ritmo (percussão): Zé dos Prazeres
Baterista: Tonico (atualmente na banda de música do Crato)
Trumpete: Haroldo, irmão de Tonico
Acordeon: Alexandre

Cultura e sabedoria populares

Amigos, já publiquei este texto no CaririCult. Estou publicando-o novamente, com algumas mudanças, para ajudar na reflexão sobre a nossa rica cultura popular. Agradeço, desde já, a leitura, sugestões e críticas.

As manifestações culturais ditas populares são muitas vezes tratadas como objetos exóticos, pertencentes ao passado e que pouco têm a nos dizer. Essa concepção de cultura popular tem sua origem na virada do século XVIII para o XIX, quando intelectuais da emergente civilização européia passaram a denominar de estranhos os hábitos e ritos, o jeito de ser e de viver das populações pobres. Com isso se estabelecia um profundo abismo entre a cultura das elites, erudita e civilizada, e a cultura dos populares, estranha e primitiva. Pior ainda, a cultura popular era retirada do seu contexto, perdendo o seu significado.

Quero pontuar aqui quatro aspectos que considero importantes nessa discussão. Inicialmente, é preciso ter cuidado com o termo cultura. Cultura é uma palavra polissêmica e imprecisa que, muitas vezes, pode nos induzir a falsas idéias, como, por exemplo, a de homogeneidade. Segundo Thompson, a palavra cultura “com sua invocação confortável de consenso, pode distrair nossa atenção das contradições sociais e culturais, das fraturas e oposições existentes dentro do conjunto”.

Um segundo aspecto a destacar é que o conceito de cultura, atualmente, refere-se, sobretudo ao modo de viver de um determinado povo, pois a cultura diz respeito a todos os aspectos da vida do ser humano. Assim, quando me refiro à cultura estou me referindo à maneira de ser e de viver de um povo, de uma sociedade ou mesmo de um grupo social, e não apenas às expressões artísticas.

O terceiro aspecto que destaco refere-se à produção cultural. A cultura é produzida por homens e mulheres e estes ocupam um determinado espaço social dentro da sociedade. Assim, quando falo em cultura popular estou me referindo à cultura produzida pelas camadas populares (subalternas). Neste sentido, vale salientar que as manifestações da cultura popular são frutos das experiências cotidianas vivenciadas pelas camadas populares. Para os que as produzem e as vivenciam elas têm um sentido e um significado próprios. Não são meras apresentações artísticas, como o show de um cantor ou de uma banda de forró.

O quarto e último aspecto que destaco é que a cultura é um espaço de conflitos e de aproximações. Espaço de conflitos porque sua produção, conforme destaquei acima está localizada socialmente. Daí, muitas vezes, o desprezo e/ou o olhar de superioridade das elites (intelectuais, econômicas, religiosas) em relação às manifestações populares. Espaço de aproximações porque não existe uma cultura fechada em si mesma ou uma cultura pura. Na realidade as culturas mantêm entre sii uma relação de influências mútuas e recíprocas e de mudanças constantes.

Finalizando essa discussão introdutória a um tema tão rico e difícil e que tem suscitado tantos debates e embates, quero voltar ao inicio do texto: é preciso ter cuidado para não rotularmos de relíquias exóticas, que devem ser preservadas e guardadas numa redoma, as manifestações da cultura popular. Não é disso que essas manifestações precisam. Elas precisam ser respeitadas nas suas especificidades e nos seus significados. Elas precisam ser respeitadas enquanto expressão de vida de determinados grupos sociais. Infelizmente, nem sempre, é isso o que ocorre. No entanto, o mais interessante é que, independente da vontade de estudiosos, intelectuais, poder público, etc., as manifestações populares continuam existindo e resistindo às tentativas de globalização, destruição e massificação. É a sabedoria popular que teima em sobreviver num mundo cada vez mais dominado pelos interesses do capital e do modismo. Que possamos aprender um pouco com essa sabedoria.

Referências bibliográficas:
BURKE, Peter. Cultura popular na Idade Moderna. São Paulo: Cia. das Letras, 1995.
GINZBURG, Carlo. O queijo e os vermes: o cotidiano e as idéias de um moleiro perseguido pela Inquisição. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.
THOMPSON, E. P. Costumes em comum: estudos sobre a cultura popular tradicional. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

Cidadania - Prazos para que os consumidores possam reclamar por produtos e serviços defeituosos !

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Prazos para os consumidores reclamarem por serviços ou produtos com defeitos

Por: Leopoldo Martins Filho.

Dentro de um compromisso social com a defesa dos consumidores e em prol de uma informação adequada para que os suso citados possam exercer o seu direito de cidadania, estamos alertando para os prazos previstos no Código de Defesa do Consumidor – CDC, para que possam reclamar conserto ou a reparação de danos em virtude de produtos e serviços defeituosos:

Para uma didática formularemos indagações com as dúvidas mais freqüentes e logo a seguir procuraremos responder e orientar para uma melhor resolução dos seus problemas.

No entanto, como este trabalho é apenas de forma perfunctória apenas para dar uma dimensão do direito de cada consumidor, aconselhamos procurar um advogado para debuxar o seu pretenso direito contrariado para que possa com segurança pugnar por sua reparação.

O que fazer quando um produto apresentar defeito?
Quando um determinado produto apresentar defeito de fabricação, o fornecedor tem 30 dias para corrigi-lo. Passado esse prazo, o consumidor pode exigir: troca do produto; abatimento no preço; dinheiro de volta, corrigido monetariamente.

Prazo para reclamações:

O consumidor tem os seguintes prazos para reclamar de produto ou serviço com defeito: 30 (trinta) dias para produto ou serviço não durável, contados a partir do recebimento do produto ou término do serviço (ex: alimentos); e 90 (noventa) dias para produto ou serviço durável, contados também a partir do recebimento do produto ou término do serviço. (ex: eletrodomésticos). Se o defeito não for evidente, dificultando a sua identificação imediata, os prazos começam a ser contados a partir do seu aparecimento.

Reparação de danos

Sempre que um produto ou serviço causar acidente, serão responsabilizados, seguindo essa ordem: o fabricante; o produtor; o construtor; o importador. Na impossibilidade de identificar o fabricante, o produtor, o construtor ou o importador, que respondem solidariamente pelo dano, o responsável passa a ser o comerciante.Um produto é considerado defeituoso quando não oferece a segurança que dele se espera, levando-se em consideração certas circunstâncias relevantes, entre as quais: - sua apresentação; - o uso e os riscos que razoavelmente dele se esperam; - a época em que foi colocado em circulação. Atenção: um produto não é considerado defeituoso pelo fato de outro de melhor qualidade ter sido colocado no mercado. Se o defeito for verificado na prestação do serviço, o que o consumidor tem direito de exigir? Pode exigir nova execução do serviço, sem qualquer custo; abatimento no preço; devolução do valor pago, em dinheiro, com correção monetária.

Prazo para reparo deve ser cumprido

As assistências técnicas têm prazo para consertar produtos com defeitos. Para os que ainda estão na garantia ou no do prazo legal de reclamação (30 dias para bens não-duráveis, 90 dias para duráveis), o Código de Defesa do Consumidor (CDC), no artigo 18, prevê prazo de 1 mês para a devolução. Caso contrário, o consumidor pode exigir do fabricante a restituição do valor pago pela mercadoria, corrigida, novo produto ou abatimento proporcional do preço. lembramos que, se o prazo acertado entre autorizada e consumidor – inferior ou superior a 30 dias – for descumprido, ele ainda tem seus direitos garantidos pelo artigo 18, que determina que as partes poderão convencionar a redução ou ampliação do prazo. Este, porém, não pode ser inferior a 7 dias ou superior a 180 dias. Se o produto estiver fora da garantia ou do prazo legal para reclamação, e a data de devolução determinada no orçamento não for cumprida, o consumidor pode exigir a devolução do produto, a restituição dos valores pagos ou indenização por perdas e danos à Justiça Comum ou ao Juizado Especial Cível. Se a demora ocorrer por falta de peças, o artigo 32 do CDC diz que os fabricantes e importadores têm de assegurar a oferta de componentes para reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto. Cessada uma ou outra, ainda assim a oferta de peças deve ser mantida por período razoável de tempo, o que, no nosso entendimento equivale à vida útil média do produto.

Não perca os prazos para exigir direitos

“Dormientibus non succurrit jus (o direito não socorre aos que dormem)”, escreve o juiz Luiz Antônio Rizzatto Nunes em seu livro Compre Bem (Editora Saraiva) – um alerta aos consumidores para que fiquem atentos aos prazos estabelecidos pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) “para reclamar de vícios ou defeitos aparentes e ocultos que os produtos e os serviços possam apresentar”. Rizzatto Nunes define como vício “as características de qualidade ou quantidade que tornem os produtos ou serviços impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor”. Quanto ao defeito, ele diz que é um vício acrescido de um problema extra, que causa um dano maior que simplesmente o mau funcionamento. “O defeito causa danos ao patrimônio jurídico material e/ou moral do consumidor.”
Conforme o CDC, o artigo 26 diz “que o direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em 30 dias para serviço e produto não durável”. “Não durável são aqueles produtos ou serviços que desaparecem com o consumo, como gêneros alimentícios e serviços prestados por lanchonetes ou lavanderias”. Isso significa que o consumidor, a partir da data da constatação do vício, tem 1 mês para pedir providências à empresa ou à Justiça.
No caso de produtos ou serviços duráveis, ou seja, os que não acabam mediante o uso, como eletrodomésticos e serviços mecânicos, o prazo é de 90 dias, também a contar da data de constatação do vício. É importante ressaltar que o CDC diz que o prazo da garantia contratual é complementar ao da legal, ou seja, se o produto tiver prazo de garantia superior a 90 dias, o período para reclamar corresponde ao tempo maior oferecido. Para não perder os prazos para reclamar, o consumidor, ao verificar que está com dificuldades para que a empresa solucione o problema, deve notificá-la. É o que recomenda Paulo de Tarso Vieira Sanseverino, autor de Responsabilidade Civil no Código do Consumidor e a Defesa do Fornecedor (Editora Saraiva). “A reclamação deve ser feita por escrito, em duas vias, sendo uma protocolada, para que a contagem do prazo (30 ou 90 dias) cesse.”
Isso é o que estabelece o parágrafo 2º do artigo 26 do CDC. “A notificação ‘obsta’ a decadência, ou seja, o prazo para reclamar pára de contar quando a queixa foi comprovadamente formulada ao fornecedor até a resposta negativa correspondente.” Se o vício não for de percepção aparente (oculto), os prazos para reclamar começam a contar a partir da constatação do problema.

Dano de consumo

Se o vício na prestação de um serviço ou produto tiver como conseqüência um acidente de consumo, aparece então o defeito, ou seja, um dano causado por produtos que não se enquadram nos padrões de segurança (considerados defeituosos). Nesse caso, o prazo para pedir indenização à Justiça é de cinco anos (artigo 27, do CDC). “E o consumidor não pode se valer do artigo 18 do CDC, que trata de vícios em serviços e produtos, e sim o artigo 12”.
Quando há defeito, todos os fornecedores – fabricante, produtor, construtor, importador, prestador do serviço, comerciante – são responsáveis solidários e o consumidor poderá acionar diretamente qualquer um dos envolvidos.

O que diz o CDC
Artigo 12. O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos.

§1o O produto é defeituoso quando não oferece a segurança que dele legitimamente se espera, levando-se em consideração as circunstâncias relevantes, entre as quais:
I - a sua apresentação;
II - o uso e os riscos que razoavelmente dele se esperam;
III - a época em que foi colocado em circulação.

Artigo 26. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em:
I - trinta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não-duráveis;
II - noventa dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis.
§1o Inicia-se a contagem do prazo decadencial a partir da entrega efetiva do produto ou do término da execução do serviço.

§2o Obsta a decadência:
I - a reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor perante o fornecedor de produtos e serviços até a resposta negativa correspondente, que deve ser transmitida de forma inequívoca.
§3o Tratando-se de vício oculto, o prazo decadencial inicia-se no momento em que ficar evidenciado o defeito.

Artigo 27. Prescreve em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados por fato do produto ou do serviço prevista na seção II deste capítulo, iniciando-se a contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria.

Francisco Leopoldo Martins Filho
Pós Graduado em Direito Penal
Especialista em Danos Morais
E-mail: leopoldo.advogado@ig.com.br

OAB/CE 10.129
Fone: (XX85) – 9982-3843 / (XX88) – 3586-2001)
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Pessoal, Instalem o SKYPE - Vamos conversar a qualquer momento !!

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Olá, Pessoal,

O Skype é um programa usado no mundo inteiro que é como um telefone virtual que permite audioconferências, ou seja, várias pessoas conversando ao mesmo tempo ( Rodadas ).

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Seria bom se todos instalassem o Skype a fim de conversarmos.
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Aguardo vocês... estou no ar...

Dihelson Mendonça

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Memorial da saudade

Publicidade veiculada na Revista do Bi-Centenário do Crato, publicada por ocasião dos 200 anos do Crato, transcorrido em 21 de junho de 1964. Dirigida pelo jornalista Oswaldo Alves de Sousa, nosso estimado Oswaldo da Região.

Mais 5 membros entram para o Blog do Crato ! - Credibilidade e Imparcialidade.

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da esquerda para a direita: Leopoldo Martins, George Macário e Luiz Wellington


Jornalismo se faz com Credibilidade e Imparcialidade.


Totalizando hoje 41 membros que escrevem, e cerca de 20.000 leitores espalhados até pelas câmaras de Brasília, o principal objetivo do Blog do Crato enquanto site INDEPENDENTE DO CRATO, é enaltecer a cidade de Frei Carlos Maria de Ferrara ( o fundador ), revelando ao mundo a nossa história, a nossa cultura, os movimentos artísticos, as nossas tradições, a nossa beleza, os nossos problemas, e as possíveis soluções, sem se ater a nenhuma corrente filosófica, política, etc. Essa credibilidade e Imparcialidade é o que faz com que tenhamos crescidos 20.000 pontos com picos de acesso de 57.000 no mês passado. O povo busca a notícia sem parcialidade, sem ofensas pessoais, e dentro de uma linguagem que expresse a educação de quem escreve, ainda que se escreva sobre algo que particularmente não aprovemos, a fim de não nos transformarmos num mero Tablóide de colunas Sociais e mexericos ( coisa absolutamente detestável para quem busca isenção e correção da notícia, e dentro de uma sociedade democrática e justa, que dá direito de expressão a quem a busca, desde que se utilize da educação como princípio fundamental da crítica e da redação ).

Nosso objetivo principal é o bem da cidade. E o bem para uma cidade passa por muitos aspectos e muitas pessoas que estão em pontos estratégicos e formam opinião: Nas universidades, nas ruas, no poder, no campo, nos bancos de praças, nos balcões dos bares discutindo os problemas, criticando e apontando soluções.

Aqui não se faz oposição pela oposição ( que eu chamo de oposição burra ), daqueles que criticam os outros pelo simples fato de ter interesses contrariados, nem se bajula os que ora estão no poder sem questionamentos. Até porque quem está no poder um dia poderá deixar de estar, e a vida continuará...!

Evidentemente que quem dirige os destinos de uma cidade, tem completo controle sobre o que se faz na cidade, e por isso mesmo, o Blog do Crato DEVE estar em contato MUITO próximo por todos aqueles que estão no poder e fora dele para fiscalizar as promessas, louvar as realizações, cobrar, criticar e instigar o debate.

Acho que como próximo passo, devemos nos aproximar agora da famosa e polêmica "câmara de vereadores do Crato" e começar a fiscalizar o que está acontecendo ali, seus projetos, se é que possuem, sem atrapalhá-los mas tentando somar forças com as diferentes opiniões. A verdade nunca está de um lado só. É preciso ouvir todas as partes e mostrar as boas idéias e o ridículo de cada um também.

Mas toda essa introdução é para lhes anunciar a boa-nova: Hoje tenho uma feliz notícia. Tenho a grata satisfação de apresentar mais 5 membros que entram oficialmente para nossa família Blog do Crato, e que possuem opiniões fortes que só vêm para somar conosco em várias reportagens que faremos nas causas que já defendemos, como o salvamento do Rio batateiras, o Sítio Fundão, o patrimônio Histórico, a recuperação das praças da cidade, o recolhimento e destino do Lixo, as campanhas para orientação da população sobre a reeducação no trato com o lixo, a campanha pela investigação da mídia radiofônica que implantou a ditadura do Forró medíocre e está destruindo a cultura musical verdadeira do cariri, etc, etc, etc...

Ficamos honrados com a presença de George Macário, autor do seu próprio Blog "O DEMOCRATO" que publica sempre fatos muito importantes, faz coberturas muito elaboradas sobre acontecimentos que muitas vezes nao nos foi possível fazer, e é um excelente complemento às postagens desse Blog, trazemos também o renomado Advogado Leopoldo Martins Filho, especialista em Danos Morais, já autor de inúmeras crônicas para o Portal do Crato desde 2006, trazemos ainda a pessoa ilustre do Valdir Silveira, esse jovem brilhante, um expert em informática, além de inúmeras outras coisas, grande estudioso da cultura, da política e de mente aguçada, tem construído com uma linguagem de alto nível, textos que bem se pode aproveitar por qualquer pesquisador dos muitos que o fazem ao nosso Blog. E por Último, mas não menos, trazemos o Ilustre Professor Océlio Teixeira, autor de artigos excelentes lá no Blog CaririCult do nosso membro e amigo Luiz C. Salatiel. Océlio entrou ontem, mas já demonstrou com seus textos porque nós o convidamos: A esplêndida facilidade de comunicação, a escrita correta e o pleno domínio do assunto que aborda.

Creio que devemos dar nossas boas-vindas aos nossos novos membros, e muitos que ainda virão, trazendo a sua inteligência para engrandecer esse enorme fórum de artigos preciosos, verdadeira coleção de artigos sobre a cidade do Crato, e a região do Cariri chamado Blog do Crato.

Creio que falo em nome da maioria:
Boas-Vindas aos novos membros!

Dihelson Mendonça
P.S - As fotos de Valdir e Océlio vem depois...

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Aprenda Inglês Corretamente! - A Dica do Professor

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Um aluno me perguntou o que significava Xerox©. Achei por bem explicar que, primeiro o nome vem de xerografia (Processo de impressão eletrostática). Em seguida, em 1952 a empresa Haloid Co., sediada em Rochester, New York, registrou o nome e em 1965 a palavra foi mencionada como verbo nos principais dicionários da língua inglesa, com muita objeção por daquela empresa.

No Brasil, o verbo pegou logo. Xerocar é usado por todos (quando podíamos usar xerografar). Xeroca-se, tira-se Xerox e até bate-se Xerox.

Imagine se Scotch tape ©(EUA) ou Sellotape © (Reino Unido) tivesse “pegado” no Brasil?

“Vamos Scotchteipar este pacote.” “Não. Vamos seloteipar e enviar pelo correio.”

Já me perguntaram como se diz “cara-de-pau” em inglês. Acho que o termo mais aproximado que o nativo usa é:

- He’s got a nerve. (Ele é um cara-de-pau).

Li em uma publicação que um cidadão britânico, visitando São Paulo, ficou intrigado quando uma ambulância ultrapassou o carro em que ele se encontrava e ele leu, nas portas traseiras do veículo: REMOTIONS. Ele estranhou, pois não achou necessário avisar que a função de uma ambulância é remover pessoas enfermas, é redundante.

Como se não bastasse a redundância, por que não escrever em português, se estamos no Brasil? Só que tem um agravante. A palavra REMOTIONS não existe em inglês. Remoção é REMOVALS e está associada a mudanças de mobílias e não de pessoas.

Thank you and have a nice Sunday and workdays.

Jayro Starkey E.S.L. (English as a Second Language) Teacher/Teacher of English.


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