22 outubro 2007

NOSSA TERRA, NOSSA GENTE! - Audízio ( Tapioca )



Poucos lembram, muitos não o esquecem!
Assim é que para matar a saudade deste que é um excepcional músico, filho do Cratinho de açúcar, posto estas fotos de Audízio ou Simplesmente Audizinho. É um músico versátil, fora de série. Foi integrante do Pequeno Coral de Crato, do Grupo, Nessa Hora, dentre outros... Presença marcante nos FESTIVAIS REGIONAIS DO CARIRI. Em São Paulo, onde reside, Audízio acompanha vez por outra, grandes nomes da MPB como: Paulinho da Viola, Cauby Peixoto, Emílio Santiago, só pra se ter idéia!
Muito brincalhão, simples, “Tapioca” este é seu nome de guerra, é uma pessoa muito querida no meio musical de SAMPA a ser lembrado com saudade pelos cratenses!
Fotos: Arquivo de audízio.

MANTENDO A CAMPANHA PELA CULTURA DO CARIRI

Nem todo prefeito é defectivo. Existem prefeitos perfeitos. Não substituem a sociedade pelo seu pequeno poder. Não subornam a pobreza pelo seu voto. Não corrompem os fornecedores e empreteiros pelos recursos financeiros para campanhas eleitorais e não fazem parte da cadeia de predadores que se alimentam das verbas federais, estaduais e municipais envolvendo deputados, senadores e vereadores. Prefeitos que fazem parte da sociedade e que compreenderam que muito mais que arrumar seus parentes, amigos e aliados é mais duradouro executar o plano de soerguimento social e político de todos. De outro modo, como é hoje, os recursos são drenados para as bocas ávidas de propinas, de pequenos favores e empregos por algum tempo, mas tão logo os adversários assumam as bocas mudam. É um ambiente que não evolui, só tem salvação temporária, mágoas, disputas, sensação de que se é honesto quando os outros nos chamam de corruptos. Não tenhamos dúvidas, aquilo que costumamos chamar de miséria de Brasília ou miséria nacional, não passa de um mero reflexo da própria vida municipal. Acontece que a vida municipal é aquela em que temos mais chances de atuar politicamente.
Há três semanas venho, em letras maísculas, POSTANDO NESTE BLO UM PEDIDO QUE SAMUEL, PREFEITO DO CRATO, CONVOQUE, PARA UMA CONVERSA SOBRE A CULTURA REGIONAL, DIHELSON MENDONÇA, CARLOS RAFAEL, SALATIEL, JOSÉ FLÁVIO E VICELMO. Do prefeito nem um sopro. Sei dos meus limites, reconheço que voto no Rio de Janeiro, não sou eleitor de minha cidade Crato. Sei que sou apenas uma pessoa, não tenho o dom da ubiquidade e nem potência de um super homem. Sei disso, Prefeito Samuel, mas acho que o senhor é que não sabe o poder que existe nos blogs. Todos os dias, algumas pessoas relevantes de sua cidade postam imagens fenomenais em diversas linguagens. Livros são lançados, palestras são realizadas, discos são lembrados e isso é muito, não é pouco. Prefeito, respire, aceite o conselho e convide Dihelson, Rafael, Salatiel, Flávio e Vicelmo para uma conversa sobre a cultura regional.
Por fim, o lado dos convidados. A não ser Flávio e Vicelmo, nem os conheço, pouco acompanhei o crescimento do talento dos demais. Mas como o Dihelson deu a deixa e, num artigo que foi um verdadeiro grito, alertou-nos para a passividade sobre o presente, resolvi pedir o diálogo. Pedir sem pretensões, sem querer empregar amigos ou desempregar quadros do governo municipal. Acontece que nada acontece por si mesmo, tudo é a vontade humana. O Cariri tem uma matéria prima cultural de fazer inveja a qualquer outra região e nada acontecerá se alguém nada fizer. É sobre esse MAR PARADO que o Dihelson bradou desesperado. Mesmo ele que, apaixonado, fala da qualidade da arte e parece desbancar os Irmão Anicete, na verdade, reconhece a ponte entre criatividade artística e valor folclórico ou valor de raiz.
Agora prefeito Samuel veja em que pé a sua sociedade chegou. O Dihelson postou um comentário sobre o pedido de reunião, concluindo que o senhor não lê blog e que o melhor seria enviar-lhe uma carta em papel. Ou seja como dizem aqui no Rio: ..... e andou. O Rafael mostrou-se tocado pelo tema, mas muito comedido quanto as possibilidades da instituição municipal ser relevante. O Salatiel foi mais adiante, mostrou uma decepção estrutural. Está na estrutura da vida municipal a corrupção das finalidades, a prática equivocada dos meios e a compreensão anômala dos princípios. Para isso ele relembrou-se de uma triste lembrança: uma Fundação Municipal de Cultura. O Zé Flávio e o Vicelmo, ficaram na dele, nem comentaram o assunto.
Pois bem PREFEITO SAMUEL E O SENHOR SE MANTÉM ACHANDO QUE NÃO TEM NADA COM ISSO?