03 setembro 2007

Áudio - Programa Saúde - Direito de Todos - Dr. Zé Flávio Vieira.


Olá, amigos. Aproveito para prestar aqui uma homenagem a este médico fantástico que é o Zé Flávio Vieira, cujas contribuições para a manutenção dos nossos diversos sites de música, principalmente da Música instrumental Brasileira, o "Portal do Jazz" tem sido marcante. Esse "mecenas" das artes no cariri, tem seu próprio programa de rádio, chamado "Saúde, direito de todos" pela Rádio Educadora do cariri, sempre aos sábados. Esta é a gravação do programa de sábado último, dia 01 de setembro de 2007.

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Dica Importante sobre postagens Enorrrrrrrrmes...

Olá, pessoal,

Visando uma estética mais interessante do Blog do Crato, comunico à todos vocês membros, que as postagens grandes, tipo grandes crônicas, grandes contos e coisas do gênero, eu as colocarei nas seções correspondentes, localizadas na aba lateral direita. Todos podem acessar normalmente.

Isso evita que no exíguo espaço estreito de postagens do blog ( que a priori BLOG=bloco de notas ), nós tenhamos "jornais". Então, as matérias grandes que ocuparem muito espaço, serão transferidas para as áreas correspondentes.

Abraços,

Dihelson Mendonça

Só no Crato Mesmo...


A RESSUREIÇÃO DE BOBINA
Em bons tempos, tinha sido um considerável garanhão , desses de causar sensação no rebanho. Mas o tempo fôra passando com sua inexorabilidade e, a lei da gravidade, por fim, venceu. Tentara tudo : afrodisíacos, simpatias, promessas, macumba, mas o que caira por terra não mais dava sinais de querer alçar vôo. Buscou, por último, mentir como os colegas que carregavam também sete décadas nos costados, mas terminara por se resignar, porque ninguém já mais acreditava nas peripécias sexuais que inventava, capazes de fazer inveja a um Don Juan ou a Giacomo Casanova. Semana passada, porém, estava numa bodega vizinho a sua casa, lá na Ponta da Serra, quando viu a promissora novidade pela televisão: já se estava vendendo na Farmácia a felicidade de botica, a alegria de velho, a ressurreição dos mortos: um tal de Viagra.
“Bobina” - assim o chamavam os amigos dando uma idéia de como aquela sua parte nobre se encontrava enrolada - pôs a melhor roupa, deu uma desculpa qualquer à mulher- mas já a olhando com um sorriso maroto - e pegou a “sopa” para o Crato, nervoso como se buscasse seu paraíso perdido , o Shan-gri-lá , ou sua terra prometida. Desceu na Praça Francisco Sá, tremendo como um adolescente que pela primeira vez adentra um bordel. Passou diante de algumas farmácias - tão abundantes na cidade, como a doença em seu povo - e saiu procurando pacientemente, como quem toma chegada para matar passarinho. Finalmente, criou coragem e, escolhendo uma menos movimentada, entrou, procurou o balconista mais velho e sussurrou-lhe, nervoso, alguma coisa inaudível.

Como o despachante o interrogasse sobre o que queria, disse que precisava de alguma coisa para o “palpite” . Não tendo o comerciante entendido o seu pedido, informou que a Casa Lotérica era na outra esquina. “Bobina”se impacientou, teve vontade de desistir, mas a causa era nobre e, novamente, solicitou, agora com mais clareza: “Quero aquele remédio que faz velho virar moço, já tem aqui?” Finalmente foi entendido e o moço, solícito e misterioso, lhe trouxe a maravilha do século, com o sigilo e o cuidado de quem transporta nitroglicerina. “Bobina” pagou satisfeito e saiu, guardando, rápido, o embrulho no bolso, como se temendo o SNI ou a Polícia Federal. Tomou o ônibus de volta, como um noivo que parte para noite de núpcias, mas antes de perpetrar a segunda lua-de-mel, preferiu comemorar a descoberta da fonte da juventude, no primeiro botequim que avistou na Ponta-da-serra.

Foi um pifão sensacional. O relato sobre o que aconteceu após o álcool, tivemos dos seus inseparáveis colegas. Voltou bêbado cambaleando para casa e, antes de entrar, ingeriu os quatro comprimidos de uma só vez .Aí se deu a tragédia. Segundo os amigos ,ele saiu “dispinguelado”: “ofendeu” três cabras e um pai de chiqueiro que estavam no terreiro, furou a jarra d’água da cozinha, tentou estruprar o papagaio que olhava desconfiado e temeroso da sua caquera e só parou quando levou o maior coice do jumento de lote, quando assediava a jumenta na manga, a tratando intimamente de Carla Perez. Quando pergunto como ele está agora, os colegas fecham sorridentes: “Meu Senhor, foi Quilowatt demais na instalação e a Bobina pifou....”


J Flávio Vieira

DUELO AO PÔR DO SOL - Parte 2

( Movido para a seção Contos, na aba direita ).