18 maio 2007

João do Crato - ÚNICO !





Por Pachelly Jamacaru

O performer João do Crato, mais uma vez demonstrou porque é único e singular. Com seu desmedido carisma, contagiou o público numa noite brilhante. Não bastasse o brilho de seu estrelato, João mostrou porqu é um cantor de vital importância e de uma consciência apurada. Todo o seu repertório é voltado a revelar e valorizar as produções dos compositores do Cariri, isto por si dispensa comentários. João sempre João, assim seja!

Blog Poem


Nós

Quando as folhas caírem nos caminhos,
ao sentimentalismo do sol poente,
nós dois iremos vagarosamente,
de braços dados, como dois velhinhos,

e que dirá de nós toda essa gente,
quando passarmos mudos e juntinhos?-
"Como se amaram esses coitadinhos!
como ela vai, como ele vai contente!"

E por onde eu passar e tu passares,
hão de seguir-nos todos os olhares
e debruçar-se as flores nos barrancos...

E por nós, na tristeza do sol posto,
hão de falar as rugas do meu rosto
hão de falar os teus cabelos brancos.

Guilherme de Almeida (1890-1969)

Descoberta Arqueológica em Crato


O POVO – Fortaleza, 17 de maio de 2007
Ceará


SÍTIO SÃO BENTO
Peças tupis-guaranis no Crato
Rosa Sá da Redação


Com a constatação da existência de objetos que pertenceram a povos tupis-guaranis, a área do Sítio São Bento, onde havia a exploração de areia, foi embargada. O local está sendo mantido conservado, a fim de que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) inicie o trabalho de prospecção, visando identificar e catalogar as peças

17/05/2007 01:32


Um achado arqueológico de um sítio tupi-guarani foi localizado na zona rural do município do Crato, distante 542 quilômetros de Fortaleza, na área do Sítio São Bento, propriedade pertencente a um particular, identificado como José Wellington Leite. No local, Olga Gomes de Paiva, representando o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a arqueóloga Verônica Viana, constataram a existência de uma aldeia cerâmica tupi-guarani com presença de sepultamento e fragmentos de vasilhas utilitárias. De acordo com Olga, tratou-se de uma descoberta fortuita, ocorrida no último dia 3. Na ocasião, de imediato foi solicitado a justiça o embargo da área, uma vez que os sítios arqueológicos são bens da União, e portanto, protegidos por legislação específica. No terreno, conforme disse Eraldo Oliveira, chefe do escritório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Cariri, havia a exploração de areia. Com o embargo, a atividade teve que ser interrompida, estando o proprietário da área consciente da necessidade de manter tudo o que existe nas terras de forma intacta. Oliveira explica que a descoberta foi possibilitada por informações de moradores dando conta de que vinham sendo encontrados objetos estranhos ao convívio deles no terreno. Ele destaca serem fortes os indícios de que a região de fato concentrava uma aldeia tupi-guarani, o que é uma descoberta arqueológica importantíssima, diz. Olga Paiva explica que o achado foi comunicado a diretoria do Departamento de Patrimônio Material do Iphan, em Brasília, de onde está sendo esperada a autorização e liberação de recursos para o início do trabalho de prospecção do sítio arqueológico e seu entorno. Ela lembra que a nova descoberta muda completamente aquela idéia de que apenas os índios kariris habitaram a região, levando a constatação de que os tupis-guaranis que ocuparam as terras cearenses não se concentraram somente no litoral como se pensava anteriormente, mas também estiveram presentes no Interior. No Sítio São Bento atualmente há uma vila, e moradores mais antigos do local disseram que até recentemente desconheciam a existência das peças, lembrando porém que pela região de vales passava um rio que desapareceu com o tempo, quando o lugar ainda era despovoado. O sistema tribal era a forma de vida tupi-guarani. Suas aldeias se localizavam geralmente próximas a rios e eram cercadas. Dentro do espaço cercado construíam-se as casas e formava-se o pátio. Neste pátio eram realizadas as reuniões da comunidade. Os índios faziam grandes vasilhas de cerâmicas para o preparo das bebidas e depósito de alimentos. Muitas vezes enterravam seus mortos dentro desses grandes vasos, que, reutilizados eram transformados nas chamadas urnas funerárias. Os indígenas produziam também objetos de cerâmica, adornos de conchas, de pedras e de penas. (Colaborou Amaury Alencar)


SAIBA MAIS: Um sítio arqueológico é um local, ou grupo de locais (cujas áreas e delimitações nem sempre se podem definir com precisão), onde ficaram preservados testemunhos e evidências de atividades do passado histórico (pré-histórico ou não). Cidades antigas, necrópoles e túmulos são alguns exemplos de sítios arqueológicos. A escavação ou prospecção de um sítio arqueológico possibilita o conhecimento das diversas camadas da história de um local, a partir das camadas do solo. Em uma escavação arqueológica, O arqueólogo, que é o profissional qualificado para escavar e analisar um sítio arqueológico, escolhe o melhor lugar para realizar a escavação. O local deve estar o mais conservado possível, para que possa ser adequadamente estudado.

Show Musical No SESC CRATO - HOJE !