07 maio 2007

Tempos de criança.


Sinto alguns arrepios quando me lembro do meu tempo de criança. É certo que não tenho a memória muito boa, mas meu "HD" de vez em quando me libera algumas imagens, sons e arquivos que me causam muita emoção.

Quando criança, minha vida ficou dividida entre duas ruas do Crato. Teófilo Siqueira, onde nasci, ali na esquina da entrada para Praça da Sé (com Pedro II), e a rua José Carvalho, imediatamente atrás da igreja da Sé. Da Teófilo Siqueira, guardo na memória algumas passagens interessantes, como os "Dramas" que as meninas da rua faziam. Lembro bem das minhas irmãs Tetê, a mais velha, e Luizinha. Das filhas de Dona Nazinha (Meire e Fátima) e de Ana Bacurau. Eu tinha o cabelo cortado tipo "lata de sardinha", e era um menino muito bonito (sempre fui - rrss). Estudava no Grupo Escolar Alexandre Arraes (por que será que tiraram esse nome de grupo? É tão bacaninha!). Minhas professoras no Alexandre Arraes foram: Dona Mariene, irmã de Iariene. Lembro que elas moravam na Rua Dom Quintino, perto da casa de Dona Pia Cabral. Outro maravilhosa professora minha foi Dona Silvaneide Borges, ainda hoje uma pessoa que admiro muito e da qual guardo ótimas recordações. Esse período talvez seja o mais complicado para eu lembrar, pois realmente faz muito tempo (rrrssss) e eu era muito criança mesmo. Quando estava mais crescidinho nos mudamos para bem próximo dali, para a Rua José Carvalho, atrás da Igreja da Sé. Fomos vizinhos de Dona Mundinha Couto e de Dona Andrezinha e seu Otacílio Sampaio, pais de Fifico, Itamar Rolim e Antônio da Burra (rrsss). Esse foi um período fantástico. Tempo das brincadeiras de rua que, graças a Deus, tive o privilégio de poder desfrutar. "Cinturão queimado", "Bandeira", "Mamãe Jôba", "Bicheira", "Corridas à pé", "Peão", "Bilas ou Búria", "Triângulo", etc. Nesse período tínhamos uma turma maior, pessoas do trecho que fizeram parte da minha vida e do meu crescimento: meus dois irmãos mais contemporâneos Genga e Roncy. Aí vinha: Fifico, Ronaldo "Macaquim", Ronaldo Salgado (Véi), Marcus Parente, Jerônimo Honor, Arizinho, Ricardo Braz, Marcelo Brito, Marcondes Brito, Digercy Peixoto (Dido), e tantos outros. Período que começamos a frequentar o Crato Tênis Clube, o Grangeiro, a AABB e começamos a descobrir as festinhas, namoradas, paqueras, Praça Siqueira Campos e Praça da Sé, Cines Cassino, Educadora e Moderno. Tempos da Sorveteria DK-1, da lanchonete de Bantim (Pai de Jackson Bantim), e da banda que meu irmão tocava, a "The Tops". Foi a partir daí que comecei a descobrir a música como uma coisa que certamente iria fazer parte da minha vida, como ainda hoje faz. Comecei a frequentar as festas do Crato Tênis Clube, a ouvir o maravilhoso "AZES DO RITMO". Essa foi talvez a banda que mais influenciou o meu gosto musical atual. Aí, eu já não era mais criança...

2ª Feijoada com Pequi

Aconteceu nesse último sábado, dia 5 de maio, a 2ª Feijoada com Pequi. Um evento realizado pela AFAC (Associação dos Filhos e Amigos do Crato). O local do evento foi o gostosíssimo sítio do nosso querido amigo Mapurunga, o Sítio Mapura, e aqui queremos registrar o nosso maior agradecimento a esse nosso grande amigo Mapurunga.
A festa foi um sucesso para quem lá esteve, porém sentimos a ausência de muitos cratenses que moram em Fortaleza. E é em cima desse fato que quero aqui externar a minha decepção em relação aos cratenses que se dizem apaixonados pelo Crato. Esse e outros encontros realizados pela AFAC têm sempre a característica de ser um ponto de encontro de amigos, cratenses ou não, em momentos de muita descontração. Nós temos a fama de sermos adoradores da nossa cidade, me parece que até acima do normal. O amor que temos pelo Crato é visto por filhos de outras cidades como diferenciado, a ponto de causar uma certa inveja neles. Uma das formas da expressão desse amor, é notada quando cantamos com muito fervor o nosso querido "HINO DO CRATO". Porém aqui em Fortaleza me parece que esse amor é meio que deixado de lado. Nós temos incontáveis cratenses que moram aqui em Fortaleza. A presença das pessoas que lá estavam foi maravilhosa. Tinha gente que está com mais de 30 anos que não anda no Crato por questões indiscutíveis, mas que ainda guarda aquele amor e aquele saudosismo em relação à nossa cidade. No entanto, sentimos a falta de pessoas que, simplesmente não compareceram, acho que por comodismo, preguiça, ou, sei lá, falta de compromisso com a nossa cidade. A AFAC tem feito a sua parte na mobilização das pessoas, porém sentimos haver uma certa falta de ânimo ou de compromisso, repito, para que a associação funcione com o seu maior objetivo: o de fazer a congregação e a aproximação dos filhos e amigos do Crato aqui em Fortaleza. Aqui não vou citar nomes porque certamente estarei sendo anti-ético, mas vejo que, para continuarmos com os nossos objetivos na associação, é necessário que os cratenses se unam e mostrem que realmente existe um forte amor pelo nosso querido cratinho.
Fica aqui a minha queixa, porém fica ainda a esperança de que esse quadro mude e que possamos em breve fundar a nossa sede, a "CASA DO CRATO", que é um dos nossos objetivos maiores da atual diretoria.
A "CASA DO CRATO" pretende ser um local de encontros, de discussões, um espaço cultural e gastronômico, que será ainda soerguido (alugado), mas só podemos fazê-lo com a participação das pessoas que se dizem ter amor pelo Crato. Aqui na "CASA DO CRATO" será um pedacinho da nossa cidade que, encravada na Chapada do Araripe, nos dá tanta alegria e orgulho de ser seu filho.