05 setembro 2007

De onde vêm os sentimentos


Poesias, fábulas, contos existem que nos dizem muito. Levam-nos a perder convicções ou aprender lições. Acontece que não foram feitos para nós com o fito único de nos comover. Nem comovem apenas por comover. Comovem, nos movem, nos levam porque refletem camadas profundas de um povo e suas vivências. Como os italianos.
Filhos diretos da maior civilização antiga se compartiram em centenas de fragmentos. Em plena era dos impérios se viram ducados, feudos. Os italianos por atalhos da história se tornaram cidades repúblicas. A fossa do mediterrâneo, suas tempestades, piratarias e disputas comerciais se tornou a forja de seus sentimentos.
Quanta transcendência não cristã surgiu das pontas dos seus punhais no entremeado urbano de Verona. Em Veneza ou no renascimento da cidade das flores. Florença, seus artistas, comerciantes e políticos. O Príncipe de Maquiavel. A refundição da república de grandes territórios.
Quando a França era um império e mais uma Grand Armée, a Inglaterra um império e mais um centro financeiro, a Itália era porções de interesses divergentes. Termina o século XIX e os italianos se tornam uma canção de despedida, de tua Sorriento, Napoli, eram Arrivederci. Luntano a te. Então ao leres o que se segue, se deles te apropriares, saibas que só aquele povo teria a necessidade inerente de arriscar-se e isso se torna mensagem para todos, via Internet, neste mundo globalizado.
Mais ainda, quando tudo parece querer se padronizar, se tornar a mesma matriz, lembramos a diversidade. E aí posso dizer: não me comprometo jamais com tecnocráticos modelos de redução de risco. Afinal ninguém é mecânico ou ferramenta para uso geral.
Uma homenagem a este "arriscados" que fazem os blogs da minha terra.


Il grande rischio !


Ridere è correre il rischio di sembrare sciocco.
Piangere è correre il rischio de sembrare sentimentale.

Stendere la mano è corrre il rischio de coinvolgersi.

Esternare i tuoi sentimenti è correre il rischio di mostrare il tuo vero "ego".

Difendere i tuoi sogni e idee davanti alla folla è correre il rischio di perder le persone.

Amare è correre il rischio de non essere corrisposto.

Vivere è correre il rischio di morire.
Confidare è correre il rischio di essere delusi.

Tentare è correre il rischio de falire.

Ma dobbiamo correre i rischi perchè il maggior pericolo è non rischiari nulla.

Ci sono persone che non corrono alcun rischio, non fanno nulla, non hanno nulla e non sono nulla.

Esse possono anche evitare patimenti e desillusioni, ma non realizzano nulla, non cambiano, non crescono, non amano, non vivono.

Incatenati alle loro attitudini, esse diventano schiave, si privano della loro libertá.

Solamente la persone che corre rischi è libera!
Per questo, non evitare il rischio!


" Rir é correr o risco de assemelhar-se tolo./ Chorar é correr o risco de assemelhar-se sentimental. / Estender a mão é correr o risco de se envolver/ Externar teus sentimentos é correr o risco de mostrares teu verdadeiro eu./ Defender teus sonhos e idéias diante de todos é correr o risco de perder as pessoas./ Amar é correr o risco de não ser correspondido./ Viver é correr o risco de morrer./ Confiar é correr o risco de se decepcionar./ Tentar é correr o risco de falhar./ Mas devemos correr o risco pois o maior perigo é não se arriscar nunca./ Há pessoas que não correm algum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada./ Elas podem até evitar padecimento e desilusão, mas não realizam nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem./ Encadeadas a suas atitudes, elas permanecem escravas, se privam de sua liberdade./ Somente a pessoa que corre risco é livre./ Por isso não evite o risco./"

4 comentários:

  1. O preço do risco a gente nunca calcula, mas sempre é possível pagar...Afinal o limite de tudo é a morte!

    Enquanto existir pedra no caminho
    a vontade multiplica a força

    No caminho desobstruído
    é bom catar florzinhas
    ser vento...
    Ser passarinho!

    A prisão é solta
    a liberdade limitada
    nos elos do infinito
    a gente se acha!

    Procuro bons ventos
    e a sombra das mangueiras
    tenho a pele quase negra
    do pingo do meio-dia
    aposentei os meus saltos
    estou "jeans" até na alma!

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  2. O preço do risco é o...ou não petisco!

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  3. Socorro, Amiga, vc está inspiradíssima, postando poesia às 06:58 da manhã!

    Um Grande e Feliz domingo de paz para você!!!!!!

    Abraços.

    Dihelson Mendonça

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  4. Dihelson: neste blog os boêmios viraram a noite e fotografaram o amanhacer no vale. A poesia também não dormiu, mas sonhou. Sonhou com as coisas da vigília e versejou, às 6:58 horas, com a substância dos sonhos. Eis um fluxo antimaterialista burguês.

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