03 julho 2007

Blog Poem



Arrufos





Não há no mundo quem amantes visse
Que se quisessem como nos queremos...
Um dia, uma questiúncula tivemos
Por um simples capricho, uma tolice.




— "Acabemos com isto!", ela me disse,
E eu respondi-lhe assim — "Pois acabemos!"
E fiz o que se faz em tais extremos:
Tomei do meu chapéu com fanfarrice.




E, tendo um gesto de desdém profundo,
Saí cantarolando... (Está bem visto
Que a forma, aí, contrafazia o fundo).




Escreveu-me... Voltei. Nem Deus, nem Cristo,
Nem minha mãe, volvendo agora ao mundo,
Eram capazes de acabar com isto!



Arthur de Azevedo (1855-1908)

3 comentários:

  1. Não acontece
    nada
    mesmo
    nesta cidade

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  2. Acontece... aqui sempre acontece, mas cada um pode dar sua contribuição ajudando a divulgar também, não apenas esperando as notícias chegarem. Seja notícia!

    Um abraço,

    Dihelson Mendonça

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