15 junho 2022

A fragilidade e a Consciência - Por: Emerson Monteiro

De tão pouco e estaremos próximos de responder aos mistérios nos quais existimos. Já reconhecemos as paredes que nos envolvem, tocamos pelos pensamentos as limitações que restringem nossos passos, estudamos a melhor forma de vencer os desafios e crescer, porém num peso que ainda transportamos quando prisioneiros do passado e ansiamos demasiadamente o futuro. Somos, portanto, parceiros de certeza frágil que nos alimenta diante dos blocos sob os quais aqui vivemos. Senhores de si, fustigamos a sorte tais aventureiros da solidão e autores dos laços que nos oprimem, contudo herdeiros da fortuna desse universo de que fazemos parte e queremos dominar ao iluminar a nossa consciência. Pedaços de um chão de dúvidas, transportamos em nós o barco das existências em mares de tormenta, fazedores de outras muralhas às quais prendemos nossos sonhos em meras fantasias de ilusão e quimeras dos pesadelos de mundo que se desfaz ao clarão dos dias.

Eis, pois, o quadro fiel de tudo quanto há em volta das criaturas humanas, tão prodigiosas na essência, porém vítimas da incompreensão delas próprias. E nisso arquitetam saídas mil desse embate consigo nas planícies da imensidão que lhes compõem, no entanto na pura ânsia de saber lá um dia o instante da transformação de um novo ser em nova presença. De quão frágeis, amarguram a incerteza da esperança quando padecem dos excessos da sua autoria, encandeados na luz que vive bem dentro no seu interior.

Vemos por demais esses aspectos da necessidade humana pelo ato do crescimento que lhe espera. Partos dolorosos de si, escolhem prolongar as angústias, contidos pelas ferragens desse mundo vão. E conhecer o espaço que nos distancia da libertação permitirá vencer a distância exata de tantos segredos imortais. O que resta significa, assim, conhecer e exercitar este voo de salvação.


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