01 janeiro 2021

De onde vem o amor que a gente sente - Por: Emerson Monteiro


Do céu, do mar, do ar, de algum lugar do Universo, quem sabe? De fora, de dentro de nós mesmos, do pensamento, do sentimento, dos instantes da alma, do dia, da noite... Sim, de onde ele vem que chega com tamanha intensidade aos sons distantes e instrumentos profundos, luares e cigarras em coro. Galos, águas que gorgolejam nas fontes, só isto e nada mais, de perto, ou no infinito das horas, dos astros, de tudo. Afinal, de onde vem o amor que a gente sente? Se é que a gente sente, se sente.

Disso que há em toda certeza, místicos falam, músicos cantam, pássaros trinam, flores perfumam, esse e desse amor divino, a raiz invisível de tudo quanto existe ou existirá. Ali aonde habita luz que invade os mosteiros, as praças, os sóis dos firmamentos possíveis e imagináveis. Bem no âmago das essências, lá no eixo das plenitudes, no solo das esperanças, nesse ponto persiste a vontade soberana que a tudo agrega e configura, seja no seio da razão à luz da compreensão, seja nos campos de batalhas insanas, norte das ausências, pouso dourado das constâncias, firmes, fixam seus braços na estrutura do Sol.

Mas... por que, no entanto, saber disso, se amar só se aprende amando?! Viver, vivendo; sonhar, sonhando... Contudo gestos vagueiam livres nos mares desertos, onde pessoas silenciosas deslizam pelas ondas sem guardar o sentido das lonjuras e insistir bater nas portas imensas do sem-fim. Quais andarilhos de sortes impossíveis, os tais gestos soltos mergulham a imensidão e alimentam desejos de paz na fresta estreita das consciências adormecidas. Querem descobrir razões e mistérios, e aguardam de olhos fechados a iluminação do eterno; entretanto às vezes cheios de atitudes contraditórias, conquanto quem ama faz a própria estrada e transmite força e verdade. Sobrou disso mera descrição da existência real do Amor que cresce no íntimo dos corações em festa.


Coisas da ré--pública

 Ano novo, vida nova? 2021 está aí para quem quiser conferir...

 Armas oficiais da República Brasileira de 1889 até 1967, quando passou a se chamar "República Federativa do Brasil"

Sustentar uma família real sai caro?

   Pelo menos nos países com monarquia só se sustenta uma família. Aqui a coisa é mais ampla...Os ex-presidentes da república do Brasil (José Sarney, Fernando Collor de Melo, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer, dois deles afastados por impeachment) mantêm – por lei republicana – privilégios vitalícios, como um salário mensal de R$ 30.934,70. Mas não só. Os ex-presidentes citados têm direito a privilégios vitalícios, como um eficiente plano de saúde, despesas para pagamento dos salários de 08 assessores/ seguranças, além de dois carros de luxo à disposição. Os assessores e seguranças têm também direito a passagens e diárias em casos de viagens para acompanhar os ex-mandatários. Além disso, cada um dos ex-presidentes faz jus ao ressarcimento das despesas com combustível dos dois carros.

Lula está curtindo “férias” em Cuba, com Janja anexa...

 

Lula e a namorada "Janja" estão em Cuba, a ilha prisão que hoje completou 61 anos de ditadura da família Castro. Nada com um “dolce-far-niente” (expressão italiana que significa “doce não fazer nada”). Dinheiro muito, Lula tem. Além da pensão de R$ 30.934,70 de ex-presidente, o jornal “Diário do Poder” publicou: “Relatórios internos da Comissão da Anistia sobre indenizações da ditadura militar revelaram a existência de um processo de “Concessão de Aposentadoria Especial de Anistiado” no valor de R$ 56.700,00, para favorecer o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.  Achando pouco, Lula está recebendo ainda s R$ 20.000,00 mil, todo santo mês, tirados das contribuições que entram para manutenção do Partido dos Trabalhadores–PT. Tadinho do Lula! Para receber mais esses 20 mil mensais ele alegou “estar passando necessidades” ...


“Flash” do tempo do “regime militar”

    Vivíamos os tempos dos “anos de chumbo” (assim chamados pelos partidos de oposição ao “regime dos generais” que vigorou entre 1964–1986). O “presidentes-generais” editaram uma lei (mais uma “lei republicana”) determinando que os prefeitos das capitais dos estados seriam escolhidos indiretamente. Ou seja, “indicados” aos deputados estaduais, que os aprovariam.  Somente ao povo do interior ficou assegurado o direito de eleger pelo voto direto os seus prefeitos.
    O fato abaixo foi publicado no jornal “Diário do Poder” de 01/09/2017.
“Certa vez, temendo o desempenho da oposição nas capitais, a ditadura só permitiu eleição para prefeito no interior. O deputado Lino Zardo (MDB-RS, partido de oposição) fez um discurso virulento, protestando contra a medida:
– Eles têm medo porque nas capitais o eleitorado é politizado. O governo deixa que se vote no interior porque falta cultura aos colonos.
O deputado Ariosto Jarger (Arena-RS, partido de sustentação do regime militar) pediu um aparte imediatamente:
– Qual a sua região eleitoral, nobre deputado?
– O interior – esclareceu Zardo, constrangido.
– Vossa Excelência tem toda razão: falta cultura política aos colonos”.