07 maio 2021

A força que mora em nós - Por: Emerson Monteiro


São conceitos vários, espalhados nos caminhos, a falar de meios os quais permitem que venhamos a encontrar as respostas que a vida impõe. Por vezes, filosofias, crenças, experiências, no entanto formas possíveis de nos convencer, pouco a pouco, dos instrumentos necessários ao despertar de uma nova consciência. Que se sabe aonde vai dar a existência pura e simples de deixar o tempo correr; disto não existem dúvidas que resistam. Seria rotina ocasional de todos os viventes. Princípio, meio e fim, tão só que na matéria. No entanto resistem ao tempo os sistemas de outras avaliações, as percepções dos místicos e filósofos. De uma vida além da vida ninguém questiona mais, transcritas as experiências.

Há que dizer sermos os autores dessa descoberta. Não fosse assim e nada teria significado definitivo; seríamos meros joguetes das eras, barcos perdidos no mar imenso das circunstâncias, puras aparências do destino. Porém resiste ao tempo o poder da cultura dos sábios que noticiam formas novas de encarar a vida e produzir um novo ser do ser que ora somos.

Além de meros objetos da natureza física, em nós habita o senso do autoconhecimento, porta doutras dimensões, às quais viemos destinados. Esse fator de que somos a revelação representa, pois, a causa essencial de tudo quanto existe. Temos, com isso, uma vida secreta em movimento. Superar o lado escuro de que fomos dotados, a fim de comungar doutra percepção do Universo, porquanto possuímos disto a fórmula, restando apenas desvendá-la através das existências e exercer o papel de autores conscientes da própria percepção.

Creio que disso existe suficiente informação durante as jornadas de cultura a que fomos submetidos. Uns insistem na negação dessa chance, restritos ao materialismo. Outros sabem, ou têm intuição, das probabilidades espirituais; isto resume a aventura humana deste mundo. Dentro das tantas histórias individuais se impõem conclusões e confortam o viver da esperança, sobretudo naqueles que sentem a fragilidade temporal e buscam na luz a consistência de uma verdade bem maior.

(Ilustração: O olho, de Paul Klee).

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