05 janeiro 2021

“Se a monarquia é um sonho, a república que temos é um pesadelo”

 

    Não custa repetir a íntegra desta afirmação, do historiador Armando Alexandre dos Santos (escreveu e publicou 64 livros), professor da Universidade Sul Catarinense: “Na verdade, a monarquia, longe de ser uma forma de governo arcaica e ultrapassada é moderníssima e de grande maleabilidade. Muitos a criticam por puro preconceito ou por desconhecimento, mas ela é, a meu ver, um caminho viável para o Brasil atual. Pode parecer um sonho, mas, como escreveu Fernando Pessoa, “Deus quer, o homem sonha e a obra nasce”. Por outro lado, se a monarquia parece um sonho, a república que temos, sem dúvida, é um pesadelo”.

   Verdade. À época do Império do Brasil, mais precisamente no reinado de Imperador Dom Pedro II, tivemos um longo tempo de estabilidade política e progresso em todas as áreas da sociedade. O velho Imperador foi o responsável pelo nosso vertiginoso desenvolvimento. O Brasil recebeu os avanços tecnológicos que surgiram nos EUA e na Europa. Ademais, deve-se a nossa Família Imperial a extinção da maior injustiça que havia no Brasil: a escravidão do negro. 

   No Parlamento tínhamos estadistas, ou seja, políticos que atuavam acima dos interesses partidários e dos próprios interesses pessoais. Sobre este tema, Rui Barbosa, que segundo alguns historiadores teria se arrependido profundamente do golpe republicano, escreveu:  "O Parlamento do Império era uma escola de estadistas, o Congresso da República transformou-se em uma praça de negócios." (Rui Barbosa)

    Pedro II foi o maior estadista de nosso país. São inúmeros os exemplos onde ele coloca os interesses da nação à frente de seus próprios interesses e dos interesses da elite brasileira de então.


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