04 dezembro 2020

E dizem que os objetos têm vida - Por: Emerson Monteiro


Isso nesse tempo em que máquinas parecem já adotar comportamentos humanos, em que se acredita mais nas mídias do que na realidade; que faz algum sentido imaginar isto. Onde os humanos querem resolver tudo de dentro das engrenagens que criaram no decorrer dos tempos, desde laboratórios matemáticos de contar partículas do sangue às retroescavadeiras, drones, ultrassons, câmeras, monitores, radares, foguetes, etc. 

Um tempo na Bahia, e colega do banco me contava emocionado a respeito da Rural que possuía, para ele mais que só um bem de família, um dos seus membros. Detalhou lá certo dia que haviam viajado, no final de semana, ao interior e, ao voltarem, no domingo à noite, ele narrava: 

- Veja o quanto ela gosta da gente; aguentou chegar na porta de casa, depois de longa travessia; e nessa hora é que ouvimos um estalo forte, acabava de quebrar a barra da direção. – E sensibilizado considerou: - Ela resistiu até o derradeiro momento, a fim de não sacrificar minha família – afirmava quase com lágrimas nos olhos, de voz embargada. 

Daquele tempo distante, relembro essa história e trago à cena os dias atuais, quando tantos, nesta hora, estão de vistas fincadas nos pequenos celulares, a viajar mundos adentro, quase a viver diante de oráculos fieis, irretocáveis. Agora, da mais tenra idade aos provectos, todos firmam seus movimentos e preferências nas luzes das telinhas sensibilizantes, objetos de primeiríssima necessidade, que riem, falam, denunciam, mentem, desmentem, alimentam, dão as horas, o clima, a localização, as músicas, os filmes, os medicamentos, as preveem, profetizam; verdadeiros arautos das populações, são maquininhas que parecem controlar o Planeta, tal num abrir e fechar de olhos. 

Nisso lembro os livros e filmes em moda na década de 60 do século anterior, Admirável mundo novo1984O Céu e o infernoLaranja mecânicaFahrenheit 451As crônicas marcianasAs portas da percepçãoUtopia 14, etc., ali prevíamos existiriam outros níveis de compreensão nas máquinas, em que elas imporiam o risco de demonstrar   humanização compatível ao próprio ser humano. 

Por vezes, imagino mesmo que vivamos era de intensas contradições e acesas expectativas de presenciar com clareza qual o lugar de cada vivente; caso mecânico, entre as máquinas; caso animais pensantes, entre os pares ditos inteligentes.


O poder infinito que cada um tem - Por: Emerson Monteiro


Isso mesmo, todos sem exceção possuem o poder, se assim o quiser. Seja em todas as direções que desejemos, dispomos em nós da força que também move o Universo inteiro nos seus mínimos aspectos. O caudal dos rios, a disposição das ondas do mar, o desejo das árvores de galgar os ares, a insistência das crianças de conhecer o mundo, o equilíbrio dos fenômenos, o impulso, afinal, de movimentar as estrelas do céu, tudo, tudo, ao dispor de nossa vontade. A propensão poderosa de vencer a inércia e dar o primeiro passo através das novas possibilidades, eis o sentido que move a vida sem dúvidas.

Quando Jesus Cristo afirmou sermos deuses e não o sabemos, resumiu o potencial da iniciativa que bem compõe na nossa existência diante da Eternidade. De sermos feitos da mesma constituição de quem originalmente nos criou e criou tudo quanto há. Esse mesmo condão que aqui perfaz a perfeição das presenças no seio do Nada; Ele que habita nosso íntimo, e carecemos apenas acordar e habitar os dias da História, a história dos nossos dias, hoje.

Contudo tal exige um primeiro, o despertar do conhecimento, do saber, porta do quanto se poderá. Daí a importância da educação, fonte de saber, razão das transformações, luz nas consciências. No entanto saber essencial, honesto, longe das mistificações, das falácias que a sombra da ignorância insiste conter, sem, todavia, dominar a essencial de todos, onde mora a nossa liberdade. Precisamos praticar, pois, a sabedoria de ultrapassar a mediocridade dos tolos e mostrar a verdade que realmente trazemos conosco no poder que possuímos. 

Isto no que tange ao que quer que seja, desde mínimas atitudes aos avanços tecnológicos tão em voga nos dias de agora. Quanta maravilha o gênio da Humanidade produz a toda hora, vitória constante sobre o atraso dos séculos, quiçá demonstração insistente do quanto evoluímos e mais existe a evoluir. 

Portanto, transportemos conosco as luzes da esperança de vencer a escuridão das guerras e da morte, e iluminar a natureza que trazemos em forma de novos valores, a modificar em definitivo a face da Civilização, eis a missão principal de todos nós. 


Diferenças entre um Rei e um Presidente da República

1)    O Rei pensa nas futuras gerações; o presidente pensa nas futuras eleições.

2)    O Rei é educado desde criança para reinar com honestidade, competência e nobreza, e durante toda a vida participa dos problemas e do governo do país. O presidente não é educado para o cargo, sendo frequentemente um aventureiro. É como um passageiro de avião, que conseguiu ser eleito pelos outros para pilotar. 

3)    O Rei não está vinculado a partidos políticos nem depende de grupos econômicos, por isso pode decidir com independência o que é melhor para o país. O presidente se elege com o apoio de partidos e dependente de grupos econômicos, que influem nas suas decisões.

4)    O Rei representa para o povo a figura de um pai e cria na nação a consciência de uma grande família, com um destino comum a realizar. O presidente trata seus correligionários como um pai e seus adversários como um padrasto porque não votaram nele.

5)    O Rei é o símbolo vivo da nação, personifica sua tradição histórica e lhe dá unidade e continuidade. O presidente tem um mandato de apenas quatro anos e é eleito por uma parte da população. Por isso não personifica a nação nem lhe dá unidade. O Rei une, o presidente divide.