27 novembro 2020

Aceitar as contingências - Por: Emerson Monteiro

 


Duro é para ti recalcitrar contra o aguilhão. - Jesus (Atos, 9:5)

Situações que se apresentem no decorrer dos dias exigem por demais atenção e paciência, trazendo à tona ensinos religiosos e filosóficos guardados atentamente nos livros. Quase sempre é preciso que adotemos medidas estratégicas de concentração mental e positividade, a fim de cruzar barreiras quase a dizer intransponíveis. Isso, aquilo, pede paz ao coração das pessoas, persistência e ânimo firme. Determina atitudes adequadas a viver, ainda que diante das adversidades. Bem porque carregamos no íntimo a força suficiente de vencer todos os desafios que por ventura assim tenhamos de encontrar.

São ensinos pertinentes, úteis e necessários, e que deles carecemos, invés de naufragar no mar das frustrações e deixar que o desespero atinja o direito sagrado de sobreviver a tudo, porquanto viemos no intuito de avistar a terra da promissão. Só em pensar nas quantas gerações de seres iguais a nós vieram e regressaram, todas a braços com os mesmos transes os quais batem às portas de muitos, isso determina que utilizemos de práticas de pensamento elevado, otimismo, paciência, e levemos em conta a oportunidade dos aprendizados e das determinações que compõem o quadro das ocasiões.

Tal dizem os pensadores existencialistas, somos nós e as nossas escolhas. Apenas confrontar, por isso, nada representa, visto serem os instrumentos de construções da vitória o que logo à frente sorrirá aos que desenvolvam habilidade em administrar situações, conquanto viver e lutar trazem o mesmo significado neste tabuleiro das existências.

Usar, deste modo, o condão das palavras a título de alimento sadio aos leitores, impõe a quem escreve o dever fundamental de oferecer meios práticos e elementos exatos de atravessar as tempestades deste mundo em mudança. Queiramos, pois, desvendar os mistérios das jornadas no sentido favorável à esperança, caminho da paz e da tão desejada felicidade.

O que significa "agir republicanamente"? -- por Armando Lopes Rafael

 

     Risível – para dizer o mínimo – é nosso sentimento quando vemos alguém dizer (ou escrever): “fulano não agiu “republicanamente” (SIC)... Ora “república” ou seu derivado “republicanamente” – pelo menos no Brasil – nunca serviu de bom exemplo para nada, nem para ninguém...

    Muito pelo contrário. Quando querem mostrar uma casa bagunçada, ou transformada numa “Casa de Mãe Joana” (esta, outra expressão usada para dizer que a “casa não tem dono”) o povo usa este conceito: “Parece mais com uma “república de estudantes”.

      O povo é sempre sábio nos seus conceitos e expressões!

      Ademais, no Brasil, o advento da república nunca significou um avanço em termos de bem administrar a “res publica” (coisa pública). A república, entre nós, fez exatamente o contrário: implantada por um golpe, rasgou nossa Constituição Imperial, a que mais durou até hoje (e a melhor que o Brasil teve, segundo o constitucionalista Afonso Arinos), facilitando a corrupção na máquina pública, institucionalizando a  impunidade, a incompetência,  trazendo a falência aos serviços públicos (com destaque para a segurança, saúde e educação) , fazendo rotineiras as crises políticas, os estados de sítios, ditaduras, clientelismo, fisiologismo e todas as mazelas que vemos e sofremos no dia-a-dia...

        “Agir republicanamente”??? Como piada é válida! Conta outra...