03 setembro 2020

A certeza de Deus - Por: Emerson Monteiro

 


Essa busca pelos caminhos do Infinito, que justifica a existência de tudo quanto há e nos dispõe preencher as horas quais sendo a derradeira a cada momento. O sentido da religiosidade que alimenta o sequenciar das civilizações desde sempre face toda aventura de uma humanidade ausente dos significados superiores. A intenção do encontro principal consigo mesmo, com o próximo e com Ele, Deus, na paz do coração. A fome e a sede que nutrem esta jornada dos seres humanos vidas a fora. A vontade maior de sobreviver diante das intempéries do Destino. Luz que ilumina o Cosmos e indica o desejo e os fenômenos pelos séculos dos séculos. Razão, pois, acima das razões, ali está o que todos anseiam diante dos mistérios, a certeza de Deus na alma.

E nós aqui vagamos, neste mar de dúvidas atrozes, prisioneiros do pensamento, enquanto os sentimentos puros aguardam ocasião de entrar em cena, livres de tensões e de meras considerações teóricas, ali quando a calma dos instintos resultar no merecimento de receber da Eternidade o salvo-conduto, isto nos permitirá vencer as barreiras da incompreensão e nos libertar no mundo ideal de uma vida verdadeira. Tão próximos e tão distantes, pois, pisamos a linha fronteiriça de todas as possibilidades, durante o que apenas sonhávamos com o instante de concretizar em definitivo a perfeição dentro de nós.

Esse o plano de todas as filosofias, psicologias e religiões, interpretar o mapa da Salvação na essência do Ser. No ponto equidistante da profundeza dos abismos e das estrelas do céu, no foco central da imortalidade, bem assim viveremos por força de uma nova percepção que permitirá vencer as circunstâncias materiais. Nessa hora, esperança viva de todos viventes, o Sol se fará mais nítido e Lua esplendorosa brilhará no seio do Universo.  


Um breve roteiro de escolher candidatos - Por: Emerson Monteiro


Isso em qualquer tempo, conquanto resulta nas sérias transformações de que carecemos nessas horas difíceis. Foram séculos e séculos até chegar à urgente necessidade que se vive, não só no Brasil, mas no mundo todo. Criaram a ciência da comunicação e os políticos viram nisso os novos meios de transmitir informações, resultando fase esquisita de domínio dos poderosos sobre a massa ignara, despreparada e sofredora. Verdadeiros gênios da maquinação de imagem influenciam multidões inteiras à procura de manter a dominação social, numa escravização das consciências. Daí a urgência de rever os conceitos do que seja o candidato ideal, pesando e medindo, revirando pelo avesso, mergulhando fundo nas consequências do que produzirá na sociedade pelos atos que praticar nos comandos. 

O País atravessa um tempo de república corporativa. onde grupos de domínio detêm a hegemonia da sua história mantendo as populações desfavorecidas sob o tacão dos impostos e taxas, enquanto preservam seus privilégios de casta impenitente, sugadora e abastada.

Daí a gravíssima importância de saber escolher bons líderes, honestos, trabalhadores, fieis aos princípios da real democracia, do espírito público, o que vem sendo raro, raríssimo, nos dias dagora, enquanto a ação político-partidária virou trampolim de carreira profissional, triste verdade que rasga os olhos até dos menos esclarecidos. Comprar e vender votos, eita mercado pecaminoso que clama a justiça dos Céus. Porém, qual disse Nélson Rodrigues: Toda nudez será castigada. Quem achar que uma chuveirada lavaria tudo terá dolorosa frustração no correr dos seguimentos imortais.

Ninguém melhor do que Bertolt Brecht, célebre poeta alemão, que viveu as contradições dolorosas das Grandes Guerras na Europa, poderia definir mais claramente o que seja o mercado negro dos votos, no poema O analfabeto político, a saber: 

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

Eis, pois, aqui esta pequena contribuição ao cidadão às vésperas de novo turno eleitoral, porta dos próximos quatro anos em cada município brasileiro.