14 agosto 2020

Morre um Príncipe brasileiro


FALECIMENTO DO PRÍNCIPE DOM EUDES DE ORLEANS E BRAGANÇA

Da parte de S.A.I.R. o Senhor D. Luiz de Orleans e Bragança, o Secretariado da Casa Imperial do Brasil cumpre o doloroso dever de comunicar o falecimento, ocorrido hoje na cidade do Rio de Janeiro aos 81 anos, após longa enfermidade, de seu irmão o Príncipe D. Eudes de Orleans e Bragança, segundo dos doze filhos de D. Pedro Henrique e D. Maria de Orleans e Bragança e pai do Deputado D. Luiz Philippe de Orleans e Bragança.

A todos pedimos orações pelo eterno repouso de sua alma.
São Paulo, 13 de agosto de 2020


Quinze de Agosto – por José Luís Lira (*)


Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Prazeres -- Guaraciaba do Norte (CE)

   Para mim ou para boa parte dos guaraciabenses, dizer dia 15 é referir-se a 15 de agosto, pois é a Festa da Padroeira, Nossa Senhora dos Prazeres. Este ano o festejo foi feito em nossas casas. Pelo rádio e pela internet participamos as celebrações, mas, hoje, haverá procissão. Sem acompanhamento. O Pároco, Frei Santiago, OAR, em carro aberto, conduzirá a imagem mais antiga da padroeira pelas ruas da cidade. Que Nossa Senhora, Mãe que é da humanidade, nos abençoe e rogue a Deus pelo fim da pandemia.

    Mas, 15 de agosto é, também, data especial para a Congregação das Irmãs Missionárias Reparadoras do Coração de Jesus. Foi num 15 de agosto que o Servo de Deus Joaquim Arnóbio de Andrade, sacerdote católico, pôs em prática o seu sonho de criar uma Congregação de Religiosas que se dedicassem à oração, reparação ao Sagrado Coração de Jesus e às atividades da Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana. Era 15 de agosto de 1957. O carisma da Congregação é sintetizado no slogan: Amor/ Reparação/ Evangelização. Era o bispado de Dom José Tupinambá da Frota. As Irmãs, atualmente, contam com casas nas dioceses de Sobral, Tianguá, Itapipoca, além das arquidioceses de Fortaleza, Rio de Janeiro e Olinda e Recife.

    A Congregação fundada há 63 anos, foi se consolidando aos poucos. Em 7 de julho de 1959, Dom José Tupinambá da Frota aprovou os Estatutos da Congregação e ao final escreveu: “Queira o Sagrado Coração de Jesus, a quem o novo sodalício quer louvar de modo particular, transformá-lo um dia em Congregação Religiosa, como deseja seu fundador, logo que a Santa Sé, no seu alto critério, o haja por bem”.

     Dom José Tupinambá da Frota, emitiu Decreto, datado de 22 de julho de 1959, oficializando a ereção canônica de uma Congregação Diocesana, tendo por finalidade principal dar glória a Deus, santificando seus membros em obras de apostolado: “Havemos por bem erigir, como pelo presente DECRETO erigimos em Congregação Diocesana o referido Instituto, com estatutos próprios por Nós examinados e aprovados... Dada e passada nesta nossa cidade episcopal de Sobral, aos vinte e dois de julho de 1959 † José, Bispo Diocesano”.

    Em 1983 veio o reconhecimento da Congregação para os Religiosos e Institutos Seculares da Santa Sé e a confirmação por parte da Diocese de Sobral já tendo por Bispo Dom Walfrido Teixeira Vieira.

     Menos de um ano após a criação da Congregação, em Guaraciaba do Norte, o Mons. Antonino Cordeiro Soares, homem de profunda santidade, dava início aos procedimentos para criar uma Escola que, nos seus estatutos previa a administração por religiosas. Em 1958, o Bispo Diocesano de Sobral deferia requerimento do Pe. Antonino para a instalação do “Patronato Benjamin Soares”, no atual prédio, com o seguinte despacho: “Com a máxima satisfação concedemos a licença pedida, devendo ser registrada no Livro do Tombo. Sobral, 21 de julho de 1958. † José, Bispo Diocesano”.  Ressalte-se que a Escola já existia desde 1955. A Escola foi dirigida por duas congregações religiosas até quando chegou foi entregue pelo então Pároco e fundador, às Irmãs Missionárias Reparadoras do Coração de Jesus que há mais de 42 anos tem feito um grande trabalho, merecedor de elogios e reconhecimento de todos. Ex-aluno que sou, manifesto agradecimentos às Irmãs!

    Feliz 15 de agosto!

   
  (*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com mais de vinte livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.


Os degraus da condição humana - Por: Emerson Monteiro

 


Por vezes paro e observo as pessoas em volta, todos iguais a mim. Isso em tese, porquanto a realidade estabelece padrões individuais de acordo com o mérito pessoal. Porém todos humanos, que eu bem poderia ser qualquer um deles. Dai as interrogações do que promove tais níveis de realidade, de onde vêm as causas e condições que fazem assim pessoas próprias de si mesmas. O que plantamos no decorrer das vidas (reencarnações) que nos faz ocupar os patamares que ocupamos. 

Prudente nos raciocínios, a levar em conta valores místicos, existe um infinito de perguntas e outro infinito de respostas que justificam os lugares que preenchemos na vida social e nos relacionamentos conosco e com os demais. Há quem viva relativamente bem diante dos desafios da sobrevivência. Outros, no entanto, padecem horrores mediante o dever da existência. Cabe de tudo no caldo das vidas. Desde brisas de bem-estar a purgatórios de marcas profundas e sofrimentos sem conta visível.

Que dizer senão admitir a presença dos poderes maiores de uma Inteligência Suprema?  Fugir a que esconderijo da Verdade, conquanto essa alternativa jamais perduraria durante todo tempo?... Se Deus não existisse seria necessário inventá-lo, no dizer de Voltaire. Em sendo, pois, ponto pacífico, sobra apenas respeitar as leis que promovem a humana condição, contudo persistem os níveis tais da nossa presença diante do mundo. Por dever de obediência, atitude coerente, cabe-nos adotar a norma de sabedoria de compreender as justas razões de colhermos o que plantamos, se não agora, numa existência outra, nalgum lugar no tempo das causas eternas. 

Isto, igualmente, indica que devemos lembrar os semelhantes sob a ótica de instrumentos de nossa evolução, a quem cabe ocasião de obter méritos de evoluir em humanidade, uns junto dos outros, sinfonia natural de nossa felicidade coletiva.


Morre Dr. Geraldo Menezes Barbosa – um cratense ilustre, o maior cronista do Ceará



Morreu, ontem, 13 de agosto, aos 96 anos, o cirurgião dentista, escritor e intelectual Geraldo Menezes Barbosa. Ele estava internado  no Hospital da Unimed, em Juazeiro do Norte, onde ocorreu seu óbito por volta das 22:45h.

Quem foi Geraldo Menezes Barbosa

Nascido em 06 de junho de 1924 na cidade de Crato-CE Seus pais: José Barbosa dos Santos (jornalista) e Francisca de Menezes Barbosa. Fez Curso Primário e Ginásio em Crato. – Curso Científico no Liceu do Ceará em Fortaleza _ Curso superior em Odontologia na UFC e Curso superior em Pedagogia pela CADES-MEC além de 26 Cursos de extensão sobre Saúde e Cirurgia bucal, Previdência Social, Assistência ao Menor, Cidadania, Relações Humanas e para a Vida, Meio Ambiente, Psicologia, Filosofia, Parapsicologia, Hipnodontia, Jornalismo, Rádio e TV, Economia, Política, Direito do Menor, Ação Social Sessenta anos de participação direta no desenvolvimento da cidade de Juazeiro do Norte. Foi vereador e presidente da Câmara Municipal, em 1960, quando sancionou o primeiro Código de Postura da cidade.

Foram mais de 60 anos de jornalismo, quando lançou o jornal Correio do Juazeiro , em 1949, criando a Associação Juazeirense de Imprensa e suas crônicas diárias no CRP. É jornalista registrado na Associação Cearense e Imprensa com carteira de sócio efetivo datada de 1950 e membro da Associação Cearense de Rádio e Televisão. Dedicou 50 anos como Diretor e professor da Escola Técnica de Comércio de Juazeiro, 30 anos como professor de Biologia da Escola Normal, Colégio Moreira de Souza e seis anos no Colégio Salesiano de Juazeiro do Norte. Dez anos como cronista na Rádio Iracema, 5 anos na Rádio Educadora do Cariri e 45 anos na Rádio Progresso de Juazeiro, como sócio fundador, diretor, formador de opinião pública, com uma crônica diária. Editor da Revista Memorial.

Escreveu mais de 20 livros sobre a História do Juazeiro, Crônicas, Literatura. Durante mais de 50 anos foi sócio do Lions. Diretor Secretário da Comissão Pró Eletrificação do Cariri (1950) Lutou pela instalação do Aeroporto Regional e abertura da Estrada Barbalha-Unha de Gato nos anos 50\60. Trabalhou para criação do primeiro Banco de Sangue e sua instalação no Hospital São Lucas. Foi sócio proprietário do Hospital Santo Inácio. Lutou pela instalação das agências do Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Caixa Econômica e da Receita Federal. Fundador da Sociedade de Amparo aos Mendigos, em 1956, hoje com 40 asilados e com assistência social e hospitalar no seu grande prédio da Rua São José Diretor da Escola Técnica de Comércio durante 50 anos.

Criou e instalou a Faculdade de Engenharia de Operação de Juazeiro, com apoio do Gov. Adauto Bezerra (1975) hoje Centro de Tecnologia da URCA. Criou o Aeroclube de Juazeiro, ainda funcionando, e o Teatro Escola. Professor e palestrante do 2º Batalhão de Polícia e do Tiro de Guerra. Recebeu certificado de reconhecimento expedido pelo 4º. Exército e Medalha de Ouro do Mérito Militar expedida pela Polícia Militar do Ceará e de várias instituições. Fundador do Lions Clube de Juazeiro em 1956, primeiro presidente e depois Governador do Distrito de Lions Internacional, empossado nos Estados Unidos e também Orador Oficial do Conselho de Governadores.

Foi Delegado Regional do Conselho Regional de Odontologia e do Sindicato dos Odontologista do Ceará e Presidente da Comissão do Centenário de Juazeiro (2011). Membro titular da Academia Cearense de Odontologia, da Academia de Cultura de Lions Internacional, da Sociedade Brasileira dos Odontólogos Escritores e do Instituto Cultural do Vale Caririense. Escreveu 26 mil crônicas, lidas diariamente na Rádio Progresso de Juazeiro.
(Currículo publicado no ESCAVADOR)