11 julho 2020

O fracasso do socialismo


    José Pio Martins é economista e reitor da Universidade Positivo. Tempos atrás ele publicou um excelente artigo, sob o título “Socialismo: o fracasso de uma ideia trágica”. Daquele artigo retirei dois parágrafos. a conferir.

“O primeiro patrimônio do ser humano é seu corpo, que, em uma sociedade civilizada, ninguém pode agredir nem escravizar. A única exigência contra o direito de domínio sobre seu corpo é que o indivíduo respeite o mesmo direito de seu semelhante e, não o fazendo, seja processado, julgado e punido nos termos de lei que assegure o devido processo e o direito de defesa”. 

“Uma questão que intriga é: por que surgiu a ideia socialista? Isto é, um regime sem direito de propriedade privada dos meios de produção? Karl Marx não gostou do que viu no começo da Revolução Industrial na Inglaterra em termos da jornada de trabalho dos operários e das precárias condições de vida. Um grande erro de Marx foi não perceber que o estoque de capital (fábricas, máquinas e equipamentos) não conseguia absorver todos os trabalhadores, pois a população explodia mais que o avanço da tecnologia e a produção de bens de capital”.

Encerro transcrevendo abaixo um excerto de um escrito do pensador católico, Prof. Plinio Correia de Oliveira:

“    Como todos sabem, cada homem é dono de si mesmo. E, portanto, é dono de sua própria capacidade de trabalho. Em consequência, também o é do fruto dessa capacidade, ou seja, do fruto do seu trabalho. Assim, cada homem tem um direito natural imediato sobre o que produz. E a violação desse direito é designada por uma palavra muito conhecida: roubo.
      Pouco importa que esse direito seja violado por outra pessoa ou pelo Estado: continua sempre a ser roubo. Pois tanto os Estados quando os indivíduos estão sujeitos ao 7º mandamento: não furtar.
     Pensam de modo exatamente oposto os marxistas. No regime comunista, todo produto do trabalho dos particulares pertence ao Estado. É um Estado-Ladrão, que ufanamente se proclama tal”.

Postado por Armando Lopes Rafael

As voltas que o mundo dá – muitos já perguntam: um retorno à Monarquia nos tempos atuais é possível?

Li, com muita atenção,  o escrito de José Emerson Monteiro Lacerda (veja abaixo deste artigo). Trata-se de  um escrito lúcido e oportuno, este de Emerson! Ocorreu-me, então,  “por mais lenha na fogueira” com esta publicação, que retirei do  Face book do  “Pro Monarquia. A conferir.


   Muitos se perguntam se devido ao estado em que presentemente se encontra a política no Brasil, não seria mero sonho imaginar que, após a restauração da Monarquia, seja possível realizar uma democracia autêntica – ou seja, um regime que pressupõe a existência de um povo moralmente são e fecundo – sob o regime monárquico.
Este é, sem dúvida, um ideal difícil de se atingir. Mas não é de si intangível. A Monarquia, afinal, é o regime apropriado para moralizar a vida pública – não a prazo imediato, mas a cabo de algum tempo, cuja duração é impossível prever, pois depende de fatores múltiplos. E não só é o regime apropriado para tal fim, mas é o único regime que pode proceder a tal moralização.

    A complexidade dos problemas políticos, sociais e econômicos de nossos dias ultrapassa muito a capacidade de ação de um só homem, por mais bem assessorado que este esteja. Uma Monarquia, hoje em dia mais do que nunca, não poderia ser absoluta. Sem uma efetiva colaboração popular, por meio democrático-representativo, não vemos que na atual conjuntura histórica uma Monarquia assim pudesse ser bem sucedida; ou sequer bem compreendida.

    É esse o pensamento do Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, conforme declarou seu irmão e imediato herdeiro dinástico, o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, em entrevista que em setembro de 1987 concedeu a um semanário paulista. À pergunta “Como ficaria o Brasil atual, política e economicamente, com a restauração do regime monárquico?”, respondeu Sua Alteza:

   “A política é a arte do possível. Meu irmão, o Príncipe Dom Luiz, Chefe da Casa Imperial do Brasil, julga que hoje um regime monárquico, para que seja compreendido e desejado pelo conjunto da população, contando assim com a colaboração dele para o bem comum, deveria ser composto por elementos de democracia representativa. Em tal sistema, ombreando com verdadeiras elites sociais, sejam elas intelectuais, culturais, empresariais, científicas e outras, se esforcem sob a inspiração do Monarca, na procura da solução dos grandes problemas com que se defronta o Brasil.”

(Publicado originalmente no face book Pro Monarquia e baseado em trecho do livro “Parlamentarismo, sim! Mas à brasileira: com Monarca e Poder Moderador eficaz e paternal”, de autoria do Professor Armando Alexandre dos Santos).