08 julho 2020

Eduardo Girão, um grande senador – por Armando Lopes Rafael (*)



    Se houve um voto do qual nunca me arrependi de ter dado, foi o de quando sufraguei – nas eleições de 2018 – o nome de Eduardo Girão para o Senado da República. Sempre acreditei que nossa opinião pública distingue os dois “Brasis”, que se nos apresentam.  Um, é o Brasil “virtual”, sem correspondência com a realidade. É esse o Brasil divulgado pelas correntes políticas esquerdistas e pela mídia comprometida com a “agenda global” da ONU. É o Brasil “virtual” das divisões, do incentivo ao ódio, das “lutas de classes”. 

   O outro, é o Brasil “real”. O Brasil autêntico, verídico, vivenciado pela maioria da nossa população. O Brasil do nosso dia-a-dia, habitado por um povo generoso e trabalhador, dotado de boa índole e conservador nos costumes...O Brasil que não gosta dos radicalismos e que acredita em Deus.

      O senador Eduardo Girão representa o Brasil “real”. E tem atuado com coerência à agenda com que se apresentou candidato ao Senado da República, em 2018. Ele, até agora, não nos decepcionou. Tem sido frequentes seus pronunciamentos, suas ações, sua coragem cívica e pessoal em defesa do Brasil real. No mês passado, para citar apenas os últimos dias, Eduardo Girão fez vários pronunciamentos.

    Dois, me chamaram a atenção: em 09/06/2020, ele criticou a atuação da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o não uso do medicamento cloroquina para o  tratamento do novo “vírus chinês” discordando, também,  daquela instituição da ONU quando esta se manifesta a favor do aborto, como uma atividade essencial neste momento de pandemia chinesa, que varre todas as nações do globo. Eduardo Girão criticou, também, as dificuldades que o Governo do Ceará colocou para os que quisessem ser tratados (no início dos sintomas do Covid 19) com a cloroquina. Como é do amplo conhecimento dos cearenses, o governador Camilo Santana (aquele que reiteradas vezes afirmou ter sido Lula da Silva, “O melhor Presidente do Brasil(SIC) – oficializou sua posição contra o uso da cloroquina, dizendo-se a favor da Agenda Global da OMS.

    Já noutro pronunciamento, no último dia 18/06/2020, o Senador Eduardo Girão manifestou discordância a uma fala do Ministro do Supremo Tribunal Federal–STF, Luís Roberto Barroso. Registrou Girão, nesse pronunciamento, os pedidos de impeachments contra ministros do STF e a favor da “CPI da Lava Toga”, bem como da necessidade de um freio a certas atitudes de alguns ministros daquele tribunal. Eduardo Girão criticou, ainda, o Senado da República por conceder à Corte o privilégio de não ser investigada pelo órgão competente. Afirmou que está nisso o crescimento dos abusos, as interferências do STF nos outros poderes; a gestação do inquérito ilegal sobre as alardeadas “fake News”, além da invasão da competência legislativa para deliberar sobre drogas e abortos.

      Grande senador! Senti-me representado por ele nas suas opiniões corajosas e sensatas, acima citadas.  E sinto-me na obrigação de testemunhar, aos meus leitores, o excelente trabalho do Senador Girão (Podemos-CE) no seu mandato como representante do Ceará no Senador Federal.

(*) Armando Lopes Rafael é historiador e reside em Crato.  Sócio do Instituto Cultural do Cariri e membro-correspondente da Academia de Letras e Artes Mater Salvatoris, de Salvador (BA).