03 julho 2020

Cariri Encanto, Live de Poesia & Música HOJE!!!


Para participar clique no link: https://meet.google.com/sjq-vsic-jkj






Luiz Carlos Salatiel

Na ativa desde o início dos anos 70, construiu uma sólida e profícua carreira artística, com destaque para a música, o teatro e o cinema.
Na música, vale destacar suas participações nos festivais da canção do Cariri, ocorridos nos anos 70, em Crato, tendo sido um dos seus idealizadores e vencedor da primeira edição, em 1971, à frente do grupo Cactus, interpretando a música “Grito de uma geração”.
Nos anos 80 produziu o primeiro e antológico disco de Abidoral Jamacaru, “Avallon”, lançado em 1987.
Nos anos 90, realizou o show “Soy Loco por ti, América Latina”, reunindo o melhor e mais representativo cancioneiro da música latino-americana.
Mais recentemente, protagonizou o show “Caleidoscópio 70”, reunindo parte de sua vasta parceria com o poeta Geraldo Urano.
De sua autoria lançou, no inicio dos anos 2000, o conceituado disco “Contemporâneo”.
Neste ano de pandemia e de incertezas, ele nos presenteia com seus 50 anos de carreira artística atuante e sempre irreverente, cantando a justiça, a liberdade, a paz e a esperança de melhores dias.


Pachelly Jamacaru

Começou a tocar violão aos dez anos de idade, estimulado pelo pai seresteiro e pelo irmão Abidoral
Jamacaru, prestigiado cantor e compositor. Com onze já compunha sua primeira canção.
Na década de 1970, ainda garoto, fez parte do Grupo Nessa-Hora, ao lado do seu irmão Abidoral, tocando flauta e percussão.
Em 1978 venceu o Festival Regional da Canção do Cariri com a música "Não haverá mais um dia", depois registrada no disco "Massafeira", lançado em 1980, e que reuniu músicos, cantores e artistas do Ceará, após participar do evento do mesmo nome, coordenado pelo cantor Ednardo.
Pachelly Jamacaru já lançou três discos: "Balaios da Vida" (1995), "Com a Palavra, as músicas" (2000) e "Cria Minha" (2010); e acabou de gravar o quarto, “Ê Nordeste, Pachelly & Convidados”.


Pedro Paulo Chagas

É remanescente dos lendários festivais de música que ocorreram no Cariri na década de 1970. Naquela época, Pedro Paulo Chagas integrou a banda Nessa Hora, que acompanhava Abidoral Jamacaru e foi vencedora de vários desses festivais.
Na década de 1980, radicou-se em São Paulo, onde deu continuidade à sua carreira musical, participando, como músico de estúdio, de vários discos de artistas consagrados. Em Sampa, também participou de bandas e realizou shows.
De volta ao Cariri, em anos recentes, Pedro Paulo tem se destacado na realização de shows que primam pela diversidade musical, do rock ao samba, do jazz ao baião.
De sua lavra, lançou os discos “Quarenta Comprimidos” e “Crato SP”.
Agora está finalizando mais um: “Vovô e Eu”, que reúne composições suas a partir de poesias deixadas pelo seu avô, Tapajós de Araújo.


Calazans Callou

Cantor, compositor e instrumentista, estreou musicalmente como baixista da banda Fator RH, em meados dos anos oitenta, aqui na região do Cariri.
Radicando-se em Recife, Pernambuco, Calazans integrou-se ativamente à cena musical da “Veneza brasileira”, participando de bandas, como os Gnomos da Metrópole, fazendo shows e produzindo discos.
Calazans é participante recorrente de mostras musicais que ocorrem periodicamente no Cariri, como o Palco Sonoro da URCA e o Festival de Jazz & Blues de Arajara.
Em 2008, dividiu o prêmio de melhor intérprete com Luiz Carlos Salatiel no Festival Cariri da Canção, em uma parceria com o poeta Geraldo Urano,
Em 2019, foi o terceiro colocado do Festival Juazeiro do Norte de Música do Nordeste, com música interpretada por Don Tronxo.
É autor do disco Estação Urano (Perfeita Mistura), que reúne parcerias suas com Geraldo Urano, estando, atualmente, ultimando mais um disco.


Carlos Rafael

Despontou no cenário musical da região do Cariri na década de oitenta como fundador, vocalista e principal letrista da banda Pombos Urbanos, uma das primeiras bandas de rock do interior do Ceará. Em seguida, fez parte das bandas Fator RH e Nacacunda.
Em 1995, participou do lendário festival Chapada Musical do Araripe - CHAMA, interpretando a canção “Serpentes na noite”, parceria sua com o poeta Geraldo Urano.
Em 1996, participou, com a banda Nacacunda, da etapa Norte/Nordeste do Festival Skol Rock, ocorrido em Olinda, Pernambuco.
Tem composições gravadas pela banda Nacacunda e por Zé Nilton Figueiredo. E foi produtor executivo dos discos das bandas Nacacunda (2006), Zabumbeiros Cariris (2007) e Herdeiros do Rei (2009).
Na sua apresentação de hoje, será acompanhado por Ivan Júnior, jovem músico de Juazeiro do Norte.


Alex Josberto

Poeta da nova geração de escritores caririenses, tem composições musicadas por Calazans Callou e Carlos Rafael, ainda inéditas em termos de registro fonográfico.
Teve poesia publicada na coletânea da 8ª Mostra de Poesia BNB Abril Para Leitura, lançada em 2019 pelo Centro Cultural Banco do Nordeste do Cariri.
Em outubro próximo, terá poesias suas publicadas na conceituada revista Itaytera, órgão do Instituto Cultural do Cariri.
Em breve, estará lançando o seu primeiro e esperado livro de composições poéticas, já bastante difundidas nos meios digitais.
           

DECOTELLI NÃO PODE ASSUMIR



O Estado brasileiro resfolega sua incompetência. Custa caro, queima óleo, roda mal e só ocasionalmente completa o percurso. Os episódios envolvendo a nomeação de Carlos Alberto Decotelli para ocupar o cargo de ministro de Educação são exemplos claros disso.

 Como imaginar que a pessoa indicada para o MEC tinha uma vida acadêmica tão fajuta? Exatamente porque isso é inimaginável, era necessário que algum órgão do governo fizesse essa checagem junto às fontes mencionadas. Obviamente não é ao presidente que cabe investigar as competências dos membros de sua equipe. Não é ele, tampouco, que vai informar-se sobre os conceitos de que desfrutam os indicados nos locais onde tenham desempenhado atividades. Se Decotelli assumir vai prejudicar o governo e o trabalho a ser feito no MEC.

A natural circulação das informações, num mundo online, rapidamente descobriu o que, com facilidade, teria sido esmiuçado se alguém tivesse feito o seu trabalho. Ou não? O ministro não defendeu tese na Argentina e sua proposta para esse fim foi rejeitada pela comissão. Da tese que apresentou para o curso de mestrado na Fundação Getúlio Vargas diz-se que incluía trechos de outras fontes sem dar crédito aos respectivos autores. Seu pós-doutorado na Alemanha não aconteceu e não foi obtido entre 2015 e 2017, tendo ele passado três meses por lá em 2016.

Bem espremido, o currículo do professor periga perder ainda mais substância. Digo isso porque seu pedido de desculpas ao presidente já deveria ter sido apresentado e essa novela, sob o ponto de vista administrativo, lançada no cadastro dos acontecimentos exóticos, com envio de cópia para uma provável futura investigação sobre crimes de falsidade ideológica. O mais grave de tudo talvez se revele no fato de o professor Decotelli haver tentado explicar o inexplicável, aparentemente numa suposta expectativa de assumir o cargo, como se isso fosse tolerável e as acusações contra ele, desimportantes.

Não são. Exatamente por não o serem, avulta a responsabilidade de quem deveria fazer a completa investigação antes de autorizar a nomeação do professor. Das consequências dessa desatenção, nos livraram – à nação e ao governo – os olhos atentos da sociedade. Imagine os cuidados de uma empresa privada de 300 mil funcionários (número de servidores do MEC), para escolher seu CEO e compare com esse disparate!

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* Percival Puggina (75), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+