17 junho 2020

Ouvir os tempos e sonhar acordado - Por: Emerson Monteiro


Alimentar a certeza de que a Civilização dos primatas inteligentes parece querer refazer os rumos da caminhada após o susto por que passamos nestes dias de momentos incertos. Que haveríamos de regressar ao mistério ninguém dispõe de argumentos contrários. Desde as fogueiras e cavernas que imaginamos chegarem os deuses e nos levar consigo. Olhos fixos nas estrelas, catamos os limites do Chão que nossa gente ainda desconhece.

Porém o movimento das estações indica possiblidades amplas de salvar a pele das gerações mediante a vinda desses emissários das profecias, que virão dotados de tecnologia suficiente a vencer poderosos impérios no concerto das nações. Que conhecem de tudo, inclusive da missão que lhes permitirá renovar a face deste mundo.

É bem do atual instante a dúvida atroz do que virá logo ali adiante. Que outra vez o susto causará especulações financeiras, varrendo o Planeta quais guerras sem quartel, porquanto sobrou quase nada do que era no passado. Perante a periculosidade todos tratam de render homenagens à religiosidade da fé e da esperança, conquanto silenciam os astutos, escondidos debaixo da lona do circo. Avisaram os arautos que há Justiça maior, pronta a entrar em ação de uma hora a outra. Quem tem olho fundo chore cedo, no dizer popular.

E o que mais pesa nos humanos representa ter de encarar a si próprio no decorrer das horas mortas. Enquanto a volta parecia lá longe, de repente se vê bem perto, na próxima esquina, episódios e seriados assustadores. Com isso onde ficarão a fama, a fortuna e o glamour, na casa do eu sozinho às portas da inexistência dos seres? A realidade que gritava nas escadarias do Infinito ora encontra presença dos que sonharam com a Salvação. Os dias de hoje constituem essa clareza de propósito dos destinos. Nas horas críticas comporta, pois, grandes as reflexões do pensamento.

Em meio à crise republicana, brasileiros voltam o olhar para a restauração da monarquia – por Armando Lopes Rafael


Imperador Dom Pedro II

    Ligue os noticiários da televisão. Leia um jornal. Acesse as notícias divulgadas pela Internet. Fatalmente ouviremos ou leremos sobre assuntos que dominam os dias atuais:  escândalos de corrupção, o desemprego em alta, o Supremo Tribunal Federal–STF sendo chamado de “Vergonha Nacional”, o descrédito generalizado com a classe política...Resumindo: a população está totalmente descrente com o futuro desta   República Federativa do Brasil.

       E para piorar o cenário, com o advento dessa amaldiçoada “pandemia do corona vírus” – ou do vírus chinês como vem sendo chamada pelo povo – o Brasil definhou. A economia entrou em recessão, a fome voltou a rondar os lares mais humildes, o povo de um modo geral empobreceu há cerca de três meses. Neste cenário, quase caótico, em meio às várias incertezas, aumenta o número de pessoas – de todas as classes sociais – que começa a defender a restauração do Império do Brasil e a devolução do poder aos descendentes de Dom Pedro II.  Como diz um provérbio russo: “Tudo volta, tudo!”

           Seria o retorno de uma monarquia parlamentarista, com um rei exercendo o poder moderador a solução para o Brasil sair do buraco em que se encontra? Esta é uma pergunta que exige muitas respostas.

             Por enquanto, relembremos apenas uma frase, dita numa entrevista à televisão,  pelo Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança: “Para buscar como a nação era feliz, é preciso ver como ela era, como as coisas aconteciam na época em que ela era feliz sob a monarquia parlamentarista no reinado de Dom Pedro II. Não que na época do Império não tivesse problemas, não tivesse até corrupção. Mas era muito menor do que hoje em dia e, por exemplo, o Império do Brasil na época era a nação mais respeitada e mais próspera aqui na América do Sul”.

                Na verdade, o povo não participou do golpe militar que impôs a forma republicana no Brasil. O povo ficou à margem do golpe. O povo era majoritariamente monarquista. Basta lembrar que na última eleição que aconteceu no Império, no Senado só duas cadeiras foram ocupadas por “republicanos”. O resto dos eleitos eram todos monarquistas. O povo apoiava, a figura de Dom Pedro II. A monarquia era muito amada, era muito respeitada. O povo tinha orgulho da sua Família Imperial. Bem diferente do cenário que vivemos e sofremos nos dias republicanos atuais.