11 junho 2020

O cemitério da Ponta da Serra – por Armando Lopes Rafael


       Duas denominações católicas – veneradas na sede do distrito de Ponta da Serra, município de Crato – agradam-me particularmente. Primeiro, a da Paróquia, que tem como Padroeiro São José. A devoção ao santo-patriarca, (tão cara aos cearenses)no entanto, antecede, a construção da atual igreja-matriz, erguida por volta de 1930. A afeição a São José, na Ponta da Serra, começou a se materializar num pequeno oratório, chamado pelo povo “casinha de oração”, construído por um vaqueiro – José Bernardo Vieira –, por volta de 1895. Em 8 de setembro 1967, o então Bispo de Crato, Dom Vicente Matos, criou a atual Paróquia. Anos depois resolveram acrescentar ao seu nome o epíteto de “Operário” ...

       A outra denominação é a do pequeno cemitério daquela comunidade. Oficialmente chamado de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Deve-se ao historiador Antônio Correia Lima a iniciativa de restaurar esse primitivo nome, que andava esquecido. Permita-me transcrever abaixo, um pequeno texto, de autoria do pensador católico Plínio Corrêa de Oliveira, sobre a invocação à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

“Na invocação de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, o que se enaltece especialmente não é Maria Santíssima enquanto nos auxiliando com muita frequência, liberalidade e ternura, mas o fato de que esse auxílio é perpétuo. Por pior que façamos, por mais que abusemos, por mais incríveis que sejam nossas ingratidões, por mais agudo que seja o risco, por mais extraordinário que seja o milagre implorado, por mais extremo e improvável que seja o auxílio pedido, desde que não seja uma coisa má em si, a Mãe do Perpétuo Socorro nos atenderá.

É, portanto, a Mãe que se glorifica em atender sempre, em acudir sempre, em acolher sempre, de maneira a não haver uma hipótese possível em que nós, rezando para Ela, não sejamos socorridos. Ela pode até atrasar o momento de conceder aquilo que pedimos, mas é para nos dar, depois, o cêntuplo, vindo a nós com as mãos carregadas com dons multiplicados. Felizes aqueles que Nossa Senhora demora em atender!”