01 março 2020

Rápido balanço sobre os 61 anos da ditadura cubana – por Armando Lopes Rafael





   Desde 1959 – há 61 anos – prevalece na “ilha-prisão” de Cuba um regime comunista de partido único, controlando toda a vida daquela nação, a começar pela comunicação social. Televisões, rádios e imprensa são propriedade do Estado. Acesso à Internet só com autorização do governo. E, mesmo assim, a Internet vive sob censura. O e-mail não é utilizado porque, segundo afirmam, também é controlado pelas autoridades oficiais.
     As estimativas variam, mas os números mais sensatos dizem que mais de 17.000 pessoas foram fuziladas, pela ditadura da Família Castro, no “paredón” desde o início da ditadura comunista cubana.  Quem pôde fugiu. Há cerca de 2 milhões de exilados – um em cada seis cubanos vive no exterior, uma proporção de exilados maior que a existente na Venezuela e na Síria, para citar dois casos recentes. Mas não só. 178.000 cubanos – homens, mulheres e crianças – morreram em alto mar tentando fugir para os Estados Unidos.

      Os que não puderam fugir da ilha-cárcere sobrevivem com alimentos racionados. E não venha alegar que houve algumas “conquistas” (nas áreas da educação e saúde) na ditadura cubana. A Costa Rica desfruta uma posição melhor que a de Cuba no IDH, sem ter para isso abolido as eleições livres, fuzilado milhares de cidadãos, prendido opositores ou impedido os cidadãos costa-riquenhos de viajar para o exterior.

     A Comissão dos Direitos Humanos aprovou, diversas vezes, resoluções onde condena Cuba pela limitação de alguns direitos como a liberdade de expressão, associação, reunião ou de movimento. A ONU pediu, reiteradamente, a Cuba a libertação de pessoas detidas com base nesse tipo de acusações. As Nações Unidas pressionam o governo cubano para que leve a cabo reformas legais que coloquem as leis em conformidade com as normas internacionais dos direitos humanos.  Mas a ditadura da ilha-presídio nega sistematicamente aos seus cidadãos direitos básicos de liberdade de expressão, associação, reunião ou de movimento.

        As autoridades cubanas restringem qualquer tipo de discordância política, e usa avisos policiais, vigilância, detenções, prisão domiciliária e demissões por motivos políticos como métodos para reforçar a conformidade política. A defesa dos direitos humanos é reconhecida como uma atividade legítima, mas a ditadura dos Castro interpreta-a como uma “traição” à soberania cubana.

Educação no Brasil Republicano: uma das piores do mundo



    Em certa ocasião, perguntado o que gostaria de ser se não fosse Imperador, Dom Pedro II respondeu sem hesitar “professor”, tal a importância que dava à instrução de seu povo. E com frequência fazia incursões em escolas cariocas para avaliar não só alunos, mas também professores.

     Passados 130 anos de República, o nível de aprendizado dos brasileiros se tornou um dos piores do mundo, ficando em 58º no ranking da PISA, sigla em inglês que significa “Programa Internacional de Avaliação de Alunos”. 

     A pesquisa é feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) a cada três anos com estudantes de 15 anos de 79 países, e os testes abrangem leitura, matemática e ciência. Participaram 17.507 adolescentes brasileiros, e o índice só não foi inferior porque o teste abrangia também escolas particulares, na média bem melhores do que as públicas.

     Não é de se estranhar que a República trate desta forma nossa Educação, pois é muito mais fácil manipular ignorantes.

(Postagem inicial: Face Book Pro Monarquia)