31 dezembro 2020

O Cartão-de-Natal do Chefe da Casa Imperial do Brasil

 Todos os anos, os milhares de monarquistas brasileiros ficam no aguardo do cartão natalino de Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil. 

Este ano, já contemplando o vindouro Bicentenário da Independência do Brasil, no dia 7 de setembro de 2022, aprouve ao Chefe da Casa Imperial recordar uma importante efeméride de nossa História: a Batalha dos Guararapes de 1648, berço da brasilidade, uma vez que portugueses, índios e negros ali se uniram e, mesmo em desvantagem, lograram vitória, expulsando o invasor holandês, graças ao auxílio sobrenatural da Santíssima Virgem, sob a invocação de Nossa Senhora dos Prazeres.

Nossa Senhora dos Prazeres

Abaixo, excertos da mensagem do Príncipe:

“A maior ameaça à integridade e identidade do Brasil em seus cinco séculos de existência foi indiscutivelmente a ocupação holandesa em Pernambuco na primeira metade do século XVII, ambicioso projeto para um definitivo estabelecimento nas Américas, a “Nova Holanda”. Três esquadras, dezenas de milhares de homens em armas, artesãos de todas as especialidades, almirantes e generais e até mesmo um Príncipe de sangue empenhou a Holanda em tal intento. Mas, se abundaram os recursos materiais, faltou o mais importante para uma conquista definitiva, o dom das gentes. As populações pernambucanas, avessas a essa outra cultura e sobretudo à omnipresente e brutal pressão calvinista, passaram da resistência passiva às ações de guerrilha (...)

“Em 1645, os principais chefes luso-brasileiros firmaram um pacto para a luta organizada contra o invasor: André Vidal de Negreiros, João Fernandes Vieira e outros, Henrique Dias e Felipe Camarão – luso-brasileiros, negros, índios, logrando vitória, já naquele ano, na batalha do Monte das Tabocas, e em 1648 e 1649, nas duas decisivas batalhas dos Montes Guararapes. Nas três, travadas em grande inferioridade de condições dos nossos, foi patente o auxílio sobrenatural, registrado que está nos relatos do tempo (... )

“Vale recordar o acontecido em 1648. Era o dia 18 de abril, Domingo de Páscoa, por volta das 11 horas da noite, quando o General Dom Francisco Barreto de Menezes deliberava com João Fernandes Vieira e André Vidal de Negreiros sobre o enfrentamento com o inimigo que se daria no dia seguinte, festividade de Nossa Senhora dos Prazeres. Ciente de que dispunha de apenas 2.200 homens para enfrentar 7.400 do invasor, Dom Francisco, dirigindo-se a seus companheiros, disse-lhes: “Quero declarar-lhes que me lembro de nestes lugares erigir um templo à Virgem Nossa Senhora dos Prazeres se Ela, por sua poderosíssima intercessão, nos alcançar do Senhor das vitórias mais esta. Uma voz interior, uma força irresistível me aconselha que empenhemos a batalha, que a Virgem será conosco e ficaremos vencedores.” 

“No mesmo instante, em meio a um grande estrondo, aparece-lhes uma estrela fulgurante e ouve-se distintamente uma voz que diz: “Dom Francisco, a proteção com que contas te será outorgada! Combate e vencerás!”


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