20 novembro 2020

A Princesa Redentora

  

    Devido à doutrinação republicana nas escolas e universidades – hoje eivada pelo ainda mais nocivo marxismo cultural –, os brasileiros, em sua quase totalidade, imaginam que a Princesa Imperial Regente do Brasil, Dona Isabel de Bragança, tão-somente assinou a Lei Áurea, e que teria apenas consentido em assiná-la. É esse o mérito único que lhe atribuem.

    No entanto, não foi somente isso o que a Princesa Imperial Regente fez. Hoje podemos afirmar que se não fosse o seu empenho em levar adiante aquela questão, não teríamos chegado, da maneira pacífica como chegamos, ao termo de tão formosa campanha como foi a da Abolição no Brasil.

    Por colocar a paz doméstica, a satisfação íntima do lar, à altura das mais legítimas aspirações humanas, foi que incentivou os defensores da Lei do Ventre Livre, seguindo as pegadas do Visconde do Rio Branco. Preparou o ambiente para a Lei dos Sexagenários, e terminou apressando a vitória da liberação total dos cativos, embora sabendo que teria de dar, em troca de tão maravilhosa atitude, o Trono que de direito lhe pertencia.

(Baseado em trecho do livro “Revivendo o Brasil-Império”, escrito pelo Senhor Leopoldo Bibiano Xavier)



 

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