23 novembro 2020

A balança do Tempo - Por: Emerson Monteiro


É infinita a distância entre a liberdade e o agir. Itinerário por demais admitido, no entanto o querer determina os passos a serem dados. Uns aceitam duvidar; olham, mas veem só a direção contrária dos místicos. Acham sempre um motivo de pender ao lado contrário na balança da sorte. Só querem o imediato, invés de aceitar o preço do trabalho, da dedicação, da renúncia, por vezes até do sacrifício. Nada que supere o peso do prazer, das iscas que avistam no vento. Existem, pois, as duas teses bem estudadas, o Estoicismo e o Hedonismo.

Estoicismo: doutrina fundada por Zenão de Cício (335-264 a.C.), e desenvolvida por várias gerações de filósofos, que se caracteriza por uma ética em que a imperturbabilidade, a extirpação das paixões e a aceitação resignada do destino são as marcas fundamentais do homem sábio, o único apto a experimentar a verdadeira felicidade. (Oxford Languages and Google)

Hedonismo: cada uma das doutrinas que concordam na determinação do prazer como o bem supremo, finalidade e fundamento da vida moral, embora se afastem no momento de explicitar o conteúdo e as características da plena fruição, assim como os meios para obtê-la. (Ibdem)

Nesse universo ético, portanto, acontecem as providências humanas. Uns apostam a existência na casa da resignação. Outros na pura fruição dos bens materiais. Enquanto isso, escolas espiritualistas voltam suas baterias pela aceitação de meios extrafísicos, aonde semeiam esperança nos dias porvindouros. O que faz diferença no sentido dessas atitudes são os sistemas de crenças individuais. 

As escolas religiosas, sobretudo, exercitam a norma da definição dos planos além das percepções apenas do corpo e avançam nos valores ditos eternos.

Desde os primeiros registros da humanidade persiste essa busca pelo que virá após a perda do corpo, conquanto a exatidão da Natureza indica essa compreensão dos níveis maiores da consciência, expectativa da ciência oficial e dos habitantes deste chão de provar em laboratório a continuação da vida depois da morte.

Destarte, caminhamos no caminho que melhor atende às possibilidades de nossos valores e tratamos de escolher o que irá determinar nossos dias no futuro nem tão distante. 


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