12 outubro 2020

Responda se souber: quem é o Padroeiro Principal do Brasil? – por Armando Lopes Rafael

Algumas curiosidades sobre a maior devoção do povo brasileiro

1ª curiosidade – Pouca gente sabe, mas o Padroeiro Principal do Brasil é São Pedro de Alcântara.
                            Logo após a Independência do Brasil, o Imperador Dom Pedro I compreendeu que o Brasil precisava ter um santo padroeiro oficialmente autorizado pelo Vaticano. Mas, ao lado dessa decisão, no retorno do Imperador de São Paulo para o Rio de Janeiro (após declarar a independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822) , Dom Pedro I parou na humilde capelinha de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, localizada no município de Guaratinguetá, no território paulista. Lá, Dom Pedro consagrou, de modo pessoal (e não oficial) nossa pátria à proteção da Senhora Aparecida. Isso aconteceu na capelinha que abrigava essa imagem. 

    Logo após chegar ao Rio de Janeiro, Dom Pedro I formalizou a solicitação – ao Papa – para proclamar São Pedro de Alcântara Padroeiro do Brasil. O Papa Leão XII atendeu ao pedido através da Bula de 31 de maio de 1826. Entretanto a Família Imperial Brasileira continuou mantendo forte devoção à pequena imagenzinha de Nossa Senhora Aparecida, que se venerava no interior de São Paulo. Agora vem o desfecho. Com o golpe militar de 15 de novembro de 1889, que instaurou – sem consulta popular – a forma de governo republicana no Brasil, São Pedro de Alcântara foi sendo discretamente e programaticamente esquecido, provavelmente porque seu nome lembrava o dos dois imperadores da nossa pátria (Dom Pedro I e Dom Pedro II, ambos registrados como “Pedro de Alcântara”). Todos sabem que a República foi implantada no Brasil através da mentira. E da mentira ela vem se sustentando durante esses 131 anos, até chegar aos caos político, econômico e social dos presentes dias...

     2ª curiosidade – Dom Pedro I e sua neta, a Princesa Isabel, estão entre os devotos ilustres de Nossa Senhora Aparecida

               Cartão fúnebre da Princesa Isabel, a Condessa D’Eu, distribuído em Paris em 1921

   Além da consagração pessoal e extraoficial que Dom Pedro I fez do Brasil a Nossa Senhora da Conceição Aparecida, vinte anos antes de assinar a Lei Áurea (que libertou a raça negra da escravidão no Brasil), a Princesa Isabel e o esposo desta, o Conde D’Eu, visitaram a capela de Nossa Senhora Aparecida pedindo a graça de filhos para o casal. Eles estavam casados há quatros anos, mas a Princesa não conseguia engravidar. Depois dessa visita a Princesa Isabel teve três filhos.

     Por conta disso, o primeiro manto de veludo azul, ricamente adornado, doado a Nossa Senhora da Conceição Aparecida, bem como a coroa de ouro de 24 quilates, cravejada de brilhantes, foi um presente da Princesa Isabel. Bom lembrar que o manto, entregue em 6 de novembro de 1888, tinha a verdadeira bandeira do Brasil: verde (cor da Casa dos Bragança de Dom Pedro I) e amarelo (cor da Casa dos Habsburgo, da Imperatriz Leopoldina) com o escudo imperial ao centro.

Bandeira imperial que constava no primeiro manto azul usado na imagem de Nossa Senhora Aparecida

  Só em 1904, quando a imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi solenemente coroada, em 08 de setembro daquele ano, no Rio de Janeiro, é que fizeram um novo manto, desta feita fazendo constar nele o desenho da atual bandeira republicana. E somente 16 de julho de 1930, foi que Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi proclamada Rainha do Brasil e sua Padroeira, por decreto do papa Pio XI. 

     Esta a verdade dos fatos, sonegada à atual geração de brasileiros...

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