24 setembro 2020

Tempo, o senhor da Razão e dos acontecimentos


No transcorrer das gerações só não aprende quem não quiser. São as ondas repetidas do mesmo oceano do Tempo que quebram sucessivas nas praias dos destinos. Dizem que o uso do cachimbo é que faz a boca torta, no costume daquilo que vira comportamento. E nisso existe uma escola aberta aos que queiram reconhecer as lições da verdade, da justiça e da paz. Essa aparente ingenuidade que ocasiona os erros de comportamento nada significa além de pouca inteligência moral daqueles que repetem os desmandos que ficaram lá atrás na crueza do passado. Falamos isto a propósito da falta de critério que empana os dias de hoje no mundo inteiro, que, se nenhuma consideração pelos resultados negativos até aqui apresentados pelos modelos praticados, agem quais vítimas de si mesmos.

Avaliemos isto pelas lideranças que nos trouxeram até aqui e detectemos o tanto de fragilidade nos costumes da Raça. Quero crer nem ser necessário indicar culpados, conquanto todos o somos, autores e vítimas dos próprios atos, pois a evolução dos meios políticos e sociais levaram a trabalhar as escolhas. Ninguém alegue desconhecer o jeito certo de selecionar as lideranças que conduzirão as instituições coletivas logo depois dos pleitos eleitorais. 

No entanto até parece que andamos de marcha ré, face dos resultados que vêm à tona horas sem fim. As crises do Planeta apontam os desmandos de verdadeiras feras da ganância, causas das divisões de classe, da exploração das nações pelos impérios, destruição inconsequente da natureza, escravidão dos fracos e acumulação deslavada de minorias perversas. Entretanto o barco segue seu curso pelo rio dos acontecimentos, todo instante a oferecer novas chances de lucidez quase constantemente atiradas ao lixo da História.

Bom, este é o quadro por demais conhecido de um egoísmo crônico que persiste na geopolítica, apesar de tanto conhecimento acumulado, ausente, no entanto, da consciência geral, sobretudo no que tange às lideranças emergentes, reconhecendo, porém, ser larga culpa que cabe aos responsáveis pelas más seleções, vez que os indivíduos são eles e suas escolhas, afirmam os sábios.

Ilustração: Os colhedores, de Pieter Brueguel (o Velho).

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