05 setembro 2020

A História do Brasil que não é ensinada nas escolas públicas

A longa história da Monarquia Brasileira


     O Brasil viveu longamente sob o regime monárquico, desde o seu Descobrimento, em 1500, até a Proclamação da República, em 1889. Nesses trezentos e oitenta e nove anos, sob dezesseis Soberanos, a Monarquia demonstrou se adaptar bem à índole e às características de nosso povo. O que o Brasil não tem é tradição republicana; o modelo político que lhe foi imposto, de modo artificial, na quartelada de 15 de novembro, não se adaptou satisfatoriamente até hoje.

    Sim, antes dos Imperadores Dom Pedro I e Dom Pedro II tivemos outros catorze Monarcas. Afinal, de 1500 a 1580 reinaram em Portugal – e, portanto, também no Brasil – quatro Reis da Dinastia de Avis; de 1580 a 1640, durante a chamada União Ibérica, o Trono de Portugal foi sucessivamente ocupado por três Reis da Espanha; e em 1640 subiu ao Trono, após a Restauração da Independência de Portugal, a Casa de Bragança, que nos deu sete Soberanos.

      Em 1815 o Brasil deixou de ser parte integrante daquele pequeno Reino na Europa, pois foi elevado à prestigiosa condição de Reino Unido a Portugal e aos Algarves. Sete anos depois, no dia 7 de setembro de 1822, na voz imortal do Imperador Dom Pedro I, nosso País se declarou independente de Portugal, mas mantendo a Dinastia, a língua e a Fé herdada de nossos maiores. Teve então início o Império do Brasil, que durou sessenta e sete anos e foi a fase mais gloriosa e bem sucedida de nossa História.

    A fundação do Império não deve ser vista como uma ruptura traumática com o nosso glorioso passado luso; deve mais bem ser considerada como a emancipação de um filho que atingiu a maioridade e deixou naturalmente a casa paterna. Os reinados de nossos dois Imperadores foram a continuação e o natural coroamento da obra desenvolvida pelos Reis de Portugal ao longo de três séculos.

(Baseado em trecho do livro “Parlamentarismo, sim! Mas à brasileira: com Monarca e Poder Moderador eficaz e paternal”, escrito pelo Professor Doutor Armando Alexandre dos Santos).

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