04 julho 2020

Pequenos fatos da nossa História: a primeira viagem feita ao Brasil pelos herdeiros de Dom Pedro II, após o golpe militar de 15 de novembro de 1889


Foto: O Príncipe Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, acompanhado de seu avô paterno, o Príncipe Dom Gastão de Orleans, Conde d’Eu, de  sua mãe, a Princesa Imperial do Brasil, Dona Maria Pia de Bourbon-Sicílias de Orleans e Bragança, e de seu irmão, o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Luiz Gastão de Orleans e Bragança, a bordo do vapor Massilia.

   Nos pequenos fatos da História pátria – diria mesmo nos “fatinhos” – pouca gente conhece o fato abaixo, publicado no Facebook da Casa Imperial Brasileira. A conferir:

   Em 1922, o Governo Epitácio Pessoa convidou formal e oficialmente o Príncipe Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, então menino de 13 anos de idade incompletos, a vir ao Brasil a fim de tomar parte nas celebrações do Centenário da Independência, proclamada no dia 7 de setembro de 1822 por seu valoroso trisavô, o Imperador Dom Pedro I.

   Nascido na França, em virtude do injusto e penoso exílio imposto à Família Imperial Brasileira por ocasião da quartelada republicana de 15 de novembro de 1889, o jovem herdeiro do Trono embarcou rumo à sua Pátria, a qual veria pela primeira vez, visto que fazia apenas dois anos desde a revogação da odiosa Lei do Banimento da Família Imperial, que vigorara desde dezembro de 1889.

   A bordo do vapor Massilia, vinham também sua mãe, a Princesa Imperial Viúva do Brasil, Dona Maria Pia de Bourbon-Sicílias de Orleans e Bragança, seu irmão e imediato herdeiro dinástico, o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Luiz Gastão de Orleans e Bragança, e seu venerando avô paterno, o octogenário Conde d’Eu, que, contrariando as recomendações de seu médico, fazia questão de vir pessoalmente, para apresentar seus netos ao povo brasileiro – infelizmente, aprouve a Deus chamar a Si, já em águas territoriais brasileiras, o velho herói da Guerra do Paraguai.

   Conta o jornalista Assis Chateaubriand que durante o embarque do Chefe da Casa Imperial, os membros brasileiros da tripulação do Massilia subiram aos mastros e começaram a bradar “Viva Dom Pedro III!”, em um claro gesto de aclamação daquele menino que era, “de jure”, o Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil, e que em fim iria conhecer a Pátria que estava sendo educado para servir, e sobre a qual deveria reinar.

(Baseado em trecho do livro “Dom Pedro Henrique, o Condestável das Saudades e da Esperança”, de autoria do Professor Armando Alexandre dos Santos).

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