04 maio 2020

Com o suor do teu rosto - Por: Emerson Monteiro


Viver e trabalhar, eis o binômio da paz no coração das pessoas. Ser honesto diante dos desafios e responder à altura a responsabilidade perante a existência. Isto é, a bênção de exercitar a saúde e a coragem de respeitar a face do desconhecido que nos traz até aqui. O dever das criaturas humanas de cumprir, assim, as determinações ativas da própria Natureza, numa coordenação por demais justa, porquanto a cada um de acordo com o que mereça no afã de corresponder à justiça natural.

No transcorrer das gerações, contudo, a ganância impõe vícios tantos às relações humanas e que vemos são formas crescidas tais parasitas, no seio das sociedades, poucos detendo o muito da riqueza e inúmeros a padecer as injustiças ditas sociais; consequência disso, do descompasso das consciências nefastas. Daí virem lutas de classes e o complô das minorias em detrimento da grande população, espécie de conflito instalado invés das sonhadas soluções de harmonia, equilíbrio e progresso.

Esse raciocínio funciona perante a história da Civilização em largas fases de extermínio das massas tangidas que são aos mercados de trabalho apenas a título de peças de reposição da máquina cruel dos poderosos. Houve, sim, processos evolutivos e povos vivem turnos de relativo senso de organização do trabalho, porém a peso do esforço de líderes e largas iniciativas da coletividade organizada.

O desejo de paz nos grupos sociais há de imperar, quando a Justiça representa desejo de todos. Ainda que o ser humano apenas esboce ações quase incipientes de praticar a igualdade, o mundo das ideias ora representa as aspirações mais avançadas que os tempos de experiência ensinam. Trazer ao cotidiano os valores da liberdade e do justo desde sempre significa o objetivo do pensamento dos sábios, por vezes alimentado no exercício político demagógico.

Destarte, toquemos em frente o comboio da História e revivamos o quanto de empenho e sacrifício por que nossos ancestrais tiveram de passar na intenção de podermos desfrutar do mínimo de leis e juízos e possamos reduzir a exploração do homem pelo homem. Salve o Primeiro de Maio! Só estamos na primeiras letras do que virá...


Ilustração: Manifestacion, de Antonio Berni.

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