28 fevereiro 2020

A estratégia usada pelo Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança para divulgar as vantagens da Monarquia



   Dizia Adenauer, o estadista que conseguiu reerguer a Alemanha após a derrota na Segunda Guerra Mundial, em 1945, que a primeira preocupação de qualquer corrente política deve ser detectar e aglutinar todos os que pensam como ela. Somente em segundo lugar sua propaganda deve ser dirigida para a conquista dos eleitores de outros partidos. Foi justamente essa a diretriz que o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, adotou em seu trabalho, tão logo sucedeu à alta posição de herdeiro do Trono e da Coroa do Brasil e à condição de legatário das tradições do nosso Império, em 1981.

     Em uma primeira fase, por meio de suas já tradicionais Mensagens de Natal, e através de intensa correspondência, Sua Alteza retomou antigos contatos da Família Imperial Brasileira e aglutinou em torno de sua augusta pessoa as simpatias esparsas com que a Monarquia contava por todo o Brasil. Já em uma segunda etapa do processo, incorporou às fileiras monárquicas inúmeros brasileiros que se poderia chamar – usando expressão que, à época, era corrente em certos meios políticos norte-americanos – de os “agredidos pela realidade” republicana. Eram pessoas que os sucessivos malogros da República havia tornado descrentes dessa forma de governo, e que se encontravam assim dispostas para, desde que devidamente esclarecidas, reconhecer na Monarquia a solução natural para os males do Brasil.

      Somente em uma terceira fase, servindo-se de uma então moderna tática de propaganda, a propaganda por mala direta, bem como da propaganda convencional, pelos meios de comunicação social, o Movimento Monárquico se lançou com sucesso na conquista das largas faixas do eleitorado que optaram pela restauração da Monarquia no Plebiscito de 1993.

     Nossos Príncipes e Princesas já viajaram e continuam viajando por todo o Brasil, participando de conferências e ministrando palestras nos ambientes mais diversos, desde universidades até associações de operários, concedendo entrevistas a jornais, rádios e televisões.  O que antes era um punhado de patriotas, hoje é um movimento organizado e ativo à frente de uma vigorosa corrente de opinião, verdadeiro polo de pensamento político-ideológico que impõe respeito em todo o Brasil.

(Baseado em trechos do livro “Parlamentarismo, sim! Mas à brasileira: com Monarca e Poder Moderador eficaz e paternal”, de autoria do Professor Armando Alexandre dos Santos). 

Foto abaixo: Tirada em 1989. Dom Luiz de Orleans e  Bragança (ao centro) ladeado pelos seus dois i mediatos substitutos: Dom Bertrand (à esquerda) e Dom Antônio (à direita), além de outros membros da Família Imperial Brasileira.



Lição de sabedoria

(Publicado originalmente no face book de José Luís Lira)

Mons. Sadoc de Araújo – Sacerdos in Aeternum – por José Luís Lira (*)




    Escrevo esta coluna na terça-feira de carnaval. Para a Igreja Católica, festa móvel da Sagrada Face de Jesus. Que todos tenhamos a graça de um dia contemplar a face de Nosso Senhor Jesus Cristo. A data, 25/02, remete às comemorações da ordenação sacerdotal do Pe. Sadoc – Francisco Sadoc de Araújo, primo de meu avô materno, Francisco Assis Araújo; recordo uma, em especial. Era sábado de carnaval, há 14 anos, e muitos amigos e admiradores seus lotávamos a Igreja da Ressurreição para celebrar o Jubileu de Ouro Sacerdotal do Mons. Sadoc. A celebração foi presidida pelo então bispo da Diocese de Sobral, Dom Antonio Fernando Saburido. O homenageado recebeu saudação do Pe. José Linhares Ponte.

   Na ocasião, o então reitor da Universidade que o Pe. Sadoc fundou, a Universidade Estadual Vale do Acaraú, Prof. José Teodoro Soares fez a entrega da Medalha do Mérito Educacional da UVA ao fundador e primeiro reitor. Sadoc de Araújo foi ordenado sacerdote, em 25 de fevereiro de 1956, na Basílica de São Paulo Extramuros, na Cidade Eterna, Roma, longe da família, dos amigos, da sua Pátria, do seu Bispo, Dom José Tupinambá da Frota. Dia seguinte, na mais antiga das igrejas católicas do mundo, a Basílica de São João de Latrão, “cantava” sua “missa nova”. Em junho de 1956, o Padre Sadoc defendeu a dissertação de Mestrado “A ciência criadora”, interpretação do pensamento de Santo Tomás de Aquino.

    O sacerdote retornou à sua Pátria, agregou o magistério, a gestão do Seminário Diocesano de Sobral, a direção do jornal “Correio da Semana”, tantas e tantas atividades que o fizeram fundar a Universidade Estadual Vale do Acaraú e, aposentado da docência, passou um tempo em Olinda, onde dirigiu o Instituto de Filosofia e Teologia da Arquidiocese de Olinda e Recife; foi Capelão e Pároco do arquipélago de Fernando de Noronha; postulou a fase Diocesana da Causa de Beatificação do conterrâneo Pe. Ibiapina, na Paraíba, Diocese de Guarabira. Regressando a Sobral, fundou e dirigiu o Centro de Evangelização Padre Ibiapina – CEPI, inaugurado em 1995 e, também, a Igreja do Cristo Ressuscitado – a Paróquia da Ressurreição.

     Pesquisador incansável, Mons. Sadoc escreveu quase duas dezenas de livros sobre Sobral, o clero e sua região, ingressando na Academia Cearense de Letras, no Instituto do Ceará, na Academia Sobralense de Estudos e Letras, na Academia Brasileira de Hagiologia, entre outras.

      Neste dia 25 de fevereiro de 2020, desde cedo lembrei da efeméride, fazendo publicação em rede social alusiva à data. No silêncio em que se encontra, imaginei que não haveria celebração. Passava de meio-dia quando recebi uma mensagem do Pe. João Batista Aragão de Oliveira Filho, o Joãozinho, seu afilhado, discípulo e amigo. Pe. Joãozinho, que tantas vezes fora acólito do Pe. Sadoc de Araújo, autorizado por nosso Bispo, Dom Vasconcelos, celebrou a Santa Missa em Ação de Graças pelo sacerdócio do Pe. Sadoc, no apartamento em que o Monsenhor se acha hospitalizado, na Santa Casa de Sobral, ministrando-lhe os sacramentos da Santa Madre Igreja. As lágrimas correram na face e lembranças bíblicas vieram à mente: “... o tempo da colheita chegou” e “Tu és Sacerdote para sempre – sacerdos in aeternum –, segundo a ordem de Melquisedec”.

  (*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com mais de vinte livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.

16 fevereiro 2020

Padre-mestre Ibiapina e suas passagens pelo Cariri – por Armando Lopes Rafael



   Na próxima quarta-feira, 19 de fevereiro, completam-se 137 anos da morte do lendário Padre Ibiapina.  Embora nascido em Sobral, em 5 de agosto de 1806, o adolescente José Antônio Pereira Ibiapina viveu – entre 1819 e 1823 – em Crato (onde frequentou aulas de religião com o vigário José Manuel Felipe Gonçalves) e na cidade de Jardim (onde estudou latim com o mestre Joaquim Teotônio Sobreira de Melo). Depois de ordenado sacerdote ele voltaria outras vezes ao Cariri, onde construiu as Casas de Caridade de Crato, Barbalha, Missão Velha e Milagres, bem como a igreja, cemitério e um açude em Jamacaru.

    Na vida civil Ibiapina foi professor de Direito Natural na Faculdade de Olinda; foi eleito Deputado Geral (hoje deputado federal) representando o Ceará na Câmara Legislativa, no Rio de Janeiro; foi nomeado Juiz de Direito e Chefe de Polícia da Comarca de Quixeramobim (CE). Exerceu a advocacia em Recife. Abandonou tudo isso e, aos 47 anos, foi ordenado Padre da Igreja Católica. A partir daí, percorreu o interior do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco levando o conforto, através da palavra para o povo sofrido do sertão nordestino. Mas não só. A cavalo ou a pé, sempre vestido com a batina, pregava nas “missões”; paralelamente, construía igrejas, capelas, cacimbas, açudes, cemitérios e hospitais. Chegou a construir mais de 20 Casas de Caridade para moças órfãs e carentes.

    Sobre ele, escreveu Gilberto Freyre: “ Ibiapina foi realmente uma enorme força moral a serviço da Igreja e do Brasil. [...] exemplos como o do padre Ibiapina – que,  sozinho, fundou e organizou vinte casas de caridade nos sertões do Nordeste – se impõem aos brasileiros como grandes valores morais”.

    Faleceu no município de Solânea, na Paraíba, em 19 de fevereiro de 1883. Sua causa de beatificação corre na Congregação para a Causa dos Santos, do Vaticano.

   Ao Padre Ibiapina se aplica com toda justeza as palavras do livro bíblico “Eclesiástico”: “Meu filho, se entrares para o serviço de Deus, permanece firme na justiça e no temor, e prepara a tua alma para a provação; humilha teu coração, espera com paciência, dá ouvidos e acolhe as palavras da sabedoria; não te perturbes no tempo da infelicidade, sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça”. (Eclo 2,1-3)

A Crônica do Domingo -- Rudyard Kipling – por Armando Lopes Rafael



    Hoje amanheci lembrando de Joseph Rudyard Kipling, escritor e poeta inglês. Rudyard Kimpling nasceu em Bambaim, na Índia em 1865. E faleceu em Londres em 1936. Escreveu diversos livros de contos e de poesias. Na área da poesia, a criação mais conhecida dele é o poema “Se”.

     No tempo que cursei o ensino de nível médio, chamado à época, de Curso de Humanidades, ou Curso Ginasial, era comum aos alunos serem incentivados a ler Rudyard Kipling.

        Abaixo um poema de Rudyard Kipling:

“SE”
"Se és capaz de manter tua calma, quando Todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa, De crer em ti quando estão todos duvidando, E para esses, no entanto achar uma desculpa;

Se és capaz de esperar sem te desesperares, Ou, enganado, não mentir ao mentiroso, Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares, E não parecer bom demais, nem pretensioso;

Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires, De sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores, Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires, Tratar da mesma forma a esses dois impostores;

Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas, Em armadilhas as verdades que disseste E as coisas por que deste a vida estraçalhada, E refazê-las com o bem pouco que te reste;

Se és capaz de arriscar numa única parada, Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada, Resignado, tornar ao ponto de partida;

De forçar coração, nervos, músculos, tudo, A dar seja o que for que neles ainda existe, E a persistir assim quando, exausto, contudo, Resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes, E, entre Reis, não perder a naturalidade, E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes, Se a todos podes ser de alguma utilidade,

Se és capaz de dar, segundo por segundo, Ao minuto fatal todo valor e brilho, Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo, E - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!"

15 fevereiro 2020

Patrimônio Paleontológico – por José Luís Lira (*)


    Ao pé da letra, a palavra patrimônio vem do latim patrimonium, como nos dizem os autores do livro que comento nesta semana. Desdobram o vocábulo e dizem: pater significando pai e monium, condição, estado. Teria a palavra uma relação direta com a herança paterna. Juridicamente se diz nos dias de hoje, herança familiar ou o conjunto dos bens familiares. Tudo é legado de um familiar para outro; de uma geração para outra. O título desta coluna é o do livro lançado no ano passado pela Profa. Dra. Maria Somália Sales Viana e pelo Prof. Dr. Ismar de Souza Carvalho, editora Interciência, 168 páginas.

    Somália Viana é minha colega na Universidade Estadual Vale do Acaraú e, desde março do ano passado, no Museu Diocesano Dom José. É ela a curadora da área de paleontologia do Museu que é o quinto em arte sacra e decorativa do Brasil, mas, que possui vários outros museus dentro de seu acervo, incluindo a paleontologia, que julgo da maior importância.

    O livro em comento é um verdadeiro manual. Linguajar escorreito e de fácil compreensão, está dividido em sete capítulos. Logo no início, a questão patrimonial é amplamente explicada, embora que de forma sintética, o amplo dá a ideia de que se aprende o tema sem precisar da prolixidade. O capítulo um aborda o patrimônio paleontológico. Na sequência, os autores abordam a geodiversidade, a geoconservação e o patrimônio paleontológico, incluindo inventário, quantificação, classificação, conservação, valoração, divulgação, monitoramento, geossítios, geoparques e paleoparques. O terceiro capítulo é de sumo interesse, pois, trata dos museus, parques e paleoparques.

    No quarto, encontramos a fórmula, digamos assim, para a musealização de fósseis e as informações começam com a limpeza, preparação, identificação, etiquetagem e tombamento, acondicionamento, documentação, conservação, exposição, guarda, segurança e acesso, além da institucionalização. O quinto capítulo nos indica a interpretação do patrimônio paleontológico e o geoturismo. A paleoarte é destacada e os acenos para a economia criativa, o geoturismo e a divulgação podem ser vistos. Os dois outros capítulos nos apontam as ações educativas, a divulgação e a popularização da ciência e em fase de conclusão, nos é apontado um novo começo para a preservação e conservação deste patrimônio.

    Em novo começo os autores lembram o aprendizado do incêndio do Museu Nacional, em setembro de 2018, ressaltando “… que, mesmo o patrimônio ex situ estando guardado em uma instituição, ele não está completamente seguro e com a total garantia para o futuro. Será preciso estar sempre alerta com o gerenciamento de cuidados específicos visando a perpetuação desse patrimônio, para evitar sua depredação ou de sua alteração física ou química”.

    No atual momento do Museu Diocesano Dom José vivemos o preparo para a preservação maior. O Museu entrará em reforma em breve e todos os mecanismos de segurança serão instalados, garantindo às futuras gerações o acesso ao patrimônio e à memória que nossos antepassados colheram, que nós colhemos e geramos.

    Recomendo, pois, a leitura de PATRIMÔNIO PALEONTOLÓGICO, dos Professores doutores Somália Sales Viana e Ismar de Souza Carvalho, a quem parabenizo pela pesquisa e publicação.

  (*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com mais de vinte livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.

11 fevereiro 2020

As voltas que o mundo dá: Bolsonaro é 3º governante mais popular do mundo nas redes sociais


Fonte: “Estadão”, 11-02-2020 – Vinícius Passarelli

É o que aponta o Índice de Popularidade Digital (IPD), elaborado pela consultoria Quaest a pedido do Estado.

O presidente Jair Bolsonaro é o terceiro chefe de governo mais popular do mundo nas redes sociais. O mandatário brasileiro fica atrás apenas de Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia, e do presidente dos EUA, Donald Trump. É o que aponta o Índice de Popularidade Digital (IPD), elaborado pela consultoria Quaest a pedido do Estado. A exemplo do presidente norte-americano, Bolsonaro utiliza as redes sociais para comunicar atos de governo, atacar adversários e criticar a imprensa.

Jair Bolsonaro cumprimenta apoiadores na frente do Palácio da Alvorada.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil 3/2/2020 / Estadão Conteúdo

Ranking de políticos mais populares nas redes (IPD de 0 a 100) entre janeiro de 2019 e janeiro de 2020: 

1.    Narendra Modi - 63.25
2.    Donald Trump - 62.27
3.    Jair Bolsonaro - 52.75
4.    Recep Tayyip Erdogan - 44.65
5.    Cristina Kirchner - 32.48
6.    Luis Lacalle Pou - 27.2
7.    Alberto Fernández - 19.67
8.    Matteo Salvini - 19.35
9.    Evo Morales - 18.75
10.    Emmanuel Macron - 18.37
11.    Nicolás Maduro - 18.2
12.    Iván Duque - 18.14
13.    Benjamin Netanyahu - 17.85
14.    Justin Trudeau - 17.52
15.    Sebastián Piñera - 17.26
16.    Rody Duterte - 16.58
17.    Boris Johnson - 15.81
18.    Orbán Viktor - 15.61

10 fevereiro 2020

10 de fevereiro de 2020 -- há 60 anos morria Dom Francisco de Assis Pires

  Foi o Cardeal Dom Sebastião Leme, à época Arcebispo do Rio de Janeiro, quem atribuiu a Dom Francisco de Assis Pires – segundo Bispo de Crato – a designação de “A violeta do episcopado brasileiro”. Desde a Idade Média, a violeta simboliza fidelidade, castidade e humildade. Merecidamente, Dom Francisco ficou conhecido como “A violeta do episcopado brasileiro”.

    Outros títulos lhe foram atribuídos. Monsenhor Francisco Holanda Montenegro – no livro “Os quatro Luzeiros da Diocese” – refere-se a Dom Francisco como “O Bom Samaritano”. Já Monsenhor Raimundo Augusto – no opúsculo “Histórico da Diocese de Crato” – escreveu que o segundo bispo de Crato “era a caridade em pessoa. Desprendido dos bens terrenos, bondoso e manso, veio para servir aos seus diocesanos sem nada receber em troca”. Tudo em consonância com o lema episcopal escolhido por Dom Francisco: Não vim para ser servido, mas para servir.

   Monsenhor Raimundo Augusto justificou a sua opinião: “A longa e diuturna convivência com Dom Francisco na prestação de serviços à Cúria Diocesana, autoriza-me a expressar-me assim. Vi de perto a riqueza de virtudes que ornavam sua alma Angélica, seu coração de ouro”.

    Nascido no seio de uma rica família da capital baiana, Dom Francisco era, no dizer dos seus biógrafos, um verdadeiro aristocrata. Monsenhor Montenegro é taxativo: “Um rico que se fez pobre a serviço dos mais pobres”. É voz unânime que o segundo bispo de Crato tinha, realmente, predileção pelos mais pobres e mais sofredores. Por conta disso possuía centenas de afilhados de batismo ou crisma. Dotado de uma delicadeza impressionante, tratava a todos – de qualquer condição social – com educação esmerada.

     Entre os afilhados de Dom Francisco, um merece ser citado. No final dos anos 40 veio residir em Crato um casal francês, que sofrera as agruras da Segunda Guerra Mundial: Hubert Bloc Boris e sua esposa Janine. Hubert, em pouco tempo, tornou-se figura estimada na sociedade cratense, mercê seu temperamento extrovertido, facilidade de fazer amizades, além do destaque social adquirido por ser administrador do maior imóvel rural do Sul do Ceará – a Fazenda Serra Verde,  localizada em Caririaçu – além de ser sócio do Rotary Clube de Crato, dentre outros atributos de que era possuidor.

     Hubert era judeu de nascimento, o primeiro, talvez, a integrar o rebanho das ovelhas pastoreadas por Dom Francisco. Este, aproximou-se do casal francês e, depois de longas e demoradas conversas, conseguiu a aquiescência de Hubert para batizá-lo na Igreja Católica. Bom lembrar que Janine tinha procedência católica o que facilitou, certamente, a conversão ao catolicismo do saudoso e sempre lembrado “Cidadão Cratense” (título concedido pela Câmara de Vereadores), Hubert Bloc Boris.

    Dentre as muitas realizações materiais de Dom Francisco destacamos três: a construção do primeiro hospital do Cariri – o São Francisco de Assis – onde havia lugar destinado à indigência, ou seja, aos doentes pobres; o Museu de Artes e Ofício (hoje extinto) destinado à profissionalização da juventude masculina de baixa renda, funcionando em grande prédio ao lado do Seminário São José. Construção aniquilada; e   o Patronato Padre Ibiapina, destinado á educação de moças pobres. também extinto, (cujo prédio é ocupado hoje pela reitoria da Universidade Regional do Cariri).

     Numa edição especial do jornal “Folha da Semana”, comemorativa ao centenário da cidade de Crato, com data de 17 de outubro de 1953, foi inserido um artigo da lavra do Padre Neri Feitosa com o título “A venerável figura de Dom Francisco Pires”. Dali retiramos os seguintes textos:

“(...) Ele é eminentemente “Homem de Deus”, com um porte que fala de modo impressionante à piedade. Êmulo e imitador do pobrezinho de Assis, seu onomástico. Dom Francisco de Assis Pires é uma figura muito venerável de asceta contemplativo e cheio de bondade cristã.
“É de ver como se perturba, como se angustia, como sofre o coração do Bispo de Crato, quando se declaram sintomas (dos fenômenos periódicos) da Seca. Indaga sobre o sofrimento do povo, sobre as possibilidades dos poderes (públicos), sobre os migrantes, sobre a produção nas diversas zonas da Diocese. Com a mão trêmula pelos anos e pela aflição, traça as feições abatidas de seus filhos diocesanos, em telegramas a quem possa prestar socorro.
“Aquela face carrancuda não expressa nada aquela bondade compassiva e providente que lhe enche o grande coração de Bom Pastor.
“Por estas e por outras razões o Crato guardará, nos arquivos da justiça e da melhor gratidão, a lembrança perene desta venerável figura que constitui Dom Francisco de Assis Pires”.

Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

08 fevereiro 2020

Crônica do domingo

As duas últimas fotos de Dom Vicente Matos, tiradas no dia que ele deixou a cidade de Crato (*) 



      O dia era 11 de junho de 1992.

      Naquela data, Dom Vicente de Paulo Araújo Matos completou 74 anos de idade. Há 37 anos residia em Crato. Primeiro, foi Bispo-Auxiliar (de 1955 a 1959). Depois, com a renúncia de Dom Francisco de Assis Pires, Dom Vicente foi  Administrador Diocesano (1959 a 1960) ou Vigário Capitular, como se chamava à época; De 22 de janeiro de 1961 (quando foi nomeado Bispo Diocesano) até 1º de junho de 1992 (quando renunciou ao bispado por problemas de saúde) foi o 3º Bispo de Crato. Depois da renúncia, ainda permaneceu em Crato até 11 de junho do mesmo mês, preparando o transporte dos seus objetos pessoais para levá-los a Fortaleza, onde fixou residência até sua morte, ocorrida em 06 de dezembro de 1998.

      Voltemos à manhã do dia 11 de junho de 1992. No alpendre do antigo Palácio Episcopal, área voltada para o grande quintal (onde hoje se ergue a Cúria Diocesana Bom Pastor), Dom Vicente Matos  (portando a vestimenta episcopal) recebeu poucas pessoas que foram se despedir dele. Depois, subiu pela última vez as escadas que davam ao seu quarto, localizado na parte superior da casa, vestiu um terno simples e iniciou sua viagem para Fortaleza.

        Como era do seu natural, Dom Vicente estava tranquilo, mas emocionado. Nos quase 600 quilômetros, que separam Crato de Fortaleza, ele deve ter rememorado os 37 longos anos vividos no Cariri. Onde continua a ser o maior benfeitor da região. Onde não deu um único passo que não fosse voltado para difundir o bem e a verdade. E onde recebeu muitas calúnias e ingratidões, as quais – por ser uma alma de escol e um homem superior – soube perdoar.

         Deus permitiu que o demônio tentasse joeirar a boa obra de Dom Vicente, igual ao trigo que, para ficar puro, tem de ser joeirado.  O sofrimento que os algozes de Dom Vicente lhe impingiram, serviu para que o terceiro Bispo de Crato se santificasse. E como “O tempo é o Senhor da razão”, hoje está sendo construída a maior avenida de Crato, a qual,  partindo do bairro Mirandão, e terminando no monumento de Nossa Senhora de Fátima, foi denominada oficialmente de Avenida Dom Vicente de Paulo Araújo Matos.

(*) Essas 2 fotos foram feitas pelo Prof. Paulo Tasso Teixeira Mendes, hoje residente em João Pessoa (PB).

Postado por Armando Lopes Rafael

07 fevereiro 2020

Valentine's Day – O Dia de São Valentim – por José Luís Lira (*)

No próximo dia 14 de fevereiro, nos Estados Unidos e em vários outros países, incluindo os da Europa, se celebra o Dia de São Valentim, equivalente ao Dia dos Namorados aqui no Brasil. Vemos, vez por outra, se dizer que é, também, o Dia da Amizade, embora oficialmente este só seja comemorado em julho. E aqui lembro a frase de Richard Matheson, o “amor, muito amado, fala manso”.

A celebração ao santo se dá nas igrejas católica romana e orientais . E poderíamos nos indagar, quem é Valentim? Existe mais de um mártir considerado santo naqueles primeiros séculos do cristianismo. O primeiro seria um sacerdote, o segundo um bispo, ambos martirizados em Roma e o terceiro um soldado que recebeu o martírio na África, junto a outros companheiros.

No Martirológio Romano (Martyrologium Romanum, existente desde o remoto pontificado do Papa Milcíades – 311-314), lemos na data de 14/2: “Em Roma, na Via Flamínia, junto à ponte Mílvio, São Valentim, mártir”. Este seria o Bispo nascido em Terni (cerca de 105km de Roma) e que naqueles dias de perseguição aos cristãos foi a Roma, contrapor-se aos desmandos do Imperador Cláudio II.

Lembro-me de minha primeira visita guiada a Roma, a guia apontou para a Basílica onde está o crânio de São Valentim. Na ocasião ela explicou que era ele o patrono dos namorados. Segundo as narrativas, durante o governo de Cláudio II, no antigo Império Romano, este proibiu a realização de casamentos no reino, com o objetivo de formar um grande e poderoso exército. Cláudio acreditava que sem famílias, esposas ou filhos, os jovens iriam alistar-se com maior facilidade no Exército Romano. No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição. Seu nome era Valentim, teria nascido em 226 d.C., na comuna de Terni (Itália) e as cerimonias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim, preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que ainda acreditavam no amor.

Valentim teria sido preso numa prisão domiciliar, na residência do prefeito romano Asterio, onde todos eram pagãos. Consta que ao chegar à casa, o bispo foi informado que o prefeito tinha uma filha cega. Disse aos familiares que iria rezar e pedir para Jesus Cristo pela cura da jovem, o que ocorreu alguns dias depois. Lendas indicam o nome dela como Artérias, “filha do carcereiro”. Falam de uma suposta paixão platônica que não tem confirmação. Valentim foi decapitado em 14/2/270. Sua canonização ocorreu no pontificado do 49° Papa, Gelásio I (492 a 496). No século VIII, o crânio do santo que depois de ser sepultado em Roma foi levado a Terni com todo o seu corpo, retornou a Roma, por iniciativa do Papa Adriano I (772 e 795) e levado para a Basílica de Santa Maria in Cosmedin.

Há três anos, um dia antes da celebração do santo, viralizou no mundo a imagem dele reconstruída a partir de seu crânio. Foram mais de 30 idiomas. A TV chinesa, a Rádio do Vaticano, entre outras, deram notoriedade à reconstrução por mim coordenada, eu fiz as fotografias que possibilitaram a reconstrução, realizada pelo confrade e amigo Cícero Moraes, com a anuência do Pe. Mtanious Haddad, reitor da Basilica di Santa Maria in Cosmedin, na Diocese de Roma.
Salve São Valentim!

  (*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com mais de vinte livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.

Lançamento do livro "Cidade dos meus sonhos", do Prof. João Pierre


O Prof. João Teófilo Pierre lançou neste dia 6 de fevereiro de 2020, o seu 22º livro, "A cidade dos meus sonhos". A solenidade ocorreu no Instituto Cultural do Cariri, e a apresentação foi feita pelo Prof. Armando Lopes Rafael. Confira abaixo a apresentação.


      Meses atrás, João Teófilo Pierre enviou-me e-mail, pedindo que eu escrevesse o prefácio deste seu livro “Cidade dos meus Sonhos”. Honrado pela escolha, fi-lo com alegria. Naquele prefácio – que vocês poderão ler a partir da página 17, do mencionado livro – escrevi apenas o ritual costumeiramente exigido para um prefácio: as explicações resumidas sobre conteúdo do livro; seus objetivos; além de comentários sobre a produção literária do autor.

    Agora, convocado a fazer – para esta seleta plateia – a apresentação da mesma obra, creio que devo acrescentar breves considerações adicionais sobre o Prof. João Pierre. Admiro nele a missão que se autoimpôs:  elevar e divulgar o nome de Crato, quando as oportunidades surgem. E isso não vem de agora. Há cerca de 50 anos, e para citar um único trabalho dele, à época Secretário Municipal de Cultura, João Pierre – remontando visões de passado e antevendo as do futuro – tornou realidade o Museu de Artes Vicente Leite, instituição que – até dez anos atrás – era o orgulho desta Cidade de Frei Carlos.  Portanto, o Prof, João Pierre aqui se apresenta portando experiências de vida, bem como   serviços prestados a esta comunidade.

       Relembro que João Teófilo Pierre é um homem viajado. O conhecimento de novas sociedades, com suas visões de vida, proporcionou-lhe vislumbrar novos horizontes para Crato. Ainda jovem, João Pierre foi enviado para estudar em Roma, a Cidade Eterna. Lá ele viveu alguns anos. Não conheço ninguém que tendo conhecido Roma não fique apaixonado, pelo resto da vida, por aquela cidade. 

          No entanto, foi outra a cidade que arrebatou o coração de João Pierre.  Sua paixão intensa (que perdura da juventude aos dias atuais), é por um pequeno centro urbano, localizado no interior do Ceará. Sim, este mesmo que os nossos primeiros professores nos ensinaram a exaltar como “A flor da terra do sol; o berço esplêndido dos guerreiros da "Tribo Cariri". Pois é esta mesma comunidade, também denominada de “Cratinho de Açúcar”, pelas pessoas simples das periferias e do supedâneo da Chapada do Araripe.  (Outro dia me adverti de que, nos meus tempos de criança, essa gente simples e boa, a que me referi, era chamada pela carinhosa expressão de “povinho”. Hoje, pela força da mídia, pouco confiável, diga-se de passagem, aquela expressão “povinho” foi transmudada para a grosseira palavra “povão”).

    João Pierre nos ensinou – já há algum tempo – várias lições de vida. Uma delas, a de que somos criadores da nossa própria história. Atraímos muita coisa para inserir na nossa própria vida. Se nos caminhos percorridos você encontra algo maravilhoso, ou se acha que à sua volta há muita coisa boa, será isso que você colherá nos seus dias de vida.

      Permitam-me ler um trechinho, bem pequeno, do livro: “Histórias para aquecer o coração”, de Jack Canfield, onde ele transcreve uma historinha contada por Willy McNamara”

“Um viajante, ao se aproximar de uma cidade grande, perguntou a uma mulher sentada à beira da estrada:
– Como são as pessoas nessa cidade?
(A mulher perguntou)
– Como são as pessoas no lugar de onde você vem?
– Uma gente horrível – respondeu o viajante. – Pessoas egoístas, em quem não se pode confiar, detestáveis sob todos os aspectos.
– Ah – disse a mulher –, você vai achar o mesmo tipo de gente por aqui.
O homem mal tinha se afastado quando outro viajante parou e fez à mulher a mesma pergunta, curioso sobre os habitantes da cidade.
Mais uma vez, a mulher quis saber como eram os habitantes da cidade de onde vinha o homem.
– Pessoas boas, honestas, trabalhadoras e compreensivas com os outros e com elas mesmas – respondeu o segundo viajante.
A sábia mulher retrucou:
– Pois é esse mesmo tipo de gente que você vai encontrar por aqui”.

(Até aqui palavras de Willy McNamara).

     Mas voltemos aos sentimentos nobres do Prof. João. Admira-nos como ele mantém um amor fiel a Crato. Talvez por ser a terra dos seus “primeiros alumbramentos”, utilizando essa expressão usada por Manuel Bandeira, para exaltar a cidade de Recife, cortada pelos rios, sob um céu líquido de azul.

   É tocante o amor que João Pierre tem pelo Crato. A palavra amor é velha; o sentimento, mais velho ainda. E embora desgastada pelo uso, e pela mentalidade coletiva dos tempos atuais, o amor é, no entanto, a palavra mais adequada para definirmos o sentimento que habita no coração de João Pierre, por tudo que ele faz pelo Crato.

   A exaltação de João Teófilo Pierre a nossa cidade é a temática recorrente de sua já vasta produção literária. Um amor também presente nos pronunciamentos que ele fez e continua fazendo, bem como nas suas ações mais corriqueiras. Ainda hoje, ele mantém sua casa na Rua Carolino Sucupira, onde gosta de sentir a alegria de abri-la, observa-la, e, em seguida, fechá-la, num ritual que sempre faz quando vem a Crato.

    Uma rotina como a marcar sua conduta de cidadão e do homem público que foi, quando exerceu os cargos de secretário municipal e vice-prefeito de Crato, nos anos da década 70. Corroborando ser verdade aquela frase da Bíblia – constante do Evangelho de Mateus – de que “A boca fala do que está cheio o coração.” 

   Esses bons e nobres sentimentos, tornaram-se uma característica marcante da personalidade de João Teófilo Pierre. E ele sabe repassar, com simplicidade e profundidade, tudo o que lhe vai no coração. 

    Ainda bem que João teve consciência e sensibilidade de saber que as boas palavras e os bons sentimentos não devem ser trancados dentro de si. Antes, devem ser regados para florir. E, depois de floridos, devem ser socializados com a comunidade, visando unicamente o bem desta. Sem buscar reconhecimento em troca; sem alimentar vaidades efêmeras, nem se preocupar em ouvir louvaminhas, as quais nem sempre são sinceras. João Teófilo Pierre ministra essa liturgia da cidadania, e isso lhe faz feliz.

     Continue assim, professor! Seu sermão silencioso tem observadores e, quiçá, terá seguidores neste seu sentimento afetivo e cívico por sua cidade. E para encerrar, faço minhas as palavras de Júlio Aukav, que caem como uma luva no agir do Prof. João Pierre:

“Seja idealista nos seus sonhos, continue buscando o que realmente lhe faz feliz. Tenha paz em sentimentos na plenitude que honre a razão. Seja luz numa estrada escura. Seja sol num dia sereno. Seja infinito no amanhecer de um dia especial. Tenha certeza de que são as paixões que movem o mundo e não os interesses materiais. Pois somente o amor ilumina um coração puro e idealista”.

        Honra ao mérito! Honra ao nobre professor João Teófilo Pierre.

Deputado e Príncipe, Luiz Philippe de Orleans e Bragança, questiona Núncio Apostólico sobre encontro entre Lula e Papa



Fonte: O Antagonista

O deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança enviou um documento para o arcebispo Giovanni D’Aniello, atual Núncio Apostólico no Brasil, para questionar seu posicionamento a respeito da visita que Lula fará ao papa Francisco, no Vaticano.

Como mostramos, Lula pediu adiamento de seu depoimento no âmbito da Operação Zelotes, marcado para a próxima semana, para visitar o papa.

No documento, o deputado Philippe de Orleans e Bragança questiona se o arcebispo não teme pelos “efeitos negativos” que a visita poderá “acarretar ao povo e às instituições brasileiras”. A conferir.

“A saída do condenado do país apresenta um retardo no cumprimento de processos judiciais dos quais é réu. Sem querer especular se há qualquer obrigação que a Santa Sé tenha contraído com o condenado no passado, quando ocupava a presidência do Brasil, ao recebê-lo, representará impunidade e desrespeito às instituições brasileiras.”

 “Seus atos de corrupção das instituições, criou todo um sistema de perpetuação da pobreza de milhões de pessoas. Os resultados de seus atos têm sido difíceis de serem corrigidos em várias áreas da vida dos cidadãos brasileiros (…). Sua Santidade não teme pela imagem da Santa Igreja ao apoiar abertamente notórios comunistas brasileiros que comprovadamente cometeram graves crimes? Questiona, ainda, quanto à legitimidade dessa visita e os efeitos negativos que poderão acarretar ao povo e às instituições brasileiras.”


03 fevereiro 2020

Monarquia inglesa: uma forma de governo que deu certo




A monarquia inglesa continua firme e forte!  Também chamada de monarquia britânica, é a monarquia constitucional da Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte e de seus territórios ultramarinos (Canadá, Austrália, Nova Zelândia, dentre outros).

Ao completar 68 anos de reinado, a Rainha Elizabeth II está prestes a ultrapassar o tempo de reinado do imperador Franz Joseph da Áustria-Hungria. A Rainha Elizabeth é   a terceira monarca europeia com o maior reinado da história em um país soberano.

Durante esse tempo, ela viu um número assombroso de chefes de Estado. Como rainha, desde 1952, ela viu passar 23 presidentes da República do Brasil (isso mesmo 23 presidentes brasileiros, em meio a golpes, ditaduras, estados de sítios e governos corruptos sucessivos durante 16 anos... o escambau). Viu passar  13 presidentes dos EUA, 10 presidentes da França, 7 papas, 11 presidentes da Itália, 26 presidentes da Argentina, 3 reis da Bélgica, 3 reis da Holanda, 2 reis da Suécia, 2 reis da Dinamarca, 2 reis da Espanha, 2 reis e 12 presidentes da nova “República da Grécia”, 3 reis da Noruega, 3 grão-duques de Luxemburgo, 3 imperadores do Japão e 2 príncipes de Liechtenstein...

God save the Queen!

(baseado em postagem do face book Vista Monarquia)

02 fevereiro 2020

02 de fevereiro: aniversário de Dom Bertrand


   Sua Alteza Imperial e Real o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, hoje, 02 de fevereiro,  completa 79 anos de idade.

    Sobre Dom Bertrand, assim se expressou Olavo de Carvalho:

" Dom Bertrand tem mais amor ao Brasil do que toda a classe política reunida.
O que afirmei de Dom Bertrand acima não é uma opinião genérica, é um fato: nunca vi um político estudar os problemas do Brasil com tanta devoção, com preocupação tão séria quanto o faz o nosso querido príncipe.
Ele é um médico capaz e bondoso, que o paciente recebe a pontapés."
- Olavo de Carvalho”.

     Traduzindo os sentimentos de todos os monarquistas brasileiros desejamos a Sua Alteza um feliz aniversário!