12 janeiro 2020

Conhecendo a História do Cariri


A primeira romaria feita a Juazeiro do Norte – por Armando Lopes Rafael

   Capela de Nossa Senhora das Dores, da povoação de Joaseiro, onde, na primeira sexta-feira de 1889, ocorreu o fenômeno do sangue na boca da Beata Maria de Araújo

     Em 6 de março de 1889, ocorreu – na capela de Nossa Senhora das Dores, na então vila de Joaseiro, um fato inusitado. Uma hóstia consagrada, dada em comunhão, pelo Pe. Cícero Romão Batista, a Maria de Araújo, transformou-se em sangue na boca da Beata. A notícia, como não podia deixar de ser, correu – como um rastilho de pólvora – pelo interior nordestino.   Quatro meses depois do acontecido – num domingo, 7 de julho daquele ano – aconteceu a primeira romaria feita a Juazeiro do Norte. Ela foi planejada e partiu da cidade de Crato. Milhares de fiéis cratenses, sob a coordenação e liderança do Mons. Francisco Rodrigues Monteiro, seguiram a pé de Crato até à “povoação do Joaseiro”.

        Amália Xavier de Oliveira relata no seu livro “O Padre Cícero que eu conheci”: “Do púlpito da Capela de Nossa Senhora das Dores de Juazeiro, pequena vila pertencente ao município de Crato, (Mons. Monteiro) divulgou, oficialmente, perante mais de 3 mil pessoas os fatos extraordinários que se passavam ali, afirmando aos presentes, que o sangue verificado por todos, naquelas toalhas por ele apresentadas, era o próprio sangue de Jesus Cristo, arrancando dos presentes, copiosas lágrimas” E acrescentou:  "Se um dia eu negar o que vi que me falte e a luz dos olhos”.

         Anos depois, Mons. Monteiro, pressionado pelo Bispo do Ceará, Dom Joaquim Vieira (que desde o início do fenômeno não acredita que fosse “milagre”), voltou atrás naquelas suas palavras, proferidas na primeira romaria feita A Juazeiro. Amália Xavier de Oliveira concluiu assim seu depoimento, no livro acima citado: “Mas, sem a luz dos seus olhos (Mons. Monteiro tinha ficado cego devido à catarata), veio ele muitas vezes a Juazeiro onde passava semanas e mais semanas, hóspede do Pe. Cícero, em casa da sua irmã Angélica, sob os cuidados de Giluca, uma Beata da família Pinheiro Monteiro que ali residia”.

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