10 janeiro 2020

15º ano da Academia Brasileira de Hagiologia – por José Luís Lira (Fundador e Presidente de Honra)



      A ideia de criar a Academia Brasileira de Hagiologia (ABRHAGI) foi da Acadêmica Matusahila Pereira de Souza Santiago. Ao retornar de Canindé, Ceará, onde participei do encerramento do novenário de São Francisco, em outubro de 2004, trouxe comigo um exemplar da revista sobre a peça “Francisco – O homem que se tornou Santo”, encenada naquela cidade. Na revista continha um artigo assinado por mim, falando sobre Francisco. Após ler o periódico, Matusahila me interrogou: por que não se criar uma entidade acadêmica para estudar os santos? Constatei, por meio de informações e consultas a páginas na Internet, muito especialmente nas do Vaticano e da CNBB, que não existia a mencionada Academia. Feitas as constatações, Matusahila Santiago e eu, José Luís Lira, convidamos a Desembargadora Gizela Nunes da Costa, para juntos formularmos a ABRHAGI.

      Com estatuto, brasão, quadro de patronos por mim preparados, conversei com Dom José Bezerra Coutinho, bispo emérito e vigário geral da Arquidiocese de Fortaleza. Este deu seu total apoio e foi o único cargo definido antes da Assembleia de Criação da Academia. Seria ele o nosso Presidente de Honra. Depois falei com os amigos Profa. Norma Soares e Prof. Teodoro Soares. A Profa. Norma sugeriu buscarmos a Irmã Elisabeth Silveira para ser a Academia sediada no Colégio da Imaculada Conceição. Irmã Elisabeth, segunda Presidente de Honra, se tornou grande entusiasta da Academia.

        Formamos uma sociedade científica e cultural dedicada ao estudo dos santos, candidatos à honra dos altares, movimentos messiânicos e cousas sagradas e santificadas. A hagiologia é considerada ciência e se volta ao estudo sobre os santos, no cristianismo.

       O dogma da Imaculada Conceição foi decretado pelo Papa Pio IX, em sua bula Ineffabilis Deus, em 08/12/1854. O dogma iria fazer 150 anos e escolhemos esta a data da criação da Academia Brasileira de Hagiologia, 08/12/2004. Era o ano do 150º aniversário da Arquidiocese de Fortaleza; 140º aniversário de fundação do Seminário da Prainha, em Fortaleza e 100º aniversário da coroação de Nossa Senhora Aparecida, patrona geral da Academia. Resolvemos realizar a Assembleia de criação no Seminário da Prainha.

      A ABRHAGI é de Nossa Senhora. Sua fundação, no dia da Imaculada Conceição; sua sede, no Colégio da Imaculada Conceição. Em 1830 ela recomendou a Santa Catarina Labouré a confecção de uma medalha com a inscrição: “Oh Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”. Em 11/02/1858, a Santíssima Virgem disse a Santa Bernadette Soubirous, “Eu sou a Imaculada Conceição”. Então, se a fundação se deu no dia do anúncio do dogma, a instalação dar-se-ia no dia em que a Virgem se proclamou a Imaculada Conceição: 11/02/2005, data da posse social da Diretoria.

       As letras inicial e terminal do alfabeto grego, Alfa e Ômega, dentro de um círculo perpassado por uma Cruz incolor, no brasão, nos lembram que a Academia tem aquele caráter de eternidade. “Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos”, confrades retornaram à Casa do Pai, outros deixaram a ABRHAGI, vieram novas diretorias, novos acadêmicos, novos tempos, mas, a Academia resistiu, resiste e resistirá, porque não é nossa. Ela é de Deus, dedicada aos seus santos, com a proteção da Imaculada Conceição Aparecida!

  (*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com mais de vinte livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.

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